A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Keukenhof - o parque das tulipas

Um dos passeios que eu mais gosto de fazer aqui na Holanda é o de ir ao Keukenhof.
Há quem diga que quando se vai uma vez, não precisa mais voltar porque é tudo igual.
Não é todo ano que dá para ir. Depende do clima, da nossa programação pessoal. E se der para ir todo ano, eu vou! Eu vou porque o parque é um lugar muito gostoso, agradável, relaxante. A gente passa um dia inteiro por lá. Naquelas paisagens lindas entre as flores, cores, desenhos, frescor, árvores...simplesmente porque tudo é lindo demais e o que é lindo nunca fica obsoleto.
Este ano o tema da exposição foi o amor, o romance. Gostei muito dos pavilhões que estavam muito bem decorados e estilosos.
E é cada arranjo, tipo de flor, de cores, formatos...de babar!
Este ano quase que perdemos, pois fomos nos último dias. O que eu não recomendo, pois não há mais os campos de flores para se ver e alguns canteiros já estão totalmente podados.
Se puder vá no meio da temporada...lá para o meio de abril. Os dias de semana são os menos cheios e o final do dia o horário mais tranquilo. Dá pra voltar num determinado ponto e fazer fotos como se você fosse a única pessoa no parque!
Vale dizer que a estrutura do parque é muito boa, com vários restaurantes, áreas de descanso, banheiros, café, lojinhas com plantas e bulbos...suvenirs diversos!



















Como não ter vontade de voltar para um paraíso desses? Impossível!

sábado, 14 de maio de 2016

E depois de tanto tempo...

Estranho retomar o blog depois de tanto tempo. Fica difícil para pegar as ideias e organizá-las.
Vamos lá!
O tempo tem voado, compromissos familiares, marido trabalhando muito e com exames médicos para fazer, casamento do cunhado que convidou NINGUÉM e várias coisas que nos interpelam a vida e tomam o nosso tempo.
Aconteceram alguns fatos que tomaram a minha atenção, principalmente com meus pais no Brasil.
Ainda bem que pela internet a gente resolve muitas coisas.
Aqui com a família holandesa começa uma fase de aprendizagem. De como lidar com uma pessoa demente, com a memória recente totalmente comprometida.
Fui em dois eventos sobre demência. Em um, meu marido me acompanhou e, noutro, fui sozinha mesmo.
Gente, é tanta gente. Chega a ser meio assustador. Inclusive pessoas que frequentam as reuniões e que já perderam seus entes queridos por causa da doença. É um assunto pesado.
Tomei a iniciativa de ir porque não vejo a família levando o assunto a sério. Tanto que relatei tudo o que escutei e os aconselhei a irem. Meu sogro é a pessoa mais resistente.
Porém, só vou até um limite, viu. Não posso ir muito além, mesmo porque este não é o meu papel. Os outros que convivem muito mais perto dela, é que precisam se cercar de informações até mesmo para ajudá-la.
Mas mudando de alhos para bugalhos. 
O meu cunhado se casou. Só ele, a mulher, os dois filhos e as quatro testemunhas, ou foram duas...nem sei, para a cerimônia na prefeitura.
Se casaram em abril, mas nem soubemos o dia. Ele deve ter falado mas a gente nem guardou a informação...nem éramos convidados mesmo.
Eu, aqui para comigo, penso que um dia ele vá se arrepender de não ter ao menos os pais presentes. Mas sei lá, às vezes este povo é tão desprendido de certos sentimentos que nunca irá parar pra pensar nisso.
Disse que ele que combinou com a mulher que quando completassem vinte anos juntos, se casariam. Feito!
A cunhada, que se separou, já está devidamente instalada no novo lar mas ainda de picuinhas com o ex. É cada implicância por causa das filhas. Sinceramente, não dá pra saber se era ruim junto ou pior separado. Criaram cada regra mais sem pé e sem cabeça. Imagina que, no acordo, ela exigiu que no aniversário das meninas, eles devem ser reunir às 11 horas da manhã para cortar o bolo como se ainda fossem uma família feliz! 
Para tudo, achei esta ideia absurda. Claro que, independente de quem estiver com a filha no dia do aniversário, tanto o pai ou a mãe devem ser livres para aparecer para cumprimentar a filha, é meio óbvio, mas não deve ser uma obrigação. Isso empaca tanto a vida de um como a de outro. Tanto que já deu confusão no primeiro aniversário depois da separação.
Ahhh e fomos ao Keukenhof. Já fazia nove anos da última vez que estivemos por lá com meus sogros.
Achei que não daria para ir. Tempo muito fechado e frio, ou melhor, congelante.
Fiquei de olho na previsão do tempo, fomos quase perto de terminar.
Assim que melhorou o tempo, abriu sol, chamamos os meus sogros e lá fomos nós. Tivemos um dia lindo de sol e fresco para caminhar entre as flores.
Lindo demais...é um dia de passeio que vale muito a pena.