A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Uma realidade na Holanda: o preconceito no mercado de trabalho

A gente só toma conhecimento de um fato quando a gente o sente na pele.
Holanda está na lista como sendo um dos melhores países do mundo para se viver, trabalhar, estudar, constituir família. 
Apesar de muita gente reclamar de pormenores, por aqui se vive bem mesmo com certas circunstâncias desfavoráveis. Naturalmente, os problemas existem porém num panorama menos significativo ou de menor impacto social.
Agora um problema que não acaba e que, pelo visto, só aumenta é o do preconceito no mercado de trabalho. É uma realidade.
Muitos, mesmo qualificados e bem formados para atuar no mercado de trabalho, são ignorados por ele, ou melhor dizendo, pelos holandeses que selecionam. E, às vezes, nos deparamos com outros estrangeiros mais preconceituosos ainda.
Resolvi falar disso porque foi o assunto principal do jornal nacional aqui ontem à noite.
Estrangeiros em geral precisam escrever muito mais cartas para solicitar um emprego do que um holandês.
E digo, mais, aqui vale muito a questão do "QI". Uma indicação é tudo, mesmo que você nem tenha aquele "diploma".
Às vezes, o holandês lá nem é tão qualificado para a função mas entre ele e um estrangeiro qualificado, a vaga, muitas vezes, vai para o holandês. Claro que não é um padrão. Funções muito específicas ou muito técnicas podem ter estrangeiros como funcionários já que não se encontrou um holandês para tal fim.
E é uma realidade que eu conheço desde que cheguei neste país. E chega ano e passa ano...tudo continua igual ou pior. 
Não dá para acreditar que num país tão desenvolvido, tão perfeitinho com fama de liberal e moderno ainda tenha enraízado este preconceito.
A média de cartas para ser receber um contato da empresa ou ser chamado para uma entrevista segue abaixo:

Média de cartas de solicitação por nacionalidade

O primeiro entrevistado, disse ter passado por entrevistas e ter a sua formação e experiência elogiados, um ótimo CV e nunca mais ouviu nada de resposta.
Uma hora você ouve que a dificuldade com o idioma é uma barreira...mas muitos já tem domínio do idioma porque nasceram aqui ou se formaram aqui, mas não são "holandeses".
Para quem tiver interesse em assistir ao jornal, clica NOS

Aqui, Universidade de Utrecht, um texto sobre a pesquisa: "Gediscrimineerde sollicitant kan weinig doen om baankans te vergroten" - Solicitantes discriminados pouco podem fazer para aumentar a chance a um emprego.
Um trecho interessante:
"We zien ook dat minderheden met een achtergrond in het Midden-Oosten, Afrika of Latijns-Amerika het meest gediscrimineerd worden. Specifieker was te zien dat minderheden met een Turkse, Marokkaanse of Antilliaanse achtergrond in sterke mate worden gediscrimineerd door werkgevers, terwijl werkgevers minder negatief lijken te staan tegenover minderheden van Surinaamse herkomst" - "Também vemos que as minorias com antecedentes no Oriente Médio, África ou América Latina são as mais discriminadas. Mais especificamente, foi visto que as minorias de origem turca, marroquina ou antilhana são fortemente discriminadas pelos empregadores, enquanto os empregadores parecem ser menos negativos para minorias de origem surinamesa".
 
Eles próprios não conseguem concluir quais aspectos extamente causam a discriminação. Oras...é estrangeiro ou decendente de um: FORA! rs 
Um trecho no final do texto conclui:
"Nossas descobertas mostram que a atual discriminação étnica no mercado de trabalho holandês não se pode explicar." De acordo com os pesquisadores, pesquisas futuras devem, portanto, focar mais em como imagens / estereótipos e preconceitos negativos de empregadores influenciam as chances de minorias étnicas."
Ou seja, tem que perguntar aos holandeses recrutadores. 
Outros pontos são abordados aqui: "Zoveel brieven moet je extra schrijven met een andere etnische achtergrond" - Quantas cartas extras você precisa escrever tendo/sendo de uma outra etnia. 
Pontos como melhorar o seu CV, investindo em cursos ou em uma outra profissão até, pouco ou em nada ajudam. 
Cozinheiros e desenvolvedores de software têm maiores chances no mercado de trabalho, 58% e 54% respectivamente. No entanto, há que se observar que o mercado de software é da Índia...desconheço o dos cozinheiros rs


As chances para trabalhos em aréas administrativas são muito pequenas, apenas 18%. Realmente os holandeses são os queridinhos. O que eu já constatei mesmo sem ter lido pesquisas.


E há os projetos que oferecem "os discriminados"para trabalhar de graça por um determinado período em "estágios" para provarem que são tão bons quanto funcionários holandeses! Nossa, isso pra mim é o fim. Mas se é uma chance, uma luz no fim do túnel. É, gente...complicado.

terça-feira, 16 de julho de 2019

O Natal

O sonho de uma mesa assim no Natal
 É...eu sei que está um pouco cedo demais para falar do Natal deste ano. 
No entanto eu vou falar é do Natal do ano passado mesmo, do qual eu não me esqueci. 
E senta que lá vem história!
Quando tivemos o Sinterklaas em família no começo de dezembro, que vem acontecendo, talvez, pela terceira ou quarta vez na casa da minha cunhada mais velha, desde que o estado da minha sogra se agravou e ela ficou incapacitada de organizar os eventos familiares. Minha cunhada, que tem três filhos e uma casa grande e confortável para receber todo mundo, oficializou o Sinterklaas na casa dela. E, no embalo, o Natal também vinha acontecendo por lá. Com o detalhe de que todo o resto da família mora na mesma cidade.
Eu levava as sobremesas. Sobremesas feitas por mim, com todo capricho. 
No Natal de 2017, elas sugeriram fazer uma troca. Eu deveria levar algo para a ceia. A cunhada mais nova levaria a sobremesa e a dona da casa faria a ceia das crianças.
A tonta aqui - que leva a sério reuniões especiais - preparou uma ceia daquelas...arroz de Natal, com tudo que se possa ter direito, pernil, saladas variadas. Olha, poderia organizar um serviço de buffet...e levei tudo para a casa da minha cunhada.
A cunhada responsável pelas sobremesas...ahhh quanta praticidade...comprou sorvete do supermercado. As crianças não gostaram muito, não. Acharam que eu tinha levado também a sobremesa.
Porém, ano passado, minha cunhada veio falar comigo. Sugeriu que o Natal fosse na nossa casa, para dividirmos os eventos.
Bom, fui pega de surpresa. Meu marido ainda perguntou se seria prático para todo mundo, já que teriam que pegar estrada e sabe como é em época de inverno...pode nevar, ter tempestades e atrapalhar tudo.
Eu concordei meio assim...pensei na falta de espaço para todos, fiquei pensando em como arrumar a mesa, em quantos lugares...
Disse que elas lá deveriam ver quem ficaria responsável pela sobremesa, pelo menu dos filhos delas e por algo a mais para a ceia, para termos uma variedade na ceia dos adultos.
Uma semana antes eu já tinha o menu definido, fui às compras, me organizei e dois dias antes me enfurnei na cozinha.
Uma coisa eu não deixei de fazer. De ir ao concerto de Natal, na noite do dia 24. Eu acho muito especial e lindo. Mesmo toda ocupada na cozinha, me arrumei e fui.
A ceia aqui em casa foi no dia 26, no segundo dia de Natal.
Meu sogro mesmo não veio, como eu imaginava. Ele não gosta de pegar estrada de noite, principalmente no inverno, que escurece muito mais cedo. Pelo menos, trouxeram a minha sogra.
E esta turma chegou, entrou e se instalou.
Minha cunhada trouxe legumes crus - que aqui eles chamam de rauwkost salade - e fez uma salada para as crianças e o extra dela para a ceia foi uma "rollade", que é uma carne prensada enrolada, sem gosto de nada do supermercado.
A minha cunhada mais nova trouxe sobremesa do supermercado: Profiteroles congelado.
Ou seja, nada de especial. Esforço zero.
Fiquei pensando no meu trabalho, na minha dedicação e da falta de empolgação das minhas cunhadas e não fazer algo de especial para o Natal.
Eles, claro, amaram. Comeram tudo o que puderam e só sabiam dizer que estava tudo uma delícia.
E quando foi a hora do café, depois da comilança, o namorado egípcio da minha cunhada (que agora é ex, ela terminou com ele no começo deste ano e já engatou com um marroquino) respira aliviado e diz:
_Nossa, como é estressante esta época né, com todas estas obrigações! Ainda bem que acabou esta história de Natal!!!!


Nossa, choquei... o cara veio aqui, comeu feito um camelo recém chegado do deserto, não fez nada e ainda se sentiu aliviado que tudo acabou. Que cara de pau!
Olha esta foi boa!
E todos se foram...e eu fiquei com a minha pia abarrotada de louças e uma casa para limpar. Sim, porque a criançada anda por tudo.
Fiquei com um sentimento de frustração.
Não sei o que será este ano... sei que tem tempo ainda...porém não quero mais.
Meu marido me disse que o meu erro é pensar no que eu fiz e no que os outros não fizeram. Até concordo com ele. Eu tenho que fazer de bom grado e pronto! Só que você vê o seu esforço porque é uma data especial e as outras trazendo uma "rollade" e uma sobremesa de supermercado????
Parece deboche, isso sim.
Eu levo muito em consideração a relação interpessoal: zero. Só nos vemos em festinhas de aniversário de sobrinhos, quando, como tios, temos que comparecer. Raramente nos visitamos ou combinamos algo para fazer em comum. Vez ou outra as crianças vêm para ficar com a gente. 
Aí parece aquela obrigação de ter que reunir porque se lembram que é família. Passou o ano todinho e ninguém nem aí. E quando é obrigação, pra mim, é coisa chaaaaata. Por isso o meu desânimo...esta que é a verdade.
Só sei que este ano...sei não...estou pensando seriamente em dar um perdido nesta holandesada ou juntar-se a eles na maneira de fazer a ceia...potinhos com tudo pronto do supermercado. Fácil, fácil...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Me desculpem o trocadilho

Mas está mais fácil de receber mensagens dos que já se foram deste mundo, pro além, do que dos vivos que aqui ficaram!
É...
Falando com minha mãe, ela feliz porque meu primo ligou dizendo que os pais enviaram mensagens - do além, já que são falecidos há alguns anos.
Bom, sem tratar da questão religiosa ou crença, não é o objetivo aqui, apenas narrando uma situação porque não dá para perder a piada.😄
Ela me contou o conteúdo da mensagem e foi legal ter sabido como as coisas andam do lado de lá.
E eu pensei com meus botões...pois é...
Eles, de lá do outro lado, se dignaram a mandar uma mensagem.
Os vivos, cá entre nós, conectados 24 horas em seus telefones, com internet, com super smartphones, webcam...aplicativos diversos, nem para escrever uma frase, ali rapidinho, só pra avisar:
"Oh, não vai dar para falar com você agora. Até mais."
É...é assim!😒

terça-feira, 23 de maio de 2017

O mercado de trabalho

Ontem apresentaram a primeira parte de um programa que resolveu especular sobre o desemprego entre as pessoas acima de 50 anos.
Olha, muita coisa que eu vi no programa, eu já pensava que era aquilo mesmo...e não precisou ninguém me falar nada. Aliás, eu evitava falar pois muitos achavam que eu falava bobagens.
Pois bem, eu mesma poderia ter apresentado o programa ontem. Não que eu seja uma expert e possa discorrer sobre o tema com propriedade, longe de mim. O conceito que formei está baseado na minha vivência por aqui ao longo destes anos. Nas dificuldades que enfrentamos e em tudo que vamos constatando.

Quando você chega aos 50 anos, a sua chance no mercado de trabalho é de 10%. Se você já tem 60 anos, esta chance cai para apenas 3%.
Aqui existem siglas para os diversos tipos de subsídios que uma pessoa pode receber do governo. Em diferentes instâncias. É uma confusão só. Você tem o seguro desemprego, logo após que você é demitido. Se você não consegue voltar ao mercado, você vai para uma outra categoria e periga você ter que se desfazer da sua casa, caso pague hipoteca, ir para uma casa social e receber uma pensão para ir passando.
Também se constatou que o sistema como está, promove que "as pessoas se tornem cada vez mais pobres". Claro, sem emprego, sem dinheiro!
O perfil do mercado está para empregos de contratos curtos, com determinadas cargas horárias. Mas isso não significa que quanto mais você tem contratos, e horas trabalhadas, você terá ganhos, ao contrário. Vários contratos significam muito mais descontos em impostos.
Eu achei muito interessante toda a análise. A realidade é cruel.

Aliás, uma das coisas que mostraram e que nomearam como "indústria do desemprego", porque, claro, tem gente que lucra com isso, em cima dos desempregados. Me refiro a estes diversos programas de puro bla bla bla a que estas pessoas desempregadas são obrigadas a participar. E a pesquisa sobre a eficácia destes programas de recolocação/motivacional/atualização duvidam do seu sucesso.
Claro que você pode se atualizar profissionalmente ou até mudar de profissão já que muitas funções se extinguiram. No entanto, tem um pequeno detalhe: a tal vocação.
E se você é estrangeiro a coisa fica mais complicada.
Eu me lembro do curso de integração, onde foram oferecidos cursos técnicos de formação profissional: cuidadora, enfermeira, cabeleleiro, jardineiro, padeiro...enfim...se você tem vocação, ótimo.
Agora quando você já se matou de estudar, tem diploma, trabalhou, tem experiência  estas coisas já podem não ser tão atrativas. Pior é não receber nenhum apoio, claro, a não ser que você deseje virar uma cuidadora. Ou seja, tem que ir ao encontro dos interesses daqui e não do seu próprio. E se eu não quero ser cuidadora, nem manicure, nem babá? 
Claro, dependendo da situação, a gente não tem como escolher, não é mesmo?
Ah mas a coisa é não é tão ruim assim, afinal as pessoas recebema ajuda. Pode até ser. A realidade é esta mesmo, quanto mais velho, mais complicado ficar no mercado de trabalho. E isso deve acontecer no mundo todo.
Agora quando você só pode se aposentar aos 67 anos, como é que fica? Todo mundo quer ter trabalho.
E o número real de desempregados é bem maior do que o divulgado. Pois se você tem apenas uma hora de trabalho na semana, você não entra na estatística. Assim como as pessoas registradas como "autonomas". Não importando se elas estão ativas ou não.
Semana que vem terá a segunda parte.

"Radar Extra Ze sturen honderden sollicitatiebrieven en krijgen vaak niet eens een ontvangstbevestiging. Laat staan een uitnodiging voor een gesprek. Vijftigplussers moeten verplicht solliciteren, maar het levert niets op. Waarom komt deze groep werklozen nauwelijks nog aan de bak? En waarom hebben we hier als samenleving geen antwoord op? Biedt een basisinkomen wellicht de oplossing? Antoinette Hertsenberg onderzoekt in een nieuw Radar Extra-tweeluik de gevolgen van een veranderende arbeidsmarkt.Deel I wordt uitgezonden op maandag 22 mei 2017, 20:30 uur op NPO 1Deel II wordt uitgezonden op maandag 29 mei 2017, 20:30 uur op NPO 1Bekijk ook de uitgebreide documentaire-pagina van 'Kans op werk: 3 procent'"

https://radar.avrotros.nl/uitzendingen/documentaires/kans-op-werk-3-procent/videos/kans-op-werk-deel-1/ 

sábado, 6 de maio de 2017

O caso da bota...

Gente, quanto tempo uma bota (ou seriam botas?) deve durar, hein? De uma marca que se apresenta com qualidade no mercado? Um ano, dois?
Há três anos, comprei um par bem bonito e forrado para o inverno da marca s.Oliver e, assim... eu sou super cuidadosa e, também, tenho outros pares de botas, ou seja, eu vario. Não uso só um par como muitas holandesas fazem: usam aquela bota praquela determinada estação até acabar. 
Digá-se de passagem, outras botas de lojas mais populares que tenho, que paguei bem mais barato, com quase nove anos de uso e que estão também super conservadas.
Eu acho três anos de uso, considerando que não andei todos os dias de todos os invernos com ela, muito pouco tempo para um calçado que deveria ser bom, de qualidade, começar a dar problema. 
Quando fui calçá-la semana passada, notei que desgrudou uma pequena parte do calcanhar com a sola. Ah, gente, fiquei tão arrasada. 
Nem se percebe muito olhando assim, mas já notei que mexeu com a estrutura da bota ao caminhar, ficou totalmente frouxa nos meus pés. Você dá um passo e sente que algo puxa o seu calcanhar, que vai para cima e para baixo. Está causando um certo desconforto.
Pra vocês terem uma ideia, tenho a nota fiscal de compra, que foi na saudosa V&D, e a caixa original, tudo em ordem.
Pensei em levá-la ao sapateiro, que aliás marido achou absurdo. Muitos consertos ficam o preço de um par novo.
Aí tive outra ideia: entrar em contato com a marca, no site deles.
Fiz email, tirei fotos, expliquei a situação e...a resposta foi um balde de água fria.
Ah, mas você depois de três anos usando uma bota, vai reclamar? 
Gente, olha aqui o estado da bota, usei pouco pelo tempo que a tenho.
Se você perceberem, do lado esquerdo está a parte solta, dá para ver um pequeno vão entre a sola e o calcanhar. No outro pé está um pouco mais solto.
Olha que a sola nem aparenta desgaste.

Acima...nem uma mancha, nem um risco, está perfeita, como nova.


E olha o solado com tudo em ordem.
Esperava que a s.Oliver se oferecesse ao menos para pagar o conserto no sapateiro ou, o que é para eles, enviar um par novo?
Eu questiono a garantia do produto, a vida útil já que a marca não é assim tão popular. Tanto que a comprei na promoção. 
A pessoa lá do atendimento ao cliente simplesmente me mandou levar a bota para o sapateiro pois já passou da garantia e me desejou um bom dia!
É assim, uma inflexibilidade!

Hartelijk dank voor uw bericht.
Ik vind het vervelend om te horen dat het product niet aan uw verwachtingen voldoet.
Helaas vallen de laarzen met de aankoop datum van meer dan drie jaar geleden buiten onze garantieregeling.
Wanneer u de laarzen nog wilt blijven gebruiken kan ik u echter aanraden om deze door een schoenmaker na te laten kijken.
Het zou eventueel een eenvoudige reparatie kunnen zijn waarna u nog lang plezier kunt hebben van deze laarzen.
Desondanks wens ik u nog een prettige dag, mevrouw ....
Met vriendelijke groet,
Frank Sterken
Het team van de s.Oliver online shop
Klantenservice

Que decepção s.Oliver!