A minha cunhada mais nova tem um namorado egipcio que já vive, talvez, há uns 20 anos por aqui. Não sei se todos estes anos só na Holanda...mas enfim...entre idas e vindas, acho que este é o terceiro ano deles juntos.
O rapaz é boa gente, mas, pouco sabemos dele. Está sozinho, sem família aqui. Nem a profissão dele a gente sabe direito. Só sei que fuma feito uma chaminé ambulante. Aliás, o que a gente fica sabendo dele é através do meu sogro, que ouve da minha cunhada.
Um dia desses, numa reunião em família, eu perguntei o verdadeiro nome dele. Ele usa um outro nome para ser "aceito mais fácil" aqui, meio americanizado! Como ele é de origem muçulmana, claro que o nome dele segue a linha dos nomes lá deles.
Ele fala que não é praticante da religião deles, porém, em algumas situações o vi mencionando sobre "nossos costumes" com os "costumes dele". Que isso e aquilo não pode na religião deles. E isso eu acho chato. Se você não segue mais, por que ficar confrontando as coisas na frente das pessoas com costumes diferentes? Se você já está inserido na atual cultura, por que ficar comparando?
Eu já reparei que a minha outra cunhada e o marido não dão muita pelota pra ele. Não é a questão de ignorar ou esnobar a pessoa. Eles só não querem saber de nada que eles não querem saber, entendem?
E o mais bizarro de tudo isso foi o meu sogro contando de um lance muito curioso. Eles estão CASADOS!
Como assim, casados? Perguntamos. O casamento vai acontecer ainda, quando? Vai ser onde? Aqui na Holanda ou no Egito?
Meu sogro explicou, desacreditado, que o rapaz primeiro pediu a mão da minha cunhada pra ele. Ok, meu sogro concordou. Nisso, o Ramsés lá pega o celular, abre lá um texto lá todo em árabe que lê em voz alta. Faz minha cunhada responder qualquer coisa lá e pronto: CASADOS!
Bom, nem sei se é pra levar a sério. A minha cunhada nem comunicou o enlace.
Bom, que sejam felizes para sempre. Talvez o fato de nem morarem juntos já facilite rs
Não...é cada uma.... 👰💗😕
Para contar as novidades, fatos, impressões e tudo o que eu ainda vejo de novo!
A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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domingo, 3 de junho de 2018
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Quando a saudade fica...
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| Lizzy quando queria colo |
Na verdade, ela não era nossa. A gente é que era dela.
Apareceu aqui, foi se enturmando e tomando conta do pedaço. Aliás, as duas! Sim, duas.
Mas a Lizzy era especial.
Educada, sensata, tranquila, inteligente...uma lady! Tinha senso de humor e, quando podia, achava o travesseiro para se aninhar e dormir na nossa cama. Engraçada era a cara que ela fazia quando eu a descobria. Porém, como ela fazia isso muito de vez em quando, eu deixava a travessura acontecer.
Ela tinha a casa dela, mas sabia se dividir entre os dois lares. Tinha seus horários, sempre pontual. Seus hábitos eram também bem definidos.
Eu sou meio "Felícia" e ela não gostava muito de amassos, não. Me ignorava. Mas era perfumada e macia a criatura! - E a ironia do destino: a minha alergia a gatos. Eu espirrava quando ela aparecia toda asseada e perfumada! - E só quando ela queria, ela nos dava a honra de ficar no nosso colo.
Fomos nós que percebemos que algo não ía bem com ela. Apesar de seus dez anos, era cheia de energia e parecia uma gatinha novinha. Avisamos os donos que levaram ao veterinário. Acho que o diagnóstico foi equivocado. Foi tudo rápido.
No dia que ela partiu, nós conseguimos vê-la e ficar com ela. De noite, a "dona" dela veio nos avisar que ela tinha partido, há uma semana atrás.
Os humanos se decepcionam fácil uns com os outros... agora com os animais, a gente se surpreende.
Lizzy... o nosso amor e o nosso respeito. Que bom que você foi a nossa companheirinha e alegrou a nossa vida mesmo que tão brevemente. 💓😻
sábado, 5 de novembro de 2016
Já é novembro!!!!
| Vista da Ponta da Piedade-Lagos |
Eu acho que eu tenho um monte de coisas pra contar...não são assim grandes novidades, mas até que eu tenho.
Por falar em outubro. É o mês do nosso aniversário de casamento, perto do fim do mês. Como completamos cinco anos de casados, oficialmente, eu pedi para o marido pra gente fazer algo mais especial. Uma viagem.
Fomos para Portugal, no Algarve, meio que por acaso. Sim, por acaso, porque o que eu tinha em mente era Barcelona. Porém, parece que o mundo todo queria ir para Barcelona... dias à procura de algum hotel, voo e nada aparecia. Claro, apareciam preços exorbitantes, hotéis de luxo, datas que não batiam com o período que desejávamos. Voos com horários malucos, saindo de aeroportos distantes. Maior frustração. As férias chegando e nada. Já até tinha jogado a toalha e me contentado em ficar em casa, sair por aqui por perto mesmo e pronto.
Ah, detalhe: quando eu encontrava algo, deixava para decidir depois e quando voltava para comprar as tais opções já não eram mais válidas!
Porém marido é daqueles que concorda com a frase: happy wife, happy life!
Ele mesmo resolveu procurar, meteu as caras na internet enquanto eu preparava o almoço do primeiro dia de férias dele!
Claro, primeiro ele veio me convencer de que eu teria que ser flexível com o destino. Tudo bem, concordei, mas ainda sim queria que fosse para a Espanha.
E eis que ele surge com duas opções, uma para a Espanha e a outra para Portugal.
Acabei eu mesma decidindo por Portugal. Lá estaria uns graus mais quentes!
E num sábado resolvemos tudo e na terça feira seguinte, embarcamos.
Na hora de arrumar a mala, um certo drama. Nunca tinha ido para Portugal e por mais que eu soubesse que estaria calor, fiquei com medo de ser pegadinha do site, e me deu um certo nó cabeça ao pegar as roupas de verão, biquini, sunga, protetor solar, chapéu, boné, chinelos! Enquanto eu olhava para a janela, via tudo cinza e vestia roupas de inverno.
Até a chegada em Portugal eu estava, assim, normal.
Saímos num voo super bom de Amsterdam... Acreditem ou não, estamos lá na área de embarque quando um senhor se senta bem na minha frente. Eu olho pra ele e ele olha pra mim! Nos reconhecemos, no mesmo click, mas nem eu e nem ele sabíamos de onde! Foi uma comédia porque a holandesada em volta, aquela da terceira idade que adora uma piada, começou a se meter. Uau...se conhecem e nem sabem mais de onde! Ohhh
Até que, finalmente, lembrei dele! O pintor do prédio! Ele inclusive esteve no nosso apartamento para pintar os batentes da janela da cozinha uns anos atrás.
A esposa dele logo apareceu e deu tanta risada. Fomos todos no mesmo voo mas eles seguiram a viagem para a Espanha.
Fomos para Lagos e de lá fizemos outros passeios.
Minha alergia respiratória sumiu, não dei um espirro.
Comi sardinha na brasa! Pastel de nata, mamão, bacalhau, coxinha e risolis...pão de malte, feijoada portuguesa, feijão....
Mas depois eu conto mais! Prometo!
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Um funeral e batatas fritas
Esta semana, foi o funeral do titio, irmão mais novo da minha sogra.
No dia 23 de abril, ele recebeu o diagnóstico oficial de um câncer no fígado que se espalhou para a vesícula e o intestino. Infelizmente, sem tempo para mais nada.
No dia 27 de maio ele faleceu, em casa.
Eu tive pouco contato. Nos encontrávamos em festas familiares apenas.
Ano passado ele deu uma grande festa de 65 anos! Sem suspeita de estar doente.
Titio sempre foi bem atencioso com a gente. Muito gentil comigo, sempre puxando papo. Tinha um jeitão calado, mas era um gozador.
Marido e ele sempre conversavam sobre algum aparelho elétrico e o seu funcionamento. E, olha, ía longe o papo.
O funeral foi na terça feira que passou.
Eu não fui a muitos funerais aqui na Holanda. Somente do avô do meu marido, há quase seis anos.
Aliás, foi no mesmo local. Eles foram cremados.
Foi na parte da manhã e se estendeu até perto do meio dia.
Todos foram recepcionados num hall. A família estava numa sala isolada.
Um mestre de cerimônia deu as boas vindas e pediu para que ficássemos de pé.
Fomos todos convidados para nos sentarmos num salão que parece um auditório.
Em seguida sim, entraram familiares, amigos próximos que trouxeram muitos arranjos de flores e o caixão, que permaneceu fechado durante toda a cerimônia.
Havia um quadro, com a pintura de seu rosto, num tripé.
Houve um flashback, relembrando, com uma apresentação de fotos, toda a sua trajetória de vida.
Entre um pequeno intervalo na apresentação das fotos, falaram a esposa, os dois filhos, um dos sobrinhos, e pessoas amigas e que trabalharam com ele.
Fatos engraçados foram mencionados, coisas que ele gostava de fazer...
Imagina que ele gostava muito de ir jantar no Ikea! Comida boa, barata e ainda dava uma voltinha na loja para ver as novidades.
Os últimos meses, estava ajudando o filho mais novo a montar o apartamento...colocando a mão na massa, mesmo!
Minhas cunhadas choraram muito. Meu marido também se emocionou pois ele tem lembranças de infância com o tio.
Concunhada que não aparece em nada, foi com o meu cunhado.
Uma pessoa cantou uma música que ele gostava.
Depois, fomos saindo pouco a pouco em fila e passando pelo caixão sem sinal de respeito.
No caminho para o local da recepção, recebemos sementes de flores: "Vergeet me niet" - não me esqueça, a florzinha da imagem acima.
É triste, viu? Foi tudo muito emocionante e bonito, sem cunho religioso.
Minha sogra que tinha que ficar junto da família na área reservada do restaurante, não aguentou e ficou conosco, na sala à parte que estávamos tomando café. Ela só chorava. No meio dos filhos ela se acalmou e os conhecidos foram chegando para cumprimentá-la.
Mas agora vamos falar de uma situação: quase todo mundo pensava que eu era a filha dos meus sogros!
Sério. Já tivemos outras situações assim, mas lá no funeral foi demais.
Até os amigos do titio acharam que eu era a filha da R.
Uma senhora disse ao meu marido espantada que eu parecia muito mais com a mãe dele do que ele.
Voltando.
O funeral aqui é uma cerimônia muito formal. As pessoas se arrumam mesmo, mais do que pra uma festa.
É o momento de ver os homens de terno e as mulheres no seu modelito mais formal.
É um evento mesmo e formá-se uma fila para dar as condolências aos familiares do falecido. Tudo dentro de um protocolo.
Ahhh e titio teve tempo para dizer como queria seu funeral. Pediu que no final, era para servir batatas fritas com maionese para todos.
Lá do lado de fora, estava o carrinho, servindo batatas quentinhas.
Imagem ilustrativa
Em homenagem ao titio, pedimos "patat speciaal" - maionese, curry e cebola picadinha.
Imagem ilustrativa
E assim, ele conseguiu surpreender a todos... até na hora da sua partida definitva deste mundo.
Ele teve uma vida boa na Terra. Viveu bem...realizou muita coisa boa...pena que a vida lhe foi breve.
"Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam." Tiago 1.12
terça-feira, 24 de março de 2015
Se é pra ser, que seja
"Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos."
Este mês eu completei dez anos na Holanda.
Mais do que os quarenta anos de vida, completos há dois meses atrás, os dez anos na Holanda me fizeram refletir mais.
Há dez anos, cheguei neste país, eufórica, feliz mas não cheia de planos.
Sério, eu não tinha planos. Não os fiz.
Cheguei junto com a primavera.
Sabia que teria que ir para a escola, aprender o idioma - o qual eu ainda não domino - e depois, com o seu devido tempo, me encaixar no cotidiano da vida em um outro país. Tudo me parecia óbvio e normal.
Será que foi meu erro não ter traçado um plano? Fui inocente em achar que teria bagagem suficiente para começar do meio por aqui? Bom ter até que tenho, mas seria tudo isso aceito, reconhecido assim, numa boa?
Por muitas coisas eu não esperava. E nem o marido. Para ele também foi uma aventura. Ele não conhecia de fato o outro lado do país dele. Claro, ele holandês, inserido com sucesso na vida por aqui. Estudado, formado, família, trabalho... tudo o que eu tinha igual no Brasil! Por que teria que ser diferente comigo?
Os primeiros anos foram os mais difíceis, aliás. Primeiro, pelos acontecimentos inesperados e, segundo, acrescente aí, acontecimentos nunca antes imaginados pra alguém que acaba de mudar de país.
Se pensei em desistir? Voltar para trás?
Às vezes, algo aqui dentro remoía, como, às vezes, acontece, ainda. Somo seres que nos questionamos o tempo todo, nos preocupamos com o futuro, do que será, do que está por vir. Porém, de uma coisa eu tinha certeza: da minha escolha de viver com ele. Se ele não fosse o que ele é, com certeza, teria arrumado minhas trouxinhas e bye bye Holanda. E sempre nos lembravámos porque tínhamos optado em viver na Holanda e que, apesar dos pesares - que é quase sempre um bom emprego pra quem tem uma boa formação - a nossa opção estava dentro do que esperávamos para nós dois.
E assim fomos levando, superando juntos os tais momentos difíceis. E isso nos ligou de um jeito que coisas que aborrecem fácil outras pessoas, para mim passa batido, porque eu olho para dentro de mim e depois para o que construímos e temos juntos.
Outro dia escutei do meu primo que ele ficava feliz em ver que a minha relação estava dando certo. Mas ele falou de um jeito como se tudo tivesse começado ontem. Eu o lembrei dos quase dez anos completos e ele se assustou! Bom, talvez dez anos para ele não seja muito, já que ele mesmo, depois de catorze anos de um casamento super bem sucedido aos olhos de todos - ele e ela, super profissionais de carreiras consolidadas - ruiu, sem deixar pedra sobre pedra.
É claro que eu me aborreço com muitas coisas aqui, sim! No Brasil, com certeza, isso também seria uma realidade.
Abri mão de muitas coisas, abri, mas não sou menos feliz por isto. A gente sempre acha caminhos alternativos. E o que eu tinha de fato? Na época, isso não pesou, porque me arrependeria?
E não dá para se torturar com aquele pensamento de que como seria se eu estivesse no Brasil. Poderia ser igual, poderia ser diferente, poderia ser ruim, poderia ser bom.
O que vale é o aqui e o agora.
Tem muitas coisas na vida que a gente planeja, almeja mas não depende só de nós para que elas se tornem realidade. Isso é um fato. Ainda mais num lugar ao qual você não pertence. Somos dependentes de uma infinidade de variáveis dentre as quais a de estar no lugar certo, na hora certa!
E depois de dez anos, estou no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa.
Isso me faz feliz! O resto é detalhe, é acontecimento, é vida que vai, que segue como tem que ser.
"Se a sua vida for a melhor coisa que já te aconteceu, acredite, você tem mais sorte do que pode imaginar."
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Feliz Ano Novo! Feliz 2015!!!
Gente, vamos lá fechar mais um ano e vamos começar outro novinho.
Obrigada a cada um que passou por aqui, leu, se emocionou, vibrou, xingou, se manifestou! rs
A vida é assim...de erros e acertos.
O grande barato da vida é ter a consciência de que não somos totalmente perfeitos, não somos donos de verdade alguma.
O que deu, deu, o que passou, passou e vamos encher o coração de coragem, fé e esperança e tentar melhorar... porque 2015 CHEGOOOU!!!!!!!!!
Seja positivo, seja cauteloso, seja corajoso, seja amoroso.
Fique bravo, mas não mau humorado.
Fique triste, mas não magoado.
Seja alegre, mas não vislumbrado.
Não compre tudo que vê, seja ponderado.
Faça passeios mas não se perca, sem destino.
Tenha fé.
Tenha amor.
Tenha caridade.
Tenha humildade.
Cerque-se de uma boa dose de paciência...
E vamos começar tudo outra vez!
E que Deus olhe por nós.
Obrigada a cada um que passou por aqui, leu, se emocionou, vibrou, xingou, se manifestou! rs
A vida é assim...de erros e acertos.
O grande barato da vida é ter a consciência de que não somos totalmente perfeitos, não somos donos de verdade alguma.
O que deu, deu, o que passou, passou e vamos encher o coração de coragem, fé e esperança e tentar melhorar... porque 2015 CHEGOOOU!!!!!!!!!
Seja positivo, seja cauteloso, seja corajoso, seja amoroso.
Fique bravo, mas não mau humorado.
Fique triste, mas não magoado.
Seja alegre, mas não vislumbrado.
Não compre tudo que vê, seja ponderado.
Faça passeios mas não se perca, sem destino.
Tenha fé.
Tenha amor.
Tenha caridade.
Tenha humildade.
Cerque-se de uma boa dose de paciência...
E vamos começar tudo outra vez!
E que Deus olhe por nós.
Que esse Ano Novo que se aproxima seja uma porta aberta para novos sonhos,
renovações de fé e muita paz para o nosso mundo.
Feliz Ano Novo, Feliz 2015!!!!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Possa o Natal iluminar...
Ilumine o Natal com esperança de amor, esperança de dias melhores.
Ilumine um olhar, com cumprimentos de felicidades e paz.
Ilumine seus dias, para que deles sejam lembrados os melhores momentos de alegria.
Ilumine sua família, para que não esqueçam que a base de tudo é amor e compreensão.
Ilumine seu Natal, para que não seja mais uma festa e
sim uma lembrança de uma época inesquecível e abençoada.
Feliz Natal!
Prettige Kerstdagen!!!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
A destemida
Sobrinhos holandesinhos, loirinhos, olhinhos azuis e fofos vieram ficar aqui com a gente, uma tarde inteira.
Faltou a irmã mais velha que saiu com a família da amiguinha para uma atividade mais assim de meninas grandes.
Veio a titica de 4 anos e o titico de 1 ano e 8 meses.
A titica trouxe material suficiente para fazer não sei quantos passarinhos de rolos de papel higênico, muitas folhas de papel colorido, fitas, canetinhas, cola. Espalhamos tudo na mesa da sala e o tio recebeu aulas, muito atentamente porque, senão, levava bronca.
Titico chegou dormindo e chorou. Ficou colado comigo por mais de meia hora. Cada movimento meu, era um chororô. Fofis teve a idéia de colocar um desenho japonês super fofo e eles adoraram!
Mas, falemos da menina de 4 anos.
Gente, ela vem com cada formulação...sem contar o holandês dela! Frases inteiras muito bem formuladas. Sem contar que ela confabula e questiona. Não é à toa que ela pulou dois grupos já pra frente na escola.
Eu perguntei o que ela queria beber.
Ela perguntou o que tinha. Eu disse que tinha água, suco, leite com chocolate.
Ela pediu cola.
Hummm? Como assim? Pensei comigo e perguntei de volta:
_ Você quer cola? Coooola?
Bom, eu sei que eles não bebem refrigerante e estranhei.
Daí, ela, desconsertada, emenda que queria leite com chocolate, porém falando como se EU tivesse entendido errado.
No entanto, marido entendeu sim a mesma coisa que eu e ela realmente pediu cola!
Ela me testou, literalmente! Jogou verde para colher maduro! Danadinha. Diante da minha entonação, acho que ela achou que ía levar bronca e mudou o pedido.
Como era hora do almoço e eu tinha comida pronta, peguei o titico, fiz um prato pra ele e ele comeu, gente, feliz da vida! Deu gosto de ver ele comer o meu frango temperado com alho, manjericão, tomate cereja e mussarela de bufala, o repolho roxo refogado e arroz. E ainda comeu os pedacinhos de alho assados, que eu não tinha dado mas, ele, com a mãozinha, pegou e comeu. E gostou.
A irmã meio indignada, né. Vocês se lembram que este povo não almoça?!?!?!
Quando perguntei se ela queria comer também, ela respondeu, meio contrariada, que eles não comiam naquela hora. Dando a impressão de que eu estava fazendo a coisa mais errada do mundo. Aliás, isso é o lado inflexível dos holandeses falando mais alto!
Eu, simplesmente, respondi que nós estávamos com fome e que íriamos comer e que se ela quisesse podia comer também.
Ela veio para a mesa, olhar desconfiada o que a gente estava comendo, mas não comeu nada.
Disse que não precisava de nada, com aquele jeito peculiar holandês de ser.
E daí, a menininha me veio dizer que o menino TINHA que dormir.
Eu ri! hahaha
Novamente eu expliquei que ele não ía dormir porque já tinha dormido no carro.
E ela queria saber como eu sabia que ele tinha dormido no carro se eu não estava lá pra ver!
Pode isso, gente?
E a carinha dela, gente?
Bom, resolvi sair com ele no carrinho pra ver se, no caminho, ele pegava no sono. Mas que nada. Ficou totalmente aceso, correu atrás dos patos no parque e se eu não seguro, tinha mergulhado no lago atrás deles.
E, no fim da tarde, cunhado apareceu pra pegar os dois.
Mandei um sms avisando a minha cunhada de que o titico tinha comido com a gente e que se ele não comesse muito na hora da janta, que ela saberia o porquê. E de que a titica tinha tomado só leite com chocolate e que não quis comer nada. Porque holandês
Como foi a primeira vez que eles ficaram com a gente, foi super tranquilo.
E eles são umas fofuras!
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