O restaurante não tinha muita gente, não... tranquilo e escolhemos uma mesa do lado mais amplo. Tinha um moço lá, jantando sozinho. Bom, até aí tudo bem, mas o que assusta é a pessoa começar a falar sozinha e em voz alta.
Sei lá se ele, de repente, tá tentando puxar papo mas seria mais inteligente falar com a gente de forma mais direta, né não?
E outra, às vezes, você cai na besteira de dar atenção e a pessoa não para mais de falar.
Eu nem me atrevi mais a olhar na direção da mesa do rapaz.
Eu, hein, não quero ficar assim, não!
Este povo aqui não é normal! rs
Uma conhecida veio me perguntar sobre aquele tal evento "só para mulheres" que eu fui no ano passado. Nossa, e na minha cabeça parece que já se passou uma eternidade.
Na verdade, ela convidou uma outra conhecida e esta outra conhecida foi quem contou para ela que já tinha sido convidada por mim, ano passado. Disse que não teve interesse em ir, continua não tendo e que se ela quisesse saber de detalhes
Claro que ela veio.
Eu narrei tudo o que consegui lembrar, mas deixei claro que talvez o formato do evento tenha mudado, que seja diferente e, quem sabe, ela, se for, conheça gente legal e consiga algum belo direcionamento para o mercado de trabalho. Afinal, não é porque eu tive uma experiência negativa - de várias, digá-se bem - que ela também está fadada a ter.
Só sei que ela arregalou os olhos e disse que vai cancelar a inscrição dela. Ainda porque ela iria comprometer a aula de holandês dela.
Ai, gente... é tão chata esta sensação, tão frustante, sabe? Poxa, eu queria era poder falar com entusiasmo, incentivar... mas como?
Eu não sou dessas que faz bonito só pra dar a impressão que "me dou bem" o tempo inteiro, não.
E, ontem, no jornal nortuno, foi mostrada uma reportagem sobre o tabu que é na sociedade holandesa o casamento com estrangeiras.
Nossa, nunca tinha visto nada que mostrasse ali, a verdade nua e crua de como é a trajetória de mulheres que se casam com holandeses, passam a morar na Holanda e não conseguem trabalho mesmo tendo boas qualificações profissionais.
Mas claro, acho que uma porção de itens interferem no sucesso de se consguir ou não um bom trabalho...o tipo de qualificação, a idade, a origem...
A filipina teve que mudar de profissão e foi para a área de saúde e cuidados, ou seja, ser um tipo de cuidadora...mas convenhamos que é preciso também um mínimo de vocação para uma nova atividade ou função.
Foi muito interessante a russa, apesar do holandês não muito fluente, falar que ela não é uma idiota e que tem capacidade de aprender e se adaptar.
Ahhh e nos últimos anos as mulheres "mais populares"que emigraram para a Holanda são as russas e brasileiras! Oh
E eu penso que além da aceitação na sociedade, ainda veio a crise para piorar tudo.
Para quem quiser o vídeo: Homens holandeses procuram amor no estrangeiro.
Enfim, gente...é isso aí e outubro já acabou! E este mês passou voando!
