A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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sábado, 16 de janeiro de 2016

Mea culpa



É culpa minha... eu sei. 
Se eu mesma dou espaço para gente folgada em nome de amizade, de solidariedade, o problema é meu.
Eu fui educada a dar importância às pessoas e não às coisas.
Se estou fazendo algo e alguém me solicita, eu paro o que estou fazendo e dou atenção à pessoa.
Hoje em dia, as coisas estão bem diferentes: primeiro as coisas e depois as pessoas - claro, se elas puderem ser útil a você.
Estes dias escutei uma:
_ Você? Ocupada?
Ué? E por que não? Só porque não tenho emprego fixo fora de casa 40 horas semanais eu sou uma desocupada?
Tem gente que não pensa mesmo para falar, só pode. E eu cansei de gente que vem pra cima de mim se achando a superior. 
Nem vou falar muito aqui de exemplos, cada um gasta o seu tempo no que lhe dá na telha. Só não venham menosprezar o meu tempo.

Eu sei, eu já falei disso antes, muitos já leram aqui as minhas divagações implicâncias a respeito.

Sim, eu sou ocupada. E quer saber, muito ocupada.
Às vezes, a semana passa voando que nem vejo e me dou conta que não consegui fazer o que tinha a fazer porque acabei cedendo meu tempo com pessoas, para ajudá-las. E quem me ajuda? Quem faz o que eu deixei de fazer?
A culpa é minha que digo pra fulana que tudo bem, sem problemas, eu posso, estou em casa. Sendo que podia dizer um sinto muito, mas tenho uma montanha de roupas para passar e não posso falar com você agora.
Ou quando alguém te diz de volta que está muito ocupado e que por isso não respondeu mensagens, não retornou ligação. 
Eu não menosprezo o que a pessoa está fazendo. Só penso que em certas situações fica claro que não interessa mesmo o contato comigo e pronto! Neste caso, eu gostaria que a pessoa que me deu este sinal mantivesse o status co da relação igual. 
Eu não cobro nada e a fulana / fulano também não. Quando não tivermos nada para fazer ao quadrado e a gente se esbarrar por aí, tá tudo certo. A gente sorri, troca umas frases, dá umas risadas e pronto. Depois, cada um no seu quadrado, sem compromissos.

Tipo, "rasgue as minhas cartas. E não me procure mais. Assim será melhor meu bem."

E "Se você pensa que vai fazer de mim, o que faz com todo mundo que te ama, acho bom saber que pra ficar comigo, vai ter que mudar"

Porque só vir atrás de mim quando precisa de algo...puts, é de lascar!

Não quero ser egoísta, individualista. Longe de mim, Deus me livre de ficar assim.
Agora que eu vou ficar esperta, ah isso eu vou...se eu não der valor para as minhas ocupações, ao meu tempo, quem é que vai dar não é mesmo?

Em em 2016...

"Daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você tem eu tenho que aprender a ser gente..."

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

A semana


Quando estou pra receber visita, eu me preocupo. Eu fico aqui pensando em tudo o que é possível fazer para a pessoa não se aborrecer, conhecer lugares legais, não passar aperto com a comida etc etc etc... ver promoções de trem, comprar os tickets, explicar como funciona o trem (eu vou junto mesmo que é melhor rs), programar os passeios, ver a previsão do tempo.
Tudo isso, porque eu sei que aqui é complicado. Bom, complicado para quem não se esforça, não fala inglês, não lê instruções e não ousa sair e se virar e, pior, não sabe o que quer conhecer.
Pegar o trem que separa no caminho e cada compartimento vai para um lado no meio da viagem e onde a instrução é somente em Holandês, realmente, não é para os fracos! Coitado do turista.
Sabe, eu sou é tonta, isso sim. 
Quem tem que saber o que quer ver é a pessoa que tá vindo e não eu. Quem tem que saber onde quer ir é a pessoa e não eu.
A minha frustração é ver a pessoa não ter interesse por nada ou nem saber o que é que tem para ver.
E eu recebi uma pessoa assim aqui, esta semana.
Ela sabia que só queria ir para Amsterdam e ver o tal letreiro gigante. Era o único desejo.
Entramos numa catedral super histórica, em outra cidade. Pergunto se a pessoa quer entrar, porque afinal o valor a ser pago, para visitar a igreja, era simbólico e a resposta que ouço é que não precisava, pois ela não era católica. Me diga, o que quem tem a ver religião com cultura e história?
Normalmente, você entra no hall da igreja e de lá você já vê tudo. Realmente, em muitos lugares, nem precisa mesmo entrar. E, até entendo, que você pode entrar numa ou realmente nem se interessar, mas enfim, cada um com seu gosto.
Só tira foto de fachadas de prédios e anda pelas ruas.
Num passeio guiado por áudio no barco, não ouviu nada porque andou de um lado para outro para fazer fotos, onde a maioria, tenho certeza, não registrou nada de importante. E, se sim, ela não saberá o que é porque não ouviu o áudio explicativo que, inclusive, estava em português.
Quem é Anne Frank, mesmo? 
No trem, é possível ver a paisagem do caminho...mas pra que olhar se o FB tem coisa muito mais interessante pra ver? A tonta aqui ainda avisa a fulana sobre algo interessante e ela parece se aborrecer porque, claro, tá aproveitando o wifi do trem pra baixar fotos na rede social e eu estou atrapalhando.
Quase toma uma multa federal no trem. Em vez de dar o ticket certo para controle, deu um velho. A pessoa fala inglês? Não. A pessoa pergunta algo? Não. Lá vai a tonta aqui falar com o fiscal e esclarecer a situação.
É de bom tom agradecer quando alguém te serve, te dá uma informação. Veio pra um intercâmbio para aprender inglês e não aprendeu a dizer um "thank you"????
A minha casa não é hotel. Eu não tenho empregada e nem faxineira. Custava perguntar se podia ajudar na cozinha, tirar a mesa? Chegou no ponto de eu servir a pessoa na mesa. Porque a pessoa sentava e lá ficava, esperando.
Um dia eu mandei colocar a louça na máquina. Estava se levantando e indo para o sofá ficar no celular. Chamei de volta.
E quando você faz uma comidinha mais gostosinha porque tem visita e a pessoa se serve e depois fica cutucando a panela para pegar as coisas mais gostosas? Meuuuu, quase tenho um ataque de catapora na mesa! hahahah
Levei para conhecer o centro da cidade. Ela não levou a máquina fotográfica e depois se surpreendeu de como a cidade onde moro é bonita. Não fez uma foto. hahaha Mas ela disse que não podia imaginar que aqui era tão bonito.
Marcou o vôo, para seguir o tour pela Europa, de manhã bem cedo e fui eu quem perguntou sobre, porque se eu não tivesse visto, ela teria se lascado de verde e amarelo, pois não planejou o tempo de deslocamento pro aeroporto.
E para a casa da "outra amiga", para onde ela seguiria daqui, não vi a moça movendo uma palha para ajudá-la a chegar lá. Eu que tive que ver as coisas daqui. A "amiga" dela disse que não sabia ver nada porque não costuma ir praqueles lados onde ela chegaria.
Pode isso? hahaha
Não como isso, não como aquilo. Não gosto. O pior, nunca comeu. O que é típico holandês?
Ahhh tem o haring, o peixe cru defumado. Fez aquela cara de nojo. Tá, eu sei, eu, por exemplo, não gosto de caviar, nem de ostras e escargot, mas nunca fiz cara de nojo para quem já me ofereceu. Agradecia e dizia que para o meu gosto, era um pouco demais, mas que comeria qualquer outra coisa.
Vem fazer o quê então num país diferente? 
E eu fiquei pensando se eu já não tive esta postura!
Não, não tive. Cada lugar que eu conheci, eu sentia uma emoção tão grande pois eu sabia o que tinha acontecido ali, da importância do lugar, do monumento, do local.
Conhecer novos sabores era uma aventura de novas descobertas. 
Gente assim, com esta postura, não devia sair do Brasil. Pra mim é jogar dinheiro fora, ainda mais com o valor do Euro no Brasil pela hora da morte! rs
Bom a visita não é minha amiga. A recebi em consideração a minha amiga. Queria muito que ela, minha amiga, também tivesse vindo de novo, porque ela sim, mesmo não falando inglês, sabia onde queria ir e ver e me perguntava sobre as coisas, ousava experimentar, conhecer. Outra postura. Gente assim dá gosto levar passear e mostrar as coisas.
Ela disse que gostou muito, foi embora bem contente. Tomara que tenha sido isso mesmo.

domingo, 31 de maio de 2015

Comportamento


Quando eu cheguei na Holanda, eu percebi um comportamento interessante: as pessoas, mesmo sem se conhecerem, se cumprimentavam. 
Claro que isso difere de uma cidade pra outra. Se você está numa rua de lojas, aquele ritmo frenético, ninguem fica falando "oi" pra todo mundo que passa, não. É uma questão de momento propício, eu diria. Mas também já venho percebendo que este costume vem sumindo.
Assim, na rua, um passa pelo outro e diz um "hallo", "dag", bom dia, boa tarde, boa noite. Ainda mais no bairro onde os moradores se conhecem de vista.
Prática muito comum também quando se entra no ônibus, não ignorar o motorista. Ou sentar ao lado de alguém e cumprimentar e ao levantar dar tchau e desejar boa viagem.
Eu nunca fiz isso no Brasil. Claro, a gente cumprimenta as pessoas que estão no nosso dia a dia, mas não assim, ao acaso.
Lembro até de ter recebido flores dos vizinhos dos meus sogros me dando as boas vindas e eu nem os encontrei imediatamente.
Quando cheguei lá estavam os vasinhos de flores e um bilhetinho de boas vindas.
Mas eu acho que esta prática está sumindo. Já percebi isso.
Os vizinhos, então, mal se olham. Vez ou outra, vejo alguém de papo.
E quando nascem os bebês é costume decorar a frente da casa. Também é costume ir lá cumprimentar o vizinho, deixar um cartão embaixo da porta felicitando a chegada do bebê. E gente, não precisa ser amigo da pessoa, é uma prática de gentileza apenas.
Daí que tem um casal que não cumprimenta meeeesmo. Já cruzei com a moça várias vezes. NADA. Nem uma manifestação no olhar, um sorrisinho de canto de boca, NADA. O marido a mesma coisa.
Até agora fico na dúvida quando cumprimentar, porque a gente pode ser ignorado.
A turca é a pior! Moça ainda, viu, anda toda produzida, parece ser uma pessoa assim "de bons modos". NADA.
Aí tá bom, a criança tem uma atividade na escola e ela manda a menina bater nos vizinhos pra pedir um dinheirinho. Desta vez, ao menos, ela teve que me cumprimentar.
O casal que citei acima, acabou de ter bebê e põe lá na janela o aviso de que a cegonha chegou!
O que eles querem? Ser cumprimentados? Será?
Meu cunhado quando teve um dos meninos recebeu um cartão de felicitações de um vizinho da rua. Tinha uma nota de 20 euros também. Sabe o que ele fez? Foi lá, bateu na casa do vizinho e devolveu tudo, dizendo que aquilo não era necessário!
Meuuuuu, que coisa mais brutal!!!
Então por que enfeitou a casa??????
Marido discordou da postura dele...o vizinho o fez apenas por gentileza.
Vai entender este povo...associal.
Parar o tal casal na rua quando eles estiverem passeando com o bebê e cumprimentar....vixi...acho que não me atreveria mesmo.
Tô fora!


quarta-feira, 4 de março de 2015

Aplicativos pra quê?


Pois é, a tecnologia está aí para facilitar a vida de todos. Comunicação rápida e eficaz. Todo mundo super conectado que nem dorme direito mais, porque as mensagens pipocam de todos os lados. É preciso saber, é preciso responder, é preciso estar ligado, conectado!
Eu não tenho os tops dos apps aí que todo mundo tem. Eu tenho apenas um, dos antigos que funciona igualzinho a todos os outros novos que surgiram aí. E o povo insiste em dizer que é diferente, só porque se usa o número de celular. Aaaaffff. Tenho que rir. 
Meu amigo, se você não tiver internet, NADA funciona e pode ser o app mais top do momento. 
E diga lá, precisa mesmo estar conectado 7/24? O que é tão urgente assim que precisa ser dito imediatamente? As pessoas perdem tempo, é esta a verdade! Tempo precioso com bobagens e na hora que é preciso usar estes troços pra algo útil, não o fazem.
Aniversário de marido. Alguém mandou uma mensagem?
Cadê as boas maneiras do povo, minha gente? 
Pensando bem, acho que o assunto é mais grave. As pessoas se falam, porém não assimilam, nada. Estão em ambientes nada favoráveis, em estações de trem, dentro de tansporte. A sua atenção se divide. Então pode se perder uma informação significativa assim. Dá branco. Passa batido.
Ainda bem tem gente que ainda se preocupa, tem a delicadeza, faz uma ligação, um sms, um e-mail. Ainda há esperança na humanidade!
Detalhe, pessoas que eu comentei ainda que seria aniversário dele via aí os meios de comunicação. Isso pra mim só pode ser estresse tecnológico. Tecla no automático, comenta uma frase rápida e depois esquece imediatamente.

Porém que eu tô cheia de um zé povinho aí que tem celular top de linha e não tem crédito pra fazer uma chamada...ahhh isso eu tô! E olha que tem chamada a partir de setenta centavos.

Nem falo do meu aniversário que foi em janeiro. Isso mereceria um post exclusivo.
Eu acho que o povo deve pensar que se paga para enviar e-mail, só pode... nem isso vem mais!
Recebi recados assim:

"Nem posso lhe prometer que vou lhe telefonar. Os gastos andam muito altos por aqui."

"Ainda estou em contenção de gastos e procurando emprego feito louca. " 


Até onde eu sei, mandar e-mail faz parte da conexão com a internet, sem custo adicional...ou deixar uma mensagem pendurada no aplicativo, também...
Mas tá aí, se a tecnologia não lembra, ninguém mais se preocupa em lembrar.
E a tal da consideração? Onde é que fica?
Bah!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

As crianças que não são minhas

Eu não tenho crianças em casa.
Eu não tenho problemas em receber crianças em casa, ao contrário. 
Tem crianças que vêm aqui e eu reconheço que são uns amores, bem educadas e que sabem se comportar. Sim, estas crianças existem!



Porém, eu tenho problemas com os pais das crianças! Pronto, falei!
Claro que eu não espero que uma criança fique sentada no sofá, sem se mexer, sem falar, sem tocar em nada. Claro que não!


Se a criança quiser andar pela casa, tudo bem. No entanto, espero que o pai ou a mãe fiquem de olho no pimpolho - que nem é assim uma criança tão novinha - porque, simplesmente, não se confia numa criança, ainda mais na casa dos outros. 
Se não quer ter preocupação, não leva o filho. Ponto! Caso contrário, tome conta do seu filho, por favor.
Não precisa tirar os sapatos para entrar na minha casa. Agora, se você sabe que seu filho brincou na areia antes de vir pra minha casa, é óbvio que ele vai ter kilos de areia dentro dos sapatos. Então, esperá-se o mínimo de bom senso: tirar os sapatos da criança e limpá-los.
Quando olho, vejo rastros de areia pela sala. A mãe sentada, olhando. Nem se mexeu. Eu não tive dúvidas, comecei a limpeza na cara dela mesmo. Poxa...não vê que a minha casa estava limpa?
Sirvo o café e eles deixam a criança pegar a xícara cheia, ou mexer, pegar o açúcar e fazer aquela lambança. Deixe seu filho fazer isso na sua casa. Eu sei que a criança está em processo de aprendizagem, de descoberta do mundo, quer se comportar como um adulto. Mas não deixe ele sujar toda a mesa que a sua anfitriã arrumou com toda boa vontade.


Ahhh a comida...não deixe que seu filho brinque com a comida na casa dos outros e depois jogue quase o prato todo no lixo. Ainda mais quando você sabe que foi o anfitrião mesmo que cozinhou. Tenha consideração. E jogar comida fora, ainda mais fresquinha, é pra mim um pecado enorme e uma tremenda falta de educação. Eu prefiro que a mãe me diga que a criança não gosta, que não quer comer e pronto. Ou coloque pouca comida no prato e eu prefiro que a criança peça mais se quiser. Não é vergonha nenhuma repetir o prato.

Se você disser que seu filho não pode isso ou aquilo, por favor, seja firme e se a criança desafiar, faça ela ficar sentada do seu lado. Se ela levantar, faça ela voltar e se sentar de novo. Não sei que poder você tem sobre seu filho, mas por favor, na casa dos outros demonstre um mínimo de controle com a situação. 
Evite gritarias, correrias na casa do seu anfitrião. 


Seja consequente em casa com a atitude indevida que seu filho teve durante uma visita. Porque só prometer castigos e não cumpri-los, de nada adianta. A criança sempre sabe até onde pode ir. E ela vai longe, bem longe se você deixar. Não precisa ser o CASTIGO, mas algo de não deixar ver TV quando chegar em casa, por exemplo.
Adoro pais que dizem que os filhos se comportam tão bem em casa e dizem, na maior cara lavada, que não entendem porque eles estão agitados daquele jeito. Pô, conta outra, né? Tá na cara que a criança faz o que bem entende, na hora que quer e nada acontece. Por que na casa dos outros seria diferente?


Quando vejo, o telefone na mão. Vou lá e tiro. Daqui a pouco, a criatura pega o meu celular. Vou lá e tiro. Daqui a pouco, a criatura some e a mãe sentada. Eu vou atrás, porque penso que a criacinha já comeu o meu anticoncepcional achando que eram balinhas! Sério! Eu tenho que ir atrás. A mãe confia, acha que o filho não mexe em nada.
Quando o encontro, está tentando ligar o meu computador.
Se você acha que seu filho entende tudo de computador, ótimo, mas em computador de outra pessoa não se mexe. São objetos de valor, objetos pessoais. Eu não mexo nem no computador do meu marido e vice-versa, quem dirá uma criaturinha mexendo em nossos computadores?!?!
De volta, na sala, ela pega um relógio perto da TV e o derruba no chão, o desmanchando em pedaços. Por sorte, a mãe conseguiu montar o aparato e tá funcionando. Artigo barato, é, mas é meu, tem valor sentimental. Se quebrasse, ela podia me oferecer um relógio de ouro no lugar e eu não ficaria nem um pouco feliz.
Tem gente que diz que seguro é pra isso, debocha. Eu não aceito este tipo de comportamento.


Sofá! Sofá na casa dos outros não é trampolim. Se ele faz isso na sua casa, problema seu, mas não deixe que ele detone o sofá da casa dos outros.


Se o seu filho tiver algo comestível nas mãos. Fique de olho! Se ele suja a parede da sua casa, o sofá, o vidro da porta na sua casa tudo bem, mas na casa dos outros, é muito chato, pode crer!

E se a TV ajudar a distrair a criaturinha, não tem problema nenhum. Eu ligo a TV, mesmo porque, muitas vezes, é assim que os adultos conseguem conversar em paz. Não vejo nenhum pecado mortal deixar a criança ficar calminha vendo o seu desenho na TV na minha casa.
Leve um jogo, um livro, o SEU tablet, um brinquedo pro seu filho, ainda mais se você sabe que os anfitriões não tem filhos. Afinal, é óbvio que ele vai se entendiar se não tiver uma distração.
Ensine a criança a conversar, a bater papo. Tenha diálogos com seus filhos em casa. Faça ele contar sobre como foi o dia na escola. Conte a ele como foi o seu dia! Se for uma criança maiorzinha, vá dando pequenas tarefas na cozinha, enquanto se faz o jantar, por exemplo. Em vez de deixar a criança vidrada na TV ou no tablet. Isso é socialização e se começa entre os membros da família.



No banheiro, dê uma espiadinha na sua criança, mesmo que ela já seja grande, saiba se limpar sozinha, sabe dar a descarga e lavar as mãos. Pode crer, você nunca sabe o que ela é capaz de fazer.
Quando fui ao meu toilette notei o sumiço de pequenos objetos decorativos. Hummm, fiquei meio assim... olhei do lado e quando vejo tudo no chão, atrás do vaso! Pode isso? Me diz por que a criança faz estas coisas? Cabeça de vento? Imaginação fértil?
Me lembro que a gente se juntou no banheiro na casa alheia, só a criançada. A gente tinha tudo uns 7,8 anos. A idéia não foi minha, mas eu fiquei lá olhando a prima fazendo um experimento espirrando o desodorante da mãe em direção a uma chama que saía do isqueiro! Podia ter acontecido uma tragédia, podia! E nenhum adulto foi atrás da gente. O desodorante acabou e logo a brincadeira também...fomos fazer outra coisa! rs

Eu gosto de crianças. Juro! Faço pipoca, bolo, faço o que for possível pra agradar. 
O que eu não aguento ver é a passividade dos pais e a falta de limites.


Uma coisa é o mundo dentro da sua casa, outra é o mundo fora da sua casa e, aí, esbarra já no espaço de outras pessoas que não são obrigadas a engolir as malcriações e o mau comportamento dos filhos dos outros na própria casa.

Eu já fui na casa dos outros e, assim como eu, outras pessoas sem filhos é que ficaram de olho nas crianças dos outros, porque os pais não estavam nem aí! 
Tem pai e mãe que acha que as crianças que se entendam, que elas precisam do espaço delas! Concordo! Porém é bom monitorar, sempre. Uma criança não tem noção de perigo, não tem noção de alguns riscos.
A criança quase despencando escada abaixo, mordendo outra, enfiando o dedo no olho, beslicando o irmão menor e NINGUÉM - os pais, claro - olhando!


Ahhhh... e o irmão menor?!?! Os pais têm certeza de que o irmão maior é o ser mais amoroso do mundo para com o irmãozinho. Ohhh inocência! Já vi cada coisa - tapa na cabeça, beslicão na cara, puxão de cabelo, de orelha, mordida, murro nas costas, empurrão, cotovelada, colocar o pé na frente pra tropeçar - no segundo em que a mãe ou pai piscaram, se viraram e foram fazer outra coisa.
Não delegue sua responsabilidade de mãe e pai ao seu filho mais velho. Ele não tem obrigação alguma de tomar conta do irmão mais novo.

Olha gente, é só um dasabafo e a preocupação que, hoje em dia, parece que os pais não têm autoridade alguma com os filhos. E as crianças já são bem crescidinhas. E isso, eu acho muito perigoso, porque em que tipo de adulto esta criança vai se transformar?
É isso! Tá falado e sem ressentimentos.
E, acreditem, eu já fui criança!