Para contar as novidades, fatos, impressões e tudo o que eu ainda vejo de novo!
A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Mostrando postagens com marcador Amizades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amizades. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 20 de maio de 2020
Boletim Corona vírus 5
Talvez eu seja pessimista. Ou não. Talvez realista?
Existe um povo aí que já relaxou geral só porque os filhos voltaram às aulas na semana passada. Eu queria era entender o raciocínio, juro.
Ninguém disse que o vírus sumiu.
Aqui na Holanda, a situação está sob controle. O sistema não colapsou, está dando conta da demanda. O número de pessoas doentes e mortos diminuiram. Diminuiram justamente por conta do isolamento social, do fechamento das escolas, de lojas, de bares e restaurante, cinemas, teatro...etc etc etc
Ninguém foi proibido de sair de casa...
Nós aqui não fomos na casa de ninguém e mal saímos de casa. Só por necessidade de supermercado.
Uns e outros ainda levaram a vida como antes. Vi vizinhos recebendo visitas, dando festinhas de aniversário e soltando a criançada na rua pra brincar nos dias de sol.
A volta às aulas é um teste. Ninguém voltou ao ritmo normal de aulas. Turmas foram divididas e tem criança indo apenas uma ou duas vezes na semana para a escola.
Alguns serviços também voltaram como cabeleleiros.
Mas alguém disse que o vírus sumiu???? Não, né!
E aí é que está o perigo.
As pessoas que podem, ainda estão orientadas a trabalhar de casa e qualquer sintoma de gripe, resfriado, febre, tosse, as pessoas devem ficar em casa.
Eu precisava ir buscar uns medicamentos na farmárcia. Recebi um email que caso eu estivesse espirrando, tossindo ou qualquer outro sintoma, eu deveria telefonar para eles agendarem a entrega aqui em casa. Tudo para eu não sair de casa, tudo para eu não aparecer na farmácia e colocar em risco quem está trabalhando.
Agora, teve vizinho aqui na rua que passou estes dois meses trancafiado em casa. Nem os filhos saíram brincar na rua. Não abriram janelas e nem as cortinas. Neste fim de semana, recebeu uma penca de gente em casa.
A minha vizinha de porta, estava toda feliz e saltitante. Recebeu visitas também.
Pessoas não estão respeitando mais o distanciamento de 1,5 m em lojas e supermercados.
O fato dos filhos poderem ir para as escolas, não significa que tudo voltou ao normal e tudo será igual. NÃO! O vírus tá aí.
Tem gente que acha que com o calor, o vírus vai sumir. Aliás, já acha que o vírus "deu uma sumida" porque os números estão diminuindo, como disse acima.
Eu não sei se são otimistas demais, burras demais, inocentes demais ou sou eu, a grande pessimista.
E eu não estou a fim de pegar nem a versão mais leve.
Já tá cheio de gente aqui que teve a versão "leve" do vírus, se tratou em casa, foi até medicado, porém não conseguiu se recuperar totalmente depois de semanas...tem os sintomas que vão e vem. Vezes mais fortes, vezes mais amenos.
Imagina, que um amigo nosso queria até vir aqui em casa. Eu disse que não. Imagina, a gente aqui, tomando todos os cuidados...e, por um azar, somos contaminados por um encontro inocente entre amigos?
É, gente...devagar com o andor que o santo é de barro...
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Vez ou outra
Eu encontrei uma conhecida uns tempos atrás na rua.
Olha, apesar da cidade ser um ovo, não encontro e nem vejo uma pá de gente há anos.
Uma vez encontrei com uma outra que me disse que "tinham falado" que eu tinha voltado pro Brasil. Achei graça. As pessoas deixam de ter contato comigo e fazem deduções absurdas sobre a minha vida e saem espalhando por aí. Mais tonto é quem acredita. A pessoa ficou tão sem graça quando respondi que se ela realmente tivesse contato comigo, saberia da real.
Falando desta última, já fazia realmente um bom tempo que eu não a via. E olha que ela ainda mora perto da minha casa.
Da última vez que eu a encontrei, eu levei um passa fora bem ninja dela. Já até contei aqui o episódio...hahaha
Eu a tinha convidado para um café, numa tarde ensolarada lá no centro da cidade. Minha ideia era sentar num lugar legal e passar umas horas batendo papo, comendo bolo e tomando um café fresquinho. Porém, no meio do caminho, a mina resolveu entrar no supermercado, disse que tinha que comprar umas coisas. Ok. Lá tinha uma máquina de café. Ela pegou dois e me serviu. Ela simplesmente disse que era para tomar o café ali mesmo. Foi-se embora e me deixou ali plantada com cara de tacho.
Nunca mais, né gente! A gente tem sentimentos!
E assim os anos passaram. O menino dela, que era pequeno e que ela deixava comigo pra eu tomar conta, cresceu. Não precisou mais de mim. Não trocamos mais cartões de Natal e nem nos cumprimentamos mais nos aniversários. Virou uma perfeita estranha.
E eu encontrei com ela. Trombei com ela, literalmente. Ela ficou admirada. Já foi dizendo que não se conformava de não ter mais me visto por aí.
A conversa até engatou bem. Perguntei das crianças, da família. Até que ela de novo mencionou o fato de não ter me encontrado mais. Eu disse que se ela procurasse saber sobre mim, saberia onde me encontrar. Já estava até pensando em chama-la pra um café aqui em casa com a torta que ela gostava. Foi aí que ela estragou tudo dizendo que é muito ocupada, mas o problema não é ser "ocupada", o problema é a maneira esnobe da pessoa. De repente, a fisionomia dela mudou, parece que cresceu e se fez de superior. No estilo eu tenho coisas muito mais importantes na minha vida e também não preciso mais de você.
Pra mim, o recado foi dado mais uma vez. E também eu perdi o interesse. Daí quem não quer mais, sou eu.
Simplesmente encerrei a conversa:
"_Você é muito ocupada, eu sou ocupada, todos somos ocupados e assim caminha a humanidade, ocupada. Tchau!"
Virei as costas e saí andando. Sem olhar para trás!
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Um registro para lembrar
A vida dá voltas e, às vezes, nos traz reencontros.
A gente volta no tempo...num tempo sem internet, sem aquecimento global, sem celular onde nossa única preocupação era tirar boas notas na escola e recuperar a camada de ozônio na atmosfera do planeta. E faz tempo hein...31 anos!
E olha que nem éramos assim daquelas melhores amigas e, pra falar a verdade, nem consigo me lembrar direito quando e como retomamos o contato.
E a vida nos apresenta momentos especiais. Mesmo depois de tantos anos, anos inclusive sem contato, pareceu que sempre estivemos presentes uma na vida da outra.
Foram dias leves, só nossos, de curtição, risadas, lembranças e passeios...por poucos dias voltamos a ter 13 anos de novo.
La vie est belle!
A gente volta no tempo...num tempo sem internet, sem aquecimento global, sem celular onde nossa única preocupação era tirar boas notas na escola e recuperar a camada de ozônio na atmosfera do planeta. E faz tempo hein...31 anos!
E olha que nem éramos assim daquelas melhores amigas e, pra falar a verdade, nem consigo me lembrar direito quando e como retomamos o contato.
E a vida nos apresenta momentos especiais. Mesmo depois de tantos anos, anos inclusive sem contato, pareceu que sempre estivemos presentes uma na vida da outra.
Foram dias leves, só nossos, de curtição, risadas, lembranças e passeios...por poucos dias voltamos a ter 13 anos de novo.
La vie est belle!
![]() |
| Amigas - Virxe da Rocha |
sexta-feira, 5 de abril de 2019
A americana
Eu não sei, mas parece que eu atraio gente tratante.
Gente que não precisa combinar nada comigo, mas que combina as coisas e na hora H, desmarca.
Gente que não precisa ter meu número, mas pede porque diz que vai me telefonar e NUNCA telefona.
Gente que não precisa prometer amizade sem fim e diz que a gente tem muito em comum e isso e aquilo. E, bem lá no íntimo, a gente sabe que vai dar em nada, porque tá assim hoje em dia, pessoas vêm e vão. Mas será que tudo isso faz parte de algum código social? De um blablabla inútil porém necessário?
Uns meses atrás, tivemos uma festa grande de família...festa grande mesmo...teve banda ao vivo, cantor das antigas contratado pra se apresentar...enfim, muita gente...
Quando chegamos, a mesa da família já estava assim meio lotada e não tinha mais espaço para nós e tivemos que procurar por outra mesa. Um casal, numa mesa próxima, nos chamou e ofereceu os lugares vagos na mesa com eles.
A moça, origem chinesa, falava inglês. Aliás, foi ela que teve a iniciativa, porque esperar isso de holandês...não rola assim fácil, não.
Na hora, ela se levantou e se apresentou e já foi puxando conversa. Falou que não falava holandês porque estava só há um ano aqui...e contou toda a história da vida dela, numa simpatia sem fim. Americana. Namorado holandês. Aliás, o namorado dela, um jovem senhor também muito simpático. Nos apresentamos, eu pedi desculpas porque meu inglês não é fluente. Ela riu, entendia como era, uma salada de idiomas...que ela também fala chinês e conseguimos engatar num papo legal.
Nós nos identificamos como sobrinhos dos donos da festa e eu perguntei qual era a ligação deles com os titios! O holandês tratou logo de responder que o avô dele era parente do avô do titio. Eu ri e brinquei que estávamos então todos entre família.
Mas depois, visto como tudo decorreu, fiquei na dúvida se eram mesmo convidados ou penetras na festa. A cunhada do rapaz veio sentar por um tempo com a gente. Quando falei o nome da titia, ela ficou em dúvida. Eu ainda brinquei..."Você não sabe quem é? É a dona desta festa!" A mulher ficou super sem graça...aí depois, sabe, você junta as coisas...enfim...contei até para o meu sogro, falar com a irmã dele.
E a noite seguiu agradável, comida boa, bebida, risadas...vieram outras pessoas e tudo ótimo.
E a americana já foi convidando a gente para ir para a Califórnialevar a vida sobre as ondas, ser artista de cinema, o meu desejo é ser star, só que não rs na casa de praia dela, que era linda. Descreveu a casa toda, falou que iríamo adorar (eu me achando já, me imaginando com os pézinhos na areia, sentindo a água nos pés hahaha)
O namorado holandês quieto. Nem que sim e nem que não. Nós, meu marido e eu, nos entre olhamos assim, né...tipo...Oi? Tia, como assim ir pra Califórnia na sua casa na praia?
E eu sei, gente, que ela me passou os números dela, email e me rogou para que eu entrasse em contato, que ela gostaria de vir me visitar, pra gente marcar um almoço, fazer passeios...enfim...
Aí você pensa...vou esperar uns dias né...não quero parecer desesperada para fazer amigos! hahaha
Eu, sinceramente, ando meio preguiçosa pra ir atrás dos outros, ainda mais com meu inglês vencido, já vi o esforço que iria me custar, tudo para evitar a fadiga. Aí, você pensa e vê até pelo lado positivo. A moça super simpática, gentil...e, né, as férias na Califórnia...vai, que custa? rs Faz contato com a moça. Ela pediu!
Telefonei...o número caiu num tipo de caixa postal. Gaguejei qualquer coisa, morri de vergonha. Nada de retorno.
Passei um email, um tempo depois.
Nada.
NUNCA MAIS...gente....
E foi assim! A grande amizade, já era!
Gente que não precisa combinar nada comigo, mas que combina as coisas e na hora H, desmarca.
Gente que não precisa ter meu número, mas pede porque diz que vai me telefonar e NUNCA telefona.
Gente que não precisa prometer amizade sem fim e diz que a gente tem muito em comum e isso e aquilo. E, bem lá no íntimo, a gente sabe que vai dar em nada, porque tá assim hoje em dia, pessoas vêm e vão. Mas será que tudo isso faz parte de algum código social? De um blablabla inútil porém necessário?
Uns meses atrás, tivemos uma festa grande de família...festa grande mesmo...teve banda ao vivo, cantor das antigas contratado pra se apresentar...enfim, muita gente...
Quando chegamos, a mesa da família já estava assim meio lotada e não tinha mais espaço para nós e tivemos que procurar por outra mesa. Um casal, numa mesa próxima, nos chamou e ofereceu os lugares vagos na mesa com eles.
A moça, origem chinesa, falava inglês. Aliás, foi ela que teve a iniciativa, porque esperar isso de holandês...não rola assim fácil, não.
Na hora, ela se levantou e se apresentou e já foi puxando conversa. Falou que não falava holandês porque estava só há um ano aqui...e contou toda a história da vida dela, numa simpatia sem fim. Americana. Namorado holandês. Aliás, o namorado dela, um jovem senhor também muito simpático. Nos apresentamos, eu pedi desculpas porque meu inglês não é fluente. Ela riu, entendia como era, uma salada de idiomas...que ela também fala chinês e conseguimos engatar num papo legal.
Nós nos identificamos como sobrinhos dos donos da festa e eu perguntei qual era a ligação deles com os titios! O holandês tratou logo de responder que o avô dele era parente do avô do titio. Eu ri e brinquei que estávamos então todos entre família.
Mas depois, visto como tudo decorreu, fiquei na dúvida se eram mesmo convidados ou penetras na festa. A cunhada do rapaz veio sentar por um tempo com a gente. Quando falei o nome da titia, ela ficou em dúvida. Eu ainda brinquei..."Você não sabe quem é? É a dona desta festa!" A mulher ficou super sem graça...aí depois, sabe, você junta as coisas...enfim...contei até para o meu sogro, falar com a irmã dele.
E a noite seguiu agradável, comida boa, bebida, risadas...vieram outras pessoas e tudo ótimo.
E a americana já foi convidando a gente para ir para a Califórnia
O namorado holandês quieto. Nem que sim e nem que não. Nós, meu marido e eu, nos entre olhamos assim, né...tipo...Oi? Tia, como assim ir pra Califórnia na sua casa na praia?
E eu sei, gente, que ela me passou os números dela, email e me rogou para que eu entrasse em contato, que ela gostaria de vir me visitar, pra gente marcar um almoço, fazer passeios...enfim...
![]() | |
| Me liga, por favor! Vamos ser amigas! |
Aí você pensa...vou esperar uns dias né...não quero parecer desesperada para fazer amigos! hahaha
Eu, sinceramente, ando meio preguiçosa pra ir atrás dos outros, ainda mais com meu inglês vencido, já vi o esforço que iria me custar, tudo para evitar a fadiga. Aí, você pensa e vê até pelo lado positivo. A moça super simpática, gentil...e, né, as férias na Califórnia...vai, que custa? rs Faz contato com a moça. Ela pediu!
Telefonei...o número caiu num tipo de caixa postal. Gaguejei qualquer coisa, morri de vergonha. Nada de retorno.
Passei um email, um tempo depois.
Nada.
NUNCA MAIS...gente....
E foi assim! A grande amizade, já era!
sexta-feira, 8 de junho de 2018
O nosso amigo
Ahhh aquele nosso amigo holandês...
Fazia tempo que eu não mencionava sobre ele. Fato mesmo que eu deixei de dar murro em ponta de faca...deixamos meio que de lado.
Mas...é sempre mais do mesmo, agora com um agravante. Sim, o que já estava ruim, piorou no meu ponto de vista.
Ele continua com a "noiva virtual inexistente" dele. Impressionante, isso já dura anos.
Nos cumprimentamos no final de ano, para desejar boas festas e ele disse que viria nos visitar logo nos primeiros dias de janeiro. Achei legal a iniciativa dele. Ainda mais nos dias de hoje, que nem convidando, as pessoas aparecem.
E o ano novo começou e nada do nosso amigo dar as caras. Deixamos pra lá. Não vou ficar no pé de ninguém. Sabe onde moramos, como fazer contato...e cada um é livre para fazer o que bem entender.
E foi aniversário dele, depois de alguns meses do início do ano. Enviei os cumprimentos e veio a notícia chocante: o falecimento de sua mãe devido a um acidente. E pasme, em janeiro, meses atrás!
Olha, fiquei chocada pela morte da mulher e outra por ele não ter nos avisado. Realmente, significamos muito para ele. Só falou porque entramos em contato.
Dei-lhe as nossas condolências.
E ele foi falando... logo a "noiva que não existe" - que já tentou vir para a Holanda por diversas vezes, sem nunca conseguir - chegará com muuuuito dinheiro. Ele irá comprar a casa onde mora, que é herança da mãe, dos irmãos e logo terão filhos e tudo ficará bem.
O duro é saber que isso não vai acontecer... e pior...ainda vai confusão com os irmãos.
Cenas para os próximos capítulos...
Fazia tempo que eu não mencionava sobre ele. Fato mesmo que eu deixei de dar murro em ponta de faca...deixamos meio que de lado.
Mas...é sempre mais do mesmo, agora com um agravante. Sim, o que já estava ruim, piorou no meu ponto de vista.
Ele continua com a "noiva virtual inexistente" dele. Impressionante, isso já dura anos.
Nos cumprimentamos no final de ano, para desejar boas festas e ele disse que viria nos visitar logo nos primeiros dias de janeiro. Achei legal a iniciativa dele. Ainda mais nos dias de hoje, que nem convidando, as pessoas aparecem.
E o ano novo começou e nada do nosso amigo dar as caras. Deixamos pra lá. Não vou ficar no pé de ninguém. Sabe onde moramos, como fazer contato...e cada um é livre para fazer o que bem entender.
E foi aniversário dele, depois de alguns meses do início do ano. Enviei os cumprimentos e veio a notícia chocante: o falecimento de sua mãe devido a um acidente. E pasme, em janeiro, meses atrás!
Olha, fiquei chocada pela morte da mulher e outra por ele não ter nos avisado. Realmente, significamos muito para ele. Só falou porque entramos em contato.
Dei-lhe as nossas condolências.
E ele foi falando... logo a "noiva que não existe" - que já tentou vir para a Holanda por diversas vezes, sem nunca conseguir - chegará com muuuuito dinheiro. Ele irá comprar a casa onde mora, que é herança da mãe, dos irmãos e logo terão filhos e tudo ficará bem.
O duro é saber que isso não vai acontecer... e pior...ainda vai confusão com os irmãos.
Cenas para os próximos capítulos...
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Quando a saudade fica...
![]() |
| Lizzy quando queria colo |
Na verdade, ela não era nossa. A gente é que era dela.
Apareceu aqui, foi se enturmando e tomando conta do pedaço. Aliás, as duas! Sim, duas.
Mas a Lizzy era especial.
Educada, sensata, tranquila, inteligente...uma lady! Tinha senso de humor e, quando podia, achava o travesseiro para se aninhar e dormir na nossa cama. Engraçada era a cara que ela fazia quando eu a descobria. Porém, como ela fazia isso muito de vez em quando, eu deixava a travessura acontecer.
Ela tinha a casa dela, mas sabia se dividir entre os dois lares. Tinha seus horários, sempre pontual. Seus hábitos eram também bem definidos.
Eu sou meio "Felícia" e ela não gostava muito de amassos, não. Me ignorava. Mas era perfumada e macia a criatura! - E a ironia do destino: a minha alergia a gatos. Eu espirrava quando ela aparecia toda asseada e perfumada! - E só quando ela queria, ela nos dava a honra de ficar no nosso colo.
Fomos nós que percebemos que algo não ía bem com ela. Apesar de seus dez anos, era cheia de energia e parecia uma gatinha novinha. Avisamos os donos que levaram ao veterinário. Acho que o diagnóstico foi equivocado. Foi tudo rápido.
No dia que ela partiu, nós conseguimos vê-la e ficar com ela. De noite, a "dona" dela veio nos avisar que ela tinha partido, há uma semana atrás.
Os humanos se decepcionam fácil uns com os outros... agora com os animais, a gente se surpreende.
Lizzy... o nosso amor e o nosso respeito. Que bom que você foi a nossa companheirinha e alegrou a nossa vida mesmo que tão brevemente. 💓😻
domingo, 1 de outubro de 2017
A vizinha
Bom, nem vou discutir aqui que eu não tenho amizades holandesas...não tenho e pronto...é assim. Culpa deles, não sei...culpa minha que não vai atrás? Sei lá. Já tentei.
Nossa, você vive a tantos anos aí na Holanda e não tem amigos holandeses? Não, não tenho!
Falo de amizade...que vai na casa, que combina um passeio, que conta alguma coisa, que desabafa...necas. Porque dizer "hallo"na rua, eles dizem para qualquer um. Te cumprimentam como se fossem seus melhores amigos e podem te contar a vida deles em cinco minutos. Apesar que tem uns que nem "hallo" dizem mais. Uns tipos que passam olhando pro chão, só para não te olhar.
Mas um dia, encontro uma das vizinhas, HOLANDESA, na rua. Ela me para e começa uma conversa e então ela diz que precisa ir ver a mãe, que é bem idosa e interna numa residência de idosos e emenda um "vamos tomar um café qualquer dia". Gente...eu juro que fiquei me perguntando se eu tinha entendido bem. Ela diz para eu bater qualquer hora na casa ela.
Aí esta semana, depois de duas semanas do nosso encontro, vi que ela estava em casa e fui lá, meio ressabiada. Como eu não queria fazer nada assim "na hora", perguntei se poderíamos tomar o tal café no dia seguinte e ela topou.
E ela veio. Me trouxe bulbos de jacinto que eu nem sei onde plantar, mas tudo bem. O que vale é a intenção.
E a primeira pergunta dela para a minha pessoa é o que eu faço fora de casa.
Gente, parece que você é obrigado a ter que participar de uma academia, de um clube, de
Parece que tudo gira numa troca de interesses. Deixa eu conhecer fulano, quem sabe ele pode me ser útil para alguma coisa.
Uma coisa que me esgotou é encontrar com gente que nada tem a ver comigo. NADA. Eu procuro sempre respeitar o jeito da pessoa, mas se a pessoa não considera o meu lado...tô fora.
E ela contando que frequenta academia, que paga tanto por mês, que pode fazer qualquer aula ou atividade antes das dezesseis horas, que encontra vários vizinhos lá, que tem sauna e que o mais legal é que o café, chá, energéticos e bolachinhas são à vontade e você faz contatos com as pessoas.
Para, né? Dizer que café e chá são à vontade, ilimitados e contato com pessoas ou com os vizinhos não irião nunca me convencer a frequentar uma academia...
Questionei esta parte do contato e amizade. Ela me olhou, como se me analizasse.
Eu disse que eu tenho e me ocupo bastante com as minhas poucas e fiéis amizades. Que mesmo determinados amigos estando tão longe fisicamente, nos fazemos presentes na vida uns dos outros e que eu não tenho necessidade de contatos.
Ela se calou. Falou do clube de horta do qual faz parte, dos jantares a cada duas semanas com o pessoal onde cada um faz a sua comida e leva pra comer no tal encontro. Fico me perguntando o que esta gente conversa hahaha sobre a colheita?
Enfim...ela foi simpática, amável para uma holandesa, que eu costumo dizer que se bastam a si mesmas rs...não...minha sogra e minhas cunhadas são tranquilas, mas é da família né, não conta.
Me emprestou um livro sobre Alzheimer e disse que quer que eu vá tomar café com ela na casa dela...
Acho que estamos progredindo!
Veremos.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
A vizinha folgada... socorro!
Colega, você aí, minha amiga, que é mãe, que resolveu enfrentar a grande aventura da maternidade.
É uma decisão sem volta a decisão de ter filhos. Acredito que você tinha em mente esta ideia quando resolveu ser mãe, idealizando aquele rostinho fofinho, as risadinhas banguelas e todas as fofurices que só um bebê tem. Com quem será que irá se parecer? Será lindo como o pai? Terá a inteligência da mãe?
Pois é, e espero também que você tenha levado em conta as noites em claro, que podem ser muitas no decorrer da vida inteira e por vários motivos. Dos choros infinitos de cólica e mazelas diversas. Das birras e malcriações. Das brigas sérias, do desrespeito...porque uma hora tudo isso acontece...em umas famílias mais, em outras menos...mas acontecem.
E aí você tem o seu primeiro filho e resolve ter o segundo, o terceiro, o quarto...
Se você vive longe da família e, ainda por cima, num país estranho e frio...você terá que serquase ninja.
Saiba que ao decidir ser mãe, você vai triplicar suas obrigações e tarefas diárias. Mas tudo isso é fichinha, afinal tudo vale a pena quando se recebe o carinho de um filho.
A escolha é de cada um.
E considerando que a escolha é sua, eu acredito que você não vá responsabilizar e delegar suas obrigações a terceiros, principalmente aos que não têm filhos.
Não pense que quem não tem filhos, não tem o que fazer. Uma pessoa sem filhos talvez tenha mais liberdade no seu dia a dia, mais flexibilidade nos seus horários. Como por exemplo, não ter que sair no frio, no meio da escuridão, da chuva, do vendaval pra levar os bacurizinhos para escola.
Uma pessoa sem filhos tem as mesmas coisas para fazer que uma mãe, ela só não tem os filhos. O resto é tudo igual.
Mas claro que, neste mundo, ninguém vive numa bolha e uma hora ou outra será necessário pedir uma ajuda. Tudo bem. É perfeitamente compreensível. Nós sem filhos não somos tão frios e apáticos assim.
Agora se você tem uma rotina, que foi escolhida por você, seja realista de que a rotina é sua e ninguém tem nada a ver com isso.
Claro que outras pessoas que têm filhos se compadecem e sabem que podem trocar favores do mesmo nível com outros que também são pais. Até aí, normal, uma mão lava a outra e todos ficam felizes. Quer ter uma noite romântica com seu amor? Peça ajuda para a avó, uma tia ou para aqueles vizinhos com quem seus filhos brincam depois da escola.
Pode até ser para aquela amigona sem filhos? Pode...mas tenha em mente que ela é que está lhe fazendo um grande favor e não você, de deixar ela desfrutar dos seus filhos. A sua amiga sem filhos, nunca vai ter o que te pedir na mesma proporção. Pense nisso. Claro, a não ser que ela viva enfiada na sua casa, tomando o seu tempo, abrindo sua geladeira, seja uma espaçosa...tudo depende. Tenha bom senso.
E a minha vizinha folgada parece não ter bom senso.
Ela sabe que tem que buscar a filha mais velha na escola. Porém, muitas vezes o bebê ainda está dormindo nesta hora dela sair.
O que ela se acostumou a fazer? Adivinhem. A bater aqui.
Detalhe: ela tem carro na porta e dirige.
Já quebrei o galho dela algumas vezes e a coisa tem sido quase que semanal.
Sabe que tal hora tem que sair? Acorda o bebê um pouco antes, coloca ele na cadeirinha, enrola num cobertor e pronto...entra no carro e vai. Não é nem cinco minutos.
A rotina é dela, não minha.
A desculpa dela: o menino está dormindo e ela tem dó de tirá-lo da cama pra sair no frio.
A minha ira: ver o pai sair com o filho no fim de semana, no frio, bem no horário do menino estar dormindo. E ela em casa. Aí pode?
Se o menino pode sair com o pai, dormindo no carrinho, no frio, por que não pode sair com ela, no carro, que precisa sair pra ir buscar a filha mais velha na escola? Por que ela tem que bater aqui e me pedir para ir ficar com o menino?
Ah e uma outra vez, ela saindo e eu saindo ao mesmo tempo, a pé. Ela só me falou "hallo", entrou no carro e saiu cantando pneu.
Pensei que ela podia ter me oferecido uma carona, né?
_ Olha, tô indo para tal lado, se der certo pra você também, entra no carro que eu te deixo lá. (Ainda mais considerando que eu tenho prestado favores a ela...seria simpático e mesmo porque já bateram aqui pedindo pro meu marido levá-los para a estação quando eles não tinham carro. A chamar o meu marido no trabalho dele para levá-la ao controle da gravidez...Vejam o nível da minha solidariedade...Pois é, a gente é trouxa mesmo)
Depois dessa, a porta pode ir abaixo, mas eu não abro mais!
Me chamem de cruel! Em 2017 tudo será diferente!
É uma decisão sem volta a decisão de ter filhos. Acredito que você tinha em mente esta ideia quando resolveu ser mãe, idealizando aquele rostinho fofinho, as risadinhas banguelas e todas as fofurices que só um bebê tem. Com quem será que irá se parecer? Será lindo como o pai? Terá a inteligência da mãe?
Pois é, e espero também que você tenha levado em conta as noites em claro, que podem ser muitas no decorrer da vida inteira e por vários motivos. Dos choros infinitos de cólica e mazelas diversas. Das birras e malcriações. Das brigas sérias, do desrespeito...porque uma hora tudo isso acontece...em umas famílias mais, em outras menos...mas acontecem.
E aí você tem o seu primeiro filho e resolve ter o segundo, o terceiro, o quarto...
Se você vive longe da família e, ainda por cima, num país estranho e frio...você terá que ser
Saiba que ao decidir ser mãe, você vai triplicar suas obrigações e tarefas diárias. Mas tudo isso é fichinha, afinal tudo vale a pena quando se recebe o carinho de um filho.
A escolha é de cada um.
E considerando que a escolha é sua, eu acredito que você não vá responsabilizar e delegar suas obrigações a terceiros, principalmente aos que não têm filhos.
Não pense que quem não tem filhos, não tem o que fazer. Uma pessoa sem filhos talvez tenha mais liberdade no seu dia a dia, mais flexibilidade nos seus horários. Como por exemplo, não ter que sair no frio, no meio da escuridão, da chuva, do vendaval pra levar os bacurizinhos para escola.
Uma pessoa sem filhos tem as mesmas coisas para fazer que uma mãe, ela só não tem os filhos. O resto é tudo igual.
Mas claro que, neste mundo, ninguém vive numa bolha e uma hora ou outra será necessário pedir uma ajuda. Tudo bem. É perfeitamente compreensível. Nós sem filhos não somos tão frios e apáticos assim.
Agora se você tem uma rotina, que foi escolhida por você, seja realista de que a rotina é sua e ninguém tem nada a ver com isso.
Claro que outras pessoas que têm filhos se compadecem e sabem que podem trocar favores do mesmo nível com outros que também são pais. Até aí, normal, uma mão lava a outra e todos ficam felizes. Quer ter uma noite romântica com seu amor? Peça ajuda para a avó, uma tia ou para aqueles vizinhos com quem seus filhos brincam depois da escola.
Pode até ser para aquela amigona sem filhos? Pode...mas tenha em mente que ela é que está lhe fazendo um grande favor e não você, de deixar ela desfrutar dos seus filhos. A sua amiga sem filhos, nunca vai ter o que te pedir na mesma proporção. Pense nisso. Claro, a não ser que ela viva enfiada na sua casa, tomando o seu tempo, abrindo sua geladeira, seja uma espaçosa...tudo depende. Tenha bom senso.
E a minha vizinha folgada parece não ter bom senso.
Ela sabe que tem que buscar a filha mais velha na escola. Porém, muitas vezes o bebê ainda está dormindo nesta hora dela sair.
O que ela se acostumou a fazer? Adivinhem. A bater aqui.
Detalhe: ela tem carro na porta e dirige.
Já quebrei o galho dela algumas vezes e a coisa tem sido quase que semanal.
Sabe que tal hora tem que sair? Acorda o bebê um pouco antes, coloca ele na cadeirinha, enrola num cobertor e pronto...entra no carro e vai. Não é nem cinco minutos.
A rotina é dela, não minha.
A desculpa dela: o menino está dormindo e ela tem dó de tirá-lo da cama pra sair no frio.
A minha ira: ver o pai sair com o filho no fim de semana, no frio, bem no horário do menino estar dormindo. E ela em casa. Aí pode?
Se o menino pode sair com o pai, dormindo no carrinho, no frio, por que não pode sair com ela, no carro, que precisa sair pra ir buscar a filha mais velha na escola? Por que ela tem que bater aqui e me pedir para ir ficar com o menino?
Ah e uma outra vez, ela saindo e eu saindo ao mesmo tempo, a pé. Ela só me falou "hallo", entrou no carro e saiu cantando pneu.
Pensei que ela podia ter me oferecido uma carona, né?
_ Olha, tô indo para tal lado, se der certo pra você também, entra no carro que eu te deixo lá. (Ainda mais considerando que eu tenho prestado favores a ela...seria simpático e mesmo porque já bateram aqui pedindo pro meu marido levá-los para a estação quando eles não tinham carro. A chamar o meu marido no trabalho dele para levá-la ao controle da gravidez...Vejam o nível da minha solidariedade...Pois é, a gente é trouxa mesmo)
Depois dessa, a porta pode ir abaixo, mas eu não abro mais!
Me chamem de cruel! Em 2017 tudo será diferente!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Da série: vou viver uma vida e não vou ver tudo...
Sabe, eu venho contar aqui e a maioria dos eventos são aqueles que me assombram.
A gente cresce com uma certa educação, ao decorrer da vida adquirimos aqueles códigos sociais de boas maneiras, seja no trabalho com os colegas e superiores, com amigos, família e por aí afora. Claro que cada um de nós temos o nosso jeito de ser, que é o que nos diferencia dos outros, afinal temos emoções, sentimentos, características! Uns mais introvertidos, outros mais abertos e receptivos. Outros mais atirados e comunicativos, outros mais solitários.
E tem coisas acontecendo aqui ao meu redor que vai totalmente contra a tudo que já vi nesta vida!
O conceito de amizade será que mudou? Depois dizem que nós, brasileiros, é que temos a mania de achar que todo mundo é amigo.
Continuando sobre a festa surpresa da vizinha.🎂
O vizinho pediu para fazer o favor de receber o presente dela. Claro, tem que ser surpresa. Até aí, ok. Me avisou o horário e recebi o presente na minha casa.
E qual não foi a minha surpresa quando ele passou um e-mail para todos os envolvidos dizendo que ele tinha comprado o tal presente e que ele esperava que as pessoas colaborassem.😲
Gente, primeiro ele convidou todo mundo e disse que ninguém deveria se preocupar, o importante seria a presença. E depois que as pessoas, mesmo no meio de seus compromissos da semana, se prontificaram a participar, ele vem com este papo?
Eu acho isso manipulador, deselegante, cara de pau mesmo!
Não vejo nada demais numa festa surpresa desde que as pessoas sejam amigas de verdade, pessoas íntimas do aniversariante e que um presente comum seja acordado entre todos, previamente. Eu já participei de coisas assim antes! A tal famosa vaquinha, ainda mais para os colegas de trabalho com que a gente estava todos os dias. A gente combinava antes com os demais, o presente, o valor.
Isso não é a primeira vez que acontece. De uma outra festa nós não participamos. Foi mais ou menos na mesma linha.
Acho de muita cara de pau fazer uma festa no sentido realmente de angariar fundos para o presente que ele determinou que queria dar. Claro que é tudo muito sutil. Sempre está lá que você pode participar com qualquer valor e se quiser, que a sua presença é o que importa e blablabla Se é o que realmente importa porque se presta a este papel?
Há escolha afinal? É tão sutil que você se sente colocado contra a parede e para não ficar chato acaba fazendo o jogo da pessoa.
Meu pai diz que isso é "fazer bonito com o chapéu dos outros". 😜
Só dá vontade de ficar bem longe desta gente!
Mas...Olha, isso virou moda agora, é?😕
A gente cresce com uma certa educação, ao decorrer da vida adquirimos aqueles códigos sociais de boas maneiras, seja no trabalho com os colegas e superiores, com amigos, família e por aí afora. Claro que cada um de nós temos o nosso jeito de ser, que é o que nos diferencia dos outros, afinal temos emoções, sentimentos, características! Uns mais introvertidos, outros mais abertos e receptivos. Outros mais atirados e comunicativos, outros mais solitários.
E tem coisas acontecendo aqui ao meu redor que vai totalmente contra a tudo que já vi nesta vida!
O conceito de amizade será que mudou? Depois dizem que nós, brasileiros, é que temos a mania de achar que todo mundo é amigo.
Continuando sobre a festa surpresa da vizinha.🎂
O vizinho pediu para fazer o favor de receber o presente dela. Claro, tem que ser surpresa. Até aí, ok. Me avisou o horário e recebi o presente na minha casa.
E qual não foi a minha surpresa quando ele passou um e-mail para todos os envolvidos dizendo que ele tinha comprado o tal presente e que ele esperava que as pessoas colaborassem.😲
Gente, primeiro ele convidou todo mundo e disse que ninguém deveria se preocupar, o importante seria a presença. E depois que as pessoas, mesmo no meio de seus compromissos da semana, se prontificaram a participar, ele vem com este papo?
Eu acho isso manipulador, deselegante, cara de pau mesmo!
Não vejo nada demais numa festa surpresa desde que as pessoas sejam amigas de verdade, pessoas íntimas do aniversariante e que um presente comum seja acordado entre todos, previamente. Eu já participei de coisas assim antes! A tal famosa vaquinha, ainda mais para os colegas de trabalho com que a gente estava todos os dias. A gente combinava antes com os demais, o presente, o valor.
Isso não é a primeira vez que acontece. De uma outra festa nós não participamos. Foi mais ou menos na mesma linha.
Acho de muita cara de pau fazer uma festa no sentido realmente de angariar fundos para o presente que ele determinou que queria dar. Claro que é tudo muito sutil. Sempre está lá que você pode participar com qualquer valor e se quiser, que a sua presença é o que importa e blablabla Se é o que realmente importa porque se presta a este papel?
Há escolha afinal? É tão sutil que você se sente colocado contra a parede e para não ficar chato acaba fazendo o jogo da pessoa.
Meu pai diz que isso é "fazer bonito com o chapéu dos outros". 😜
Só dá vontade de ficar bem longe desta gente!
Mas...Olha, isso virou moda agora, é?😕
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
O bebê, a vizinha e uma alemã
O que tudo isso tem a ver?
Vou juntar tudo num mesmo post para economizar palavras...e poupa-los dos detalhes sórdidos!
Aqui na Holanda se faz todo um rebuliço quando nasce uma criança. Enfeita-se a casa, envia-se cartões. Os pais podem até ser daqueles que não olham na cara de ninguém na rua. Falar um "hallo" então...é como pedir dinheiro emprestado.
E nasceu uma menininha aqui. Nunca tivemos contato com o casal. Nem de "hallo". Pra ir mais além, não vi nem a moça grávida!
E para a nossa surpresa total, recebemos um cartão do aviso do nascimento da garotinha, com o número do telefone deles.
Pânico! E agora? O que gente faz? Os pais estão tão tristes que não têm visitas para receber e querem o apoio moral dos vizinhos? Querem conhecer melhor os seus vizinhos? Querem colecionar cartões de cumprimentos para mostrar à filha quando ela estiver grandinha?
Apesar de ter o marido holandês, ele nestas horas não é de grande ajuda. Ele também acha o povo tão esquisito que disse que não entendia era mais nada.
Sério, gente: entrei até na internet para saber como são as regras de fato. Encontrei de um tudo. É até questão de prova do curso de integração.
A maioria das respostas era: envie apenas um cartão de cumprimentos.
Outros mais sociáveis diziam...compra qualquer coisinha e aparece lá para cumprimentar pessoalmente, é legal.
Deixei o meu lado brasileiro falar mais alto. Ahhh, pare de tanta frescura, vá lá e pronto!
Telefonei antes, claro. O rapaz ficou meio perdido - imagina, parecia que tinha esquecido que deixou cartões na rua toda! Foi simpático e marcou a visita.
Levei um presentinho e fui recebida cordialmente. Vi a pequena nova moradora da rua!
Sentamos à mesa, serviram café e os famosos "biscuit met muisjes" cor de rosa, lógico!
Ele começou a olhar no relógio. Achei estranho.
Meia hora depois, exatos trinta minutos, sou convidada a me retirar. Eles tinham hora no pediatra.
Doeu no fundo do meu coração.
Lição aprendida: faça a sua parte, mas não espere que eles queiram algo a mais. Já te deram meia hora da agenda deles e tchau!
E, claro, meu sogro ficou muito orgulhoso de mim! Disse que o que fiz foi muito assertivo. rs
Próximo assunto...
Aniversário da vizinha. Será festa surpresa. Advinha...quase a rua toda convidada!
É normal isso? Fala sério...eu não entendo mais nada. Será que não dá pra ser só a família e algumas amigas dela mais próximas? Será que é tão pouca gente assim?
Eu tenho contato com ela...ela é legal, é. Estrangeira como eu e se mete mais com os outros...talvez por ela ter chegado há menos tempo, ainda tem esperança de criar laços com este povo aqui.
Eu, sinceramente, fico com aquela impressão do "vocês têm que me engolir".
Lembro até hoje de uma ex amiga que se mudou e, por passagem de seu aniversário, convidou os vizinhos próximos para se conhecerem. Estava todo mundo lá, comendo bolo, bebendo, chá, café...rindo...rindo! Alguém a convidou de volta pra alguma coisa? Nunca!
Veremos o que vai ser esta festa surpresa!
E a alemã, foi uma senhora que
Estava eu no telefone falando com a minha mãe na recepção do hotel. Quando terminei esta senhora alemã se aproximou, com um sorriso imenso no rosto...
_Ahhh você é brasileira? Eu escutei você falando ao telefone e identifiquei o seu sotaque e vi que é brasileira!
Eu confirmei, claro, e ela continuou...
_Nossa, como vocês brasileiros são maravilhosos! Fiquei três meses lá no Brasil, passeando sozinha e como fui cuidada, bem recebida. As pessoas se importam com a gente...nunca vi nada igual. Tenho pena de vocês aqui na Europa...nós não somos tão amáveis como vocês. Deve ser muito difícil toda esta frieza das pessoas daqui.
A mulher só faltou me pedir desculpas! hahah
E ela ainda completou...eu só vim falar com você porque vi que é brasileira...se fosse uma outra alemã, não ousaria! Nós não somos abertos.
Esta senhora só faltou me abraçar e me beijar como se eu fosse artista de tv! hahaha
E aquela era a última noite dela no hotel. Nunca mais a vi.
Lição aprendida: ser gentil, ter um sorriso gratuito no rosto, se importar com o próximo ainda vale a pena!
domingo, 27 de novembro de 2016
A do contra
Dizem que o aquariano é aquele que dá o contra por qualquer coisa. A maioria quer o amarelo, ele diz que o azul será mais bonito. O povo quer vermelho e ele quer amarelo.
Uns tempos atrás eu recebi o email de um amigo de muitos anos atrás. Fazia tempo que ele e a mulher deixaram de responder as minhas mensagens. Com o tempo, desisti de escrever. Tínhamos contato direto pelo Skype. Sumiram.
E, um tempo atrás ele me escreveu. Fiquei super contente! Respondi super feliz, mandei fotos, endereço, telefone,RG, CPF, senha do cartão do banco. Perguntei de tudo e de todos! Aliás, ele me pedia na mensagem que mandasse notícias assim que possível.
Você recebeu a resposta? Nem eu!
Aí, se passaram uns dias, eu soube que invadiram contas de email diversas. Pensei com os meus botões...ah então a conta dele foi invadida, só pode! Vida que segue.
Falando com uma amiga em comum - na verdade, ela o conheceu através de mim - contei do lance aí e ela me contou que tinha recebido um "joinha" dele numa foto que postou lá na página social dela, um tempo atrás. Engraçado que ele nunca tinha se manisfestado antes. Detalhe: foi na mesma época que "ele"me escreveu o email.
Ela foi lá bisbilhotar a página dele. Fotos recentes...pelo menos na página pessoal parece que ele anda bem ativo.
Minha amiga neste momento me intima a abrir uma conta na rede social, pra "manter contato" com os amigos!
Esta coisa de rede social nunca me pegou. Eu já mantenho contato com as pessoas, estejam elas onde estiverem. Rídiculo eu delegar o contato direto que tenho com as pessoas à uma página na internet. Isso é uma coisa que não entra na minha cabeça. Agora se a pessoa quer se livrar de mim, é só deixar mesmo de responder as minhas mensagens, me deletar do Skype, não retornar ligação, ignorar sms...e pronto, tudo certo. Entendi que não quer mais contato, então nem preciso de rede social.
E minha amiga querendo me vender a ideia...ah é tão legal, você vê as fotos das pessoas, você recebe postagens interessantes dos seus contatos, você enfim... mantém contato.
Eu quebro as pernas dela quando digo que tenho contato com ela direto. Seria melhor então que a gente migrasse para a rede social e só se falar por lá? Ela fica desconsertada! Eu dei risada.
Aí eu tive a brilhante ideia: pedi para a minha amiga enviar uma mensagem a ele perguntando se ele realmente tinha me escrito.
E aí é que eu viro o bicho...olha a resposta dela:
_ Eu?!?!?! Mandar uma mensagem para ele?!?!?!? Nãooooo... não dá!
Eu:
_ Mas como assim não dá, você é AMIGA dele aí na rede social, vê as fotos dele, sabe até o que ele comeu no jantar de ontem...ele "deu joinha" na sua foto...escreve pra ele pra mim!
Ela:
_ Aaahhh eu tenho ele né na minha rede, mas assim, não tenho contato assim direto com ele...tipo assim para mandar uma mensagem...sei lá...
Agora me diga...pra que serve mesmo uma rede social?
Uns tempos atrás eu recebi o email de um amigo de muitos anos atrás. Fazia tempo que ele e a mulher deixaram de responder as minhas mensagens. Com o tempo, desisti de escrever. Tínhamos contato direto pelo Skype. Sumiram.
E, um tempo atrás ele me escreveu. Fiquei super contente! Respondi super feliz, mandei fotos, endereço, telefone,
Você recebeu a resposta? Nem eu!
Aí, se passaram uns dias, eu soube que invadiram contas de email diversas. Pensei com os meus botões...ah então a conta dele foi invadida, só pode! Vida que segue.
Falando com uma amiga em comum - na verdade, ela o conheceu através de mim - contei do lance aí e ela me contou que tinha recebido um "joinha" dele numa foto que postou lá na página social dela, um tempo atrás. Engraçado que ele nunca tinha se manisfestado antes. Detalhe: foi na mesma época que "ele"me escreveu o email.
Ela foi lá bisbilhotar a página dele. Fotos recentes...pelo menos na página pessoal parece que ele anda bem ativo.
Minha amiga neste momento me intima a abrir uma conta na rede social, pra "manter contato" com os amigos!
Esta coisa de rede social nunca me pegou. Eu já mantenho contato com as pessoas, estejam elas onde estiverem. Rídiculo eu delegar o contato direto que tenho com as pessoas à uma página na internet. Isso é uma coisa que não entra na minha cabeça. Agora se a pessoa quer se livrar de mim, é só deixar mesmo de responder as minhas mensagens, me deletar do Skype, não retornar ligação, ignorar sms...e pronto, tudo certo. Entendi que não quer mais contato, então nem preciso de rede social.
E minha amiga querendo me vender a ideia...ah é tão legal, você vê as fotos das pessoas, você recebe postagens interessantes dos seus contatos, você enfim... mantém contato.
Eu quebro as pernas dela quando digo que tenho contato com ela direto. Seria melhor então que a gente migrasse para a rede social e só se falar por lá? Ela fica desconsertada! Eu dei risada.
Aí eu tive a brilhante ideia: pedi para a minha amiga enviar uma mensagem a ele perguntando se ele realmente tinha me escrito.
E aí é que eu viro o bicho...olha a resposta dela:
_ Eu?!?!?! Mandar uma mensagem para ele?!?!?!? Nãooooo... não dá!
Eu:
_ Mas como assim não dá, você é AMIGA dele aí na rede social, vê as fotos dele, sabe até o que ele comeu no jantar de ontem...ele "deu joinha" na sua foto...escreve pra ele pra mim!
Ela:
_ Aaahhh eu tenho ele né na minha rede, mas assim, não tenho contato assim direto com ele...tipo assim para mandar uma mensagem...sei lá...
Agora me diga...pra que serve mesmo uma rede social?
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Amores impossíveis
Já tem um tempo que estou pra escrever daquele nosso amigo holandês. Lembram-se dele?
Aquele de "noivas" virtuais e inexistentes pra quem ele já mandou dinheiro, computadores, tablets e o que nem tinha para mandar.
Falo em noivas, no plural mesmo, porque eu acho que ele está na terceira relação ou quarta?
Sempre a mesma coisa...histórinhas tristes em que ele se torna o herói da fulana que lhe faz declarações de amor e jura que quer casar e ter filhos com ele, formar a família tão sonhada.
Bom, vocês bem sabem também que meu marido e eu entramos de cabeça para tentar abrir os olhos dele, mas nosso esforço foi sempre em vão.
Nós falamos com ele de tempos em tempos. É sério. Meu marido nem quer saber mais. Nunca mais tentei sequer sugerir um café ou algum encontro porque o assunto sempre ía para o assunto da noiva que estava para chegar.
Gente, ele foi várias vezes "buscá-las" no aeroporto e NUNCA alguém apareceu!
E olha que os contatos até que evoluíram porque agora elas mostram a cara sim pela webcam, mas não falam nada, só imagens que eu penso serem forjadas. Alguém fica teclando e colocam até primos, avós, tios (porque estas meninas são órfãs). Enviam fotos...claro, montadas. Documentos forjados.
Acreditem ou não, disse ele que até se casou para ajudar a moça que devia receber uma herança milionária depois do casamento e ele iria receber a metade. Recebeu até fotos da festa do próprio casamento e aposto que ainda bancou o banquete!
No meu aniversário, em vez de me desejar parabéns, perguntou se eu faria festa, pois a noiva estava para chegar e ele viria aqui com ela.
Ohhh a audácia! Eu respondi que não faria festa, mas que se ela realmente fosse de verdade e viesse mesmo para a Holanda, eu daria uma festa só para ela, de boas vindas!
Quando a gente questiona algo e coloca uma pulga atrás da orelha dele, ele ainda conta depois que confirmou tudo com o primo da moça. De que tudo está esclarecido.
Já está no terceiro ano desempregado.
Agora teve que vender o apartamento por não poder pagá-lo. Irá voltar para a casa da mãe em outra cidade. Sim, um homem de quarenta e sete anos, que nesta altura da vida, está com uma mão na frente e outra atrás.
Triste. Sinto pena, porém quando ele vem com as dele, tenho certeza de que ele merece tudo o que está lhe acontecendo.
Uma soberba, um narcisismo, egoísmo e "se acha".
Bom, não vou dizer que é caso encerrado, afinal o mundo dá voltas...e de alguma coisa a gente sempre fica sabendo.
Vai entender o ser humano, este aí, eu já nem tento mais!
Aquele de "noivas" virtuais e inexistentes pra quem ele já mandou dinheiro, computadores, tablets e o que nem tinha para mandar.
Falo em noivas, no plural mesmo, porque eu acho que ele está na terceira relação ou quarta?
Sempre a mesma coisa...histórinhas tristes em que ele se torna o herói da fulana que lhe faz declarações de amor e jura que quer casar e ter filhos com ele, formar a família tão sonhada.
Bom, vocês bem sabem também que meu marido e eu entramos de cabeça para tentar abrir os olhos dele, mas nosso esforço foi sempre em vão.
Nós falamos com ele de tempos em tempos. É sério. Meu marido nem quer saber mais. Nunca mais tentei sequer sugerir um café ou algum encontro porque o assunto sempre ía para o assunto da noiva que estava para chegar.
Gente, ele foi várias vezes "buscá-las" no aeroporto e NUNCA alguém apareceu!
E olha que os contatos até que evoluíram porque agora elas mostram a cara sim pela webcam, mas não falam nada, só imagens que eu penso serem forjadas. Alguém fica teclando e colocam até primos, avós, tios (porque estas meninas são órfãs). Enviam fotos...claro, montadas. Documentos forjados.
Acreditem ou não, disse ele que até se casou para ajudar a moça que devia receber uma herança milionária depois do casamento e ele iria receber a metade. Recebeu até fotos da festa do próprio casamento e aposto que ainda bancou o banquete!
No meu aniversário, em vez de me desejar parabéns, perguntou se eu faria festa, pois a noiva estava para chegar e ele viria aqui com ela.
Ohhh a audácia! Eu respondi que não faria festa, mas que se ela realmente fosse de verdade e viesse mesmo para a Holanda, eu daria uma festa só para ela, de boas vindas!
Quando a gente questiona algo e coloca uma pulga atrás da orelha dele, ele ainda conta depois que confirmou tudo com o primo da moça. De que tudo está esclarecido.
Já está no terceiro ano desempregado.
Agora teve que vender o apartamento por não poder pagá-lo. Irá voltar para a casa da mãe em outra cidade. Sim, um homem de quarenta e sete anos, que nesta altura da vida, está com uma mão na frente e outra atrás.
Triste. Sinto pena, porém quando ele vem com as dele, tenho certeza de que ele merece tudo o que está lhe acontecendo.
Uma soberba, um narcisismo, egoísmo e "se acha".
Bom, não vou dizer que é caso encerrado, afinal o mundo dá voltas...e de alguma coisa a gente sempre fica sabendo.
Vai entender o ser humano, este aí, eu já nem tento mais!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Chá da tarde
Fiquei contente com o convite para um chá da tarde, no fim de semana.
Evidenciava que era só para mulheres.
Bom... como esta conhecida é recém separada, se mudou há pouco tempo pro apê tinindo de novo, deveria ser um "house-warming" pras amigas.
A mesa de quitutes estava farta, uma beleza. As amigas foram chegando aos poucos, inclusive vindas de outras cidades e ali se juntaram vários idiomas.
Aí quando todo mundo já estava lá, começando a se conhecer, uma delas disse que deveríamos começar.
Todo mundo se entreolhou, com um ponto de interrogação no meio da cara.
A moça era uma consultora de beleza e a reunião era para apresentar, experimentar e vender os produtos da marca.
Teve gente lá que não participou e que logo foi embora, meio chateada.
Como eu já estava na chuva, participei e até comprei uma base bacana e encomendei um hidratante.
Não achei legal o que ela fez. Vai ver ela pensou que se falasse para o que era o chá, as pessoas não iriam.
Todo mundo achou que era apenas um chá inocente e mesmo porque ali, com certeza, uma maioria não podia gastar assim e os produtos não são tão baratos.
Tudo bem, foi legal, me diverti.
O chato é que, da próxima, a gente tem que ficar esperto até com um convite inocente para um chá.
Eu não tenho coragem de fazer este tipo de coisa. Mas, pelo visto, tem gente que não está nem ai.
Evidenciava que era só para mulheres.
Bom... como esta conhecida é recém separada, se mudou há pouco tempo pro apê tinindo de novo, deveria ser um "house-warming" pras amigas.
A mesa de quitutes estava farta, uma beleza. As amigas foram chegando aos poucos, inclusive vindas de outras cidades e ali se juntaram vários idiomas.
Aí quando todo mundo já estava lá, começando a se conhecer, uma delas disse que deveríamos começar.
Todo mundo se entreolhou, com um ponto de interrogação no meio da cara.
A moça era uma consultora de beleza e a reunião era para apresentar, experimentar e vender os produtos da marca.
Teve gente lá que não participou e que logo foi embora, meio chateada.
Como eu já estava na chuva, participei e até comprei uma base bacana e encomendei um hidratante.
Não achei legal o que ela fez. Vai ver ela pensou que se falasse para o que era o chá, as pessoas não iriam.
Todo mundo achou que era apenas um chá inocente e mesmo porque ali, com certeza, uma maioria não podia gastar assim e os produtos não são tão baratos.
Tudo bem, foi legal, me diverti.
O chato é que, da próxima, a gente tem que ficar esperto até com um convite inocente para um chá.
Eu não tenho coragem de fazer este tipo de coisa. Mas, pelo visto, tem gente que não está nem ai.
sábado, 16 de janeiro de 2016
Mea culpa
É culpa minha... eu sei.
Se eu mesma dou espaço para gente folgada em nome de amizade, de solidariedade, o problema é meu.
Eu fui educada a dar importância às pessoas e não às coisas.
Se estou fazendo algo e alguém me solicita, eu paro o que estou fazendo e dou atenção à pessoa.
Hoje em dia, as coisas estão bem diferentes: primeiro as coisas e depois as pessoas - claro, se elas puderem ser útil a você.
Estes dias escutei uma:
_ Você? Ocupada?
Ué? E por que não? Só porque não tenho emprego fixo fora de casa 40 horas semanais eu sou uma desocupada?
Tem gente que não pensa mesmo para falar, só pode. E eu cansei de gente que vem pra cima de mim se achando a superior.
Nem vou falar muito aqui de exemplos, cada um gasta o seu tempo no que lhe dá na telha. Só não venham menosprezar o meu tempo.
Eu sei, eu já falei disso antes, muitos já leram aqui as minhas
Sim, eu sou ocupada. E quer saber, muito ocupada.
Às vezes, a semana passa voando que nem vejo e me dou conta que não consegui fazer o que tinha a fazer porque acabei cedendo meu tempo com pessoas, para ajudá-las. E quem me ajuda? Quem faz o que eu deixei de fazer?
A culpa é minha que digo pra fulana que tudo bem, sem problemas, eu posso, estou em casa. Sendo que podia dizer um sinto muito, mas tenho uma montanha de roupas para passar e não posso falar com você agora.
Ou quando alguém te diz de volta que está muito ocupado e que por isso não respondeu mensagens, não retornou ligação.
Eu não menosprezo o que a pessoa está fazendo. Só penso que em certas situações fica claro que não interessa mesmo o contato comigo e pronto! Neste caso, eu gostaria que a pessoa que me deu este sinal mantivesse o status co da relação igual.
Eu não cobro nada e a fulana / fulano também não. Quando não tivermos nada para fazer ao quadrado e a gente se esbarrar por aí, tá tudo certo. A gente sorri, troca umas frases, dá umas risadas e pronto. Depois, cada um no seu quadrado, sem compromissos.
Tipo, "rasgue as minhas cartas. E não me procure mais. Assim será melhor meu bem."
E "Se você pensa que vai fazer de mim, o que faz com todo mundo que te ama, acho bom saber que pra ficar comigo, vai ter que mudar"
Porque só vir atrás de mim quando precisa de algo...puts, é de lascar!
Não quero ser egoísta, individualista. Longe de mim, Deus me livre de ficar assim.
Agora que eu vou ficar esperta, ah isso eu vou...se eu não der valor para as minhas ocupações, ao meu tempo, quem é que vai dar não é mesmo?
Em em 2016...
"Daqui pra frente, tudo vai ser diferente,
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
É muita inspiração!
Sabe, eu acho que o espírito natalino está passando longe de mim este ano! rs
Eu acho que estou sem Jesus no coração.
Talvez este não seja aquele post inspiradooooorrrr de Natal.
Dezembro começou com as devidas comemorações: aniversário da sogra, que fez setenta anos, e a reunião em família para o Sinterklaas.
As crianças é que fazem a festa. É uma farra.
Apesar deste ano não termos tido o Sinterklaas e nem os Zwarte Piet presentes na festa. Ahhh gente, confesso...fiquei decepcionada. hahaha
No Brasil, aniversário do meu pai. E meu irmão e nem os netos ligaram...olha que gente atenciosa! Mas deixemos pra lá a família brasileira por agora. Isso merece um post só! rs
E aí é aquela correria. Porque marido entra num ritmo de trabalho alucinante e eu tenho que rebolar para encaixar tudo, cronometrado.
As lojas cheias. Muita gente comprando tudo o que vê pela frente e eu me pergunto o que irão fazer com toda aquela quinquilharia...as criancinhas pedindo tudo, óbvio.
Encontrei a amiga russa, ou melhor, conhecida - em 2016 ela será rebaixada. Sabe gente...eu ajudo sempre que me solicitam e ela e me solicitou descaradamente este ano. Aí eu dou a ideia de um café, sair né, pra bater um papo. Pego aquele panfleto com descontos num lugar mais bacaninha. Passando em frente do supermercado, ela disse que precisava pegar algo. Tudo bem. Daí tem o café lá, grátis - que eu não gosto. Acreditem se quiser, o café foi lá, no meio do supermercado! Saiu do supermercado e me deu tchau e como quem diz: olha, já dei um pouco do meu tempo a você.
Imaginem a minha cara de tacho.
Bom, tudo na vida é prioridade. O café comigo talvez seja jogar dinheiro fora e perda de tempo.
E daí eu dou todo o apoio moral praquele amigo depressivo, desempregado, sozinho. Chega nesta época, é pior ainda e a pessoa além de depressiva é egoísta porque nem dá as caras.
E a coisa no Brasil tá feia. A empresa onde trabalhei demitiu quase quinhentos funcionários! Climão.
E o Natal? Como é que fica?
Convidei o amigo holandês pra vir aqui, almoçar. Estes dias fiz um prato que rendeu horrores e, como é Natal e porque a situação dele não anda boa...mesmo ele tirando da mochila o seu Iphone 6 tinindo de novo. A pessoa traz um cartão de Natal? Não.
Sabe...o que eu vejo é todo mundo querendo tudo pra si!
Não quero ser bajulada, mas um pouco de simpatia, de atenção, uma conversa sem grandes pretensões....
E assim, gente, eu vou ficando calejada.
Mas como tudo na vida tem dois lados, também não posso reclamar, porque eu reconheço que tem gente legal que me dá atenção.
Estes dias mesmo, uma antiga amiga me chamou e batemos o maior papo. Fiquei feliz da vida!
Uma amiga que liga pra contar uma novidade. Como fico contente!!!!
E eu quero sabedoria para não ser injusta, indiferente com gente legal.
E gente, a festa é dentro de nós, com os que nos cercam. Não importa se a festa será grande, farta, pequena, discreta.
Eu gostei do que a Carol falou: "A gente dá o que tem. Eu vou dar o meu melhor!"
E porque é Natal... renascimento e fé em tempos melhores!
E, claro, que preciso agradecer vocês que passam aqui, porque com certeza é uma atenção dispensada a minha pessoa, as minhas ideias. Uma palavra, uma frase, uma ideia, um toque, uma crítica deixada por aqui, sempre será de grande valia.
Eu acho que estou sem Jesus no coração.
Talvez este não seja aquele post inspiradooooorrrr de Natal.
Dezembro começou com as devidas comemorações: aniversário da sogra, que fez setenta anos, e a reunião em família para o Sinterklaas.
As crianças é que fazem a festa. É uma farra.
Apesar deste ano não termos tido o Sinterklaas e nem os Zwarte Piet presentes na festa. Ahhh gente, confesso...fiquei decepcionada. hahaha
No Brasil, aniversário do meu pai. E meu irmão e nem os netos ligaram...olha que gente atenciosa! Mas deixemos pra lá a família brasileira por agora. Isso merece um post só! rs
E aí é aquela correria. Porque marido entra num ritmo de trabalho alucinante e eu tenho que rebolar para encaixar tudo, cronometrado.
As lojas cheias. Muita gente comprando tudo o que vê pela frente e eu me pergunto o que irão fazer com toda aquela quinquilharia...as criancinhas pedindo tudo, óbvio.
Encontrei a amiga russa, ou melhor, conhecida - em 2016 ela será rebaixada. Sabe gente...eu ajudo sempre que me solicitam e ela e me solicitou descaradamente este ano. Aí eu dou a ideia de um café, sair né, pra bater um papo. Pego aquele panfleto com descontos num lugar mais bacaninha. Passando em frente do supermercado, ela disse que precisava pegar algo. Tudo bem. Daí tem o café lá, grátis - que eu não gosto. Acreditem se quiser, o café foi lá, no meio do supermercado! Saiu do supermercado e me deu tchau e como quem diz: olha, já dei um pouco do meu tempo a você.
Imaginem a minha cara de tacho.
Bom, tudo na vida é prioridade. O café comigo talvez seja jogar dinheiro fora e perda de tempo.
E daí eu dou todo o apoio moral praquele amigo depressivo, desempregado, sozinho. Chega nesta época, é pior ainda e a pessoa além de depressiva é egoísta porque nem dá as caras.
E a coisa no Brasil tá feia. A empresa onde trabalhei demitiu quase quinhentos funcionários! Climão.
E o Natal? Como é que fica?
Convidei o amigo holandês pra vir aqui, almoçar. Estes dias fiz um prato que rendeu horrores e, como é Natal e porque a situação dele não anda boa...mesmo ele tirando da mochila o seu Iphone 6 tinindo de novo. A pessoa traz um cartão de Natal? Não.
Sabe...o que eu vejo é todo mundo querendo tudo pra si!
Não quero ser bajulada, mas um pouco de simpatia, de atenção, uma conversa sem grandes pretensões....
E assim, gente, eu vou ficando calejada.
Mas como tudo na vida tem dois lados, também não posso reclamar, porque eu reconheço que tem gente legal que me dá atenção.
Estes dias mesmo, uma antiga amiga me chamou e batemos o maior papo. Fiquei feliz da vida!
Uma amiga que liga pra contar uma novidade. Como fico contente!!!!
E eu quero sabedoria para não ser injusta, indiferente com gente legal.
E gente, a festa é dentro de nós, com os que nos cercam. Não importa se a festa será grande, farta, pequena, discreta.
Eu gostei do que a Carol falou: "A gente dá o que tem. Eu vou dar o meu melhor!"
E porque é Natal... renascimento e fé em tempos melhores!
E, claro, que preciso agradecer vocês que passam aqui, porque com certeza é uma atenção dispensada a minha pessoa, as minhas ideias. Uma palavra, uma frase, uma ideia, um toque, uma crítica deixada por aqui, sempre será de grande valia.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Aniversários
Eu me considero uma pessoal sociável. Até penso que já fui bem mais arroz de festa do que nos dias atuais. Também penso que tinha muito a ver com a minha vida no Brasil, onde os contatos são mais rápidos e qualquer coisa era motivo para juntar uma galera e sair para se divertir.
Daí que ter galera pra sair, já não se tem. Ir com aquela amiga pra passar uma tarde no shop's também não tem, sair para encontrar a galera numa pizzaria também não se tem, enfim...
Aqui as coisas mudaram e mudaram muito. Chego a ficar na dúvida até em como agir em determinadas situações e hoje estou mais contida. Não me transformei numa antisocial, mas penso duas vezes antes de qualquer esforço para uma nova empreitada.
Eu até que organizava encontros aqui em casa, pra reunir o pessoal, mas sacumé, nem todo mundo ficou pra amigo, outro não ia com a cara do outro convidado. Então para evitar a fadiga, também parei com isso! rs
Aqui a vida se resume a certos eventos: aniversários! Na sua maioria, comemorados na casa do aniversariante, e digamos, num ambiente restrito.
Aí que eu enjoei, gente! Enjoei deste círculo fechado que eu só encontro nestas ocasiões. As pessoas que não são minhas amigas, nem se tornaram e nem se tornarão.
No aniversário do sobrinho, semana passada, eu pulei! Marido foi sozinho. É muito chato.
Certos aniversários ainda têm umas pessoas atenciosas, daí que até se torna agradável. O papo flui, mas é só ali, naquele momento e até o próximo aniversário, entendeu?
Agora se você não tem contato, nada em comum com as pessoas da festa, só com o aniversariante...sério, não precisa me convidar. Prefiro que esta pessoa, amiga minha, venha na minha casa, que façamos alguma coisas juntos, tomar um café e pronto, pra mim, tá ótimo.
Primeiro, que certas pessoas são já conhecidas, vizinhas, colegas de academia ou sei lá mais o quê e quando a gente chega, me sinto uma intrusa e a conversa sempre começa do zero! Porque até com a amiga, eu percebo que a relação esfriou. E no final, em festa, nunca dá pra conversar porque, claro, a atenção tem que ser compartilhada, servir os convidados e toda uma dinâmica.
Claro que tem aniversários que eu gosto de ir, mas o meu contato com estas pessoas é mais frequente, mesmo que eu não tenha um contato muito próximo com o restante dos convidados, mas sempre tem alguma coisa em comum. Daí é diferente, tenho uma sensação legal de estar mesmo entre velhos amigos.
Agora fazer de aniversário o compromisso obrigatório porque é só lá que você vai encontrar aquelas pessoas, não, não dá.
Ahhhh e como aqui é muito comum dar dinheiro de presente, teve gente que viu aí a grande oportunidade de negócio. Começou a organizar festa só para faturar uns extras.
Eram aquelas festas lotadas de não ter lugar nem para sentar, de ficarmos em pé no hall de entrada!
Destas festas, eu também caí fora! A gente não era convidado pela amizade, mas pelo fato de colaborar no faturamento.
E, falando em vida social, tem alguma experiência para compartilhar? Conta aí, vai!
sábado, 17 de outubro de 2015
A semana
Quando estou pra receber visita, eu me preocupo. Eu fico aqui pensando em tudo o que é possível fazer para a pessoa não se aborrecer, conhecer lugares legais, não passar aperto com a comida etc etc etc... ver promoções de trem, comprar os tickets, explicar como funciona o trem (eu vou junto mesmo que é melhor rs), programar os passeios, ver a previsão do tempo.
Tudo isso, porque eu sei que aqui é complicado. Bom, complicado para quem não se esforça, não fala inglês, não lê instruções e não ousa sair e se virar e, pior, não sabe o que quer conhecer.
Pegar o trem que separa no caminho e cada compartimento vai para um lado no meio da viagem e onde a instrução é somente em Holandês, realmente, não é para os fracos! Coitado do turista.
Sabe, eu sou é tonta, isso sim.
Quem tem que saber o que quer ver é a pessoa que tá vindo e não eu. Quem tem que saber onde quer ir é a pessoa e não eu.
A minha frustração é ver a pessoa não ter interesse por nada ou nem saber o que é que tem para ver.
E eu recebi uma pessoa assim aqui, esta semana.
Ela sabia que só queria ir para Amsterdam e ver o tal letreiro gigante. Era o único desejo.
Entramos numa catedral super histórica, em outra cidade. Pergunto se a pessoa quer entrar, porque afinal o valor a ser pago, para visitar a igreja, era simbólico e a resposta que ouço é que não precisava, pois ela não era católica. Me diga, o que quem tem a ver religião com cultura e história?
Normalmente, você entra no hall da igreja e de lá você já vê tudo. Realmente, em muitos lugares, nem precisa mesmo entrar. E, até entendo, que você pode entrar numa ou realmente nem se interessar, mas enfim, cada um com seu gosto.
Só tira foto de fachadas de prédios e anda pelas ruas.
Num passeio guiado por áudio no barco, não ouviu nada porque andou de um lado para outro para fazer fotos, onde a maioria, tenho certeza, não registrou nada de importante. E, se sim, ela não saberá o que é porque não ouviu o áudio explicativo que, inclusive, estava em português.
Quem é Anne Frank, mesmo?
No trem, é possível ver a paisagem do caminho...mas pra que olhar se o FB tem coisa muito mais interessante pra ver? A tonta aqui ainda avisa a fulana sobre algo interessante e ela parece se aborrecer porque, claro, tá aproveitando o wifi do trem pra baixar fotos na rede social e eu estou atrapalhando.
Quase toma uma multa federal no trem. Em vez de dar o ticket certo para controle, deu um velho. A pessoa fala inglês? Não. A pessoa pergunta algo? Não. Lá vai a tonta aqui falar com o fiscal e esclarecer a situação.
É de bom tom agradecer quando alguém te serve, te dá uma informação. Veio pra um intercâmbio para aprender inglês e não aprendeu a dizer um "thank you"????
A minha casa não é hotel. Eu não tenho empregada e nem faxineira. Custava perguntar se podia ajudar na cozinha, tirar a mesa? Chegou no ponto de eu servir a pessoa na mesa. Porque a pessoa sentava e lá ficava, esperando.
Um dia eu mandei colocar a louça na máquina. Estava se levantando e indo para o sofá ficar no celular. Chamei de volta.
E quando você faz uma comidinha mais gostosinha porque tem visita e a pessoa se serve e depois fica cutucando a panela para pegar as coisas mais gostosas? Meuuuu, quase tenho um ataque de catapora na mesa! hahahah
Levei para conhecer o centro da cidade. Ela não levou a máquina fotográfica e depois se surpreendeu de como a cidade onde moro é bonita. Não fez uma foto. hahaha Mas ela disse que não podia imaginar que aqui era tão bonito.
Marcou o vôo, para seguir o tour pela Europa, de manhã bem cedo e fui eu quem perguntou sobre, porque se eu não tivesse visto, ela teria se lascado de verde e amarelo, pois não planejou o tempo de deslocamento pro aeroporto.
E para a casa da "outra amiga", para onde ela seguiria daqui, não vi a moça movendo uma palha para ajudá-la a chegar lá. Eu que tive que ver as coisas daqui. A "amiga" dela disse que não sabia ver nada porque não costuma ir praqueles lados onde ela chegaria.
Pode isso? hahaha
Não como isso, não como aquilo. Não gosto. O pior, nunca comeu. O que é típico holandês?
Ahhh tem o haring, o peixe cru defumado. Fez aquela cara de nojo. Tá, eu sei, eu, por exemplo, não gosto de caviar, nem de ostras e escargot, mas nunca fiz cara de nojo para quem já me ofereceu. Agradecia e dizia que para o meu gosto, era um pouco demais, mas que comeria qualquer outra coisa.
Vem fazer o quê então num país diferente?
E eu fiquei pensando se eu já não tive esta postura!
Não, não tive. Cada lugar que eu conheci, eu sentia uma emoção tão grande pois eu sabia o que tinha acontecido ali, da importância do lugar, do monumento, do local.
Conhecer novos sabores era uma aventura de novas descobertas.
Gente assim, com esta postura, não devia sair do Brasil. Pra mim é jogar dinheiro fora, ainda mais com o valor do Euro no Brasil pela hora da morte! rs
Bom a visita não é minha amiga. A recebi em consideração a minha amiga. Queria muito que ela, minha amiga, também tivesse vindo de novo, porque ela sim, mesmo não falando inglês, sabia onde queria ir e ver e me perguntava sobre as coisas, ousava experimentar, conhecer. Outra postura. Gente assim dá gosto levar passear e mostrar as coisas.
Ela disse que gostou muito, foi embora bem contente. Tomara que tenha sido isso mesmo.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
A ilusão...
O fato não é só falar da vida alheia, é falar de um fato preocupante. E, no meu ponto de vista, um drama.
Já passou de ingenuidade, já passou de carência apenas ou vaidade... é doença.
Faz muito tempo que não falo daquele nosso amigo holandês que tomou um golpe federal da namorada virtual dele.
Pois bem, os anos passaram. Claro que a moça não existia e tudo era uma bela lorota muito bem emaranhada ou nem tanto assim, porque a mim, nunca me convenceu.
Ele ainda acha que ela existe mesmo...mas se deu conta de que foi imprudente com as remessas de dinheiro que enviou pra perigueti virtual. Concluiu que devia ter sido mais cauteloso e que tomaria mais cuidado quando fosse buscar por uma nova namorada virtual.
A vida dele, atualmente, não está nada boa! Tá ficando velho, feio, barrigudo, desempregado e a situação financeira dele está péssima.
Dinheirinho contado vindo de subsídio do governo pra ele poder se manter.
Foi aniversário dele. Lá fomos nós - desta vez não levei bolo.
Eu não sei o que ele pensa que é... tá se achando um "chef". Socorro.
O bolo até que estava comestível, mas não tive coragem de perguntar do que era. Porém, ele estragou tudo quando colocou por cima uma coisa muito estranha que ele disse ser um creme de abacate com limão.
Você comeu? Não! Mas eu sim. Quando coloquei aquilo na boca, nem consigo mensurar a minha decepção! Amargo e azedo ao mesmo tempo! O pedaço de bolo ficou ali, inteiro. Meu marido também não conseguiu comer.
Daí ele me trouxe um café. Eu tomei o primeiro gole na esperança de tirar aquele gosto horroroso do bolo da boca. E, foi pior.
O café estava um fracasso. Ele me disse com um ar engraçadinho que o café tinha ficado muito forte e ele resolveu esquentar um pouco de água e misturar! Você bebeu? Não! Eu também não e falei que aquilo estava horrível. Ele fez outro, claro que não!
Ahhh os "hapjes".
Eu até que passei a achar gostoso os melão enrolados nos presuntos, os ovos cozidos, os pepinos, os minduins... mas o que ele inventou... pepinos em rodelas com uma faixa de curry por cima! Você comeu? Não! E ainda bem.
E a bebida????
Água gelada aromatizada! Chique seria se a coisa tivesse ficado boa. A água estava aguada! Sério...á agua tinha um sabor azedo, indefinido....ele disse que tinha deixado a água em repouso com cascas de limão!
Bom, ele nos fez de cobaia... só pode.
E adianta falar? Não. Porque ele acha que é só uma questão de diferença de gosto. E, claro, financeira, porque ele disse que tem que economizar.
Mas a coisa agora está no seguinte pé: outra namorada virtual. E o que está acontecendo de novo? Tudo de novo!
Dizem que a gente está nesta vida porque precisa aprender algo, evoluir, crescer e aprender com os erros. Esta teoria para ele, não funciona. Não aprendeu nada.
Eu não sei agora de onde ele tirou dinheiro para comprar a passagem de avião pra ela vir pra Holanda.
Deve ser da coca cola, do café que ele aumenta com água morna, do creme de abacate ao invés do chantilly no bolo.
Ahhh está com o último top aparelho de celular...
Agora me digam... é pra isso que subsídio do governo serve?
Bom, não é meu direito julgar o que ele decide fazer com o dinheiro...mas reclamar depois que tá sem dinheiro pra comer, pra comprar uma sandália nova pro verão...por favor, né? Ainda bem que eu não vi o celular novo, não escutei a ladainha porque eu iria brigar com ele.
Mas sobre a namorada virtual, foi ele mesmo que me contou! Disse que a moça chega em poucos dias.
É claro que ela não vem! Vai inventar algum problema. Afinal coitadinha, é órfã e mora com a tia num país lá no meio da África! Mas uma coisa é certa: ela quer ter filhos com ele!
Aí é onde eu paro pra pensar: se tem gente com baixa auto estima, a dele está lá nas alturas.
Sabe, não é querer que a pessoa se menospreze, se subestime mas é preciso ter uma boa dose de autocrítica e senso de realidade para com nós mesmos!
E ele precisava de uma dose cavalar de noção de realidade, humildade e autocrítica.
Ele nunca segue a nossa linha de raciocínio. Pra ele só conta o que ele pensa e o que ela - que ele nunca viu antes - diz.
E falta de mostrar programas na TV não é. Ele simplesmente não se vê naquela situação.
Como pode?
Ai ai ai... a coisa já está indo pros níveis da loucura.
Já passou de ingenuidade, já passou de carência apenas ou vaidade... é doença.
Faz muito tempo que não falo daquele nosso amigo holandês que tomou um golpe federal da namorada virtual dele.
Pois bem, os anos passaram. Claro que a moça não existia e tudo era uma bela lorota muito bem emaranhada ou nem tanto assim, porque a mim, nunca me convenceu.
Ele ainda acha que ela existe mesmo...mas se deu conta de que foi imprudente com as remessas de dinheiro que enviou pra perigueti virtual. Concluiu que devia ter sido mais cauteloso e que tomaria mais cuidado quando fosse buscar por uma nova namorada virtual.
A vida dele, atualmente, não está nada boa! Tá ficando velho, feio, barrigudo, desempregado e a situação financeira dele está péssima.
Dinheirinho contado vindo de subsídio do governo pra ele poder se manter.
Foi aniversário dele. Lá fomos nós - desta vez não levei bolo.
Eu não sei o que ele pensa que é... tá se achando um "chef". Socorro.
O bolo até que estava comestível, mas não tive coragem de perguntar do que era. Porém, ele estragou tudo quando colocou por cima uma coisa muito estranha que ele disse ser um creme de abacate com limão.
Você comeu? Não! Mas eu sim. Quando coloquei aquilo na boca, nem consigo mensurar a minha decepção! Amargo e azedo ao mesmo tempo! O pedaço de bolo ficou ali, inteiro. Meu marido também não conseguiu comer.
Daí ele me trouxe um café. Eu tomei o primeiro gole na esperança de tirar aquele gosto horroroso do bolo da boca. E, foi pior.
O café estava um fracasso. Ele me disse com um ar engraçadinho que o café tinha ficado muito forte e ele resolveu esquentar um pouco de água e misturar! Você bebeu? Não! Eu também não e falei que aquilo estava horrível. Ele fez outro, claro que não!
Ahhh os "hapjes".
Eu até que passei a achar gostoso os melão enrolados nos presuntos, os ovos cozidos, os pepinos, os minduins... mas o que ele inventou... pepinos em rodelas com uma faixa de curry por cima! Você comeu? Não! E ainda bem.
E a bebida????
Água gelada aromatizada! Chique seria se a coisa tivesse ficado boa. A água estava aguada! Sério...á agua tinha um sabor azedo, indefinido....ele disse que tinha deixado a água em repouso com cascas de limão!
Bom, ele nos fez de cobaia... só pode.
E adianta falar? Não. Porque ele acha que é só uma questão de diferença de gosto. E, claro, financeira, porque ele disse que tem que economizar.
Mas a coisa agora está no seguinte pé: outra namorada virtual. E o que está acontecendo de novo? Tudo de novo!
Dizem que a gente está nesta vida porque precisa aprender algo, evoluir, crescer e aprender com os erros. Esta teoria para ele, não funciona. Não aprendeu nada.
Eu não sei agora de onde ele tirou dinheiro para comprar a passagem de avião pra ela vir pra Holanda.
Deve ser da coca cola, do café que ele aumenta com água morna, do creme de abacate ao invés do chantilly no bolo.
Ahhh está com o último top aparelho de celular...
Agora me digam... é pra isso que subsídio do governo serve?
Bom, não é meu direito julgar o que ele decide fazer com o dinheiro...mas reclamar depois que tá sem dinheiro pra comer, pra comprar uma sandália nova pro verão...por favor, né? Ainda bem que eu não vi o celular novo, não escutei a ladainha porque eu iria brigar com ele.
Mas sobre a namorada virtual, foi ele mesmo que me contou! Disse que a moça chega em poucos dias.
É claro que ela não vem! Vai inventar algum problema. Afinal coitadinha, é órfã e mora com a tia num país lá no meio da África! Mas uma coisa é certa: ela quer ter filhos com ele!
Aí é onde eu paro pra pensar: se tem gente com baixa auto estima, a dele está lá nas alturas.
Sabe, não é querer que a pessoa se menospreze, se subestime mas é preciso ter uma boa dose de autocrítica e senso de realidade para com nós mesmos!
E ele precisava de uma dose cavalar de noção de realidade, humildade e autocrítica.
Ele nunca segue a nossa linha de raciocínio. Pra ele só conta o que ele pensa e o que ela - que ele nunca viu antes - diz.
E falta de mostrar programas na TV não é. Ele simplesmente não se vê naquela situação.
Como pode?
Ai ai ai... a coisa já está indo pros níveis da loucura.
domingo, 7 de junho de 2015
Alguém desenha pra mim, por favor???
Então que eu já falei várias vezes sobre o mundo maravilhoso da internet no celular e seus aplicativos milagrosos. Aaaaaffffffffff
Ai gente, por favor, alguém desenha pra mim?
Eu sou fiel. Sim, fiel a um aplicativo só...
Me lembro que tudo começou na minha vida com o ICQ! Aliás, foi por ele que conheci o meu marido.
Agora a moda é outra, o famigerado Whatsapp.
Todo mundo falando que é isso, que é aquilo, que é top, que é rápido, que é com número de celular, que fala de grátis. Tudo balela, viu people.
Põe um pouquinho a cachola pra funcionar, vai!
Põe um pouquinho a cachola pra funcionar, vai!
Não, ninguém fala de "grátis"...você usa o seu número de celular como nome de usuário para logar, entrar no programa. E aí todo mundo acha que é via "celular"que liga. Não, não é. Você fala do seu aparelho de celular apenas usando uma conexão de internet.
Assim como temos um nome de usuário que pode ser seu endereço de e-mail ou um nickname criado, para o Skype, para o ICQ e qualquer outro que exista por aí.
Whatsapp não tem nada de inovador. E você precisa ter internet no seu celular, que é uma coisa paga, pode não ser por você, que vai depender de uma conexão de wifi em algum lugar, como um restaurante, livraria, shopping, bar, transporte, porém a internet está sendo paga por alguém.
Assim como temos um nome de usuário que pode ser seu endereço de e-mail ou um nickname criado, para o Skype, para o ICQ e qualquer outro que exista por aí.
Whatsapp não tem nada de inovador. E você precisa ter internet no seu celular, que é uma coisa paga, pode não ser por você, que vai depender de uma conexão de wifi em algum lugar, como um restaurante, livraria, shopping, bar, transporte, porém a internet está sendo paga por alguém.
O seu número de celular, para o Whatsapp, é apenas o número do seu telefone usado para acessar o programa. Aliás, o que eu acho super invasivo.
Se você, por acaso, tirar o chip do seu celular o seu Whatsapp não funciona! O que não acontece com o Skype e nem com o ICQ!
Se você, por acaso, tirar o chip do seu celular o seu Whatsapp não funciona! O que não acontece com o Skype e nem com o ICQ!
O Whatsapp pode ser ativo no computador mas só se ele estiver ativado também no telefone celular! E você tem que scanear um código no monitor, o maior trampo. Coisas que não acontecem com o Skype e ICQ.
O Skype e o ICQ funcionam, simultâneamente, tanto no computador como no celular. E só no computador, sem depender do celular! Basta entrar com seu nome de usuário e senha.
Forçar a vista no celular???? Ficar vesga, brigando com aquele tecladinho? Não, jamé! Só se estiver na rua mesmo e for algo urgente...e se é urgente, melhor telefonar imediamente pra pessoa e não ficar pendurado num chat, que você nem sabe direito se a pessoa viu e se vai te responder logo.
Whatsapp não tem possibilidade de vídeo conferência! O ICQ e o Skype, sim!
Aliás, o Whatsapp só foi habilitado, há pouquíssimo tempo, para conversa de voz! Coisa que o Skype e o ICQ fazem há séculos!!!!!
Ahhh mas você envia mensagem de texto grátis! Huuummmm com o Skype e ICQ também, há séculos. E mais uma vez, não é grátis! Você sempre paga pela conexão, seja da sua casa ou do celular.
Se você instala o Whatsapp, automaticamente, ele carrega todos os seus contatos telefônicos.
Porém, não é porque você tem o telefone da vizinha na sua agenda do celular, que você quer ter ela como contato instantâneo no seu aplicativo, lendo toda a sua linha de humor e vendo as fotos do seu perfil.
Porém, não é porque você tem o telefone da vizinha na sua agenda do celular, que você quer ter ela como contato instantâneo no seu aplicativo, lendo toda a sua linha de humor e vendo as fotos do seu perfil.
Isso também não significa que um taxista, que recebeu seu número de celular pra poder te ligar confirmando a solicitação do táxi, tenha o direito de colocar o seu número na agenda dele e começar a te mandar mensagens de assédio só porque ele te achou bonitinha e acha que você vai querer sair com ele...e dá-lhe torpedo pro seu número pessoal de celular!!!
Olha aí a perda da privacidade. E pensar que número de celular era uma coisa tão pessoal e privada.
No Skype e no ICQ só tem acesso sob sua autorização e se você informar seu número ou código de usuário para a pessoa. Claro, a pessoa pode te procurar e se ela te encontrar, ela não vai poder te acrescentar se você não o quiser.
Ahhh e quando a pessoa muda o número do celular??? No Whatsapp você não tem como saber.
Enviei mensagens pra um desconhecido achando que era uma amiga. Como ela nunca me respondeu, achei meio estranho. E o desconhecido nem pra avisar que ele não era quem eu pensava. Olha se fosse uma conversinha mais quente??? Ai que vexame!
A outra amiga tinha a foto de um homem no seu perfil. Pensei: Meus Deus, ela se separou e está com outro!!! Jesuuuiiisssssss quando será que foi isso? Pô, até que o cara é gato! Ops, será que alguém roubou o celular dela e este aqui na foto é o ladrão? Aviso a polícia?!?!?!
E foi via o Skype que esclareci as duas situações e descobri que os números que eu tinha delas não eram mais os mesmos.
Isso não acontece com o Skype e nem com o ICQ! Prova é que tenho os dois há mais de quinze anos e se alguém quiser recuperar o contato comigo pode me buscar por lá. O meu nome de usuário, o meu nickname, o meu e-mail sempre serão meus!
Ahhh e quando você instala o ICQ no celular ele pergunta se você quer acoplar a sua agenda de telefone e, se sim, você registra seu número de celular e ele puxa sua agenda de telefone pra ele.
Quando você o abre no computador, está tudo lá, bonitinho: usuários com telefone e os usuários apenas do ICQ.
Ahhh e quando a pessoa muda o número do celular??? No Whatsapp você não tem como saber.
Enviei mensagens pra um desconhecido achando que era uma amiga. Como ela nunca me respondeu, achei meio estranho. E o desconhecido nem pra avisar que ele não era quem eu pensava. Olha se fosse uma conversinha mais quente??? Ai que vexame!
A outra amiga tinha a foto de um homem no seu perfil. Pensei: Meus Deus, ela se separou e está com outro!!! Jesuuuiiisssssss quando será que foi isso? Pô, até que o cara é gato! Ops, será que alguém roubou o celular dela e este aqui na foto é o ladrão? Aviso a polícia?!?!?!
E foi via o Skype que esclareci as duas situações e descobri que os números que eu tinha delas não eram mais os mesmos.
Isso não acontece com o Skype e nem com o ICQ! Prova é que tenho os dois há mais de quinze anos e se alguém quiser recuperar o contato comigo pode me buscar por lá. O meu nome de usuário, o meu nickname, o meu e-mail sempre serão meus!
Ahhh e quando você instala o ICQ no celular ele pergunta se você quer acoplar a sua agenda de telefone e, se sim, você registra seu número de celular e ele puxa sua agenda de telefone pra ele.
Quando você o abre no computador, está tudo lá, bonitinho: usuários com telefone e os usuários apenas do ICQ.
Ahhh e quando ninguém atende porque a conexão não permite?
Quando o pacote de dados tá estourando? A bateria tá acabando? Me diz, pra quê aplicativo no celular, então????
Como que você vai advinhar que fulano não pode falar, responder, porque lá, ele está sempre on line. Você vai advinhar que está na rua, dentro do trem? Em reunião?
Uma amiga reclamou porque mandei uma mensagem pra ela de madrugada, no Brasil. Era aniversário dela. Bom, aqui pra mim já era hora do almoço. Por que não desconectou? A pessoa também, viu??? Ué, se não quer ser incomodado, desliga, né, não?
Eu aqui desligo tudo. Hora de sono é sagrada. No outro dia quando conecto, vejo chamadas perdidas de amigos malucos, sem noção da diferença de fuso horário. Então desconecto tudo para preservar o meu descanso.
E aí, vem um coro pra cima de mim, dizendo que eu tenho que ter também o Whatsapp!!!
Tá,
instalei... aquilo está às moscas. Porque de fato, as pessoas não têm
assunto assim, pelo menos não comigo! A gente tem aquela meia dúzia com
quem tem mais intimidade e estes estão no meu Skype e agora no ICQ,
porque o ICQ tá até melhor do que o Skype.
Envia foto na hora, tem vídeo conferência, chamada de voz, e chat!!!! Tudo de grátis!!!!
Agora me diz, porque o povo bate na tecla com o primo paupérrimo: o Whatsapp????
Alguém desenha pra mim, por favor????
PS: ICQ, tem o mesmo layout do Whatsapp, com emotions fofos extras!!!! Até nisso, sai na vantagem!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)


















