A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

O nosso amigo

Ahhh aquele nosso amigo holandês...
Fazia tempo que eu não mencionava sobre ele. Fato mesmo que eu deixei de dar murro em ponta de faca...deixamos meio que de lado.
Mas...é sempre mais do mesmo, agora com um agravante. Sim, o que já estava ruim, piorou no meu ponto de vista.
Ele continua com a "noiva virtual inexistente" dele. Impressionante, isso já dura anos.
Nos cumprimentamos no final de ano, para desejar boas festas e ele disse que viria nos visitar logo nos primeiros dias de janeiro. Achei legal a iniciativa dele. Ainda mais nos dias de hoje, que nem convidando, as pessoas aparecem.
E o ano novo começou e nada do nosso amigo dar as caras. Deixamos pra lá. Não vou ficar no pé de ninguém. Sabe onde moramos, como fazer contato...e cada um é livre para fazer o que bem entender.
E foi aniversário dele, depois de alguns meses do início do ano. Enviei os cumprimentos e veio a notícia chocante: o falecimento de sua mãe devido a um acidente. E pasme, em janeiro, meses atrás!
Olha, fiquei chocada pela morte da mulher e outra por ele não ter nos avisado. Realmente, significamos muito para ele. Só falou porque entramos em contato.
Dei-lhe as nossas condolências.
E ele foi falando... logo a "noiva que não existe" - que já tentou vir para a Holanda por diversas vezes, sem nunca conseguir - chegará com muuuuito dinheiro. Ele irá comprar a casa onde mora, que é herança da mãe, dos irmãos e logo terão filhos e tudo ficará bem.
O duro é saber que isso não vai acontecer... e pior...ainda vai confusão com os irmãos.
Cenas para os próximos capítulos...

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Enquanto isso... no Brasil

Meus pais...acontece de tudo com eles.
Quando o telefone aqui toca e vejo que é lá de casa...já sei que pode ser algum perrengue.
Eles são aposentados, idosos e meu pai, principalmente, com sérios problemas de saúde. Mas ele gosta! Ele consegue fazer de um dia de exames no hospital um dia de turismo...bate papo com Deus e todo mundo e disputa para ver quem tem a doença mais grave.
O dia que ele teve que ser amparado pela cadeira de rodas, depois de um exame, foi como receber atendimento vip em hotel de cinco estrelas.
Em casa ele reclama e quando tem consultas e o médico pergunta como ele está, ele responde:
_ Ahhh doutor, está tuuuuudo bem!
No último exame cardíaco, enquanto era realizado por um médico especialista, ele disse que sentiu uma dor muito forte no peito durante o exame.
Minha mãe perguntou o que o médico tinha dito a respeito desta dor, o que podia ser.
Ele olhou admirado para a minha mãe e disse:
_ Mas eu não falei nada pro médico! Imagina, estava no meio do exame, você acha que eu ía incomodá-lo? Não era a hora!
Minha mãe fica doida com ele. E eu também, quando fico sabendo destas coisas.
E daí minha mãe diz que se pro médico ele não conta nada, por que então está contando para ela? 
E um tempo atrás eu tive um sonho. 
No sonho, um senhor que parecia um advogado entrava e dizia que meus pais precisavam assinar uns documentos e lá foi ele dando a caneta para eles, que foram assinando as folhas, uma a uma.
As folhas estavam todas em branco e tinham somente as assinaturas deles.
Eu peguei na mesma hora todas aquelas folhas, rasguei tudo na cara do homem e perguntei o que ele pretendia com aquilo.  
Tomei este sonho como um aviso e tratei de falar com meus pais, pois eles estão realmente envolvidos com algumas ações aí. 
E como eles moram sozinhos, ninguém vê os filhos perto, tem muita gente achando que eles não têm ninguém por eles.
E daí aparece gente de tudo quanto é jeito. Minha mãe é mais ligada, mas meu pai...faz tudo bonito e fácil aos outros.
Outro dia, foi "assistente social do governo" dizendo que eles tinham direito a uma "bolsa farmácia" para os medicamentos que eles não encontrassem no posto de retirada de medicamentos.
O tal rapaz com um crachá muito esquisito, entrou em casa, sentou-se no sof'á, tirou lá umas folhas de papel e disse que precisava dos dados bancários e foi só pedindo documentos.
Quando minha mãe, depois de ser tapeada dentro da agência bancária, escaldada, ficou com o pé atrás e sabe que este tipo de coisa não se passa para desconhecidos, ela disse que ía me telefonar.
O rapaz, na mesma hora, se levantou e saiu do mesmo jeito que entrou. Sumiu!
Golpe na certa, né minha gente?!?!
Depois outro, do banco onde minha mãe recebe a aposentadoria dela, bateu lá em casa.
Desde quando funcionário de banco agora vai de porta em porta atrás de atualização de cadastro?
Disse que tinha uns documentos que ela precisava assinar para a aposentadoria não ser cancelada, atualizar endereço e foi apontando com a caneta onde ela precisava assinar.
Ela tomou o calhamaço de papéis e disse que ía ler aquilo e entrou e deixou o rapaz na calçada.
Ahhh o rapaz muito bem arrumado, com carro bonito, muito educado.
Eu disse a ela que tomasse cuidado com pessoas muito bem vestidas, falando manso e amigáveis demais... pois são os piores tipos! Desculpa ae gente, mas é a realidade.
Ela passou os olhos nos papéis e viu que era para abertura de conta corrente, cartões consignados e algo para empréstimo.
Voltou para a porta, devolveu tudo e disse que ela mesma iria ao banco.
O rapaz ainda tentou argumentar e ela ainda deu meu telefone para ele me ligar e explicar tudo aquilo. Que ela só assinaria se tivesse a minha permissão.
Claro que o rapaz depois dessa se foi e, claro, que não me ligou.
E a gente achando que em cidade do interior é tudo tranquilo, as pessoas são mais honestas. Que nada, é o ambiente propício pros espertalhões fazerem a festa.
E foi aniversário do meu tio...eu telefonei, afinal é o meu único tio com quem tenho intimidade e afeição. E eu telefono só no aniversário mesmo.
Ahhhh o netinho dele...ficou tentando minar a nossa conversa.
Primeiro veio com o discurso:
_ Ohhh vô, esta ligação aí...vai ficar caro hein! Ela pode ficar falando deste jeito, tanto tempo?
Meu tio riu e disse que ele não precisava se preocupar, que era muito barato para mim.
Passou um tempo e lá veio ele de novo...Tudo bem, já tinha quase uma hora que eu conversava com o meu tio...
_ Ohhh vô, é a minha mãe no celular, ela precisa falar com você AGORA!
Gente, molequinho teve a audácia de ligar para mãe dele só para atrapalhar a gente. Porém, meu tio não cedeu! Disse para ele ver o que mãe dele queria.
E depois de uma hora e meia de conversa, encerramos o papo e o meu tio foi servir o lanche do moleque. Coitadinho! rs

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O lugar é de quem chega primeiro

Então, vou começar o post avisando que o holandês, que levou o chapéu lá no aeroporto e que teve que ser até hospitalizado lá na China, não é o nosso amigo holandês de quem eu sempre falo aqui! Este é outro doido, sem noção que também acreditou no amor virtual. Assustador porque está cheio de gente caindo nestes golpes por aqui.

Mudando de assunto...

Quando começa a primavera e em seguida o verão, a cidade aqui tem uma programação de eventos culturais e até gastronômicos bem interessantes. Tá certo que alguns dos programas foram prejudicados pelo tempo que não colaborou este ano. Aliás, o balanço geral dos meteorologistas sobre o verão deste ano não foi nada animador. E olha que esta semana temos uma onda de calor pela frente. 

E o lado bom é que a Holanda fica vazia... a holandesada some para outros cantos da Europa e do mundo. Porém sempre ficam alguns e estes alguns...

Holandês é um bicho curioso...ainda não sei bem precisar a espécie que ainda me surpreende em tudo.

Um dos eventos que tivemos é um tipo de teatro em movimento a céu aberto. Muitos espetáculos legais, outros nem tanto, que acontecem pelo centro da cidade. E nestas vem gente de todos os cantos e países pra cá. Porém tem os holandeses também! rs
E é assim, lugar marcado não tem, o povo vai chegando e se juntando. Cada um que trate de procurar o seu lugar entre uma cabeça e outra para conseguir ver. Eu já fiquei atrás de muita gente, bem maior do que eu. Já consegui lugar pra sentar, já fiquei em pé, já fiquei frustrada e já tive sorte de ver tudo absolutamente bem. 
Num dos espetáculos haviam cadeiras para sentar, porém insuficientes. Tivemos que ficar em pé, numa fileira atrás de todo o público sentado. Nem achei tão ruim. Estávamos dentro de uma igreja e ficar em pé nos dava até uma visão privilegiada para ver a performance.
E a gente lá esperando a peça começar quando sinto alguém fincando o dedo bem no meio das minhas costas!
Eu odeio que façam isso comigo...odeio. Me sobe uma irritação instantânea do nada. Alguém me tocar, pelas costas, sem eu esperar. E não era só um toque. Foi um cutucão dolorido.
Olho para trás num repente. Era uma senhora holandesa e seu marido velho careca.
Ela me diz:
_ Hei...olha eu estou bem atrás de você e você está atrapalhando a minha visão. Não vê que sou mais baixa? Deixa eu ficar na sua frente.
Olha que criatura simpática.
Olhei para meu marido do meu lado, que olhou para baixo enquanto o velhinho o tocava no braço e dizia:
_ Hei, você é muito grande! Deste jeito não vemos nada.
Percebi a irritação imediata do meu marido. Ele simplesmente ignorou o velho. Eu fiz o mesmo.
Gente...eles poderiam ter buscado outro lugar. Viram que éramos altos. Por que ficaram atrás de nós???? Por quê? Com todo o resto da igreja ainda vago para quem quisesse buscar uma outra posição.
E o que os fez pensar que eles tinham direito ao nosso lugar????? Nós chegamos primeiro.
E do meu lado, uma senhora mais baixa. Ou seja, a tal senhora que estava atrás de mim, poderia muito bem ficar atrás desta outra senhora mais baixa. 
Eu fiquei me imaginando indo cutucar as costas de alguém já sentado e dizendo:
_ Saia daí que eu quero sentar! Me dê o seu lugar!
Logo em seguida, uma moça, do outro lado do meu marido. Simplesmente o empurrou pois queria fazer uma foto. Ela olhou pra ele:
_ Ai, você é muito grande! 
Por que não pediu licença? 
Parecia que o meu marido era o único holandês alto da Holanda!
Aliás é uma coisa ridícula...todo mundo filmando, fotografando exageradamente ao invés de prestar atenção na apresentação. Um horror!
É nestas horas que holandês para mim é muito arrogante e sem noção. Quando lhes interessam algo, eles não estão nem aí para ter o que querem.
E é por isso que eu não tenho mais dó de holandês que cai em golpe...porque eles ainda se acham os espertalhões.
Depois do ocorrido e eu ainda irritada com aquela abordagem, pensamos se deveríamos ter cedido os nossos lugares. Porém, até que ponto nós teríamos que nos prejudicar? Também não achei justo.
Enfim...tem holandês que não se enxerga.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Amores impossíveis

Já tem um tempo que estou pra escrever daquele nosso amigo holandês. Lembram-se dele?
Aquele de "noivas" virtuais e inexistentes pra quem ele já mandou dinheiro, computadores, tablets e o que nem tinha para mandar.
Falo em noivas, no plural mesmo, porque eu acho que ele está na terceira relação ou quarta? 
Sempre a mesma coisa...histórinhas tristes em que ele se torna o herói da fulana que lhe faz declarações de amor e jura que quer casar e ter filhos com ele, formar a família tão sonhada.
Bom, vocês bem sabem também que meu marido e eu entramos de cabeça para tentar abrir os olhos dele, mas nosso esforço foi sempre em vão.
Nós falamos com ele de tempos em tempos. É sério. Meu marido nem quer saber mais. Nunca mais tentei sequer sugerir um café ou algum encontro porque o assunto sempre ía para o assunto da noiva que estava para chegar.
Gente, ele foi várias vezes "buscá-las" no aeroporto e NUNCA alguém apareceu!
E olha que os contatos até que evoluíram porque agora elas mostram a cara sim pela webcam, mas não falam nada, só imagens que eu penso serem forjadas. Alguém fica teclando e colocam até primos, avós, tios (porque estas meninas são órfãs). Enviam fotos...claro, montadas. Documentos forjados.
Acreditem ou não, disse ele que até se casou para ajudar a moça que devia receber uma herança milionária depois do casamento e ele iria receber a metade. Recebeu até fotos da festa do próprio casamento e aposto que ainda bancou o banquete!
No meu aniversário, em vez de me desejar parabéns, perguntou se eu faria festa, pois a noiva estava para chegar e ele viria aqui com ela. 
Ohhh a audácia! Eu respondi que não faria festa, mas que se ela realmente fosse de verdade e viesse mesmo para a Holanda, eu daria uma festa só para ela, de boas vindas!
Quando a gente questiona algo e coloca uma pulga atrás da orelha dele, ele ainda conta depois que confirmou tudo com o primo da moça. De que tudo está esclarecido.
Já está no terceiro ano desempregado.
Agora teve que vender o apartamento por não poder pagá-lo. Irá voltar para a casa da mãe em outra cidade. Sim, um homem de quarenta e sete anos, que nesta altura da vida, está com uma mão na frente e outra atrás.
Triste. Sinto pena, porém quando ele vem com as dele, tenho certeza de que ele merece tudo o que está lhe acontecendo.
Uma soberba, um narcisismo, egoísmo e "se acha".
Bom, não vou dizer que é caso encerrado, afinal o mundo dá voltas...e de alguma coisa a gente sempre fica sabendo.
Vai entender o ser humano, este aí, eu já nem tento mais!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Bem que eu tento...

Já faz é tempo que estou ensaiando para vir aqui, mas é sempre uma coisa e outra que se passa que me interrompe. Tenho todo o post mentalmente na minha cabeça, mas sentar e escrever é um outro ponto.
A última coisa que decidi fazer foi sair da minha zona de conforto. Dizem que a gente se acomoda né, e quando a gente não faz nada, vem o destino e apronta com a gente.
No meu caso, não esperei pelo destino e me lasquei do mesmo jeito.
A Holanda é o centro dos trabalhos voluntários, todo mundo aqui quer ser útil e já me questionei muito o quanto este povo é caridoso, só que não! rs
Eu já saquei muita coisa por aqui e, por isso, às vezes, reluto em ir atrás das coisas porque quase sempre é arranjar sarna pra se coçar, mas tá, vamos tentar, quem sabe a coisa mudou, tem tanta gente no mundo, algo há de sair como eu espero.
Resolvi que queria retomar meu estudos de holandês. Sabe aquele nível que não melhora? Você fala, mas sempre faltam as palavras, as expressões, o pulo do gato. Decidi que desta vez eu ía atrás, tomar uma atitude.
Aqui na cidade tem uma instituição de voluntários, denominados de taalcoach. Aliás, vocês já repararam que hoje tem coach em tudo quanto é esquina e pra tudo? Pra mim já avacalharam geral mesmo, esculhambaram com o psicológo, o pastor de igreja, o guru, o vidente, o professor, o orientador vocacional,  o padre...pra tudo hoje o coach resolve tudo. Ou quase tudo! rs
E eu topei com um voluntário que está trabalhando nesta área: é coach. Quando ele me falou, minhas anteninhas já ficaram ligadas. Mas tudo bem, ele não vindo pro meu lado. Tudo o que eu queria era que ele me ajudasse com a língua nativa dele e eu com o português, pois ele também tinha interesse no meu idioma. Achei ótimo. 
Fui conhecê-lo num lugar público e neutro. À primeira vista, fiquei bem contente. Senhor simpático, falante e me perguntou muitas coisas. Bom, normal, eu não tenho problemas em dizer o que fiz, no que trabalhei, o que estudei. Só achei estranho quando ele me perguntou seu eu tinha levado meu curriculum. Claro que não. Não estava indo para uma entrevista de emprego. Por que levaria um curriculum comigo? E foi só no final do papo que ele me contou o que fazia. E, claro, me recomendou que eu enviasse meu curriculum assim que possível.
Adendo 1: o taalcoach vem na sua casa. Até nisso eu fui condecendente. Sabem por quê? Porque holandês nenhum deixa você entrar na casa dele, assim do nada. Então, por que raios eu tenho que deixar vir gente, que eu nunca vi, na minha casa? Não gosto disso. Mas... tudo bem, sirvo um café, umas bolachas e pronto, afinal a pessoa vem com a maior boa vontade, até a minha casa, me ensinar e eu nem preciso sair do conforto do meu lar. Resolvi ceder neste quesito.
Adendo 2: encontros das duplas (voluntário e estudante) numa noite de "kookavond".  Ou seja, você cozinha para os voluntários. Meu...eu já cozinnho todos os dias na minha casa e quando rola uma baladinha eu tenho que ir cozinhar para outros? Por que não irmos todos para um restaurante, eu até pago a parte do voluntário se for o caso, em agradecimento! Mas tudo bem, resolvi ser flexível neste ponto.
Adendo 3: eu também fui convidada a trabalhar voluntariamente com a organização. Olha que legal, para ganhar salário eu não sirvo, mas para trabalhar de graça eu tenho competência! Até isso me animei a fazer.
Ficou tudo combinado. Ele me enviaria uma confirmação apenas do horário.
No final da tarde já recebi o email, tudo bem rápido. Mas o conteúdo da mensagem não me agradou. Algo ali tinha um teor que me deixou em estado de alerta.
Veio com um papo de que ía investir o tempo dele para trabalhar na minha apresentação pessoal e na busca de trabalho.
Para tudo! Eu não pedi nada disso. Para tudo de novo! Como assim ele decide uma coisa e pronto?
E incluiu a mulher dele no meio, pois ela somaria muitos aos nossos encontros semanais e ela poderia significar muito para mim. Hummm, cuma? Não chamei ela pra vir na minha casa. Quem falou que eu quero que ela signifique algo para mim?
Esperei marido chegar, porque sabe como é: ler em um outro idioma pode trazer alguma interpretação equivocada e como o marido é gente que nem eles rs de repente ele poderia entender de uma forma melhor.  O taalcoach de repente só queria fazer amigos, me dar uma dicas aí e eu levando tudo a ferro e fogo.
Pois bem, marido leu e aí o caldo entornou pro meu lado!
Ele já entendeu que eu já tinha combinado que o cara ía ser meu coach pra toda uma vida, que a mulher dele ía me catequizar e que no final do mês a gente ía receber uma bela fatura dos serviços prestados pelo coach à minha pessoa.
E quando eu vi, eu estava me justificando pro meu marido, que não era nada daquilo do que ele estava pensando! hahaha E eu me senti uma idiota.

Coach fdp!
Aí o meu sangue subiu pro olhos e disparei, no meu melhor holandês, uma mensagem direta e reta.
Perguntei ao senhor simpático se ele estava me oferecendo seus serviços profissionais de coach. Esclareci que eu não queria treinamento, coaching, conselhos, simpatias, nada para o meu setor profissional e que quando procurei pelos voluntários foi com o único objetivo de melhorar meu holandês e de ajudá-lo com o português, e que tudo isso era gratuito, trabalho voluntário. E que aquela mensagem me fazia entender algo além do combinado.
E aí? O que todo holandês faz quando é confrontado? Sai pela tangente.
Respondeu que tudo não passou de um mal entendido e ainda continuou a afirmar que a mulher deles significaria muito para mim.
Depois deste aborrecimento e com os meus dois pés atrás, pensando que eu corria o risco de me meter com gente chata, intrometida, que perderia o meu sossego, minha privacidade, eu cancelei tudo numa mensagem, que tinha todo o assunto discutido com ele, para a instituição de voluntários. 
Seria ele, na pele de voluntário, a querer engabelar seus alunos e oferecer seus serviços? Ou a instituição ganha uns trocos promovendo estes "encontros"usando o idioma holandês como isca?
Só sei que não veio uma resposta, nem do taalcoach e muito menos da instituição organizadora dos voluntários.
E eu sigo na minha zona de conforto, obrigada! E obedeci a minha mãe que nunca dá palpites, mas quando eu contei para ela o que estava acontecendo ela foi a primeira e categórica no: CAIA FORA!
Desobedecer mamys...noooit!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A ilusão...

O fato não é só falar da vida alheia, é falar de um fato preocupante. E, no meu ponto de vista, um drama.
Já passou de ingenuidade, já passou de carência apenas ou vaidade... é doença.
Faz muito tempo que não falo daquele nosso amigo holandês que tomou um golpe federal da namorada virtual dele.
Pois bem, os anos passaram. Claro que a moça não existia e tudo era uma bela lorota muito bem emaranhada ou nem tanto assim, porque a mim, nunca me convenceu.
Ele ainda acha que ela existe mesmo...mas se deu conta de que foi imprudente com as remessas de dinheiro que enviou pra perigueti virtual. Concluiu que devia ter sido mais cauteloso e que tomaria mais cuidado quando fosse buscar por uma nova namorada virtual.
A vida dele, atualmente, não está nada boa! Tá ficando velho, feio, barrigudo, desempregado e a situação financeira dele está péssima.
Dinheirinho contado vindo de subsídio do governo pra ele poder se manter.
Foi aniversário dele. Lá fomos nós - desta vez não levei bolo.
Eu não sei o que ele pensa que é... tá se achando um "chef". Socorro.
O bolo até que estava comestível, mas não tive coragem de perguntar do que era. Porém, ele estragou tudo quando colocou por cima uma coisa muito estranha que ele disse ser um creme de abacate com limão.
Você comeu? Não! Mas eu sim. Quando coloquei aquilo na boca, nem consigo mensurar a minha decepção! Amargo e azedo ao mesmo tempo! O pedaço de bolo ficou ali, inteiro. Meu marido também não conseguiu comer.
Daí ele me trouxe um café. Eu tomei o primeiro gole na esperança de tirar aquele gosto horroroso do bolo da boca. E, foi pior. 
O café estava um fracasso. Ele me disse com um ar engraçadinho que o café tinha ficado muito forte e ele resolveu esquentar um pouco de água e misturar! Você bebeu? Não! Eu também não e falei que aquilo estava horrível. Ele fez outro, claro que não!
Ahhh os "hapjes".
Eu até que passei a achar gostoso os melão enrolados nos presuntos, os ovos cozidos, os pepinos, os minduins... mas o que ele inventou... pepinos em rodelas com uma faixa de curry por cima! Você comeu? Não!  E ainda bem.
E a bebida????
Água gelada aromatizada! Chique seria se a coisa tivesse ficado boa. A água estava aguada! Sério...á agua tinha um sabor azedo, indefinido....ele disse que tinha deixado a água em repouso com cascas de limão!
Bom, ele nos fez de cobaia... só pode.
E adianta falar? Não. Porque ele acha que é só uma questão de diferença de gosto. E, claro, financeira, porque ele disse que tem que economizar.
Mas a coisa agora está no seguinte pé: outra namorada virtual. E o que está acontecendo de novo? Tudo de novo!
Dizem que a gente está nesta vida porque precisa aprender algo, evoluir, crescer e aprender com os erros. Esta teoria para ele, não funciona. Não aprendeu nada.
Eu não sei agora de onde ele tirou dinheiro para comprar a passagem de avião pra ela vir pra Holanda. 
Deve ser da coca cola, do café que ele aumenta com água morna, do creme de abacate ao invés do chantilly no bolo.
Ahhh está com o último top aparelho de celular...
Agora me digam... é pra isso que subsídio do governo serve? 
Bom, não é meu direito julgar o que ele decide fazer com o dinheiro...mas reclamar depois que tá sem dinheiro pra comer, pra comprar uma sandália nova pro verão...por favor, né? Ainda bem que eu não vi o celular novo, não escutei a ladainha porque eu iria brigar com ele.
Mas sobre a namorada virtual, foi ele mesmo que me contou! Disse que a moça chega em poucos dias.
É claro que ela não vem! Vai inventar algum problema. Afinal coitadinha, é órfã e mora com a tia num país lá no meio da África! Mas uma coisa é certa: ela quer ter filhos com ele!
Aí é onde eu paro pra pensar: se tem gente com baixa auto estima, a dele está lá nas alturas.
Sabe, não é querer que a pessoa se menospreze, se subestime mas é preciso ter uma boa dose de autocrítica e senso de realidade para com nós mesmos!
E ele precisava de uma dose cavalar de noção de realidade, humildade e autocrítica.
Ele nunca segue a nossa linha de raciocínio. Pra ele só conta o que ele pensa e o que ela - que ele nunca viu antes - diz.
E falta de mostrar programas na TV não é. Ele simplesmente não se vê naquela situação.
Como pode?
Ai ai ai... a coisa já está indo pros níveis da loucura.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Em busca de um rebanho

Deixa eu contar pra vocês o que "anda pegando".

Depois que a minha tia faleceu, em julho deste ano, eu acho que minha mãe meio que se aborreceu. Afinal, minha tia e ela íam para tudo quanto era evento, passeios e sempre estavam juntas, almoçando, tomando um café e se falando dia a dia. Para a minha mãe foi uma perda muito dolorosa.
Aí, pra dar uma renovada nos ânimos, meus pais decidiram voltar para a cidade de nossa família, no interior. Eles já vinham pensando nisso há algum tempo, porém, de fato, nunca tinham mesmo decidido voltar.
Eu não gostei muito da ideia, não! Falei para que eles pensassem bem e escutei algumas considerações: de que a casa estava grande, precisando de reformas, que nem ninguém aparecia mesmo e que era mais acertado voltar para a nossa cidade, para um casa menorzinha e mais ajeitada pra eles dois.
Voltaram. E isso completou 3 meses.
Parece que meu irmão apareceu para ajudar. Visitar mesmo meus pais, fois apenas duas vezes nestes três meses, o que eu acho uma tremenda falta de consideração.
Dois primos ajudaram depois que a mudança chegou.
Minha outra tia, a irmã mais velha de minha mãe, que já fez 82 anos, ficou feliz da vida.
E vou dizer para vocês o seguinte: acabou o sossego dos meus pais! FINITO! A casa deles está um entra e sai de gente. 
Já começa pelo meu pai, que acha que os velhos conhecidos ainda são amigos e chama todo mundo que encontra na rua pra ir tomar café lá em casa. Nem preciso dizer que minha mãe não está muito contente com isso.
Já viu, o povo de interior como é. Chega sem avisar, não vê se é hora de almoço, de descanso, de janta. Não pergunta nem se é conveniente a hora. Entra, senta e se instala.
Eu tenho algumas roupas minhas lá, de verão. Outro dia, no meio de um temporal, baixaram lá em casa uma prima e a filha dela. Ensopadas. Nem preciso dizer que duas blusas minhas se foram. Minha prima, que está quadrada de gorda, ainda viu um vestido meu e pediu para ela. Olha a audácia! Claro, minha mãe não deu e disse a ela que o vestido não serviria nela. Ela ainda olhou desconfiada.
Até aí... vai se levando...
Agora a bomba mesmo foi uma prima que há anos nunca mais apareceu, nunca ligou, nunca visitou.
Uns fins de semana passados, surge a prima, marido e um casal desconhecido. Anunciaram a novidade: começar uma igreja!!!!
Minha mãe foi na primeira reunião. Não teve escapatória. Bom, não teve porque não quis falar nada. Sabe aquela coisa do achar chato...vamos lá, o que custa?
Começaram lá as orações com meia dúzia de gatos pingados. O meu primo cedeu a sala da casa onde ele tem a empresa dele.
O tal casal desconhecido era os pastores, líderes, representantes da igreja ou sei lá como denominar.
Oraram, pularam, dançaram, gritaram!
Depois teve lanchinho. Minha prima sugeriu ao grupo que todo mundo levasse algo para o próximo encontro.
Quando minha mãe me contou, eu, primeiro, ri. Porém depois, fiquei preocupada. 
Talvez meus pais estivessem correndo sérios riscos de sofrer golpes. Eles não são idiotas, mas estão numa idade em que parece que se tornaram ingênuos... Ahhh mas a L, sua prima, é tão bozinha. Boazinha? Quantos anos sem ver, sem saber da vida dela? A gente não conhece ninguém mais nessa vida, não. Quem dirá depois de anos sem notícias e convivência.
Minha mãe me assegurou de que iria falar que não iria fazer parte do grupo.
E o que aconteceu?
A prima apareceu lá em casa e arrastou minha mãe, de novo, pra tal reunião. E depois o lanche foi lá em casa! Abuso total!
Detalhe: o primo, que cedeu a sala, já tirou o corpo fora com a esposa dele. Disseram que tinham compromisso. Não sei até quando eles darão desculpas ao invés de chegar e deixar claro de que não querem participar.
Minha mãe disse que falou sério com a minha prima de que não interessa participar desta igreja deles. Como eu a instruí. Porque lá veio ela dizer que daria desculpinhas. Eu fui contra e a instruí de outro modo. Simples: que fosse direta, que desejava boa sorte mas que ela não vai participar e ponto final!
Se a minha prima aparecer lá de novo com conversinha mole, tô vendo que serei obrigada a encorporar a holandesa que existe dentro de mim!
Depois de anos nestas terras gélidas e vendo como holandês faz, eu tenho que ter aprendido algo, né não?
Aleluia!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A diferença entre "bloemkool" e "courgette"

Pois é... eu acho que a caixa do supermercado tem que ser treinada de novo.
Porque ela não sabe o que é uma "bloemkool"


E o que é uma "courgette"



Lá fui eu pro supermercado - já tinha visto as ofertas, lóóóóóógico. 
Até tinha 5 euros em dinheiro vivo na carteira - porque aqui usamos muito o cartão de débito pra tudo - e eu, normalmente, não tenho dinheiro mesmo comigo. Quase nunca saco dinheiro.
Mas enfim, peguei o que tinha que pegar entre as ofertas que eu já tinha selecionado. Aliás, fui mais por causa de um pão caseiro/artesanal integral já que era produto novo na loja.
Peguei lá mais umas miúdezas e, voile, fui para o caixa, certa de que a compra não ficaria acima dos 5 euros.
Advinha se não tive que passar o cartão?!?!? 
O total da compra deu mais do que os meus cálculos mentais! Estranhei e paguei com o cartão do banco. Será que tô tão ruim assim de matemática?
Ela me enrolou pra me dar a notinha da compra. 
Normalmente, todos os caixas sempre perguntam se você vai querer a notinha. Às vezes, eu digo que não preciso e já saio andando. Porém, desta vez, fiz questão de pegar... e o que achei estranho é que ela já começou a passar a compra da pessoa seguinte. Numa dessas a pessoa nem liga, sai imediatamente. Mas eu, não.
Peguei a nota e vi! Claro, ela cobrou pela "courgette" o preço de uma "bloemkool". Na hora reclamei. Ela pediu desculpas e disse que eu precisa ir no balcão de atendimento ao cliente para eles corrigirem. Era uma diferença de 1,10 euro, cara! rs
Recebi de volta os meus trocos.
Mesmo assim, a conta ainda não batia!
Olhei de novo e, bingo! Outro item cobrado sem desconto que era justamente o tal pão especial que eu queria tanto experimentar.
Voltei de novo e mostrei pra mulher!!!! Mais 40 centavos de volta.
Ela me pediu mil desculpas pelo inconveniente!
Eu fiquei muito danada da vida! Caramba, e se eu não olho?!?! Parece pouco, mas 1,50 é, por exemplo, um pacote inteirinho de pão que dura dias!
E desaforo, né, os produtos todos em oferta e eles te cobrarem os preços "normais".
Não, não e não...reclamei mesmo!!!
Fiquei pensando depois em quantas pessoas que não conferem as suas compras!!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Código de barra, pra quê?



Às vezes, o supermercado recebe umas coisas bem legais de utensílios variados, móveis, roupas e sapatos. 
Normalmente quando vejo que o artigo é bom, se estou precisando e o preço tá convidativo, eu compro alguma coisa. Trago para casa, experimento e se não serve acabo indo devolver no mesmo dia.
Hoje foi assim. Achei um par de tênis super fofinho, encontrei meu número, passei pelo caixa, paguei e, aqui em casa, experimentei. Bom, não era exatamente o que eu esperava e, então, resolvi devolver.
Pensei em devolver primeiro o par de tênis, mas ía atrapalhar o rapaz que passava as compras de uma outra pessoa - e sempre tem cliente que acha que você tá furando fila e te olha torto - e como eu tinha coisas para comprar, faria tudo de uma só vez depois.
Fui para dentro do supermercado, peguei o que precisava e me dirigi direto ao caixa. 
Paguei pela minha compra e avisei o rapaz de que tinha uma devolução a fazer. Aliás, o par de tênis estava na esteira do caixa com a respectiva nota fiscal. Aí ele chamou lá um tipo de supervisor para dar baixa e autorizar a operação de devolução.
Ok, até aí, tudo bem. Só que o supervisor, um rapaz bem gentil, disse que, numa próxima vez, se eu tiver algo para devolver que eu vá primeiro ao caixa, fazer a devolução e só depois, se for o caso, entrar para o supermercado. 
Eu disse que como eu tinha que fazer compras também, fui direto para o supermercado para passar uma única vez no caixa.
Ele agradeceu e falou que tudo bem.
Daí eu saí do supermercado e fiquei pensando que diferença fazia em devolver antes ou depois.
Bom, como eu não sou uma meliante, me custou a cair a ficha. Claro, óbvio...eu poderia ter entrado, ter pego outro par de tênis e fazer a devolução como se fosse aquele que eu tivera comprado - e o meu tênis já em casa, seria grátis. Ohhh hein, people, não façam isso em casa, é feio!
Mas daí eu pensei, né, de novo que não pode ser assim tão fácil.
Me caiu a ficha de novo...e pensei na p*rr@ do código de barra, para que serve então?
E se eu, ao contrário de devolver, quisesse comprar o mesmo par de tênis? Tá, eu sei, ninguém faz isso, mas supondo, o produto seria cobrado de novo e o sistema não reconheceria que aquele código de barras já tinha sido lido?
Eu hein... que controvérsia! Fala sério!
Código de barra serve pra quê então, people?


PS: Marido acabou de explicar - com aquela cara do você não fez o que eu estou pensando que você fez - que serve apenas para determinar um produto e seu preço na hora de passar no caixa e nada mais.Ou seja, todos os pares de tênis do supermercado têm o mesmo código de barra, indepentende da cor, do número e modelo.
O sistema bem que poderia ser mais inteligente, né não?


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Retalhação?!?!?!

Aqui a gente recebe alguns jornais semanais gratuitos. 
É bom porque eu me situo com a programação da cidade, com que o tá rolando e até possíveis vagas de emprego que me interessam, apesar que estas desapareceram do jornal e já tem é tempo, viu! rs
Ah, claro, tem os folders com descontos, ofertas semanais do supermercado.
Até aí, ok, porém o jornal começou a ser entregue com atraso. Tem graça ler jornal assim? Ver que teve um evento legal no fim de semana e que você perdeu? Tem graça ler notícia velha? Não preciso né receber jornal com dias de atraso? Só para me dar o trabalho de colocá-lo no lixo?
Lá na parte editorial tem o endereço de e-mail para reclamações. E eu enviei um e-mail, claro.
Recebi uma resposta, me pedia o número de casa e o código postal.
Huuummmm, na hora pensei que não seria uma boa. Ué, pra quê?
Veio a outra resposta me explicando que eles têm vários entregadores no mesmo bairro e eles precisavam saber para poder melhorar o serviço. Talvez colocar o entregador do jornal no tronco, dar umas chicotadas nele, fazer ele ajoelhar no milho por não entregar o jornal no dia certo, sei lá ...rs
Ok, dei a resposta! Prestou? Claro que não recebi mais o jornal! Pensei até que, de repente, dispensaram o entregador e ohhh, minha culpa, todo mundo agora ficou sem receber jornal. Que nada!
Ontem, à noite, quando chegamos, o jornal estava em todas as outras caixas de correspondências, menos na de quem???? Na minha caixa de correspondências, claro!
O que deduzimos que estão me retalhando! E, claro, continuam entregando o jornal com atraso para os outros! Marido me explicou a técnica usada pelos malandros: eles param de entregar para quem reclamou e continuam com o serviço mal feito para os outros que nem percebem nada. Aí quem reclamou, como não recebe mais, esquece e pronto. Só que eu, eu não esqueci! rs
Já enviei outro e-mail querendo saber porque o entregador entrega para os meus vizinhos, menos para mim. Ele está bravo comigo? rs
Veremos!