A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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domingo, 10 de maio de 2020

Boletim corona vírus 4


https://www.rijksoverheid.nl/actueel/nieuws/2020/05/06/vermijd-drukte-houd-15-meter-afstand

Amanhã as crianças voltarão para as escolas.
As escolas de ensino básico. Voltarão num processo gradual. Nem todas as crianças terão aulas todos os dias. Soube de uma conhecida que as crianças dela irão apenas dois dias na semana. 
Salões de cabeleleiros, barbeiros, manicure, pedicure, fisioterapeutas podem voltar a funcionar mediante a várias observações como agendamento e muita higiene.
Porém tem muita gente achando que é sinal verde. Que tudo está voltando ao normal. Não, não é. A vida precisa ser retomada, mas não igual, como era antes. E as pessoas ainda não se deram conta.
Houve muita gente que resolveu ir às compras no fim de semana por causa da data de hoje: dia das mães. Lotaram as ruas das lojas.
Tivemos dias quentes e o povo se achou no direito de ir de trem para as praias. Ninguém de máscara e trens lotados.
Há quase uma certeza de que os restaurantes, bares, museus, cinemas reabrirão em junho. Também não está nada confirmado. Tudo vai depender desta experiência de volta às aulas. Se a coisa desandar, nada voltará a funcionar.
Devem "normalizar" o transporte público a partir de junho. O uso de máscara será obrigatório. No entanto, entende-se que o uso do transporte público só deve acontecer se necessário e não a passeio.
O lema de ficar em casa e trabalhar de casa segue. Mas pelo que vejo, no geral, as pessoas não estão muito cientes disso.
A Holanda não teve um colapso, mas ainda tem gente sendo contaminada, muita gente nos hospitais e gente morrendo.
Vamos ver como será o andar da carruagem depois destes dias e da volta às aulas.
Falando da família por aqui. Foi aniversário do meu sogro. Ele achou que iriamos visitá-lo. Coitado.
Muito menos, podemos visitar minha sogra. Não tivemos boas notícias dela. Está piorando, dormindo muito e esquecendo cada vez mais sobre tudo.
E os meus pais...ahhh os meus pais... mas deles eu falo no próximo post.
E não sem esquecer...Feliz dia das Mães!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O Natal de 2019

Eu vou contar como foi o Natal...
Foi na casa da minha cunhada (de sempre).
Deveria ser, pelo nosso acordo fictício, na casa da minha cunhada mais nova e folgada. Mas ela sempre dá um jeito de se safar.
Voltei a fazer as sobremesas e levei um prato salgado.
Este ano não tínhamos mais o egípcio...e sim o outro novo namorado (que é metade marroquino), com seus dois filhos. A menina de sete anos e o menino de três anos. 
Quando eu me refiro às nacionalidades deles é simplesmente pelo fato nominativo. Porque querendo ou não, isso influencia na ceia familiar. Pode beber, pode comer, pode perguntar tal coisa sem ofender? Pode falar palavrão? Pode perguntar a idade?
E era a primeira ceia do novo namorado com a gente...
Correu tudo bem. Correu. Porque não foi na minha casa! hahaha
Chegamos e o rapaz estava esparramado no sofá, doente, horrorosamente gripado! 
Não, não dá. Não pode! Mas a casa não era minha, o sofá não era meu.
A criançada alvoroçada. A filha dele...tá aí...eu não gostei muito do jeito dela...me chamou de tia! Todos os brinquedos interessantes que ela achava, queria para ela. Nosso sobrinho estava visivelmente irritado com ela que a toda hora pedia para ter tal brinquedo pra ela levar para casa. A pidonha!
Minha sogra, coitadinha, me perguntava onde estava, porquê aquela criançada gritava tanto e o que ela estava fazendo lá. Respondi várias vezes...
_Sogra, é Natal. Estamos aqui na casa da sua filha X para o nosso jantar em família.
E ela sossegava até que voltava a se inquietar e a me perguntar de novo.
E num dado momento, a nossa sobrinha mais velha apareceu, desesperada na sala, chamando pela mãe.
_Corre, mãe! Vem ver... acho que dá para limpar!!!
O menininho, filho do namorado novo, rabiscou toda a parede do quarto do nosso sobrinho (que é papel de parede) e mais as paredes do corredor dos quartos.
E o pai? No sofá, com a cara no celular. 
Problema??? Nenhum. A casa não era minha, o quarto não era meu...nem subi olhar para não passar nervoso.
Depois o menininho achou um tubo de cola, felizmente destas dissolviveis com água, e espalhou pelo chão da sala de brinquedos.
E na hora da sobremesa...o rapaz avançou no meu pudim e ainda disse que nunca na vida tinha comido algo tão bom.
Minha cunhada comeu o resto do pavê na tigela mesmo...
Eu fazia o mantra...
Huuuummmm, não é a sua casa, não são as suas paredes, não é o seu chão grudento de cola...huuuuummm abstrai, é Natal e eles amaram as sobremesas que não te pertencem mais porque você fez para a festa...abstrai...huuuuummmmm
E assim tivemos um belo Natal em família!

terça-feira, 20 de agosto de 2019

O que os pais não revelam sobre os filhos deles e você descobre depois

Resultado de imagem para criança fazendo cocô

Senta que lá vem história...
Mesmo eu dando aquele basta no vizinho mais que folgado, que batia aqui direto para pedir favorzinhos para eu ajudar com os filhos, ele veio aqui de novo, me fazer uma proposta indecente.
Em junho eu fiquei durante as três primeiras semanas com os filhos dos vizinhos. Eram apenas dois dias na semana, suficientes para eu fazer toda uma análise.
Uma coisa eu vou deixar claro: eu NUNCA me ofereci como babá, nunca me ofereci para tomar conta de crianças nem por camaradagem porque eu sei que vira abuso. Eu mesma nem filhos tenho. No entanto, como ele disse que não tinha mais para quem pedir, ele veio falar comigo porque ele sabe que as crianças me adoram. (Golpe emocional...porque não queria pagar mesmo alguém ou uma creche que tem um valor muito maior do que eles me ofereceram, aliás, nem me pagando o valor real eu teria interesse)
A senhora que cuida das crianças estava impossibilitada de vir e teria que ficar um tempo afastada.
Enfim, não custava ajudar. Aceitei a parada.
A menina já tem sete anos. Na primeira semana, correu tudo bem. Eu tinha que buscá-la na escola e levá-la pra aula de dança. Não precisava ir buscar da dança. O que, na segunda semana, isso mudou. Já me pediram para ir buscar a menina e ficar com ela até que uns dos pais chegasse.
No primeiro dia com o menino, que era o dia todo, foi meio chato. Ele não queria dormir e me chutou na hora de trocar a fralda. E eu tinha que ir buscar a menina na escola também e ficar com eles o dia todo. Eram dez horas initerruptas de trabalho. Era o dia mais cansativo.
Comecei a analisar que lógico que a mãe preferia ir trabalhar mesmo. Aliás, não sei porquê ela resolveu ter filhos. O perfil dela é o da mulher de carreira. O trabalho sempre em primeiro lugar. Filho doente não amolece o coração dela, não. Viaja, sai em fim de semana sozinha....filhos? Ficam com a avó, com o marido, comigo, com quem ela conseguir arranjar.
Segunda semana com a menina...ela já não me ouvia muito bem. A sacola dela com a roupa da dança não estava pronta conforme os pais me prometeram que estaria. Ela me mandou procurar a sacola como se falasse com uma serviçal. Oi? 
E me perguntei: o que estou fazendo mesmo tomando conta destas crianças????
No segundo dia, da segunda semana, o menino de novo fez birra no parque. Eu olhei bem para a cara dele e disse que se ele não parasse com o show, eu iria deixá-lo ali sozinho e iria embora. Ele parou na hora...não quis correr o risco. Drama na hora de colocar para dormir o sono da tarde.
A menina foi para um aniversário e eu não precisei buscá-la na escola.
Terceira semana...primeiro dia com a menina. A criatura saiu da escola com uma cara de horrores. Me ignorou. Não trocou uma palavra comigo, enrolou para pegar a bicicleta e eu a chamando pois o tempo era curto entre a saída da escola e a aula de dança.
Em casa para pegar a sacola, ela resolveu que queria jogar no telefone. Perguntei se ela queria ficar em casa. Ela respondeu, grossamente com o diabo no corpo, que não, que iria pra aula de dança. Eu apenas disse para ela se apressar pois ela já devia saber do tempo restrito. Tensão!
Chegando na escola de dança, todo mundo do lado de fora. A escola estava fechada. Ela me olhou e ordenou que eu fosse embora, que não precisava ficar lá e se esquivou de mim. Eu disse que eu não a deixaria sozinha enquanto a escola não fosse aberta. Ela fechou a cara e saiu de perto de mim. Eu fui atrás dela e disse que ela não precisava ser grossa daquele jeito e eu era responsável por ela e se ela não tivesse aula, teria que voltar para casa. E nestas, todos os outros pais olhando para a minha cara, afinal nunca ninguém tinha me visto com a menina. Devem ter pensado que a bruxa aqui estava maltratando a doce e pequena criança. Foi constrangedor.
Apareceu alguém, abriram a escola e ela entrou. Depois voltei para buscar e a menina seguia mal humorada.
No final do dia, eu dei o meu veredito. O pai chegou para buscá-la e eu avisei que eu não iria mais buscar e nem levar na aula de dança.
O pai tentou argumentar, desesperadamente, dizendo que ela era assim mesmo, alguns dias fáceis outros difíceis. Que era o mesmo com a babá, com a avó, com ele. Pensei: se eles aceitam esta apurrinhação, eu não. Não sou babá e nem parente. Primeiro que eu simplesmente NÃO PRECISO passar por isso. Segundo que,quando eu pensava no valor que me pagavam...o mínimo do mínimo, eu já me achava uma trouxa. 
E daí eu me interessei em pesquisar sobre este universo maravilhoso de tomar conta de crianças.
Encontrei um site só sobre oppas, nanny, gastouders, aupair. Para cada modalidade é um tipo de atividade e um valor. Me dei conta que minha função era a de nanny e eles trataram tudo como oppas, naturalmente, banalizando e baratizando a situação. Claro, eles mesmos não ficam com os filhos...filhos é que nem compromisso social: férias, sair para passear, participar das festinhas na escola... dia a dia mesmo, eles nem sabem o que os filhos fazem. Chegam no final do dia, dão a janta e colocam para dormir. Finito.
A mãe também tentou argumentar, de noite, quando chegou do trabalho e contou que conseguiram descobrir que a menina brigou na escola e por isso estava com o "diabo no corpo". Que o problema não era comigo.
Eu continuei firme na minha decisão e não voltei atrás e falei que ajudei até onde pude, que eu mesma nem filhos tenho e foi uma escolha consciente. Tipo, não vou cuidar dos filhos dos outros.
É muita responsabilidade. Eu já estava ensinando bons modos à menina que já está bem grandinha para sentar de pernas abertas usando vestido. Me chamem de careta. Precebi que a menina é safadinha. Na frente dos pais, uma coisa, por trás outra. É...complicado e resolvi cair fora antes que eu pudesse me dar mal.
Cheguei até a emagrecer de ficar pra cima e pra baixo!
E no último dia, o golpe final. 
Depois de ficar de vai e vem, buscando a menina da escola, levando pra visitar a babá e depois bucar de novo e, junto o menino no carrinho, os levei brincar no parque.
Tudo tranquilo até que a menina chegou dizendo que queria fazer cocô. COCÔ!
Ohhh céus...vamos para a casa. Ela disse que não daria tempo. Abaixou as calças e fez ali mesmo, no meio do parque como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Não, eu não podia acreditar!!! É assim mesmo? Será que eu tinha que recolher o cocô dela que nem se faz com cachorro? Pode isso, Bial????? 
Será que eu tinha que ter perguntado aos pais? Sua filha faz cocô em qualquer lugar ou ela prefere o banheiro? Qual o horário?
Olha...ainda bem que foi o último dia!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E já é quase Março...

Parece brincadeira mas o mês de fevereiro já acabou!
Já foi dada a abertura para mais um período de aniversários na família e quase toda semana tem uma festinha.
As crianças estão crescendo, se desenvolvendo e mostrando cada um a sua personalidade...
Estão todos bem espertos, mas para o meu gosto, certas coisas deviam ser mais comedidas...papo careta, né? Fato que os pais de hoje estão muito condescentes e eu não sei que tipo de adultos teremos aí no futuro.
Aqui eles têm tudo o que querem. Esquiam nas férias, viajam para lugares maravilhosos nas férias de verão. Tudo do bom e do melhor sim, ou nem tudo. Alimentação...por exemplo, fico boba como se entopem de porcarias. Mas se os pais tem hábitos duvidosos, difícil passar bons hábitos aos filhos.
Uma das meninas me preocupa. Os pais separados. Aos quatro anos é tão esnobe. Tem um Iphone, velho, mas tem, apenas para se entreter com joguinhos. Minha cunhada acha o máximo...como a filha é esperta. Porém a de dois anos também quis um aparelho de celular para chamar de seu. O que a minha cunhada fez? Deu um Iphone, usado, para uma criaturinha de dois anos!
A gente aqui fica indignado e engole seco. Qualquer coisa a ser dita é ignorada, afinal não somos pais.
Eu vou adotar a postura do nada vejo e, assim, nada sinto.
Gostaria de ver algum valor no comportamento destas crianças, gostaria de ver algum sinal além da inteligência e esperteza de cada uma delas.
Eu sei, são só crianças agora... e muita água ainda tem para rolar por debaixo da ponte...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A vizinha folgada... socorro!

Colega, você aí, minha amiga, que é mãe, que resolveu enfrentar a grande aventura da maternidade.
É uma decisão sem volta a decisão de ter filhos. Acredito que você tinha em mente esta ideia quando resolveu ser mãe, idealizando aquele rostinho fofinho, as risadinhas banguelas e todas as fofurices que só um bebê tem. Com quem será que irá se parecer? Será lindo como o pai? Terá a inteligência da mãe?
Pois é, e espero também que você tenha levado em conta as noites em claro, que podem ser muitas no decorrer da vida inteira e por vários motivos. Dos choros infinitos de cólica e mazelas diversas. Das birras e malcriações. Das brigas sérias, do desrespeito...porque uma hora tudo isso acontece...em umas famílias mais, em outras menos...mas acontecem.
E aí você tem o seu primeiro filho e resolve ter o segundo, o terceiro, o quarto...
Se você vive longe da família e, ainda por cima, num país estranho e frio...você terá que ser quase ninja.
Saiba que ao decidir ser mãe, você vai triplicar suas obrigações e tarefas diárias. Mas tudo isso é fichinha, afinal tudo vale a pena quando se recebe o carinho de um filho.
A escolha é de cada um.
E considerando que a escolha é sua, eu acredito que você não vá responsabilizar e delegar suas obrigações a terceiros, principalmente aos que não têm filhos.
Não pense que quem não tem filhos, não tem o que fazer. Uma pessoa sem filhos talvez tenha mais liberdade no seu dia a dia, mais flexibilidade nos seus horários. Como por exemplo, não ter que sair no frio, no meio da escuridão, da chuva, do vendaval pra levar os bacurizinhos para escola.
Uma pessoa sem filhos tem as mesmas coisas para fazer que uma mãe, ela só não tem os filhos. O resto é tudo igual.
Mas claro que, neste mundo, ninguém vive numa bolha e uma hora ou outra será necessário pedir uma ajuda. Tudo bem. É perfeitamente compreensível. Nós sem filhos não somos tão frios e apáticos assim.
Agora se você tem uma rotina, que foi escolhida por você, seja realista de que a rotina é sua e ninguém tem nada a ver com isso.
Claro que outras pessoas que têm filhos se compadecem e sabem que podem trocar favores do mesmo nível com outros que também são pais. Até aí, normal, uma mão lava a outra e todos ficam felizes. Quer ter uma noite romântica com seu amor? Peça ajuda para a avó, uma tia ou para aqueles vizinhos com quem seus filhos brincam depois da escola. 
Pode até ser para aquela amigona sem filhos? Pode...mas tenha em mente que ela é que está lhe fazendo um grande favor e não você, de deixar ela desfrutar dos seus filhos. A sua amiga sem filhos, nunca vai ter o que te pedir na mesma proporção. Pense nisso. Claro, a não ser que ela viva enfiada na sua casa, tomando o seu tempo, abrindo sua geladeira, seja uma espaçosa...tudo depende. Tenha bom senso.
E a minha vizinha folgada parece não ter bom senso.
Ela sabe que tem que buscar a filha mais velha na escola. Porém, muitas vezes o bebê ainda está dormindo nesta hora dela sair.
O que ela se acostumou a fazer? Adivinhem. A bater aqui.
Detalhe: ela tem carro na porta e dirige.
Já quebrei o galho dela algumas vezes e a coisa tem sido quase que semanal.
Sabe que tal hora tem que sair? Acorda o bebê um pouco antes, coloca ele na cadeirinha, enrola num cobertor e pronto...entra no carro e vai. Não é nem cinco minutos.
A rotina é dela, não minha.
A desculpa dela: o menino está dormindo e ela tem dó de tirá-lo da cama pra sair no frio.
A minha ira: ver o pai sair com o filho no fim de semana, no frio, bem no horário do menino estar dormindo. E ela em casa. Aí pode?
Se o menino pode sair com o pai, dormindo no carrinho, no frio, por que não pode sair com ela, no carro, que precisa sair pra ir buscar a filha mais velha na escola? Por que ela tem que bater aqui e me pedir para ir ficar com o menino?
Ah e uma outra vez, ela saindo e eu saindo ao mesmo tempo, a pé. Ela só me falou "hallo", entrou no carro e saiu cantando pneu. 
Pensei que ela podia ter me oferecido uma carona, né?
_ Olha, tô indo para tal lado, se der certo pra você também, entra no carro que eu te deixo lá. (Ainda mais considerando que eu tenho prestado favores a ela...seria simpático e mesmo porque já bateram aqui pedindo pro meu marido levá-los para a estação quando eles não tinham carro. A chamar o meu marido no trabalho dele para levá-la ao controle da gravidez...Vejam o nível da minha solidariedade...Pois é, a gente é trouxa mesmo)

Depois dessa, a porta pode ir abaixo, mas eu não abro mais! 
Me chamem de cruel! Em 2017 tudo será diferente!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Da série: sobrinhos (2)

Em outubro os sobrinhos tiveram uma semana de férias.
Até hoje eu não entendo estas semanas de férias por aqui! 
Uma semana em fevereiro/março, que tem a ver com o Carnaval. Férias em maio que podem ser de uma a duas semanas, depende da escola. Férias de verão, de até seis semanas. Férias em outubro ou de outono, mais uma semana. E para fechar o ano, duas semanas de férias entre o Natal e Ano Novo.
E aí, os pais que se virem...aqueles que trabalham ou contam com a ajuda dos avós, ou com creches, babás ou o pai ou a mãe pega a semana livre ou intercalam entre eles os dias livres para entreter os filhos.
Um dia aí da semana de férias de outono, minha cunhada me ligou - e eu atendi prontamente o telefone - e combinou de trazer as crianças para passarmos o dias juntas.
Fui encontrá-los na estação de trem...porque o passeio só teria graça se fosse para viajar de trem!
Vieram correndo ao meu encontro. Um barato!
Porém a sobrinha mais velha não veio. Claro que perguntei dela.
Minha cunhada disse que a fofa mandou falar que só não veio porque tinha combinado de brincar com uma prima lá - da família do pai - e não porque não achava legal vir. Que não era para eu pensar isso.
Olha a preocupação dela em deixar tudo bem esclarecido.
Espero que ela continue sendo esta flor de candura que é...principalmente quando crescer! rs

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Enquanto isso... no Brasil

Meus pais...acontece de tudo com eles.
Quando o telefone aqui toca e vejo que é lá de casa...já sei que pode ser algum perrengue.
Eles são aposentados, idosos e meu pai, principalmente, com sérios problemas de saúde. Mas ele gosta! Ele consegue fazer de um dia de exames no hospital um dia de turismo...bate papo com Deus e todo mundo e disputa para ver quem tem a doença mais grave.
O dia que ele teve que ser amparado pela cadeira de rodas, depois de um exame, foi como receber atendimento vip em hotel de cinco estrelas.
Em casa ele reclama e quando tem consultas e o médico pergunta como ele está, ele responde:
_ Ahhh doutor, está tuuuuudo bem!
No último exame cardíaco, enquanto era realizado por um médico especialista, ele disse que sentiu uma dor muito forte no peito durante o exame.
Minha mãe perguntou o que o médico tinha dito a respeito desta dor, o que podia ser.
Ele olhou admirado para a minha mãe e disse:
_ Mas eu não falei nada pro médico! Imagina, estava no meio do exame, você acha que eu ía incomodá-lo? Não era a hora!
Minha mãe fica doida com ele. E eu também, quando fico sabendo destas coisas.
E daí minha mãe diz que se pro médico ele não conta nada, por que então está contando para ela? 
E um tempo atrás eu tive um sonho. 
No sonho, um senhor que parecia um advogado entrava e dizia que meus pais precisavam assinar uns documentos e lá foi ele dando a caneta para eles, que foram assinando as folhas, uma a uma.
As folhas estavam todas em branco e tinham somente as assinaturas deles.
Eu peguei na mesma hora todas aquelas folhas, rasguei tudo na cara do homem e perguntei o que ele pretendia com aquilo.  
Tomei este sonho como um aviso e tratei de falar com meus pais, pois eles estão realmente envolvidos com algumas ações aí. 
E como eles moram sozinhos, ninguém vê os filhos perto, tem muita gente achando que eles não têm ninguém por eles.
E daí aparece gente de tudo quanto é jeito. Minha mãe é mais ligada, mas meu pai...faz tudo bonito e fácil aos outros.
Outro dia, foi "assistente social do governo" dizendo que eles tinham direito a uma "bolsa farmácia" para os medicamentos que eles não encontrassem no posto de retirada de medicamentos.
O tal rapaz com um crachá muito esquisito, entrou em casa, sentou-se no sof'á, tirou lá umas folhas de papel e disse que precisava dos dados bancários e foi só pedindo documentos.
Quando minha mãe, depois de ser tapeada dentro da agência bancária, escaldada, ficou com o pé atrás e sabe que este tipo de coisa não se passa para desconhecidos, ela disse que ía me telefonar.
O rapaz, na mesma hora, se levantou e saiu do mesmo jeito que entrou. Sumiu!
Golpe na certa, né minha gente?!?!
Depois outro, do banco onde minha mãe recebe a aposentadoria dela, bateu lá em casa.
Desde quando funcionário de banco agora vai de porta em porta atrás de atualização de cadastro?
Disse que tinha uns documentos que ela precisava assinar para a aposentadoria não ser cancelada, atualizar endereço e foi apontando com a caneta onde ela precisava assinar.
Ela tomou o calhamaço de papéis e disse que ía ler aquilo e entrou e deixou o rapaz na calçada.
Ahhh o rapaz muito bem arrumado, com carro bonito, muito educado.
Eu disse a ela que tomasse cuidado com pessoas muito bem vestidas, falando manso e amigáveis demais... pois são os piores tipos! Desculpa ae gente, mas é a realidade.
Ela passou os olhos nos papéis e viu que era para abertura de conta corrente, cartões consignados e algo para empréstimo.
Voltou para a porta, devolveu tudo e disse que ela mesma iria ao banco.
O rapaz ainda tentou argumentar e ela ainda deu meu telefone para ele me ligar e explicar tudo aquilo. Que ela só assinaria se tivesse a minha permissão.
Claro que o rapaz depois dessa se foi e, claro, que não me ligou.
E a gente achando que em cidade do interior é tudo tranquilo, as pessoas são mais honestas. Que nada, é o ambiente propício pros espertalhões fazerem a festa.
E foi aniversário do meu tio...eu telefonei, afinal é o meu único tio com quem tenho intimidade e afeição. E eu telefono só no aniversário mesmo.
Ahhhh o netinho dele...ficou tentando minar a nossa conversa.
Primeiro veio com o discurso:
_ Ohhh vô, esta ligação aí...vai ficar caro hein! Ela pode ficar falando deste jeito, tanto tempo?
Meu tio riu e disse que ele não precisava se preocupar, que era muito barato para mim.
Passou um tempo e lá veio ele de novo...Tudo bem, já tinha quase uma hora que eu conversava com o meu tio...
_ Ohhh vô, é a minha mãe no celular, ela precisa falar com você AGORA!
Gente, molequinho teve a audácia de ligar para mãe dele só para atrapalhar a gente. Porém, meu tio não cedeu! Disse para ele ver o que mãe dele queria.
E depois de uma hora e meia de conversa, encerramos o papo e o meu tio foi servir o lanche do moleque. Coitadinho! rs

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Estou por aqui

Já estou ensaiando há dias para dar as caras por aqui.
Aí venho, sento e começo a pular de site em site para ler as notícias, fofocas e acontecimentos diversos e quando me dou conta, o tempo voou e já é hora de fazer alguma outra coisa.
O calor deu as caras. Melhor dizer, o calorão...eu sei...a gente implora pelo verão e ele chega chutando o balde. Eu tenho passado mal...não aguento mais temperaturas tão altas que chegam de repente. Num dia vinte graus, no outro trinta e quatro.
Saí em busca de sorvetes e pasme...tudo às moscas no supermercado! Só daqueles sorvetes que ninguém quer... por sorte ainda achei as últimas caixas de picolés de frutas.
Também tivemos aniversários dos sobrinhos.
Ahhh eles crescem tão rápido, num piscar de olhos.
O sobrinho caçula de três anos, chega para a outra tia dizendo que está com fome. Ele tinha visto outras crianças pegar sorvete do congelador. Ele coloca as mãozinhas na barriga e diz que está com fome. A tia pergunta se ele quer uma cenoura. Ele fecha a cara e diz que não. Ela pergunta então o que ele quer e ele responde imediatamente:
_ Sorvete!
Porém, depois de um tempo estão todos na sala. Assim que entro, sinto um cheiro horroroso. Vale lembrar que ele ainda usa fraldas.
Dou o alarme. Pior são os adultos que parecem nada perceber ou se fazem mesmo de mané para não ter que trocá-lo.
E o menininho lá, se fazendo de inocente. O pai pergunta:
_Filho, você fez cocô?
O menino nem se manifesta.
O pai o pega e o leva para trocá-lo.
Pois é, na hora do sorvete é capaz de ir lá e fazer a maior encenação e na hora que está todo melequento, fica quietinho. Vai entender.
Bom, ele tem que sair das fraldas logo, pois ano que vem ele já começa na escola básica, com quatro anos. Falta pouco.
Já a outra sobrinha, que fez quatro anos, começa na escola em setembro.
Ela está muito mimada, birrenta e tem uns ataques de fúria do nada.
Deu um show na porta de casa, mandando as crianças vizinhas embora porque ela não queria ninguém mais ali, que eram todas mal criadas e que mereciam ser castigadas e ainda soltou palavrões.
Eu fiquei passada com aquela cena. Chamei a minha cunhada e relatei o fato. Ela ficou assim meio assombrada. Como? Não é possível!
Na verdade, a menina estava encenando algo que ela presenciou ou que sofreu. Porque ao entrar de volta, estava com o semblante calmo, sentou-se no tapete da sala e continuou a brincar com a sua boneca.
Eu acho que esta vai dar trabalho na escola. 
Os pais se separaram no final do ano passado. Aliás, minha cunhada se separou duas vezes do mesmo marido. Já era para ter aprendido na primeira vez, quando ainda não tinha as duas meninas.
Pior foi ela contar que a relação já estava ruim quando ela resolveu engravidar da caçula, hoje com dois anos apenas.
Quem em sã consciência, numa relação já ruim, resolve ter mais um filho?
Ela já reatou com um ex com quem já não tinha dado certo...
Agora já engatou num outro relacionamento...mas ninguém deu trela e nem pergunta nada do moço. A gente (meus sogros, minha outra cunhada e concunhado, meu marido) ainda não digeriu a separação, quem dirá já encarar o novo namorado...assim do nada.
E o ex também, já está em outra.
É...a brevidade das relações...

segunda-feira, 14 de março de 2016

Comentários diversos

Aiiii gente, fevereiro passou voando e já estamos no meio de março! Que loucura! Daqui a pouco será a Páscoa!
Aqui vira um auê de festas de aniversários dos sobrinhos...têm dos adultos também mas a galera nem comemora mais porque, senão, é muita festinha... não dá, né? Nem assunto tem mais pra colocar em dia.
A criançada cresce rapidamente e até a caçulinha de um ano e meio nem parece mais um bebê já que tem os grandes como exemplo.
Foi também aniversário de marido no comecinho do mês, porém o momento foi meio tenso por conta de alguns imprevistos no Brasil. Fiquei com a cabeça a mil, noites mal dormidas. Me entreguei de corpo e alma, como se estivesse lá e não aqui. Acho que ajudei mais daqui, do que estando lá. Ahhh a internet, uma ferramenta e tanto, mas de pouco adianta quando você se depara com gente e profissionais de má vontade! 

Advogado, que é pago, que não sabe DE NADA! Funcionários super mal informados que mais são robozinhos recebendo seu salariozinho (ão)  no final do mês  e nem aí pra fazer cumprir as leis. Gente deitando e rolando porque, claro, não sofre as consequências. Ai, cansei!
Será que o Brasil tem jeito?
 
Felizmente, o Sol tem dado as caras, as temperaturas estão mais amenas e as florzinhas já começam a colorir os caminhos.
E tudo isso me faz lembrar de que com a chegada da Primavera, atrelado a isso, tem a minha vinda pra Holanda. São onze anos neste país!
E aí, que eu sempre tenho uma pra contar....
Na festa de niver de um dos sobrinhos, todos lá sentados à mesa já falando dos planos para as férias de verão - gente, este povo só fala nisso, que vida mais quadrada rs... Aí me perguntam se irei para o Brasil nas férias de verão. Eu respondi que no Brasil não é verão e sim inverno e o assunto foi adiante quando a  irmã do meu concunhado - com quem eu nunca conversei antes em todos estes anos - me pergunta se a casa em que os meus pais moram é uma casa normal!
Dentro do meu entendimento holandês, depois desses anos todos, eu entendi muito bem e simplesmente respondi que sim, que meus pais vivem muito bem numa casa normal!
Outro dia, foi o sogro da minha cunhada perguntando se a minha vida aqui era melhor do que a que eu tinha no Brasil. Ele ficou espantado quando eu disse que era a mesma coisa e que até certas coisas eu tinha "de menos" aqui. Claro que diante do cenário no Brasil, HOJE, perto do que eu tenho acompanhado com muitas pessoas conhecidas minhas...sinceramente, eu tenho uma qualidade melhor e estabilidade e eu não volto pro Brasil! HOJE, não!
Mas tudo bem, hoje eu não ligo mais, afinal todo mundo sabe que o Brasil é um país de muitas classes e a desigualdade é grande e gritante. 
Eles aqui não têm a obrigação de saber de tudo. Mesmo porque, o Brasil para eles é um país exótico, distante e de muita pobreza. Por mais que a internet esteja aí para nos mostrar muitas coisas.
E na cabeça deles, se eu saí de lá foi porque a coisa lá não era boa pra mim e eu vim em busca de uma "beter leven".
E mesmo que eu tivesse vindo nas circunstâncias de melhor sobrevivência, o que há de mal nisso, não é mesmo? Todo mundo tem o direito de melhorar, de ter o seu lugar ao Sol.
E a vida segue...na Holanda!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Eles não sabem brincar...


Consegui fazer uma foto bem legal de todos os sobrinhos com a gente, claro, os meus sogros, cunhada e cunhados. Bom, ainda faltou gente na foto.
Aliás, é uma super foto porque quase nunca se tem todas as crianças reunidas e quando tem, ninguém se lembra de fazer as fotos. E eu, na casa dos outros, não vou ficar falando pro fulano fazer foto.
Porém, como estava na minha casa, eu falei pra todo mundo juntar, assim como se faz nas festas familiares brasileiras, em volta do bolo em cima de mesa e, voilá, tirar o retrato da família.
Porém quando vimos as fotos, marido e eu, notamos uma coisa muito engraçada. 
Uma boneca, daquelas meu bebê, tinha sido esquecida deitada de bruços em cima da mesa e parecia mesmo um bebê de verdade! Eu ri daquela cena, marido também achou engraçado... pobrezinho do bebê, abandonado em cima da mesa.
Daí eu resolvi fazer uma brincadeira. Quando enviei a foto, mencionei que havia uma oitava criança. No maior estilo de "Where's Wally", sabe? Quem seria capaz de achar?
Ai ai ai... mas eu me esqueço de que holandês não sabe brincar.... e aí people, veio a resposta da minha cunhada achando que eu estava anunciando uma gravidez!!! AAAAffffffffff
Aí eu me pergunto: custava ter analisado a foto primeiro, custava?
Este povo não sabe brincar!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dat meen je toch niet!


"Você não pode estar falando sério!!!!" Era mais ou menos neste sentido que as crianças respondiam indignadas.
Ontem todo mundo amanheceu com a bombástica notícia de que o grupo musical belga mais popular da Holanda, voltado para o público infantil, vai acabar. Ele existe desde 1998 e com duas integrantes originais desde o começo. Uma delas foi substituída em 2009 e teve até um concurso na Tv para selecionar a nova integrante.
Quer dizer, acabar, não. O grupo vai ganhar novas integrantes porque as atuais já não estão assim mais tão jovenzinhas! rs Ah, e que uma delas já está mesmo esgotada - foi o que li na reportagem - e é justamente a mais nova integrante, de 29 anos. A mais velha do grupo tem 40, seguida pela outra que tem 39 anos.
A criançadinha entrevistada nas escolas ficaram chocadas e se recusavam a acreditar no fim do trio, K3 (cádrie). 
Porém, o mais engraçado era a enfática decepção dos marmanjos: os pais! Uns quase derrubaram lágrimas quando foram notficados do triste fim do trio.

Dag K3, daaaaag!


domingo, 15 de março de 2015

Os últimos dias...

Então que foi aniversário de marido no começo do mês.
Resolvi fazer um almoço especial no dia, que foi no meio da semana. Esperava que os sogros viessem mas eles tiveram que tomar conta dos netos. Achei pena.
No fim, transferimos as coisas pro final de semana. Assim, vieram os irmãos e os sete sobrinhos! 
Sabe, eu tenho vontade de chamar mais gente, mas não dá. A família ficou grande e toma conta de tudo. Eu faço tudo sozinha e, nestas horas, fico pra lá e pra cá, enchendo as xícaras com café, distribuindo pedaços de bolo, seguidos dos pestiscos. Sentar e conversar é para os fracos!
As crianças, nestas, pedem atenção à parte. Quando vejo, sempre tem um entrelaçado nas minhas pernas, pedindo suco ou alguma coisa diferente.
Mas minha alegria é ver que eles adoram o meu bolo.
Cunhado até levou um pedaço pra casa, de tanto que ele gosta do meu bolo. Só na casa mesmo de uma brasileira pra ele fazer isso. E quer saber, é bom que eles saibam que eles podem fazer diferente aqui em casa. Afinal significa que eles estão acostumados ao nosso jeito aqui em casa.
Fiz um naked cake, recheado com frutas vermelhas e chantilly com cobertura de chocolate. Foi sucesso!
E como as meninas no final do dia não queriam ir embora, ficou combinado de que elas voltariam para um fim de semana e nós faríamos panquecas para elas.
Elas vieram passar o fim de semana com a gente, pela primeira vez. A de 7 e a irmã de 5 anos.
Foi um barato ficar com elas.
Claro que rolou um momento melancólico de chororô querendo ir pra junto da mama e do papa. Mas, carreguei as duas pra fazer umas comprinhas, sabe como é...um agradozinho não faz mal, né?
Resultado foi ter escutado que tinha sido um dia suuuuupeeeerrrrrrrrr legal!
Não deram trabalho. Uma pena só estar muito frio, mas mesmo assim passamos uma hora num parque aqui perto de casa e elas se divertiram nos brinquedos.
Deixei ver TV, deixei comer no sofá vendo desenhos. Deixei tomar leite com chocolate e comer cup cakes.
No almoço, fritas e frango grelhado que elas repetiram.
Também...acordaram às sete horas da madrugada. Foram lá pra nossa cama e quando vimos, lá estavam as duas e um zoológico inteiro na nossa cama...porque começaram a imitar bichos! hahaha
Agora, a vizinhança é que estranhou, né? Tem um povo tão sem sal. A vizinha nos viu e olhou assustada, com uma cara esquisita. Afff tem gente que não consegue, né, abrir um sorriso e ser simpática. Podia até ter perguntado que a gente nem ía achar ruim, mas a cara que ela fez parecia a coisa mais estranha do mundo. Não falou nada, nem um bom dia. Pra mim, gente assim é associal mesmo e eu nem levo mais pro lado pessoal. É um tipo de gente que não conhece a etiqueta das boas maneiras e, às vezes, tem mesmo problemas mentais e/ou psicológicos.
Falando nisso, tem um que anda pela cidade que pensa que é o Tarzan. Sério, gente! Ele grita feito o Tarzan e até baté no peito. Só falta se pendurar num cipó.
E outro dia, um senhor, todo descabelado, andando sem rumo e gritando pelas ruas do centro.
Pois é... de alhos para bugalhos.
Até mais!
Boa semana!!!!

domingo, 7 de dezembro de 2014

As festas

Eu só sei que a chuva por aqui deu as caras, hoje.
Aliás, o outono foi um pouco atípico, pois não choveu tanto. Tivemos dias bem quentes até pra época, mas da semana passada para cá, a temperatura caiu bem e o frio deu as caras pra valer.
Lá vamos nós desentralhar luvas, meias, botas, cachecóis e casacões pra suportar o frio na rua.
Ohhh e eu não tenho paciência pra ficar colocando roupas, não. Vira um suplício em pensar que tenho que sair mas, antes de botar os pés pra fora de casa, tenho que me encapotar toda. Tudo bem que uma vez fora de casa, a coisa nem é tão ruim assim. Encará-se. O duro mesmo é dar o primeiro passo.
Enfim, eu falei que esta época é corrida. 
Foi aniversário da sogra. Teve festa e foi num dos dias mais frios da semana. Eu saí pensando em dar uma volta pra encontrar um presente, mas que nada. Entrei no primeiro lugar que tinha flores, "colhi" o buquê mais colorido e pronto! Voltei pra casa mais que depressa.
Aí teve Sinterklaas. E, advinhem quem eu tirei? A sogra. Aí, claro, não dava pra levar flores e ela este ano não pediu nada específico. Então, desta vez, lá fui eu caçar presentinhos pra sogra.
Andei e achei velas de decoração super fofinhas. Ela adora velas.
Também acrescentei um set de perfume e desodorante corporal. Ela gostou! Ufa!
Como as poesias foram abolidas este ano, eu tive a brilhante idéia de escrever pequenos bilhetinhos e colocar junto dos presentes.
Para as crianças dei-lhes pequenas tarefinhas como pular e cantar para o São Nicolau.
Para os adultos, uma piadinha meio infame hahaha porque, claro, tem que tirar sarro pra ter graça.
Porque só abrir pacotes de presentes não ir ter lá muita graça.
E o povo até que gostou! Não foi nada cansativo e a gente se divertiu bem.
Imagina, 5 crianças! E cada casal compra um presentinho pra cada uma delas. No fim, dá uma porção de pacotes.
Até elas ficaram cansadas e nem reclamaram quando fizemos a pausa para o jantar.
E acho que foi a sogra quem me tirou também este ano pois ganhei os dois itens que tinha sugerido para presente: uma frigideira de cerâmica, daquelas que não grudam,e uma caixa para bolos. 
E, claro, teve Sinterklaas e a equipe de ajudantes pra nossa alegria, que compareceram como de costume, porque afinal fomos todos crianças boazinhas este ano!
Dank je, Sinterklaas en Zwarte Piet!
Até o ano que vem!!!!



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Época de festas

Então que estamos em épocas festivas junto com aniversários.
Vira que vira uma correria só, mas a gente sobrevive.
A festa de Sinterklaas já está toda planejada, já preenchi minha lista de desejos e já comprei presente também. Claro que tem os retardatários que ainda não preencheram nada, mas tudo bem, isso não chega a ser um super problema.
Nós estipulamos um valor lá e não vai ter mais poesia. Acabou a tortura de criar textos poéticos com rimas e acontecimentos do ano... complicado, viu?
Sobre o valor, sogra saiu com uma assim... ah, que se ela achar alguma coisa legal e que custe um pouquinho mais, ela compra. Detalhe que eu nunca ganhei algo acima do valor e, sim, abaixo. Com certeza já sei que não foi a minha sogra quem me tirou! ahá! E já me toquei que cunhadinhas são bem "seguras", mesmo sendo mulheresdecarreirabemsucedidas.
Lembra do ano passado que eu contei que uma das cunhadas comprou ela mesmo uma montanha de coisas só pros filhos dela e NADA pra sobrinha?!?!?!? Pois é.
Parece que este episódio está proibido este ano! Droga, porque eu ía fazer isso: embrulhar vários pacotinhos só pra mim! rs
Eu já estava imaginando a cena! Seria hilário! hahaha

E foi aniversário de sobrinho. O menininho fez 6 anos. Está um menino super bacana, educado.
Eu não sabia se ía. Fiquei pensando e pensando até o dia da festinha.
Gente, ir lá na casa do cunhado não é uma das coisas mais prazerosas de se fazer.
Concunhada é super simpática: te cumprimenta na entrada e se despede quando vamos embora, de longe, naturalmente.
O povinho é sempre o mesmo, com quem eu não tenho nenhum contato. E não é um povo que vai puxando conversa, falando de qualquer coisas. Eles só falam entre eles.
Mesmo assim eu fui, pra fazer companhia pra marido e ele não ter que viajar sozinho.
Mas os meninos sempre vem ficar comigo.
Começamos a montar um jogo lá que ele ganhou e eu ri com eles. E acho que, no fim, o importante é isso: é eles saberem que nós os queremos bem.
E, quando nos despedimos deles, o aniversariante, de uma forma totalmente inesperada e espontânea, agradeceu de forma tão linda a nossa presença que me fez ver que tinha valido a pena ter ido pro aniversário dele!
Não foi em vão.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A destemida


Sobrinhos holandesinhos, loirinhos, olhinhos azuis e fofos vieram ficar aqui com a gente, uma tarde inteira.
Faltou a irmã mais velha que saiu com a família da amiguinha para uma atividade mais assim de meninas grandes.
Veio a titica de 4 anos e o titico de 1 ano e 8 meses.
A titica trouxe material suficiente para fazer não sei quantos passarinhos de rolos de papel higênico, muitas folhas de papel colorido, fitas, canetinhas, cola. Espalhamos tudo na mesa da sala e o tio recebeu aulas, muito atentamente porque, senão, levava bronca.
Titico chegou dormindo e chorou. Ficou colado comigo por mais de meia hora. Cada movimento meu, era um chororô. Fofis teve a idéia de colocar um desenho japonês super fofo e eles adoraram!
Mas, falemos da menina de 4 anos. 
Gente, ela vem com cada formulação...sem contar o holandês dela! Frases inteiras muito bem formuladas. Sem contar que ela confabula e questiona. Não é à toa que ela pulou dois grupos já pra frente na escola.
Eu perguntei o que ela queria beber.
Ela perguntou o que tinha. Eu disse que tinha água, suco, leite com chocolate.
Ela pediu cola.
Hummm? Como assim? Pensei comigo e perguntei de volta:
_ Você quer cola? Coooola?
Bom, eu sei que eles não bebem refrigerante e estranhei.
Daí, ela, desconsertada, emenda que queria leite com chocolate, porém falando como se EU tivesse entendido errado.
No entanto, marido entendeu sim a mesma coisa que eu e ela realmente pediu cola!
Ela me testou, literalmente! Jogou verde para colher maduro! Danadinha. Diante da minha entonação, acho que ela achou que ía levar bronca e mudou o pedido.

Como era hora do almoço e eu tinha comida pronta, peguei o titico, fiz um prato pra ele e ele comeu, gente, feliz da vida!  Deu gosto de ver ele comer o meu frango temperado com alho, manjericão, tomate cereja e mussarela de bufala, o repolho roxo refogado e arroz. E ainda comeu os pedacinhos de alho assados, que eu não tinha dado mas, ele, com a mãozinha, pegou e comeu. E gostou.
A irmã meio indignada, né. Vocês se lembram que este povo não almoça?!?!?!
Quando perguntei se ela queria comer também, ela respondeu, meio contrariada, que eles não comiam naquela hora. Dando a impressão de que eu estava fazendo a coisa mais errada do mundo. Aliás, isso é o lado inflexível dos holandeses falando mais alto!
Eu, simplesmente, respondi que nós estávamos com fome e que íriamos comer e que se ela quisesse podia comer também.
Ela veio para a mesa, olhar desconfiada o que a gente estava comendo, mas não comeu nada.
Disse que não precisava de nada, com aquele jeito peculiar holandês de ser.

E daí, a menininha me veio dizer que o menino TINHA que dormir.
Eu ri! hahaha
Novamente eu expliquei que ele não ía dormir porque já tinha dormido no carro.
E ela queria saber como eu sabia que ele tinha dormido no carro se eu não estava lá pra ver!
Pode isso, gente?
E a carinha dela, gente?

Bom, resolvi sair com ele no carrinho pra ver se, no caminho, ele pegava no sono. Mas que nada. Ficou totalmente aceso, correu atrás dos patos no parque e se eu não seguro, tinha mergulhado no lago atrás deles.
E, no fim da tarde, cunhado apareceu pra pegar os dois.
Mandei um sms avisando a minha cunhada de que o titico tinha comido com a gente e que se ele não comesse muito na hora da janta, que ela saberia o porquê. E de que a titica tinha tomado só leite com chocolate e que não quis comer nada. Porque holandês que é macho não almoça, mas esta parte eu deixei pra lá! rs
Como foi a primeira vez que eles ficaram com a gente, foi super tranquilo.
E eles são umas fofuras!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

As crianças que não são minhas

Eu não tenho crianças em casa.
Eu não tenho problemas em receber crianças em casa, ao contrário. 
Tem crianças que vêm aqui e eu reconheço que são uns amores, bem educadas e que sabem se comportar. Sim, estas crianças existem!



Porém, eu tenho problemas com os pais das crianças! Pronto, falei!
Claro que eu não espero que uma criança fique sentada no sofá, sem se mexer, sem falar, sem tocar em nada. Claro que não!


Se a criança quiser andar pela casa, tudo bem. No entanto, espero que o pai ou a mãe fiquem de olho no pimpolho - que nem é assim uma criança tão novinha - porque, simplesmente, não se confia numa criança, ainda mais na casa dos outros. 
Se não quer ter preocupação, não leva o filho. Ponto! Caso contrário, tome conta do seu filho, por favor.
Não precisa tirar os sapatos para entrar na minha casa. Agora, se você sabe que seu filho brincou na areia antes de vir pra minha casa, é óbvio que ele vai ter kilos de areia dentro dos sapatos. Então, esperá-se o mínimo de bom senso: tirar os sapatos da criança e limpá-los.
Quando olho, vejo rastros de areia pela sala. A mãe sentada, olhando. Nem se mexeu. Eu não tive dúvidas, comecei a limpeza na cara dela mesmo. Poxa...não vê que a minha casa estava limpa?
Sirvo o café e eles deixam a criança pegar a xícara cheia, ou mexer, pegar o açúcar e fazer aquela lambança. Deixe seu filho fazer isso na sua casa. Eu sei que a criança está em processo de aprendizagem, de descoberta do mundo, quer se comportar como um adulto. Mas não deixe ele sujar toda a mesa que a sua anfitriã arrumou com toda boa vontade.


Ahhh a comida...não deixe que seu filho brinque com a comida na casa dos outros e depois jogue quase o prato todo no lixo. Ainda mais quando você sabe que foi o anfitrião mesmo que cozinhou. Tenha consideração. E jogar comida fora, ainda mais fresquinha, é pra mim um pecado enorme e uma tremenda falta de educação. Eu prefiro que a mãe me diga que a criança não gosta, que não quer comer e pronto. Ou coloque pouca comida no prato e eu prefiro que a criança peça mais se quiser. Não é vergonha nenhuma repetir o prato.

Se você disser que seu filho não pode isso ou aquilo, por favor, seja firme e se a criança desafiar, faça ela ficar sentada do seu lado. Se ela levantar, faça ela voltar e se sentar de novo. Não sei que poder você tem sobre seu filho, mas por favor, na casa dos outros demonstre um mínimo de controle com a situação. 
Evite gritarias, correrias na casa do seu anfitrião. 


Seja consequente em casa com a atitude indevida que seu filho teve durante uma visita. Porque só prometer castigos e não cumpri-los, de nada adianta. A criança sempre sabe até onde pode ir. E ela vai longe, bem longe se você deixar. Não precisa ser o CASTIGO, mas algo de não deixar ver TV quando chegar em casa, por exemplo.
Adoro pais que dizem que os filhos se comportam tão bem em casa e dizem, na maior cara lavada, que não entendem porque eles estão agitados daquele jeito. Pô, conta outra, né? Tá na cara que a criança faz o que bem entende, na hora que quer e nada acontece. Por que na casa dos outros seria diferente?


Quando vejo, o telefone na mão. Vou lá e tiro. Daqui a pouco, a criatura pega o meu celular. Vou lá e tiro. Daqui a pouco, a criatura some e a mãe sentada. Eu vou atrás, porque penso que a criacinha já comeu o meu anticoncepcional achando que eram balinhas! Sério! Eu tenho que ir atrás. A mãe confia, acha que o filho não mexe em nada.
Quando o encontro, está tentando ligar o meu computador.
Se você acha que seu filho entende tudo de computador, ótimo, mas em computador de outra pessoa não se mexe. São objetos de valor, objetos pessoais. Eu não mexo nem no computador do meu marido e vice-versa, quem dirá uma criaturinha mexendo em nossos computadores?!?!
De volta, na sala, ela pega um relógio perto da TV e o derruba no chão, o desmanchando em pedaços. Por sorte, a mãe conseguiu montar o aparato e tá funcionando. Artigo barato, é, mas é meu, tem valor sentimental. Se quebrasse, ela podia me oferecer um relógio de ouro no lugar e eu não ficaria nem um pouco feliz.
Tem gente que diz que seguro é pra isso, debocha. Eu não aceito este tipo de comportamento.


Sofá! Sofá na casa dos outros não é trampolim. Se ele faz isso na sua casa, problema seu, mas não deixe que ele detone o sofá da casa dos outros.


Se o seu filho tiver algo comestível nas mãos. Fique de olho! Se ele suja a parede da sua casa, o sofá, o vidro da porta na sua casa tudo bem, mas na casa dos outros, é muito chato, pode crer!

E se a TV ajudar a distrair a criaturinha, não tem problema nenhum. Eu ligo a TV, mesmo porque, muitas vezes, é assim que os adultos conseguem conversar em paz. Não vejo nenhum pecado mortal deixar a criança ficar calminha vendo o seu desenho na TV na minha casa.
Leve um jogo, um livro, o SEU tablet, um brinquedo pro seu filho, ainda mais se você sabe que os anfitriões não tem filhos. Afinal, é óbvio que ele vai se entendiar se não tiver uma distração.
Ensine a criança a conversar, a bater papo. Tenha diálogos com seus filhos em casa. Faça ele contar sobre como foi o dia na escola. Conte a ele como foi o seu dia! Se for uma criança maiorzinha, vá dando pequenas tarefas na cozinha, enquanto se faz o jantar, por exemplo. Em vez de deixar a criança vidrada na TV ou no tablet. Isso é socialização e se começa entre os membros da família.



No banheiro, dê uma espiadinha na sua criança, mesmo que ela já seja grande, saiba se limpar sozinha, sabe dar a descarga e lavar as mãos. Pode crer, você nunca sabe o que ela é capaz de fazer.
Quando fui ao meu toilette notei o sumiço de pequenos objetos decorativos. Hummm, fiquei meio assim... olhei do lado e quando vejo tudo no chão, atrás do vaso! Pode isso? Me diz por que a criança faz estas coisas? Cabeça de vento? Imaginação fértil?
Me lembro que a gente se juntou no banheiro na casa alheia, só a criançada. A gente tinha tudo uns 7,8 anos. A idéia não foi minha, mas eu fiquei lá olhando a prima fazendo um experimento espirrando o desodorante da mãe em direção a uma chama que saía do isqueiro! Podia ter acontecido uma tragédia, podia! E nenhum adulto foi atrás da gente. O desodorante acabou e logo a brincadeira também...fomos fazer outra coisa! rs

Eu gosto de crianças. Juro! Faço pipoca, bolo, faço o que for possível pra agradar. 
O que eu não aguento ver é a passividade dos pais e a falta de limites.


Uma coisa é o mundo dentro da sua casa, outra é o mundo fora da sua casa e, aí, esbarra já no espaço de outras pessoas que não são obrigadas a engolir as malcriações e o mau comportamento dos filhos dos outros na própria casa.

Eu já fui na casa dos outros e, assim como eu, outras pessoas sem filhos é que ficaram de olho nas crianças dos outros, porque os pais não estavam nem aí! 
Tem pai e mãe que acha que as crianças que se entendam, que elas precisam do espaço delas! Concordo! Porém é bom monitorar, sempre. Uma criança não tem noção de perigo, não tem noção de alguns riscos.
A criança quase despencando escada abaixo, mordendo outra, enfiando o dedo no olho, beslicando o irmão menor e NINGUÉM - os pais, claro - olhando!


Ahhhh... e o irmão menor?!?! Os pais têm certeza de que o irmão maior é o ser mais amoroso do mundo para com o irmãozinho. Ohhh inocência! Já vi cada coisa - tapa na cabeça, beslicão na cara, puxão de cabelo, de orelha, mordida, murro nas costas, empurrão, cotovelada, colocar o pé na frente pra tropeçar - no segundo em que a mãe ou pai piscaram, se viraram e foram fazer outra coisa.
Não delegue sua responsabilidade de mãe e pai ao seu filho mais velho. Ele não tem obrigação alguma de tomar conta do irmão mais novo.

Olha gente, é só um dasabafo e a preocupação que, hoje em dia, parece que os pais não têm autoridade alguma com os filhos. E as crianças já são bem crescidinhas. E isso, eu acho muito perigoso, porque em que tipo de adulto esta criança vai se transformar?
É isso! Tá falado e sem ressentimentos.
E, acreditem, eu já fui criança!