Para contar as novidades, fatos, impressões e tudo o que eu ainda vejo de novo!
A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
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terça-feira, 21 de junho de 2016
Sou fracote
Uma lembrança assim marcante de um parque de diversões que marcou a minha infância foi o Playcenter. Claro, era famosíssimo!
Não que eu não tenha ido em outros, mas eram aqueles de praça de cidade do interior com uma roda gigante bem singela.
Uma vez fui ao Hopi Hari, naquela torre de queda livre.
E ficaram traumas: do Playcenter aquele barco e do Hopi Hari a torre. Sim, porque eu sou uma fracote. Eu tenho aquela sensação de frio na barriga que parece que eu vou me descolar do meu corpo.
Eu só posso com roda gigante, um balancinho assim bem calminho e no máximo um carrinho que bate bate! Até um brinquedo estilo montanha encantada me dá frio na barriga!
Teve "kermis" aqui na cidade umas semanas atrás. É montada uma feira no meio da cidade, com barraquinhas de comidas e guloseimas, roda gigante, trem fantasma, atrações que voam e bem loucas e outras atrações terrestres como tiro ao alvo, bolas ao cesto, bingo...e por aí vai.
E tinha uma torre com cadeirinhas. Do chão não parecia tão alto....mas quando subiu! E começou a girar! E nos sentimos totalmente inseguros, porque apenas uma barra evitava que caíssemos no caso de sermos projetados pra frente! E tudo preso só por cabos e nada mais! E pasme, 60m de altura.
Já que estávamos lá em cima, girando, e aquela ventania e tudo balançando...entregamos na mãos de Deus.
Marido saiu daquele balanço tão tonto que nem sabia para que lado ir!
Mas e aí, teve um passeio da empresa, para um parque de diversões, na Alemanha: o Movie Park.
Lá fomos nós e quando vi de fora uma montanha russa monumental, tive a certeza de que daquela atração eu passaria muito longe.
Mas tinha uma pequenininha e com crianças na fila, eu conclui que seria tranquilo pra mim, obviamente.
Já percebi que não...soltei altos gritos e aquela sensação de frio na barriga ficou presente o tempo todo. Porém, sobrevivi! Saí com lágrimas no olhos e o povo olhando para a minha cara!
E lá fomos em outras atrações, demos trocentas voltas na roda gigante até que resolvemos ir numa atração chamada de A fábrica do Van Helsing.... Oh Van Helsing é meu herói!
Só que não dava pra saber exatamente que tipo de atração era. A entrada era bem sinistra, o maior mistério...mas tudo bem...aventura!
A fila estava num salão escuro que parecia mesmo uma fábrica, com filme interativo, sonorização sinistra e beleza, tudo muito louco. Depois você avista apenas uma porta.
Mas eu pensava: aaahhhh se tem estes titicos na fila, eu também vou!
Quando nos demos conta, ao passar pela porta, saímos numa plataforma e, voilá, chegou o carrinho.
Gente, eu podia ter saído pelo portinha lateral, mas eu entrei no carrinho. Eu sentei no carrinho e ele saiu....
Era uma montanha russa! Não daquelas enormes, mas que seguia como num trem fantasma, subindo e descendo por um trilho na escuridão total e vez ou outra, apareciam os monstros ao acender das luzes. E, de repente, despencava no nada. Eu vi os monstros? Claro que não!
A única coisa que eu fazia era berrar! Nem abrir os olhos eu conseguia. E claro, grudei no marido, ao lado.
Por mais que eu tentasse manter o controle, a cada descida brusca do carrinho eu sofria.
E quando eu já achava que iria sair do meu corpo, o carrinho chegou no destino final!
E aquela criançadinha que tinha ido num carrinho antes, ali, totalmente tranquilas como se NADA tivesse acontecido.
Eu saí descabelada, tonta, com dor no pescoço, lágrimas nos olhos e totalmente ofegante!
Imagino que se houver uma câmera monitorando estes carrinhos no percurso por questões de segurança e alguém tiver visto, deve ter morrido de tanto rir!
E marido numa boa. Apenas achou ruim que o carrinho fazia as curvas muito bruscamente!
Mas valeu e tão cedo não devo ir em outro parque mesmo. Quem sabe daqui a vinte anos.
O brinquedo da foto abaixo já chega a ser emocionante para mim!
Eu sou muito fracote! Não tem jeito!
terça-feira, 21 de julho de 2015
Quatro dias...
É no verão que as coisas acontecem por aqui.
Concertos nos parques, igrejas e eventos diversos acontecendo por aí. Só não vai quem não quer.
Também é a época das liquidações e é sempre bom bater perna num outlet por aí. Afinal, há lugares bem simpáticos para serem visitados e, de quebra, uma comprinha caso encontre alguma pechincha.
Promoções também são feitas na companhia de trem. Há "pacotes" para se passar o dia fora, com algum ingresso incluído ou o lanche, outros para fim de semana incluindo o hotel. Basta procurar algo que interesse.
Porém, como andamos saindo de trem...olha, estou decepcionada. Por causa de atrasos e paradas inesperadas, perdemos todas as conexões e isso nos custou muito tempo de espera, quase dobrando o nosso tempo de viagem. Um passeio, dependendo do dia, pode virar um martírio se o trem não colaborar. O que eu acho muito chato, pois viajar de trem na Holanda não é algo barato, não.
E como o holandês gosta de um desafio, há um evento anual na época do verão que se chama "Vierdaagse Nijmegen" - quatro dias Nijmegen. Este ano se realiza a nonagésima nona edição.
Acontece sempre na terceira semana de julho e o povo anda por quatro dias e vem gente de outros países também.
Os percursos diários incluem distâncias entre 30, 40, 50 km. A partida é sempre do centro da cidade de Nijmegen e a chegada também. Claro que há uma rota programada, por cidades e vilarejos da região.
É uma grande festa, pois vão pessoas sozinhas, em grupos, famílias, crianças, velhinhos, colegas de trabalho, oficiais do exército, violeiros, palhaços e gente de todo o tipo. Existe, claro, toda uma infraestrutura para os participantes.
Uma amiga minha já participou, acho que foi o ano passado. Ela disse que foi super bacana mas lhe rendeu muitas torções e bolhas no pé.
Hoje é o primeiro dia do evento e a galera partiu antes do sol nascer.
Aqui você pode ver as primeiras fotos deste evento super tradicional no verão da Holanda.
terça-feira, 24 de março de 2015
Se é pra ser, que seja
"Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos."
Este mês eu completei dez anos na Holanda.
Mais do que os quarenta anos de vida, completos há dois meses atrás, os dez anos na Holanda me fizeram refletir mais.
Há dez anos, cheguei neste país, eufórica, feliz mas não cheia de planos.
Sério, eu não tinha planos. Não os fiz.
Cheguei junto com a primavera.
Sabia que teria que ir para a escola, aprender o idioma - o qual eu ainda não domino - e depois, com o seu devido tempo, me encaixar no cotidiano da vida em um outro país. Tudo me parecia óbvio e normal.
Será que foi meu erro não ter traçado um plano? Fui inocente em achar que teria bagagem suficiente para começar do meio por aqui? Bom ter até que tenho, mas seria tudo isso aceito, reconhecido assim, numa boa?
Por muitas coisas eu não esperava. E nem o marido. Para ele também foi uma aventura. Ele não conhecia de fato o outro lado do país dele. Claro, ele holandês, inserido com sucesso na vida por aqui. Estudado, formado, família, trabalho... tudo o que eu tinha igual no Brasil! Por que teria que ser diferente comigo?
Os primeiros anos foram os mais difíceis, aliás. Primeiro, pelos acontecimentos inesperados e, segundo, acrescente aí, acontecimentos nunca antes imaginados pra alguém que acaba de mudar de país.
Se pensei em desistir? Voltar para trás?
Às vezes, algo aqui dentro remoía, como, às vezes, acontece, ainda. Somo seres que nos questionamos o tempo todo, nos preocupamos com o futuro, do que será, do que está por vir. Porém, de uma coisa eu tinha certeza: da minha escolha de viver com ele. Se ele não fosse o que ele é, com certeza, teria arrumado minhas trouxinhas e bye bye Holanda. E sempre nos lembravámos porque tínhamos optado em viver na Holanda e que, apesar dos pesares - que é quase sempre um bom emprego pra quem tem uma boa formação - a nossa opção estava dentro do que esperávamos para nós dois.
E assim fomos levando, superando juntos os tais momentos difíceis. E isso nos ligou de um jeito que coisas que aborrecem fácil outras pessoas, para mim passa batido, porque eu olho para dentro de mim e depois para o que construímos e temos juntos.
Outro dia escutei do meu primo que ele ficava feliz em ver que a minha relação estava dando certo. Mas ele falou de um jeito como se tudo tivesse começado ontem. Eu o lembrei dos quase dez anos completos e ele se assustou! Bom, talvez dez anos para ele não seja muito, já que ele mesmo, depois de catorze anos de um casamento super bem sucedido aos olhos de todos - ele e ela, super profissionais de carreiras consolidadas - ruiu, sem deixar pedra sobre pedra.
É claro que eu me aborreço com muitas coisas aqui, sim! No Brasil, com certeza, isso também seria uma realidade.
Abri mão de muitas coisas, abri, mas não sou menos feliz por isto. A gente sempre acha caminhos alternativos. E o que eu tinha de fato? Na época, isso não pesou, porque me arrependeria?
E não dá para se torturar com aquele pensamento de que como seria se eu estivesse no Brasil. Poderia ser igual, poderia ser diferente, poderia ser ruim, poderia ser bom.
O que vale é o aqui e o agora.
Tem muitas coisas na vida que a gente planeja, almeja mas não depende só de nós para que elas se tornem realidade. Isso é um fato. Ainda mais num lugar ao qual você não pertence. Somos dependentes de uma infinidade de variáveis dentre as quais a de estar no lugar certo, na hora certa!
E depois de dez anos, estou no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa.
Isso me faz feliz! O resto é detalhe, é acontecimento, é vida que vai, que segue como tem que ser.
"Se a sua vida for a melhor coisa que já te aconteceu, acredite, você tem mais sorte do que pode imaginar."
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Mas oh só uma coisa...
Tem cabimento?
Quase dez anos morando aqui... a cidade nem é tão grande, mas eu consegui me perder estes dias quando saí de bicicleta.
Meu objetivo era um supermercado num bairro não muito longe, porém quase não ando daqueles lados de lá.
Tinha o caminho todo desenhado mentalmente, ou seja, sabia direitinho que ruas pegar.
Mas aí, você acha, dentro de uma lógica óbvia, que se você entrar numa rua antes, paralela à avenida que eu teria que passar, e ir até o fim da rua, eu evitaria um cruzamento super movimentado e com tempo de semáforo muito longo. A rua, sendo paralela à avenida, deveria dar no lugar que estava na minha cabeça.
Só que por aqui, na maioria das vezes, esta lógica não acontece! hahahah
Mas aí, a tal rua, no seu fim, fez uma certa curva, bem discreta e saí numa outra rua nada a ver. Eu achando que estava tudo certo, pedalei, pedalei, pedalei e quando me dou conta percebo que quase estou chegando em casa de novo!
Mas o que é isso? Cadê a tal avenida?
Como? Onde?
Olha, parece brincadeira, mas eu passei duas vezes por um mesmo cruzamento e pedalei por mais de trinta minutos.
Dei uma volta inteira em duas rotatórias tentando me localizar. Quando me dou conta, estou numa outra avenida fechada para reformas. E volta tudo pra trás de novo.
Já estava quase parando e sentando na guia da calçada para chorar de raiva!
Porém, eu consegui! Achei o supermercado.
Também é culpa da prefeitura. Nunca vi cidade para ter tantas reformas e obras nas ruas, mudança de direção, fechamento e abertura de ruas.
Eu acho que eles inventam demais pro meu gosto!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
O lado da fantasia - Coming soon
Adoro uma fantasia, com muita aventura, tensão e emoção.
Eu viajo, vou para o mundo da imaginação! Mas tem que ter história, senão eu não caio, não...rs
Não vejo a hora de ver este filme.
Vi meio que por acaso os dois primeiros e o segundo parou numa parte...crucial!!!!
Tomara que dezembro chegue logo, vai ser uma batalha e tanto.
sábado, 16 de agosto de 2014
E num dia de sol e calor...
Amigo veio me visitar num dia escaldante de calor.
A idéia era fazer algo diferente e nos refrescarmos ao mesmo tempo.
O local até que é perto aqui da cidade, nas proximidades, mas tivemos que pegar o trem até a cidadezinha vizinha (stoptrein que para em todas as estações) e depois um ônibus que passa pelos vilarejos.
O encontrei na estação, no meio da manhã. O bichinho desceu do trem já aperriado. Tinha esquecido o celular em casa.
Eu até tinha tentado ligar para ele e nada de atender. Pensei: ou ele esqueceu, sumiu ou morreu para não atender este celular!
Decidi que manteria os planos, conforme o combinado.
Ele já foi dizendo que estava se sentindo completamente mal sem o celular. Eu ri e muito, porque conhecendo-o como eu o conheço, sei mesmo que aquela situação era dramática.
Passamos no supermercado, compramos nossos suprimentos para o nosso dia de lazer e rumo ao nosso destino.
Tínhamos apenas um mapinha impresso da internet para nos dar uma idéia de direção do local. Porém, ficamos sossegados, afinal o motorista do ônibus saberia, com certeza, onde deveríamos descer.
O ônibus chegou, já com um número diferente do qual havíamos pesquisado. Mas, tudo bem, fomos falar com o motorista.
Gente, que drama!
O motorista sabia menos do que a gente. Nem fazia idéia de que pelo caminho, havia um lugar de recreação onde todo mundo vai no verão.
Bate boca. Ele discute com amigo dizendo que aquele não era o ônibus. Amigo dizendo que sim e mostrou todo o trajeto impresso do site do OV9292. hahaha
Nesta altura do campeonato, o motorista irritado, a gente já decepcionado, uma senhora, que já estava lá dentro do ônibus, resolveu se manisfetar:
_ Eu sei onde eles querem ir, seu motorista. O senhor não conhece aquele lugar, assim e assado?
O motorista, com a maior cara de interrogação do mundo, disse que não.
A mulher suspirou e disse pra tocar o ônibus e foi explicando para ele onde nós deveríamos descer.
E o tal motorista se fazendo de lunático, como se nunca tivesse passado na vida por aquele caminho.
Até que o percurso foi bonito, mas confesso que a gente já estava um pouco estressado.
Nestas horas é bom falar o holandês. E é bom ter uns trocados no bolso porque o tal ônibus não aceitava o tal do OV chipkaart, que dizem ser o único meio de pagamento para se andar de transporte público na Holanda. Tá bom, pra vocês?!?!? A sorte que eu tinha tirado um dinheiro no caixa eletrônico do supermercado. Já saí sem dinheiro por aí e só me lasquei achando que podia pagar tudo com o cartão de débito. Então, people, tenha sempre uns trocados em dinheiro vivo na carteira, no bolso, na sacola.
Ficamos imaginando se fôssemos turistas ingênuos desbravando as "dorpjes" - vilarejos - da Holanda apenas com o inglês. Pode crer, você jamais encontraria a Lagoa Azul! rs
A senhora desceu antes da gente. Nos desejou boa sorte.
Tinha mais uma moça que foi "tomando conta"da gente até o nosso ponto.
Deu tudo certo, chegamos! Passamos uma tarde maravilhosa.
Aí, claro...de olho no relógio para não perder o último ônibus de volta à civilização.
Mas é claro que tinha que acontecer. E não é que perdermos o busão por questão de um minuto?!?!?!
Nããããooooo... o último ônibus passou bem embaixo do nosso nariz.
Chorar não ía adiantar de nada. Amigo sem seu celular! rs Mas eu tinha o meu!!!!
Liguei para o marido, enquanto a gente andava pela estradinha entre as árvores, onde só passavam carros a 80 km por hora.
E como explicar onde estávamos?
Neste instante, avistamos um ônibus vindo na direção contrária.
Amigo acenou, pulou, gritou e o motorista parou!
Perguntamos o que a gente podia fazer e ele respondeu que a solução era andar até a cidade mais próxima com uma estação de trem.
Amigo e eu nos entreolhamos e pensamos em como aquele senhor motorista holandês estava sendo cruel. Que custava nos ajudar?!?!? Em 15 minutos ele podia retornar e nos levar para a cidadezinha.
Droga, motorista mau, motorista feio!
Mas enquanto nos afastávamos da van, olhamos para trás e o motorista resolveu nos levar com ele. Penso eu que, naquela hora, ele foi tocado!
Nos deu uma carona, claro, para a direção dele e nos deixou numa estação de trem, com apenas uma plataforma - o que me deixou muito confusa, pois de onde viria o trem e para onde iria?!?!?! - no meio do nada.
Nosso primeiro pensamento foi o de pegar o que viesse e descer na primeira cidade pra poder voltar pra casa!
E, assim, achamos o caminho de volta pra casa.
Gente, é de ficar besta, pois estava praticamente aqui do lado de casa mas sem noção nenhuma de como voltar!
Claro que marido podia ter ido buscar a gente, podia...mas era uma questão de honra sair dessa por conta própria!
Eu só sei que a gente riu e muito.
Quem poderia imaginar que um passeiozinho inocente iria se transformar numa aventura pelos vilarejos da região! rs
E acreditem: isso aconteceu na Holanda! rs
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