A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

E já é dezembro, Sinterklaas, quase Natal!

Nem dá para acreditar que fiquei, pela primeira vez na vida desde que comecei meu blog, tantos meses sem escrever. Até me assustei de vir aqui e ver que o último post foi em junho. Nossa, incrível tanto tempo assim escorrer por entre os dedos e nem nos darmos conta.
Confesso que, por várias vezes, tentei vir aqui escrever. Agora que estou com os dedos no teclado, sinto um leve prazer em dedilhar este pequeno texto.
Não vai dar para contar TUDO o que aconteceu, assim, neste post, de uma só vez. Farei um flash back.
Tivemos um verão tenebroso rs com pouca chuva...aproveitamos bem.
O outono está sendo muito ameno...e, praticamente, com o inverno bem debaixo do nariz, a temperatura está bem agradável. As jaquetas pesadas de inverno ainda estão no armário.
E, claro, estou eu cá a fazer os pacotes de presentes para o Sinterklaas amanhã. É sempre um momento divertido com a família holandesa. Abolimos valores e presentes obrigatórios para os adultos, mas como resistir a tantas coisinhas e badulaques nas lojas? Não dá...a gente olha e pensa em alguém.
Também abolimos as poesias, mas eu continuo a fazer pequenos bilhetinhos com recadinhos do Sinterklaas e Zwarte Piet pro pessoal. Estou a cada ano mais afiada nos recadinhos 😉
E, por enquanto é isso...vejo vocês em breve!


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Seres superiores

Sabe, por um tempo, eu quis saber qual era o segredo dos holandeses: o de não sentirem fome no meio do dia. 
Sim, porque era assim que eu entendia. Este povo não sente fome, só pode.
Dizem que na Holanda não se almoça. Porque chega na "hora do almoço" e eu estou com o estômago grudado nas costas. Louca para uma comidinha quentinha no frio ou uma saladinha caprichada nos dias quentes.
Porém, o povo aqui é superior. Não sente fome. Não almoça. Se contenta com um pãozinho e umas frutinhas no decorrer do dia. 
Ahhh mas tudo é uma questão de hábito? Pode ser. 
Fato que muita gente aqui engole qualquer porcaria durante o dia e não vê a hora do jantar chegar. Pra mim isso tem um nome: PREGUIÇA de cozinhar.
Até entendo que quem trabalha fora, passa com lanche porque não há horário de almoço longo por aqui, como para nós, no Brasil. A meia hora de intervalo faz muita gente optar por um lanchinho feito em casa com uma frutinha. É muito comum ver o povo lanchando durante uma caminhada no parque, por exemplo. Acho este hábito horrível.
Porém, para quem está em casa, não há nada de proibido ou errado em cozinhar. Eu sempre tive um almocinho em casa, que até é, muitas vezes, o resto do jantar da noite anterior e meu marido nunca criticou este hábito. Ao contrário, aproveita e muito bem dele. Claro que eu não fico na cozinha o dia inteiro, mas eu não vou morrer de fome até a hora do jantar ou me entupir de porcarias pra encher o estômago.
Na casa dos meus sogros, não era/é assim. Minha sogra saía e sabe para onde ela ía? Para o snack bar, comprar croquetes e batatas fritas para o almoço. Jura, gente, que isso é comida? A coisa não é ruim, ao contrário, é muito bom. Só o detalhe de que isso não é saudável. Mas para holandês, onde só se tem uma refeição quente no dia, isso é normal e pronto. Afinal, eles não sentem fome.
O legal é que na sua casa, o povo quer comer, né? Isso eu acho o fim. Em vez de dizerem "não obrigado, eu não sinto fome no meio do dia"...este povo senta e come! 
E como, ontem, domingo, foi Dia dos Pais, lá fomos nós para os meus sogros. No sábado, à noite, eu assei aquelas tortas salgadas de liquidificador para levar. Pensei: como lá não tem nada para comer, eu vou garantir um lanchinho para o meio do dia.
Chegamos lá e meus sogros tinham visita. Os olhos cresceram para cima da minha forma coberta com um guardanapo. Falei que era uma torta e perguntei se eles gostariam de provar. Aceitaram.
A holandesa lá comeu de virar os olhinhos. Disse que nunca comeu nada tão gostoso. Perguntou como eu fiz e emendou que não ía querer a receita porque não tem forno em casa. Nem microondas.
Eu olhei surpresa. Perguntei o motivo de não terem forno. E sabe o que ela respondeu? Justamente para não fazer nada em casa, para não cozinhar.
HORRORIZADA, eu fiquei. 
E quando ela se despediu de mim, disse que a torta veio bem a calhar pois ela estava com fome extra!
E aí? Este povo sente ou não sente fome?????
Claro que sente fome, sim...só tem preguiça é de encarar o fogão.
Seres superiores? Não. Preguiçosos mesmo! hahahah
Aliás, deixa eu ir almoçar!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O nosso amigo

Ahhh aquele nosso amigo holandês...
Fazia tempo que eu não mencionava sobre ele. Fato mesmo que eu deixei de dar murro em ponta de faca...deixamos meio que de lado.
Mas...é sempre mais do mesmo, agora com um agravante. Sim, o que já estava ruim, piorou no meu ponto de vista.
Ele continua com a "noiva virtual inexistente" dele. Impressionante, isso já dura anos.
Nos cumprimentamos no final de ano, para desejar boas festas e ele disse que viria nos visitar logo nos primeiros dias de janeiro. Achei legal a iniciativa dele. Ainda mais nos dias de hoje, que nem convidando, as pessoas aparecem.
E o ano novo começou e nada do nosso amigo dar as caras. Deixamos pra lá. Não vou ficar no pé de ninguém. Sabe onde moramos, como fazer contato...e cada um é livre para fazer o que bem entender.
E foi aniversário dele, depois de alguns meses do início do ano. Enviei os cumprimentos e veio a notícia chocante: o falecimento de sua mãe devido a um acidente. E pasme, em janeiro, meses atrás!
Olha, fiquei chocada pela morte da mulher e outra por ele não ter nos avisado. Realmente, significamos muito para ele. Só falou porque entramos em contato.
Dei-lhe as nossas condolências.
E ele foi falando... logo a "noiva que não existe" - que já tentou vir para a Holanda por diversas vezes, sem nunca conseguir - chegará com muuuuito dinheiro. Ele irá comprar a casa onde mora, que é herança da mãe, dos irmãos e logo terão filhos e tudo ficará bem.
O duro é saber que isso não vai acontecer... e pior...ainda vai confusão com os irmãos.
Cenas para os próximos capítulos...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Keukenhof - o parque das tulipas

Um dos passeios que eu mais gosto de fazer aqui na Holanda é o de ir ao Keukenhof.
Há quem diga que quando se vai uma vez, não precisa mais voltar porque é tudo igual.
Não é todo ano que dá para ir. Depende do clima, da nossa programação pessoal. E se der para ir todo ano, eu vou! Eu vou porque o parque é um lugar muito gostoso, agradável, relaxante. A gente passa um dia inteiro por lá. Naquelas paisagens lindas entre as flores, cores, desenhos, frescor, árvores...simplesmente porque tudo é lindo demais e o que é lindo nunca fica obsoleto.
Este ano o tema da exposição foi o amor, o romance. Gostei muito dos pavilhões que estavam muito bem decorados e estilosos.
E é cada arranjo, tipo de flor, de cores, formatos...de babar!
Este ano quase que perdemos, pois fomos nos último dias. O que eu não recomendo, pois não há mais os campos de flores para se ver e alguns canteiros já estão totalmente podados.
Se puder vá no meio da temporada...lá para o meio de abril. Os dias de semana são os menos cheios e o final do dia o horário mais tranquilo. Dá pra voltar num determinado ponto e fazer fotos como se você fosse a única pessoa no parque!
Vale dizer que a estrutura do parque é muito boa, com vários restaurantes, áreas de descanso, banheiros, café, lojinhas com plantas e bulbos...suvenirs diversos!



















Como não ter vontade de voltar para um paraíso desses? Impossível!

domingo, 3 de junho de 2018

Casados!

A minha cunhada mais nova tem um namorado egipcio que já vive, talvez, há uns 20 anos por aqui. Não sei se todos estes anos só na Holanda...mas enfim...entre idas e vindas, acho que este é o terceiro ano deles juntos.
O rapaz é boa gente, mas, pouco sabemos dele. Está sozinho, sem família aqui. Nem a profissão dele a gente sabe direito. Só sei que fuma feito uma chaminé ambulante. Aliás, o que a gente fica sabendo dele é através do meu sogro, que ouve da minha cunhada.
Um dia desses, numa reunião em família, eu perguntei o verdadeiro nome dele. Ele usa um outro nome para ser "aceito mais fácil" aqui, meio americanizado! Como ele é de origem muçulmana, claro que o nome dele segue a linha dos nomes lá deles.
Ele fala que não é praticante da religião deles, porém, em algumas situações o vi mencionando sobre "nossos costumes" com os "costumes dele". Que isso e aquilo não pode na religião deles. E isso eu acho chato. Se você não segue mais, por que ficar confrontando as coisas na frente das pessoas com costumes diferentes? Se você já está inserido na atual cultura, por que ficar comparando?
Eu já reparei que a minha outra cunhada e o marido não dão muita pelota pra ele. Não é a questão de ignorar ou esnobar a pessoa. Eles só não querem saber de nada que eles não querem saber, entendem?
E o mais bizarro de tudo isso foi o meu sogro contando de um lance muito curioso. Eles estão CASADOS!
Como assim, casados? Perguntamos. O casamento vai acontecer ainda, quando? Vai ser onde? Aqui na Holanda ou no Egito?
Meu sogro explicou, desacreditado, que o rapaz primeiro pediu a mão da minha cunhada pra ele. Ok, meu sogro concordou. Nisso, o Ramsés lá pega o celular, abre lá um texto lá todo em árabe que lê em voz alta. Faz minha cunhada responder qualquer coisa lá e pronto: CASADOS!
Bom, nem sei se é pra levar a sério. A minha cunhada nem comunicou o enlace.

Bom, que sejam felizes para sempre. Talvez o fato de nem morarem juntos já facilite rs
Não...é cada uma.... 👰💗😕

quarta-feira, 9 de maio de 2018

De Nationale Dodenherdenking, Nationale Herdenking of Dodenherdenking en de Bevrijdingsdag

Os dias 4 e 5 de maio são dias muito importantes para a memória histórica deste país.
Os dias Nacional da lembrança dos mortos e da Libertação, respectivamente.
O tema deste ano: 2018 Jaar van Verzet, 2018 Ano da Resistência.
No dia 4 eventos aconteceram em vários monumentos espalhados pela Holanda inteira. Cerimônias homenageiam a memória dos mortos na Segunda Guerra Mundial. Histórias são contadas por pessoas que vivenciaram o terror da guerra ou por algum familiar, descendente de alguma vítima da guerra.
Às 20 horas, dois minutos de silêncio, atualmente. Desde 1988 estes eventos são organizados pelo Comite Nacional. 
A cerimônia mais significativa acontece na praça Dam, em Amsterdam, com a presença de vetereanos oficiais, militares, políticos, vítimas e descendentes de vítimas, pessoas ilustres e a família real.
No dia 5 de maio, é comemorada a libertação da Holanda que tinha a ocupação de alemães, o fim da guerra.

Abaixo fotos de 4 de maio 
https://www.facebook.com/pg/nationaalcomite4en5mei/photos/?tab=album&album_id=1521036994689347




E pensar que ainda há tantas guerras acontecendo...e...a humanidade parece que não aprendeu.