Marido chegou em casa e me perguntou se tinha ouvido algo sobre um casal de idosos encontrado morto no jardim de casa aqui na Holanda. Foi num vilarejo.
Eu não escutei nada e nem li nada a respeito mas fui pesquisar para saber mais. Encontrei a notícia de que o fato ocorreu no fim de semana passado.
A senhora saiu para o jardim, não voltou e o marido resolveu ir atrás dela. Ela tinha caído e não conseguiu mais se levantar. Ele tentou ajudá-la e no fim acabou também caindo. Morreram os dois de hipotermia.
Assustador, né? Será que não gritaram por socorro? Será que tinham filhos? Será que ninguém viu nada?
Se bem que estes vilarejos são desertos, as casas não são tão próximas uma da outra.
Triste e assustador.
Eu só acho engraçado como que eles conseguem contar que a mulher queria trancar o portão. Será que era um costume que os vizinhos sabiam e imaginaram toda a situação?
É nestas horas que eu fico pensando pra onde caminha a humanidade.
O Sinterklaas está chegando e precisávamos falar com a minha cunhada. Telefonamos dois dias para ela. Na casa, no celular. Sabe, a gente nunca liga, até mesmo porque já percebemos que eles não gostam de atender. Desta vez não era uma coisa urgente, porém meu marido queria falar com a irmã ao invés de responder friamente por e-mail, pois poderia criar um mal entendido. Dois dias, minha gente...telefonando na parte da manhã, no meio do dia e na noite. Eu não acredito que ela não tenha visto. E se fosse assunto urgente? De vida ou de morte?
No terceiro dia ele conseguiu, ela estava no trabalho e resolveu atender.
Fico pensando se os meus sogros tiverem alguma emergência, será que ela irá atendê-los?
Pra mim só me dá a impressão de descaso, falta de noção ou má vontade mesmo.
Tem horas que dá medo deste povo.
Para contar as novidades, fatos, impressões e tudo o que eu ainda vejo de novo!
A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
Da série...sobrinhos!
Foi aniversário de quarenta anos de uma das minhas cunhadas que foi devidamente comemorado.
Chegando lá - apesar do horário já avançado para as crianças, pois passava das nove da noite - ainda estavam uns Pikachu acordados, circulando entre os adultos.
E vem pro colo, abraça, beija, rola, mexe no cabelo, cheira, lambe...aquela loucura.
Como eu já estou no fim de um resfriado, pensei que desta vez não iria pegar nenhuma virose destes remelentinhos...porque eu vivo pegando resfriado depois de encontrá-los. Triste coincidência? Pois é...não sei.
Meu marido vive me falando que eu fico muito grudada com eles e dá nisso! hahah
Passado um tempo, senta a minha outra cunhada do lado pra bater papo e vai falando uma coisa ali e outra acolá quando ela solta que a mais velha estava cheia de piolhos! E que a mais nova também tinha sido empesteada.
Nem preciso dizer o meu total estado de pânico! Mas ela me acalmou dizendo que já tinha acontecido e que estava todo mundo "limpo" naquela altura do campeonato.
Tinha uns fogareiros espalhados pelo jardim, pra aquecer o local durante a noite.
Quase rolou um ritual do "queima que é piolho".
Espero não ter sido empesteada...só de pensar a cabeça começa a coçar...
Pois é...ser tia também é padecer no paraíso.
Chegando lá - apesar do horário já avançado para as crianças, pois passava das nove da noite - ainda estavam uns Pikachu acordados, circulando entre os adultos.
E vem pro colo, abraça, beija, rola, mexe no cabelo, cheira, lambe...aquela loucura.
Como eu já estou no fim de um resfriado, pensei que desta vez não iria pegar nenhuma virose destes remelentinhos...porque eu vivo pegando resfriado depois de encontrá-los. Triste coincidência? Pois é...não sei.
Meu marido vive me falando que eu fico muito grudada com eles e dá nisso! hahah
Passado um tempo, senta a minha outra cunhada do lado pra bater papo e vai falando uma coisa ali e outra acolá quando ela solta que a mais velha estava cheia de piolhos! E que a mais nova também tinha sido empesteada.
Nem preciso dizer o meu total estado de pânico! Mas ela me acalmou dizendo que já tinha acontecido e que estava todo mundo "limpo" naquela altura do campeonato.
Tinha uns fogareiros espalhados pelo jardim, pra aquecer o local durante a noite.
Quase rolou um ritual do "queima que é piolho".
Espero não ter sido empesteada...só de pensar a cabeça começa a coçar...
Pois é...ser tia também é padecer no paraíso.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
"Zij is uit het leven gestapt"
Está é uma maneira cordial, suave de dizer dos holandeses que a pessoa se matou!
A tradução seria: ela desembarcou da vida.
Ontem mesmo foi falado dos números de suicídios que se elevaram aqui na Holanda.
É impressionante que isso acontece, tipo assim, nas melhores famílias. Não é gente ferrada na vida, não...é gente com a vida ganha, que faz e acontece, que tem família, amigos, vida social. Mas que vive à sombra. Lá no seu íntimo ninguém sabe de nada e a pessoa não fala. E vamos combinar que este povo aqui também não é de escutar.
Eu já escutei muitas conversas e o diálogo é um monólogo, tudo na primeira pessoa: ik. Você não escuta uma interação do que a gente faz de "se meter" na vida do outro e dar um palpite. Aqui a gente escuta que a vida é da pessoa e é ela que deve saber o que é melhor para ela.
Este blog pode até parecer coisa de ficção, mas não é.
Um mês atrás, a namorada de um dos primos do meu marido se matou. Ela disse que precisava de uns dias para ela e disse que iria viajar. Se enforcou.
Nós a conhecemos rapidamente no funeral do titio, ano passado.
Naquela época eles já tinham um ano de relacionamento. Os dois vinham se conhecendo, "saídos"de um casamento, com quatro filhos cada um. Fiquei até imaginando quando reunissem os filhos: seriam oito numa tacada só!
A primeira mulher dele, mãe dos filhos dele, pirou! Sim. Ela começou a seguir aí uma seita sei lá do que, com uma filosofia de vida assim e assado e, numa hora lá de libertação, chegou à conclusão e deu tchau ao casamento, aos filhos, ao marido, à vida, aos amigos. Até onde soubemos, a família dela conseguiu interná-la.
Tudo isso ele contou assim, numa tacada só, numa festa de aniversário para a minha cunhada. Vejam bem, este povo não se visita, não se fala, não se procura, mas numa festa eles falam tudo.
E a tal namorada, super entrosada com a família lá. Inclusive era ela que estava acompanhando os meus sogros. Aliás, parecia que ele era o filho dos meus sogros lá no funeral. E ela, orientando as pessoas, olhando se tudo estava nos conformes...ou seja...a mulher estava com tudo, super entrosada com todos.
Nós soubemos do suicídio dela pelo meu sogro, duas semanas atrás.
Ele até pediu ao meu marido para enviar uma mensagem de condolências. Ele não o fez. Achou que seria muito estranho já que ele e o primo não têm contato algum.
Mas o meu sogro enviou e ele respondeu e foi aí que eu fiquei boquiaberta.
Teve gente que achou a mensagem dele muito bonita e forte.
Eu...achei de extrema arrogância.
Na mensagem enviada ao meu sogro, ele dizia que não sabia que ela sofria de depressão.
Os filhos dela sabiam o que ele tinha feito por ela e o quanto eles estavam felizes juntos. Que eles fizeram muito em dois anos o que muitos casais não fazem uma vida inteira juntos. E foi pontuando item a item. Que tiveram bons tempos e que isso o confortava e que era uma pena que ela tinha um fardo tão pesado que ela não suportou.
Ele só faltou terminar a carta com um "e ela se matou feliz".
Sabe, como que uma pessoa não percebe, em dois anos de relacionamento, que alguma coisa não estava bem?
Ao meu ver, estava tão preocupado com o "estilo de vida" do vamos fazer e acontecer do que prestar atenção de fato na namorada.
Detalhe: os filhos sabiam e o ex marido também.
Dizem que quando uma pessoa quer se matar, ela vai e se mata mesmo, ninguém consegue impedir... mas será que realmente ela precisava ter chegado neste extremo?
Aqui eles meio que entendem da seguinte forma: a decisão foi dela, ela quis assim. Temos que respeitar.
Não pensa nos filhos, nos pais, no namorado, amigos? Tipo, eles que fiquem aí e se virem neste mundo! Pra mim, já deu! Tô desembarcando da vida, aqui!
Será isso?
A gente olha a pessoa e acha que é uma pessoa forte, esclarecida...pô uma HOLANDESA, dona do próprio nariz, a mulher emponderada.
Sei lá...só sei que a lista do que fizeram foi grande viu...vai ver foi isso...fez tudo o que tinha pra fazer e a vida ficou sem graça.
Enfim...têm coisas que a gente até quer entender, mas jamais saberemos ou conseguiremos entender de fato.
A tradução seria: ela desembarcou da vida.
Ontem mesmo foi falado dos números de suicídios que se elevaram aqui na Holanda.
É impressionante que isso acontece, tipo assim, nas melhores famílias. Não é gente ferrada na vida, não...é gente com a vida ganha, que faz e acontece, que tem família, amigos, vida social. Mas que vive à sombra. Lá no seu íntimo ninguém sabe de nada e a pessoa não fala. E vamos combinar que este povo aqui também não é de escutar.
Eu já escutei muitas conversas e o diálogo é um monólogo, tudo na primeira pessoa: ik. Você não escuta uma interação do que a gente faz de "se meter" na vida do outro e dar um palpite. Aqui a gente escuta que a vida é da pessoa e é ela que deve saber o que é melhor para ela.
Este blog pode até parecer coisa de ficção, mas não é.
Um mês atrás, a namorada de um dos primos do meu marido se matou. Ela disse que precisava de uns dias para ela e disse que iria viajar. Se enforcou.
Nós a conhecemos rapidamente no funeral do titio, ano passado.
Naquela época eles já tinham um ano de relacionamento. Os dois vinham se conhecendo, "saídos"de um casamento, com quatro filhos cada um. Fiquei até imaginando quando reunissem os filhos: seriam oito numa tacada só!
A primeira mulher dele, mãe dos filhos dele, pirou! Sim. Ela começou a seguir aí uma seita sei lá do que, com uma filosofia de vida assim e assado e, numa hora lá de libertação, chegou à conclusão e deu tchau ao casamento, aos filhos, ao marido, à vida, aos amigos. Até onde soubemos, a família dela conseguiu interná-la.
Tudo isso ele contou assim, numa tacada só, numa festa de aniversário para a minha cunhada. Vejam bem, este povo não se visita, não se fala, não se procura, mas numa festa eles falam tudo.
E a tal namorada, super entrosada com a família lá. Inclusive era ela que estava acompanhando os meus sogros. Aliás, parecia que ele era o filho dos meus sogros lá no funeral. E ela, orientando as pessoas, olhando se tudo estava nos conformes...ou seja...a mulher estava com tudo, super entrosada com todos.
Nós soubemos do suicídio dela pelo meu sogro, duas semanas atrás.
Ele até pediu ao meu marido para enviar uma mensagem de condolências. Ele não o fez. Achou que seria muito estranho já que ele e o primo não têm contato algum.
Mas o meu sogro enviou e ele respondeu e foi aí que eu fiquei boquiaberta.
Teve gente que achou a mensagem dele muito bonita e forte.
Eu...achei de extrema arrogância.
Na mensagem enviada ao meu sogro, ele dizia que não sabia que ela sofria de depressão.
Os filhos dela sabiam o que ele tinha feito por ela e o quanto eles estavam felizes juntos. Que eles fizeram muito em dois anos o que muitos casais não fazem uma vida inteira juntos. E foi pontuando item a item. Que tiveram bons tempos e que isso o confortava e que era uma pena que ela tinha um fardo tão pesado que ela não suportou.
Ele só faltou terminar a carta com um "e ela se matou feliz".
Sabe, como que uma pessoa não percebe, em dois anos de relacionamento, que alguma coisa não estava bem?
Ao meu ver, estava tão preocupado com o "estilo de vida" do vamos fazer e acontecer do que prestar atenção de fato na namorada.
Detalhe: os filhos sabiam e o ex marido também.
Dizem que quando uma pessoa quer se matar, ela vai e se mata mesmo, ninguém consegue impedir... mas será que realmente ela precisava ter chegado neste extremo?
Aqui eles meio que entendem da seguinte forma: a decisão foi dela, ela quis assim. Temos que respeitar.
Não pensa nos filhos, nos pais, no namorado, amigos? Tipo, eles que fiquem aí e se virem neste mundo! Pra mim, já deu! Tô desembarcando da vida, aqui!
Será isso?
A gente olha a pessoa e acha que é uma pessoa forte, esclarecida...pô uma HOLANDESA, dona do próprio nariz, a mulher emponderada.
Sei lá...só sei que a lista do que fizeram foi grande viu...vai ver foi isso...fez tudo o que tinha pra fazer e a vida ficou sem graça.
Enfim...têm coisas que a gente até quer entender, mas jamais saberemos ou conseguiremos entender de fato.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Quando a coisa começa a complicar
É tudo muito sutil. Começa parecendo uma distração, uma falta de atenção apenas.
Tem certeza que de tal coisa está no amário quando na verdade foi colocado por ela em uma gaveta embaixo da pia.
E assim, certos detalhes, atitudes vão passando desapercebidos até que a própria pessoa começa a se dar conta de que algo está errado. Por que eu não consigo me lembrar do dia de ontem?
E começam também certos acontecimentos físicos. Uma certa agressividade. A apatia.
É capaz de narrar coisas do passado distante como se estivesse acontecendo naquele mesmo instante.
Mil vezes a mesma pergunta. Começa a repetir frases como um disco enroscado.
Se perde no tempo.
E quem está perto não sabe como lidar mais.
Minha sogra foi diagnostica com demência. O pai dela morreu com este problema.
Ela não quer ir ao médico. Se recusa.
Os inconvenientes começam justamente porque quem está próximo não sabe como lidar com as atitudes imprevistas dela.
A pior atitude é falar que ela já fez tal coisa, que ela ligou o aquecedor e fica brava com o meu sogro porque a temperatura foi deixada tão alta.
Olha, situações imprevisíveis.
Quando viajei com eles de férias notei que ela não achava objetos e, por várias vezes, ela tirava e colocava tudo de novo no armário, na esperança de que saberia o que tinha e onde encontrar. Dias depois lá estava ela fazendo tudo de novo.
O assunto é tabu. Ninguém gosta de falar. Aí eu me pergunto, onde está a praticidade destes holandeses que costumam ser tão diretos e práticos?
Conversei com as minhas cunhadas... meu sogro precisa de um respaldo emocional.
Pode parecer cruel, mas minha sogra é caso perdido. Melhora não terá. Mas as pessoas em volta precisam se blindar, porque logo estaremos todos abalados e perdidos se não buscarmos ajuda.
Não dá pra saber o que pode acontecer. Parece que o avanço da doença meio que estabilizou, mas a gente não tem como saber.
É tudo muito assustador e muito louco. Você não sabe se aquela conversa será lembrada por ela.
De uma viagem recente para o Marrocos, ela já não se lembra mais de nada.
Ela tem lapsos inesperados.
Veremos.
Tem certeza que de tal coisa está no amário quando na verdade foi colocado por ela em uma gaveta embaixo da pia.
E assim, certos detalhes, atitudes vão passando desapercebidos até que a própria pessoa começa a se dar conta de que algo está errado. Por que eu não consigo me lembrar do dia de ontem?
E começam também certos acontecimentos físicos. Uma certa agressividade. A apatia.
É capaz de narrar coisas do passado distante como se estivesse acontecendo naquele mesmo instante.
Mil vezes a mesma pergunta. Começa a repetir frases como um disco enroscado.
Se perde no tempo.
E quem está perto não sabe como lidar mais.
Minha sogra foi diagnostica com demência. O pai dela morreu com este problema.
Ela não quer ir ao médico. Se recusa.
Os inconvenientes começam justamente porque quem está próximo não sabe como lidar com as atitudes imprevistas dela.
A pior atitude é falar que ela já fez tal coisa, que ela ligou o aquecedor e fica brava com o meu sogro porque a temperatura foi deixada tão alta.
Olha, situações imprevisíveis.
Quando viajei com eles de férias notei que ela não achava objetos e, por várias vezes, ela tirava e colocava tudo de novo no armário, na esperança de que saberia o que tinha e onde encontrar. Dias depois lá estava ela fazendo tudo de novo.
O assunto é tabu. Ninguém gosta de falar. Aí eu me pergunto, onde está a praticidade destes holandeses que costumam ser tão diretos e práticos?
Conversei com as minhas cunhadas... meu sogro precisa de um respaldo emocional.
Pode parecer cruel, mas minha sogra é caso perdido. Melhora não terá. Mas as pessoas em volta precisam se blindar, porque logo estaremos todos abalados e perdidos se não buscarmos ajuda.
Não dá pra saber o que pode acontecer. Parece que o avanço da doença meio que estabilizou, mas a gente não tem como saber.
É tudo muito assustador e muito louco. Você não sabe se aquela conversa será lembrada por ela.
De uma viagem recente para o Marrocos, ela já não se lembra mais de nada.
Ela tem lapsos inesperados.
Veremos.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
E depois do resfriado
Eu sei que o Carnaval ainda não começou mas aqui em casa, a coisa ficou de pernas para o ar.
Primeiro que eu sei que resfriado não é escola de samba mas evoluiu como uma e sambou direitinho na minha cara. Resultado: uma sinusite.
E eu fico doida, pois é horrível a sensação de slow motion em que eu fico. Movimentos lentos, a cabeça pesada, dolorida. As pessoas falam comigo e eu não entendo nada. Tento falar e me sinto uma retardada. No supermercado só entrei para pegar o que estava na lista e ainda tive que chamar o marido, coisa que sempre acontece ao contrário.
Marido também andou resfriado, mas ele é holandês, né! Se recupera rápido.
Também sei que não é legal ministrar antibiótico para e por qualquer coisa, mas se você percebe que a coisa degringolou, é muito difícil a coisa regredir por si só. Ou até é possível mas vai custar tempo e o corpo da gente fica aos frangalhos. As noites passadas, estava desfalecida no sofá, mesmo depois de ter jantado.
Como o meu sangue não é holandês e some-se a isso a minha deficiência de vitamina D, tenho que ligar no huisarts, explicar tudo para a assistente e rezar para ela dizer que vai marcar uma hora com o médico. Se bem que eu não tenho queixas deles, não. Mas sacumé, as histórias que o povo conta por aí, eu sempre fico meio tensa quando preciso recorrer ao médico.
Só que eu liguei num dia que tem uma outra médica, nova. O meu médico mesmo não estava lá e a assistente também era outra. Tudo bem, vamos lá.
A doutora novinha vem com todo aquele blablabla né... me manda usar uma solução nasal e tomar ibuprofeno. Gente, eu já fiz e não resolve. Mas desta vez, eu não tinha feito nada e deixei o corpo agir. Tomei algo pra aliviar somente mas nada regular. Eu disse a ela, expliquei,me joguei no chão e rolei e chorei mas ela me olhava como se medisse forças comigo. Nem falando que eu já tinha usado o tal antibiótico, ela cedeu. Aí resolvi concordar e disse que faria o que ela estava me aconselhando mas que isso só faria era postergar o meu quadro. E me fui.
Depois de quase mais uma semana de novo de sofrimento, de ter tomado quase uma caixa inteira de comprimidos e dois vidrinhos de solução nasal...joguei a toalha.
Na quarta-feira agora, cansada, exausta,sem nariz, sem dormir direito por causa do nariz congestionado, irritadíssima e com o estoque de papel higiênico no fim, liguei e, por telefone mesmo, resolvi tudo com a "minha"assistente. No meio da tarde o "meu" antibiótico estava disponível na farmácia.
Aí eu fico pensando...eu não tenho compromissos pontuais fora de casa...não tenho que ir trabalhar... mas e se tivesse? Olha, eu não teria condição alguma. E daí? Eu ia ficar em casa duas semanas?
A minha casa, tudo bem, pode esperar...mas tá tudo aqui, transformado ao quadrado pra fazer...
Mas enfim, já estou melhorando. O ânimo voltando, a irritação passando e bola pra frente...que só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu!
Ziriguidum, telecoteco, esquindô lelê....
Primeiro que eu sei que resfriado não é escola de samba mas evoluiu como uma e sambou direitinho na minha cara. Resultado: uma sinusite.
E eu fico doida, pois é horrível a sensação de slow motion em que eu fico. Movimentos lentos, a cabeça pesada, dolorida. As pessoas falam comigo e eu não entendo nada. Tento falar e me sinto uma retardada. No supermercado só entrei para pegar o que estava na lista e ainda tive que chamar o marido, coisa que sempre acontece ao contrário.
Marido também andou resfriado, mas ele é holandês, né! Se recupera rápido.
Também sei que não é legal ministrar antibiótico para e por qualquer coisa, mas se você percebe que a coisa degringolou, é muito difícil a coisa regredir por si só. Ou até é possível mas vai custar tempo e o corpo da gente fica aos frangalhos. As noites passadas, estava desfalecida no sofá, mesmo depois de ter jantado.
Como o meu sangue não é holandês e some-se a isso a minha deficiência de vitamina D, tenho que ligar no huisarts, explicar tudo para a assistente e rezar para ela dizer que vai marcar uma hora com o médico. Se bem que eu não tenho queixas deles, não. Mas sacumé, as histórias que o povo conta por aí, eu sempre fico meio tensa quando preciso recorrer ao médico.
Só que eu liguei num dia que tem uma outra médica, nova. O meu médico mesmo não estava lá e a assistente também era outra. Tudo bem, vamos lá.
A doutora novinha vem com todo aquele blablabla né... me manda usar uma solução nasal e tomar ibuprofeno. Gente, eu já fiz e não resolve. Mas desta vez, eu não tinha feito nada e deixei o corpo agir. Tomei algo pra aliviar somente mas nada regular. Eu disse a ela, expliquei,
Depois de quase mais uma semana de novo de sofrimento, de ter tomado quase uma caixa inteira de comprimidos e dois vidrinhos de solução nasal...joguei a toalha.
Na quarta-feira agora, cansada, exausta,
Aí eu fico pensando...eu não tenho compromissos pontuais fora de casa...não tenho que ir trabalhar... mas e se tivesse? Olha, eu não teria condição alguma. E daí? Eu ia ficar em casa duas semanas?
A minha casa, tudo bem, pode esperar...mas tá tudo aqui, transformado ao quadrado pra fazer...
Mas enfim, já estou melhorando. O ânimo voltando, a irritação passando e bola pra frente...que só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu!
Ziriguidum, telecoteco, esquindô lelê....
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
E numa singela cidade no interior da Holanda
Hoje tem uma semana que os ataques na França aconteceram.
E uma semana também que um aspirante a homem bomba resolveu tocar o terror no comércio, lá no centro da cidade.
Tomei conhecimento do fato quando li o jornal da cidade esta semana.
Na sexta-feira passada, pela manhã, policiais deteram um sem noção que entrava e saía das lojas gritando "bomba, bomba, bomba" e testemunhas disseram ter a impressão de que ele tinha algo nas mãos que parecia com uma granada.
Enfim, depois de pedir a colaboração do meliante, sem resultados, a polícia partiu pra cima dele e o deteu e concluiu que a tal granada era de brinquedo.
Olha, como é que pode? Ninguém falou se era holandês, se era refugiado, se era daqui da cidade, se era o ET de Varginha, nem uma palavra.
Quando vi a foto no jornal, achei até que fosse algum tipo de treinamento da polícia contra o terrorismo, mas que nada, conforme fui lendo a reportagem o fato não tinha nada a ver com treinamento mas com um acontecimento.
E, o mais sinistro, é que, à noite, aqueles ataques aconteceram em Paris!
E na sexta-feira o centro aqui é bem cheio, pois costuma ter feira aberta na praça.
E uma semana também que um aspirante a homem bomba resolveu tocar o terror no comércio, lá no centro da cidade.
Tomei conhecimento do fato quando li o jornal da cidade esta semana.
Na sexta-feira passada, pela manhã, policiais deteram um sem noção que entrava e saía das lojas gritando "bomba, bomba, bomba" e testemunhas disseram ter a impressão de que ele tinha algo nas mãos que parecia com uma granada.
Enfim, depois de pedir a colaboração do meliante, sem resultados, a polícia partiu pra cima dele e o deteu e concluiu que a tal granada era de brinquedo.
Olha, como é que pode? Ninguém falou se era holandês, se era refugiado, se era daqui da cidade, se era o ET de Varginha, nem uma palavra.
Quando vi a foto no jornal, achei até que fosse algum tipo de treinamento da polícia contra o terrorismo, mas que nada, conforme fui lendo a reportagem o fato não tinha nada a ver com treinamento mas com um acontecimento.
E, o mais sinistro, é que, à noite, aqueles ataques aconteceram em Paris!
E na sexta-feira o centro aqui é bem cheio, pois costuma ter feira aberta na praça.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Não foi só o 7x0, foi muito mais
Então, ontem assistimos a este programa aqui Zembla Internacional: O lado sombrio da FIFA.
A Copa do Mundo já foi, já passou mas as consequências ainda estão lá.
Apesar das chamadas e comentários estarem em holandês, é possível ver porque tem muita coisa dita em português e também em inglês e tem apenas 35 minutos.
Olha o que chega aqui para a Holanda.
"Zembla INTERNATIONAL sobre o lado oculto e sombrio da Copa do Mundo da FIFA.
O jornalista Sul-Africano Craig Tanner faz um retrato chocante do impacto da Copa do Mundo na África do Sul e no Brasil. De acordo com a FIFA é uma grande festa para todos. Porém os recentes escândalos de suborno e detenções de funcionários da FIFA sinalizam um mundo sombrio de conflitos de interesse e auto-enriquecimento. Por trás dos sucessivos escândalos de corrupção no mundo da FIFA, existem muito mais problemas ocultos. FIFA tem recordes de vendas e lucros durante os Campeonatos Mundiais, enquanto os países organizadores são obrigados a investir pesadamente em instalações para os fãs de futebol. Em troca, a FIFA promete aos países um renascimento do turismo e da economia local. Mas, de acordo com o povo, eles pagam um preço muito alto para a festa do futebol."
http://zembla.vara.nl/seizoenen/internationaal/afleveringen/21-10-2015
Estádios inúteis
Os 12 estádios ultramodernos não vieram na hora certa. O ritmo de trabalho levou a vários acidentes fatais. De antemão já advertiram que, certamente, quatro estádios eram inúteis após a Copa do Mundo. Para um quarto de bilhões de euro, por exemplo, há um estádio localizado na região remota da Amazônia, em uma cidade sem clube, que é pouco utilizado. Existem planos para criar uma prisão nela.
Altos Custos
Romário é agora parlamentar no Brasil. Quando ele ouviu que o Brasil ia organizar a Copa do Mundo em 2014, ele ficou entusiasmado. Mas não por muito tempo: "Comecei a acompanhar de perto o que estava acontecendo e eu notei que tínhamos perdido duas vezes mais do que nós pensamos na construção dos estádios de futebol." Os custos crescentes foram uma monstruasidade para os brasileiros. Durante anos, o governo não coloca um centavo em serviços públicos importantes como a educação, habitação e cuidados de saúde. Casas também são demolidas para construir a infra-estrutura para os turistas de futebol.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
As reflexões do outono
É claro que o outono chegou, sem deixar sombra de dúvida! E é claro também que ele trouxe de presente uma gripe que me deixou baqueada a semana passada inteira. E ainda estou com aquele restinho da gripe. Ohhh coisa chata.
As manhã amanhecem geladas com orvalho e as noites também têm sido bem frias. Os dias têm sido brindados com muito sol e isso é muito bom...por mim, podia ser sempre assim.
As folhas já mudam de cor...e tudo vai ganhando um outro colorido.
Fui conhecer o apê novo de uma amiga que se separou. Só na Holanda mesmo para uma mulher, sem trabalho, sem salário, com filhos ter o direito à uma residência só dela sem ter que mostrar comprovantes de rendimentos. Claro que ela vai ter que se enquadrar a critérios como se comprometer a buscar trabalho, mas até aí gente, ninguém fica no desespero. E tem gente assim, vivendo já há anos!
O apartamento é novinho...cozinha pronta, banheiro instalado, piso colocado, super bem localizado...fiquei de queixo caído!
Arrisco até a fazer uma piadinha que se ela soubesse disso antes, teria se livrado do marido há mais tempo! rs Sorry, people, mas sabe como que é, às vezes não dá pra não falar!
Viva o sistema "robinwoodyano" rs
Também estamos com uma separação na família...acho que foi isso até que mexeu com meu sistema imunológico pois penso nas crianças que ainda são muito novinhas.
Mudando de assunto, sobre os refugiados. Já são 25 mil na Holanda.
Aqui na cidade já noto a presença deles e oh, podem me jogar pedra, mas nada muda meu pensamento de que se não for feito algo de imediato, isso não vai prestar.
Não adianta querer cobrir a cabeça e descobrir os pés.
Ahhh são países ricos, é o que escuto! Não vejo mais países ricos nos dias atuais. Vejo países que criaram sua própria infraestrutura pra dar a todos qualidade de vida, trabalho, oportunidades...mas o que acontece quando a demanda é maior do que a oferta? É que nem ônibus lotado, numa curva, tomba.
O mar já não está para peixes para os próprios, quem dirá para quem está chegando.
Ok, eles recebem abrigo, assistência mas e aí? O que vem depois?
Ver este povo vagando nas ruas sem perspectivas...grupinhos ali enchendo a cara de cerveja e fumando...já intimidando os passantes.
Outro dia foi um quiprocó em um abrigo de madrugada... Pô, eles se desentendem até entre eles! Foi a maior tropa de choque, até helicóptero! Resultado: 14 feridos!
O mais recente agora foi depois de uma "pelada". Brigaram feio, 5 presos!
Entrei no supermercado e a polícia lá dentro!
No jornal mostrou uma agência de recrutamento famosa com uma frente de trabalho só voltada para os refugiadose pra mim? Fazer uma triagem e encaminhar o pessoal mais qualificado, e eu?
Não quero parecer cruel, é uma questão de ordem humanitária, desde que eles também sejam merecedores e respeitem a cultura onde estão sendo acolhidos.
Fazer uma petição para cancelar a Oktoberfest na Alemanha por entenderem que é uma festa ofensiva à crença deles e, principalmente, aos que estão chegando, traumatizados...para mim isso já é um pouco demais, não é não?
PS: Gente, deixei de ler alguns blogs, mas logo visito vocês, viu?
As manhã amanhecem geladas com orvalho e as noites também têm sido bem frias. Os dias têm sido brindados com muito sol e isso é muito bom...por mim, podia ser sempre assim.
As folhas já mudam de cor...e tudo vai ganhando um outro colorido.
Fui conhecer o apê novo de uma amiga que se separou. Só na Holanda mesmo para uma mulher, sem trabalho, sem salário, com filhos ter o direito à uma residência só dela sem ter que mostrar comprovantes de rendimentos. Claro que ela vai ter que se enquadrar a critérios como se comprometer a buscar trabalho, mas até aí gente, ninguém fica no desespero. E tem gente assim, vivendo já há anos!
O apartamento é novinho...cozinha pronta, banheiro instalado, piso colocado, super bem localizado...fiquei de queixo caído!
Arrisco até a fazer uma piadinha que se ela soubesse disso antes, teria se livrado do marido há mais tempo! rs Sorry, people, mas sabe como que é, às vezes não dá pra não falar!
Viva o sistema "robinwoodyano" rs
Também estamos com uma separação na família...acho que foi isso até que mexeu com meu sistema imunológico pois penso nas crianças que ainda são muito novinhas.
Mudando de assunto, sobre os refugiados. Já são 25 mil na Holanda.
Aqui na cidade já noto a presença deles e oh, podem me jogar pedra, mas nada muda meu pensamento de que se não for feito algo de imediato, isso não vai prestar.
Não adianta querer cobrir a cabeça e descobrir os pés.
Ahhh são países ricos, é o que escuto! Não vejo mais países ricos nos dias atuais. Vejo países que criaram sua própria infraestrutura pra dar a todos qualidade de vida, trabalho, oportunidades...mas o que acontece quando a demanda é maior do que a oferta? É que nem ônibus lotado, numa curva, tomba.
O mar já não está para peixes para os próprios, quem dirá para quem está chegando.
Ok, eles recebem abrigo, assistência mas e aí? O que vem depois?
Ver este povo vagando nas ruas sem perspectivas...grupinhos ali enchendo a cara de cerveja e fumando...já intimidando os passantes.
Outro dia foi um quiprocó em um abrigo de madrugada... Pô, eles se desentendem até entre eles! Foi a maior tropa de choque, até helicóptero! Resultado: 14 feridos!
O mais recente agora foi depois de uma "pelada". Brigaram feio, 5 presos!
Entrei no supermercado e a polícia lá dentro!
No jornal mostrou uma agência de recrutamento famosa com uma frente de trabalho só voltada para os refugiados
Não quero parecer cruel, é uma questão de ordem humanitária, desde que eles também sejam merecedores e respeitem a cultura onde estão sendo acolhidos.
Fazer uma petição para cancelar a Oktoberfest na Alemanha por entenderem que é uma festa ofensiva à crença deles e, principalmente, aos que estão chegando, traumatizados...para mim isso já é um pouco demais, não é não?
PS: Gente, deixei de ler alguns blogs, mas logo visito vocês, viu?
quarta-feira, 17 de junho de 2015
A ilusão...
O fato não é só falar da vida alheia, é falar de um fato preocupante. E, no meu ponto de vista, um drama.
Já passou de ingenuidade, já passou de carência apenas ou vaidade... é doença.
Faz muito tempo que não falo daquele nosso amigo holandês que tomou um golpe federal da namorada virtual dele.
Pois bem, os anos passaram. Claro que a moça não existia e tudo era uma bela lorota muito bem emaranhada ou nem tanto assim, porque a mim, nunca me convenceu.
Ele ainda acha que ela existe mesmo...mas se deu conta de que foi imprudente com as remessas de dinheiro que enviou pra perigueti virtual. Concluiu que devia ter sido mais cauteloso e que tomaria mais cuidado quando fosse buscar por uma nova namorada virtual.
A vida dele, atualmente, não está nada boa! Tá ficando velho, feio, barrigudo, desempregado e a situação financeira dele está péssima.
Dinheirinho contado vindo de subsídio do governo pra ele poder se manter.
Foi aniversário dele. Lá fomos nós - desta vez não levei bolo.
Eu não sei o que ele pensa que é... tá se achando um "chef". Socorro.
O bolo até que estava comestível, mas não tive coragem de perguntar do que era. Porém, ele estragou tudo quando colocou por cima uma coisa muito estranha que ele disse ser um creme de abacate com limão.
Você comeu? Não! Mas eu sim. Quando coloquei aquilo na boca, nem consigo mensurar a minha decepção! Amargo e azedo ao mesmo tempo! O pedaço de bolo ficou ali, inteiro. Meu marido também não conseguiu comer.
Daí ele me trouxe um café. Eu tomei o primeiro gole na esperança de tirar aquele gosto horroroso do bolo da boca. E, foi pior.
O café estava um fracasso. Ele me disse com um ar engraçadinho que o café tinha ficado muito forte e ele resolveu esquentar um pouco de água e misturar! Você bebeu? Não! Eu também não e falei que aquilo estava horrível. Ele fez outro, claro que não!
Ahhh os "hapjes".
Eu até que passei a achar gostoso os melão enrolados nos presuntos, os ovos cozidos, os pepinos, os minduins... mas o que ele inventou... pepinos em rodelas com uma faixa de curry por cima! Você comeu? Não! E ainda bem.
E a bebida????
Água gelada aromatizada! Chique seria se a coisa tivesse ficado boa. A água estava aguada! Sério...á agua tinha um sabor azedo, indefinido....ele disse que tinha deixado a água em repouso com cascas de limão!
Bom, ele nos fez de cobaia... só pode.
E adianta falar? Não. Porque ele acha que é só uma questão de diferença de gosto. E, claro, financeira, porque ele disse que tem que economizar.
Mas a coisa agora está no seguinte pé: outra namorada virtual. E o que está acontecendo de novo? Tudo de novo!
Dizem que a gente está nesta vida porque precisa aprender algo, evoluir, crescer e aprender com os erros. Esta teoria para ele, não funciona. Não aprendeu nada.
Eu não sei agora de onde ele tirou dinheiro para comprar a passagem de avião pra ela vir pra Holanda.
Deve ser da coca cola, do café que ele aumenta com água morna, do creme de abacate ao invés do chantilly no bolo.
Ahhh está com o último top aparelho de celular...
Agora me digam... é pra isso que subsídio do governo serve?
Bom, não é meu direito julgar o que ele decide fazer com o dinheiro...mas reclamar depois que tá sem dinheiro pra comer, pra comprar uma sandália nova pro verão...por favor, né? Ainda bem que eu não vi o celular novo, não escutei a ladainha porque eu iria brigar com ele.
Mas sobre a namorada virtual, foi ele mesmo que me contou! Disse que a moça chega em poucos dias.
É claro que ela não vem! Vai inventar algum problema. Afinal coitadinha, é órfã e mora com a tia num país lá no meio da África! Mas uma coisa é certa: ela quer ter filhos com ele!
Aí é onde eu paro pra pensar: se tem gente com baixa auto estima, a dele está lá nas alturas.
Sabe, não é querer que a pessoa se menospreze, se subestime mas é preciso ter uma boa dose de autocrítica e senso de realidade para com nós mesmos!
E ele precisava de uma dose cavalar de noção de realidade, humildade e autocrítica.
Ele nunca segue a nossa linha de raciocínio. Pra ele só conta o que ele pensa e o que ela - que ele nunca viu antes - diz.
E falta de mostrar programas na TV não é. Ele simplesmente não se vê naquela situação.
Como pode?
Ai ai ai... a coisa já está indo pros níveis da loucura.
Já passou de ingenuidade, já passou de carência apenas ou vaidade... é doença.
Faz muito tempo que não falo daquele nosso amigo holandês que tomou um golpe federal da namorada virtual dele.
Pois bem, os anos passaram. Claro que a moça não existia e tudo era uma bela lorota muito bem emaranhada ou nem tanto assim, porque a mim, nunca me convenceu.
Ele ainda acha que ela existe mesmo...mas se deu conta de que foi imprudente com as remessas de dinheiro que enviou pra perigueti virtual. Concluiu que devia ter sido mais cauteloso e que tomaria mais cuidado quando fosse buscar por uma nova namorada virtual.
A vida dele, atualmente, não está nada boa! Tá ficando velho, feio, barrigudo, desempregado e a situação financeira dele está péssima.
Dinheirinho contado vindo de subsídio do governo pra ele poder se manter.
Foi aniversário dele. Lá fomos nós - desta vez não levei bolo.
Eu não sei o que ele pensa que é... tá se achando um "chef". Socorro.
O bolo até que estava comestível, mas não tive coragem de perguntar do que era. Porém, ele estragou tudo quando colocou por cima uma coisa muito estranha que ele disse ser um creme de abacate com limão.
Você comeu? Não! Mas eu sim. Quando coloquei aquilo na boca, nem consigo mensurar a minha decepção! Amargo e azedo ao mesmo tempo! O pedaço de bolo ficou ali, inteiro. Meu marido também não conseguiu comer.
Daí ele me trouxe um café. Eu tomei o primeiro gole na esperança de tirar aquele gosto horroroso do bolo da boca. E, foi pior.
O café estava um fracasso. Ele me disse com um ar engraçadinho que o café tinha ficado muito forte e ele resolveu esquentar um pouco de água e misturar! Você bebeu? Não! Eu também não e falei que aquilo estava horrível. Ele fez outro, claro que não!
Ahhh os "hapjes".
Eu até que passei a achar gostoso os melão enrolados nos presuntos, os ovos cozidos, os pepinos, os minduins... mas o que ele inventou... pepinos em rodelas com uma faixa de curry por cima! Você comeu? Não! E ainda bem.
E a bebida????
Água gelada aromatizada! Chique seria se a coisa tivesse ficado boa. A água estava aguada! Sério...á agua tinha um sabor azedo, indefinido....ele disse que tinha deixado a água em repouso com cascas de limão!
Bom, ele nos fez de cobaia... só pode.
E adianta falar? Não. Porque ele acha que é só uma questão de diferença de gosto. E, claro, financeira, porque ele disse que tem que economizar.
Mas a coisa agora está no seguinte pé: outra namorada virtual. E o que está acontecendo de novo? Tudo de novo!
Dizem que a gente está nesta vida porque precisa aprender algo, evoluir, crescer e aprender com os erros. Esta teoria para ele, não funciona. Não aprendeu nada.
Eu não sei agora de onde ele tirou dinheiro para comprar a passagem de avião pra ela vir pra Holanda.
Deve ser da coca cola, do café que ele aumenta com água morna, do creme de abacate ao invés do chantilly no bolo.
Ahhh está com o último top aparelho de celular...
Agora me digam... é pra isso que subsídio do governo serve?
Bom, não é meu direito julgar o que ele decide fazer com o dinheiro...mas reclamar depois que tá sem dinheiro pra comer, pra comprar uma sandália nova pro verão...por favor, né? Ainda bem que eu não vi o celular novo, não escutei a ladainha porque eu iria brigar com ele.
Mas sobre a namorada virtual, foi ele mesmo que me contou! Disse que a moça chega em poucos dias.
É claro que ela não vem! Vai inventar algum problema. Afinal coitadinha, é órfã e mora com a tia num país lá no meio da África! Mas uma coisa é certa: ela quer ter filhos com ele!
Aí é onde eu paro pra pensar: se tem gente com baixa auto estima, a dele está lá nas alturas.
Sabe, não é querer que a pessoa se menospreze, se subestime mas é preciso ter uma boa dose de autocrítica e senso de realidade para com nós mesmos!
E ele precisava de uma dose cavalar de noção de realidade, humildade e autocrítica.
Ele nunca segue a nossa linha de raciocínio. Pra ele só conta o que ele pensa e o que ela - que ele nunca viu antes - diz.
E falta de mostrar programas na TV não é. Ele simplesmente não se vê naquela situação.
Como pode?
Ai ai ai... a coisa já está indo pros níveis da loucura.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
O calor
Devo dizer que não fizemos grandes e inusitados eventos nas nossas férias porque simplesmente o calor "brochou" muito dos nossos planos! hahaha
Mas você sai da Holanda, do frio, vai para o Brasil e diz que o calor atrapalhou planos?!?!
Eu podia inventar, né... mas não é o caso. Talvez eu fale mais do mesmo. Afinal, muita gente foi para o Brasil e, digo uma coisa, no Nordeste estava muuuuuito mais fresco do que no Sudeste.
O calor estava fritando os nossos miolos, arrasando com os nossos corpos.
Era sair e voltar com a roupa molhada, grudada no corpo. E para dormir, então? Noites em claro, que eu levantava e pensava em colocar o colchão na calçada! E, olha, nem de noite tinha trégua.
As primeiras três semanas de janeiro, tivemos temperaturas em torno dos 35, 36, 37, 38, 39 graus todos os dias, sem trégua, sem chuva e sem vento.
Quando dava uma escurecida e começava um ventinho, a gente ficava feliz, mas chuva que era bom, NADA.
A coisa deu uma melhoradinha lá pro final do mês e tivemos temperaturas abaixo dos 30 graus. Ohhh e foi um alívio.
Aí começou a corrida contra o tempo para sair e fazer o que a gente não teve disposição naqueles dias escaldantes.
A gente ficou na minha cidade, que é apenas a 60km de São Paulo. Nunca fez calor como o deste ano. Todo mundo na rua, reclamando. Se via o povo arrasado pelas ruas. Todo mundo dando um jeitinho de se aliviar, garrafinhas de água, muuuuuito sorvete, se abanando, com guarda chuva, chapéus, bonés rs
Ir para o litoral em plena alta temporada, com tudo lotado, caro e ainda o problema da falta de água - porque se falta água com tudo normal - imagina com o problema aí nas torneiras do povo em dias atuais. Nem pensar em arriscar!
Estado de emergência já foi decretado na cidade. Baldes pra recolher água da chuva, da água que sai da máquina de lavar roupas. Água da pia usada pra lavar copos, frutas e alimentos. Tudo sendo recolhido e armazenado.
Mas, enfim, sobrevivemos... ver o Rei do Gado e Cobras & Lagartos, ajudou a passar o tempo, enquanto a gente esperava o sol baixar hahaha
Minha preocupação mesmo é com os meus pais. Não é nada bom para eles. Ainda mais que a casa para onde eles se mudaram não é muito confortável. Eu briguei, esbravejei e vamos ver se eles procuram algo melhor.
Sabe aquelas casas antigas? Portas e janelas que dão na calçada. E pequena. Pra eles dois só, até que está bom mesmo. A localização é ótima, bem no centro da cidade, porém o movimento é intenso durante o dia...meio estressante. Eu não me acostumaria mais.
Teve um dia que foi tanta gente lá em casa, que tivemos que sair pra calçada.hahaha
Foi logo que chegamos. Apareceu meu irmão, cunhada e crianças. Uma amiga com os pais dela. Depois a amiga, vizinha, a tia e o tio, o primo, a mulher e as tias deles. Até o cachorro que passava na calçada entrou.
E quando todo mundo resolveu que era hora de ir embora, pois já anoitecia e o meu irmão foi o último a sair, do outro lado da rua estacionou um outro primo meu. Tudo num dia só.
Aí que eu tomei a grande decisão da minha vida: comprar um ventilador, um aclimatizador, o que fosse.
E quem disse que as lojas tinham algum aparato pra vender?
Avistamos o último ventilador da cidade que refrescava a cara do vendedor na última loja que entramos, na esperança de encontrar algo. Até achei que ele pudesse a se recusar a vender. E, ainda pra ajudar, apareceu uma senhora que também estava interessada mas que desistiu por causa do preço. Eu já imaginava uma queda de braço, perguntas e respostas, um leilão pra quem levaria o último ventilador do deserto. rs
E voltar pra Holanda, sentir o vento frio no rosto, o corpo mais disposto... ohhh foi um alívio!
Acreditem se quiserem! hahaha
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