A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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domingo, 3 de junho de 2018

Casados!

A minha cunhada mais nova tem um namorado egipcio que já vive, talvez, há uns 20 anos por aqui. Não sei se todos estes anos só na Holanda...mas enfim...entre idas e vindas, acho que este é o terceiro ano deles juntos.
O rapaz é boa gente, mas, pouco sabemos dele. Está sozinho, sem família aqui. Nem a profissão dele a gente sabe direito. Só sei que fuma feito uma chaminé ambulante. Aliás, o que a gente fica sabendo dele é através do meu sogro, que ouve da minha cunhada.
Um dia desses, numa reunião em família, eu perguntei o verdadeiro nome dele. Ele usa um outro nome para ser "aceito mais fácil" aqui, meio americanizado! Como ele é de origem muçulmana, claro que o nome dele segue a linha dos nomes lá deles.
Ele fala que não é praticante da religião deles, porém, em algumas situações o vi mencionando sobre "nossos costumes" com os "costumes dele". Que isso e aquilo não pode na religião deles. E isso eu acho chato. Se você não segue mais, por que ficar confrontando as coisas na frente das pessoas com costumes diferentes? Se você já está inserido na atual cultura, por que ficar comparando?
Eu já reparei que a minha outra cunhada e o marido não dão muita pelota pra ele. Não é a questão de ignorar ou esnobar a pessoa. Eles só não querem saber de nada que eles não querem saber, entendem?
E o mais bizarro de tudo isso foi o meu sogro contando de um lance muito curioso. Eles estão CASADOS!
Como assim, casados? Perguntamos. O casamento vai acontecer ainda, quando? Vai ser onde? Aqui na Holanda ou no Egito?
Meu sogro explicou, desacreditado, que o rapaz primeiro pediu a mão da minha cunhada pra ele. Ok, meu sogro concordou. Nisso, o Ramsés lá pega o celular, abre lá um texto lá todo em árabe que lê em voz alta. Faz minha cunhada responder qualquer coisa lá e pronto: CASADOS!
Bom, nem sei se é pra levar a sério. A minha cunhada nem comunicou o enlace.

Bom, que sejam felizes para sempre. Talvez o fato de nem morarem juntos já facilite rs
Não...é cada uma.... 👰💗😕

sábado, 5 de novembro de 2016

Já é novembro!!!!

Vista da Ponta da Piedade-Lagos
Puxa vida! Fiquei o mês de outubro sem escrever! Ohhhh céus!
Eu acho que eu tenho um monte de coisas pra contar...não são assim grandes novidades, mas até que eu tenho.
Por falar em outubro. É o mês do nosso aniversário de casamento, perto do fim do mês. Como completamos cinco anos de casados, oficialmente, eu pedi para o marido pra gente fazer algo mais especial. Uma viagem.
Fomos para Portugal, no Algarve, meio que por acaso. Sim, por acaso, porque o que eu tinha em mente era Barcelona. Porém, parece que o mundo todo queria ir para Barcelona... dias à procura de algum hotel, voo e nada aparecia. Claro, apareciam preços exorbitantes, hotéis de luxo, datas que não batiam com o período que desejávamos. Voos com horários malucos, saindo de aeroportos distantes. Maior frustração. As férias chegando e nada. Já até tinha jogado a toalha e me contentado em ficar em casa, sair por aqui por perto mesmo e pronto.
Ah, detalhe: quando eu encontrava algo, deixava para decidir depois e quando voltava para comprar as tais opções já não eram mais válidas!
Porém marido é daqueles que concorda com a frase: happy wife, happy life!
Ele mesmo resolveu procurar, meteu as caras na internet enquanto eu preparava o almoço do primeiro dia de férias dele!
Claro, primeiro ele veio me convencer de que eu teria que ser flexível com o destino. Tudo bem, concordei, mas ainda sim queria que fosse para a Espanha.
E eis que ele surge com duas opções, uma para a Espanha e a outra para Portugal.
Acabei eu mesma decidindo por Portugal. Lá estaria uns graus mais quentes!
E num sábado resolvemos tudo e na terça feira seguinte, embarcamos.
Na hora de arrumar a mala, um certo drama. Nunca tinha ido para Portugal e por mais que eu soubesse que estaria calor, fiquei com medo de ser pegadinha do site, e me deu um certo nó cabeça ao pegar as roupas de verão, biquini, sunga, protetor solar, chapéu, boné, chinelos! Enquanto eu olhava para a janela, via tudo cinza e vestia roupas de inverno.
Até a chegada em Portugal eu estava, assim, normal.
Saímos num voo super bom de Amsterdam... Acreditem ou não, estamos lá na área de embarque quando um senhor se senta bem na minha frente. Eu olho pra ele e ele olha pra mim! Nos reconhecemos, no mesmo click, mas nem eu e nem ele sabíamos de onde! Foi uma comédia porque a holandesada em volta, aquela da terceira idade que adora uma piada, começou a se meter.  Uau...se conhecem e nem sabem mais de onde! Ohhh
Até que, finalmente, lembrei dele! O pintor do prédio! Ele inclusive esteve no nosso apartamento para pintar os batentes da janela da cozinha uns anos atrás.
A esposa dele logo apareceu e deu tanta risada. Fomos todos no mesmo voo mas eles seguiram a viagem para a Espanha.
Fomos para Lagos e de lá fizemos outros passeios.
Minha alergia respiratória sumiu, não dei um espirro.
Comi sardinha na brasa! Pastel de nata, mamão, bacalhau, coxinha e risolis...pão de malte, feijoada portuguesa,  feijão....
Mas depois eu conto mais! Prometo!

sábado, 14 de maio de 2016

E depois de tanto tempo...

Estranho retomar o blog depois de tanto tempo. Fica difícil para pegar as ideias e organizá-las.
Vamos lá!
O tempo tem voado, compromissos familiares, marido trabalhando muito e com exames médicos para fazer, casamento do cunhado que convidou NINGUÉM e várias coisas que nos interpelam a vida e tomam o nosso tempo.
Aconteceram alguns fatos que tomaram a minha atenção, principalmente com meus pais no Brasil.
Ainda bem que pela internet a gente resolve muitas coisas.
Aqui com a família holandesa começa uma fase de aprendizagem. De como lidar com uma pessoa demente, com a memória recente totalmente comprometida.
Fui em dois eventos sobre demência. Em um, meu marido me acompanhou e, noutro, fui sozinha mesmo.
Gente, é tanta gente. Chega a ser meio assustador. Inclusive pessoas que frequentam as reuniões e que já perderam seus entes queridos por causa da doença. É um assunto pesado.
Tomei a iniciativa de ir porque não vejo a família levando o assunto a sério. Tanto que relatei tudo o que escutei e os aconselhei a irem. Meu sogro é a pessoa mais resistente.
Porém, só vou até um limite, viu. Não posso ir muito além, mesmo porque este não é o meu papel. Os outros que convivem muito mais perto dela, é que precisam se cercar de informações até mesmo para ajudá-la.
Mas mudando de alhos para bugalhos. 
O meu cunhado se casou. Só ele, a mulher, os dois filhos e as quatro testemunhas, ou foram duas...nem sei, para a cerimônia na prefeitura.
Se casaram em abril, mas nem soubemos o dia. Ele deve ter falado mas a gente nem guardou a informação...nem éramos convidados mesmo.
Eu, aqui para comigo, penso que um dia ele vá se arrepender de não ter ao menos os pais presentes. Mas sei lá, às vezes este povo é tão desprendido de certos sentimentos que nunca irá parar pra pensar nisso.
Disse que ele que combinou com a mulher que quando completassem vinte anos juntos, se casariam. Feito!
A cunhada, que se separou, já está devidamente instalada no novo lar mas ainda de picuinhas com o ex. É cada implicância por causa das filhas. Sinceramente, não dá pra saber se era ruim junto ou pior separado. Criaram cada regra mais sem pé e sem cabeça. Imagina que, no acordo, ela exigiu que no aniversário das meninas, eles devem ser reunir às 11 horas da manhã para cortar o bolo como se ainda fossem uma família feliz! 
Para tudo, achei esta ideia absurda. Claro que, independente de quem estiver com a filha no dia do aniversário, tanto o pai ou a mãe devem ser livres para aparecer para cumprimentar a filha, é meio óbvio, mas não deve ser uma obrigação. Isso empaca tanto a vida de um como a de outro. Tanto que já deu confusão no primeiro aniversário depois da separação.
Ahhh e fomos ao Keukenhof. Já fazia nove anos da última vez que estivemos por lá com meus sogros.
Achei que não daria para ir. Tempo muito fechado e frio, ou melhor, congelante.
Fiquei de olho na previsão do tempo, fomos quase perto de terminar.
Assim que melhorou o tempo, abriu sol, chamamos os meus sogros e lá fomos nós. Tivemos um dia lindo de sol e fresco para caminhar entre as flores.
Lindo demais...é um dia de passeio que vale muito a pena.





















quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Curtas da hora

Fomos comemorar nosso aniversário de casamento jantando fora.
O restaurante não tinha muita gente, não... tranquilo e escolhemos uma mesa do lado mais amplo. Tinha um moço lá, jantando sozinho. Bom, até aí tudo bem, mas o que assusta é a pessoa começar a falar sozinha e em voz alta.
Sei lá se ele, de repente, tá tentando puxar papo mas seria mais inteligente falar com a gente de forma mais direta, né não?
E outra, às vezes, você cai na besteira de dar atenção e a pessoa não para mais de falar.
Eu nem me atrevi mais a olhar na direção da mesa do rapaz.
Eu, hein, não quero ficar assim, não!
Este povo aqui não é normal! rs

Uma conhecida veio me perguntar sobre aquele tal evento "só para mulheres" que eu fui no ano passado. Nossa, e na minha cabeça parece que já se passou uma eternidade.
Na verdade, ela convidou uma outra conhecida e esta outra conhecida foi quem contou para ela que já tinha sido convidada por mim, ano passado. Disse que não teve interesse em ir, continua não tendo e que se ela quisesse saber de detalhes sórdidos que viesse falar comigo.
Claro que ela veio.
Eu narrei tudo o que consegui lembrar, mas deixei claro que talvez o formato do evento tenha mudado, que seja diferente e, quem sabe, ela, se for, conheça gente legal e consiga algum belo direcionamento para o mercado de trabalho. Afinal, não é porque eu tive uma experiência negativa - de várias, digá-se bem - que ela também está fadada a ter.
Só sei que ela arregalou os olhos e disse que vai cancelar a inscrição dela. Ainda porque ela iria comprometer a aula de holandês dela.
Ai, gente... é tão chata esta sensação, tão frustante, sabe? Poxa, eu queria era poder falar com entusiasmo, incentivar... mas como?
Eu não sou dessas que faz bonito só pra dar a impressão que "me dou bem" o tempo inteiro, não.

E, ontem, no jornal nortuno, foi mostrada uma reportagem sobre o tabu que é na sociedade holandesa o casamento com estrangeiras.
Nossa, nunca tinha visto nada que mostrasse ali, a verdade nua e crua de como é a trajetória de mulheres que se casam com holandeses, passam a morar na Holanda e não conseguem trabalho mesmo tendo boas qualificações profissionais.
Mas claro, acho que uma porção de itens interferem no sucesso de se consguir ou não um bom trabalho...o tipo de qualificação, a idade, a origem...
A filipina teve que mudar de profissão e foi para a área de saúde e cuidados, ou seja, ser um tipo de cuidadora...mas convenhamos que é preciso também um mínimo de vocação para uma nova atividade ou função.
Foi muito interessante a russa, apesar do holandês não muito fluente, falar que ela não é uma idiota e que tem capacidade de aprender e se adaptar.
Ahhh e nos últimos anos as mulheres "mais populares"que emigraram para a Holanda são as russas e brasileiras! Oh
E eu penso que além da aceitação na sociedade, ainda veio a crise para piorar tudo.
Para quem quiser o vídeo: Homens holandeses procuram amor no estrangeiro.

Enfim, gente...é isso aí e outubro já acabou! E este mês passou voando!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre acontecimentos

Tá muito calor, muito calor. Em alguns lugares chegou a 39 graus! 
Eu sei, eu sei... a gente espera pelo verão, pelo calor todos os anos e dá um desespero quando demora a esquentar...e daí ele chega e com tudo. De fritar os miolos. O mais estranho é que estamos suando, transpirando muito em qualquer movimento. Não temos mais fome! Cozinhar é quase um martírio. Muuuuita salada, frutas, sucos, água e picolés, porque até estes sorvetes mais elaborados chega a ser demais.
Deixar a casa aberta ou fechar tudo?
De manhã abrimos tudo para entrar o ar fresco e depois tratamos de fechar tudo novamente, assim o pouco do ar frio fica dentro de casa. A tendência durante o dia é de que esquente e, com isso, o ar lá fora fica muito quente. Sair de casa e ir para a rua é ter a sensação de entrar numa fornalha.

Mudando de assunto, não tem como ignorar a tragédia com o avião que foi bombardeado lá na fronteira entre Ucrânia e Rússia.
Hoje alguns corpos devem chegar aqui na Holanda.
É muito triste. As férias acabaram de começar! 
Famílias inteiras estavam no avião. Casais, filhos, amigos... todos que esperaram ansiosos por este momento e ter este fim tão trágico.
A mãe do meu sogro morreu em um acidente de avião, em 1977. Foi um acidente e mesmo assim penso que isso nunca foi superado pelos filhos de fato, pela família.
E agora este avião, cheio de holandeses que só queriam ir curtir as férias.

Mas entre isso, a vida continua e tivemos o casamento do primo esta semana.
Dá para acreditar que o tema do casamento foi Disneylândia?!?!?! rs
No bolo (que, infelizmente, só estava bonito e nada gostoso) tinha bonequinhos do Mickey e da Minni! rs
Músicas do mundo da fantasia foram tocadas durante as cerimônias.
Nós fomos os únicos primos do lado da mãe do noivo que fomos convidados para todo o dia.
Gente, que maratona! Entre nossa saída de casa e volta, foram exatamente 12 horas!
Por sorte, os lugares foram próximos e pudemos ir caminhando.
A cerimônia no civil foi no restaurante. Fomos recebidos com café, chá, suco e torta. Depois da cerimônia rolou o almoço, num estilo de brunch.
A cerimônia na igreja evangélica foi loooonga! Teve coral e tudo, com crianças. Lindo! A noiva cantou na hora do "sim"para o noivo.
As mães do noivo e da noiva fizeram leituras. Titia citou um texto de Paulo Coelho, "A história do lápis" e me ligou dias antes querendo saber como deveria pronunciar seu nome.
Tivemos a recepção na igreja que se estendeu até umas 18 hr. 
Regressamos para o restaurante para o jantar. Mais homenagem aos noivos e o corte do bolo.
A oma também estava lá, firme e forte!
Meus sogros não foram, pois estão viajando.
E, assim, a vida segue!