A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O meu aniversário já foi e...


O meu sogro, aquele véio ingrato, se esqueceu do meu aniversário.
Eu não comemorei. A minha vizinha apareceu aqui com a sogra dela. Por sorte, eu tinha UMA tortinha de maçã do supermercado, que partilhei no meio para as duas acompanharem o chá. Sempre tem o pessoal que telefona e eu queria mais era passar o meu tempo batendo papo. Pra não passar em branco, bati um bolo e mandei umas fatias lá pra vizinha depois.
Já comemorei outroras. Imagina que fazia festa para a família e para um pessoal que eu achava que era amigo, em separado. Quanta loucura. Ainda bem que caí na real. "Amigos" sumiram e a família... nem é a minha de verdade. E depois do que meu sogro mencionou, agora que eu fico é na minha mesmo. Eu perguntava de alguns familiares em conversa com meu sogro outro dia e ele disse que não tinha muito interesse nas histórias de família da minha sogra. Interessa a ele a família dele, do lado dele. Pensei comigo: eu que não sou nem da família da minha sogra e nem da família dele, estou é lascada mesmo!
A minha cunhada, a mais nova e folgada ainda propôs comemorarmos juntas, pois ela faz aniversário no mesmo dia que eu. A ideia era sair para jogar boliche e depois jantar em algum restaurante.
Caí fora!
Primeiro: ela não queria comemorar comigo. Ela queria era patrocinador para pagar metade de todos os gastos. As pessoas iriam mais pelo fato de ser aniversário dela do que o meu. Fato. Ela é filha e irmã e tia. Eu, agregada.
Ah mas você está muito radical!!! 
Já fizemos isso uma vez. Foi divertido, foi legal, mas foi. Passou.
Pensei nos meus sogros. Eles não teriam condições de participar.
Pensei naquela criançada sem fim...
E pensei na conta alta, porque sim, com o número de pessoas, não ia sair nada barato. E aquelas pessoas todas nem são da minha convivência. Vou comemorar meu aniversário com gente que mal vejo? Decididamente, não!
Meu marido entendeu o mesmo que eu e me apoiou. E, como venho narrando aqui há vários posts...a birra com a minha cunhada mais nova só aumenta. Olha...Jesuis me segura!
Antes eu fazia festa em casa. Inclusive para comemorar junto com a minha cunhada. Todo mundo vinha...era até bonito. Porém, eu ficava só na cozinha e eles rindo e comemorando o aniversário dela na sala. Pensei: por que estou fazendo isso mesmo se eu mesmo não me divirto? Fim!
Engraçado que meu sogro veio com uma conversa de que se esqueceu do meu aniversário porque eu não fiz festa.
Desde quando agora a pessoa é obrigada a fazer festa para ser cumprimentada pelo seu aniversário???? Quis sair pela tangente, isso sim.
Mas eu não ligo, não...vai se levando. Só não faço mais o que os outros acham que eu tenho que fazer.
Isso é uma coisa boa da maturidade...a gente pondera mais e pesa na balança o que realmente vale a pena fazer!
Boa semana.

terça-feira, 16 de julho de 2019

O Natal

O sonho de uma mesa assim no Natal
 É...eu sei que está um pouco cedo demais para falar do Natal deste ano. 
No entanto eu vou falar é do Natal do ano passado mesmo, do qual eu não me esqueci. 
E senta que lá vem história!
Quando tivemos o Sinterklaas em família no começo de dezembro, que vem acontecendo, talvez, pela terceira ou quarta vez na casa da minha cunhada mais velha, desde que o estado da minha sogra se agravou e ela ficou incapacitada de organizar os eventos familiares. Minha cunhada, que tem três filhos e uma casa grande e confortável para receber todo mundo, oficializou o Sinterklaas na casa dela. E, no embalo, o Natal também vinha acontecendo por lá. Com o detalhe de que todo o resto da família mora na mesma cidade.
Eu levava as sobremesas. Sobremesas feitas por mim, com todo capricho. 
No Natal de 2017, elas sugeriram fazer uma troca. Eu deveria levar algo para a ceia. A cunhada mais nova levaria a sobremesa e a dona da casa faria a ceia das crianças.
A tonta aqui - que leva a sério reuniões especiais - preparou uma ceia daquelas...arroz de Natal, com tudo que se possa ter direito, pernil, saladas variadas. Olha, poderia organizar um serviço de buffet...e levei tudo para a casa da minha cunhada.
A cunhada responsável pelas sobremesas...ahhh quanta praticidade...comprou sorvete do supermercado. As crianças não gostaram muito, não. Acharam que eu tinha levado também a sobremesa.
Porém, ano passado, minha cunhada veio falar comigo. Sugeriu que o Natal fosse na nossa casa, para dividirmos os eventos.
Bom, fui pega de surpresa. Meu marido ainda perguntou se seria prático para todo mundo, já que teriam que pegar estrada e sabe como é em época de inverno...pode nevar, ter tempestades e atrapalhar tudo.
Eu concordei meio assim...pensei na falta de espaço para todos, fiquei pensando em como arrumar a mesa, em quantos lugares...
Disse que elas lá deveriam ver quem ficaria responsável pela sobremesa, pelo menu dos filhos delas e por algo a mais para a ceia, para termos uma variedade na ceia dos adultos.
Uma semana antes eu já tinha o menu definido, fui às compras, me organizei e dois dias antes me enfurnei na cozinha.
Uma coisa eu não deixei de fazer. De ir ao concerto de Natal, na noite do dia 24. Eu acho muito especial e lindo. Mesmo toda ocupada na cozinha, me arrumei e fui.
A ceia aqui em casa foi no dia 26, no segundo dia de Natal.
Meu sogro mesmo não veio, como eu imaginava. Ele não gosta de pegar estrada de noite, principalmente no inverno, que escurece muito mais cedo. Pelo menos, trouxeram a minha sogra.
E esta turma chegou, entrou e se instalou.
Minha cunhada trouxe legumes crus - que aqui eles chamam de rauwkost salade - e fez uma salada para as crianças e o extra dela para a ceia foi uma "rollade", que é uma carne prensada enrolada, sem gosto de nada do supermercado.
A minha cunhada mais nova trouxe sobremesa do supermercado: Profiteroles congelado.
Ou seja, nada de especial. Esforço zero.
Fiquei pensando no meu trabalho, na minha dedicação e da falta de empolgação das minhas cunhadas e não fazer algo de especial para o Natal.
Eles, claro, amaram. Comeram tudo o que puderam e só sabiam dizer que estava tudo uma delícia.
E quando foi a hora do café, depois da comilança, o namorado egípcio da minha cunhada (que agora é ex, ela terminou com ele no começo deste ano e já engatou com um marroquino) respira aliviado e diz:
_Nossa, como é estressante esta época né, com todas estas obrigações! Ainda bem que acabou esta história de Natal!!!!


Nossa, choquei... o cara veio aqui, comeu feito um camelo recém chegado do deserto, não fez nada e ainda se sentiu aliviado que tudo acabou. Que cara de pau!
Olha esta foi boa!
E todos se foram...e eu fiquei com a minha pia abarrotada de louças e uma casa para limpar. Sim, porque a criançada anda por tudo.
Fiquei com um sentimento de frustração.
Não sei o que será este ano... sei que tem tempo ainda...porém não quero mais.
Meu marido me disse que o meu erro é pensar no que eu fiz e no que os outros não fizeram. Até concordo com ele. Eu tenho que fazer de bom grado e pronto! Só que você vê o seu esforço porque é uma data especial e as outras trazendo uma "rollade" e uma sobremesa de supermercado????
Parece deboche, isso sim.
Eu levo muito em consideração a relação interpessoal: zero. Só nos vemos em festinhas de aniversário de sobrinhos, quando, como tios, temos que comparecer. Raramente nos visitamos ou combinamos algo para fazer em comum. Vez ou outra as crianças vêm para ficar com a gente. 
Aí parece aquela obrigação de ter que reunir porque se lembram que é família. Passou o ano todinho e ninguém nem aí. E quando é obrigação, pra mim, é coisa chaaaaata. Por isso o meu desânimo...esta que é a verdade.
Só sei que este ano...sei não...estou pensando seriamente em dar um perdido nesta holandesada ou juntar-se a eles na maneira de fazer a ceia...potinhos com tudo pronto do supermercado. Fácil, fácil...

sábado, 27 de abril de 2019

Koningsdag - 27 de abril - Dia do Rei

Hoje é o dia do Rei. Dia em que o Rei, Willem-Alexander, comemora 52 anos. 
É feriado no país e comemorado com festa nas cidades e vilarejos de todos os cantos.
O pessoal destralha a casa e leva para vender na cidade, formando uma infinita feira de tudo o que se possa imaginar. É o único dia permitido para se montar estas feiras que nos lembram os saudosos camelôs.
A cidade que recebeu a família real este ano foi Amersfoort.
Eu gostei da festa, achei bonita e bem organizada com uma integração local para os membros da família real. Vi pela TV... poderia até ter ido já que é uma cidade próxima e de fácil acesso, mas a previsão do tempo não era nada animadora. O meteorologista no jornal de ontem à noite só faltou pedir perdão pela previsão ruim de chuva e frio para o dia de hoje. E pensar que o feriado de Páscoa foi digno de dias de verão.
No entanto, assim que o Rei e a Rainha e o resto da família desembarcaram do ônibus real, o tempo firmou e não choveu. Porém estava frio. As princesas, no decorrer do percurso, pediram seus casacos para se protegerem do vento frio.
O trajeto foi cerca de 1km e programado para duas horas. Apresentações de danças, teatro, cantores, corais e contadores de histórias. Um espaço com workshops, bolo e bebidas. E uma competição de perguntas e respostas.
Enfim, como sempre, as pessoas marcaram presença. A Família Real é o estilo gente que nem a gente: param, batem papo, tiram fotos com as pessoas.

Willem-Alexander com a filha mais velha, Princesa Amália


 Rainha Máxima fazendo "selfie"


Acho que a Rainha levou uma "cantada"



 A cidade enfeitada


E a última foto de encerramento, uma imensa "selfie"...


Mais fotos da festa real em Amersfoort aqui

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A americana

Eu não sei, mas parece que eu atraio gente tratante. 
Gente que não precisa combinar nada comigo, mas que combina as coisas e na hora H, desmarca. 
Gente que não precisa ter meu número, mas pede porque diz que vai me telefonar e NUNCA telefona. 
Gente que não precisa prometer amizade sem fim e diz que a gente tem muito em comum e isso e aquilo. E, bem lá no íntimo, a gente sabe que vai dar em nada, porque tá assim hoje em dia, pessoas vêm e vão. Mas será que tudo isso faz parte de algum código social? De um blablabla inútil porém necessário?
Uns meses atrás, tivemos uma festa grande de família...festa grande mesmo...teve banda ao vivo, cantor das antigas contratado pra se apresentar...enfim, muita gente...
Quando chegamos, a mesa da família já estava assim meio lotada e não tinha mais espaço para nós e tivemos que procurar por outra mesa. Um casal, numa mesa próxima, nos chamou e ofereceu os lugares vagos na mesa com eles.
A moça, origem chinesa, falava inglês. Aliás, foi ela que teve a iniciativa, porque esperar isso de holandês...não rola assim fácil, não.
Na hora, ela se levantou e se apresentou e já foi puxando conversa. Falou que não falava holandês porque estava só há um ano aqui...e contou toda a história da vida dela, numa simpatia sem fim. Americana. Namorado holandês. Aliás, o namorado dela, um jovem senhor também muito simpático. Nos apresentamos, eu pedi desculpas porque meu inglês não é fluente. Ela riu, entendia como era, uma salada de idiomas...que ela também fala chinês e conseguimos engatar num papo legal.
Nós nos identificamos como sobrinhos dos donos da festa e eu perguntei qual era a ligação deles com os titios! O holandês tratou logo de responder que o avô dele era parente do avô do titio. Eu ri e brinquei que estávamos então todos entre família. 
Mas depois, visto como tudo decorreu, fiquei na dúvida se eram mesmo convidados ou penetras na festa. A cunhada do rapaz veio sentar por um tempo com a gente. Quando falei o nome da titia, ela ficou em dúvida. Eu ainda brinquei..."Você não sabe quem é? É a dona desta festa!" A mulher ficou super sem graça...aí depois, sabe, você junta as coisas...enfim...contei até para o meu sogro, falar com a irmã dele.
E a noite seguiu agradável, comida boa, bebida, risadas...vieram outras pessoas e tudo ótimo.
E a americana já foi convidando a gente para ir para a Califórnia levar a vida sobre as ondas, ser artista de cinema, o meu desejo é ser star, só que não rs na casa de praia dela, que era linda. Descreveu a casa toda, falou que iríamo adorar (eu me achando já, me imaginando com os pézinhos na areia, sentindo a água nos pés hahaha) 


O namorado holandês quieto. Nem que sim e nem que não. Nós, meu marido e eu, nos entre olhamos assim, né...tipo...Oi? Tia, como assim ir pra Califórnia na sua casa na praia?
E eu sei, gente, que ela me passou os números dela, email e me rogou para que eu entrasse em contato, que ela gostaria de vir me visitar, pra gente marcar um almoço, fazer passeios...enfim...
Me liga, por favor! Vamos ser amigas!

Aí você pensa...vou esperar uns dias né...não quero parecer desesperada para fazer amigos! hahaha
Eu, sinceramente, ando meio preguiçosa pra ir atrás dos outros, ainda mais com meu inglês vencido, já vi o esforço que iria me custar, tudo para evitar a fadiga. Aí, você pensa e vê até pelo lado positivo. A moça super simpática, gentil...e, né, as férias na Califórnia...vai, que custa? rs Faz contato com a moça. Ela pediu!
Telefonei...o número caiu num tipo de caixa postal. Gaguejei qualquer coisa, morri de vergonha. Nada de retorno. 
Passei um email, um tempo depois.
Nada.
NUNCA MAIS...gente....
E foi assim! A grande amizade, já era!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O Dia do Rei

Já tem cinco anos que a Holanda tem um rei: Willem-Alexander.
E o dia do seu aniversário é 27 de abril. Então, todo ano, neste dia, a Holanda passou a comemorar o aniversário do seu rei.
Porém, este rei é pé frio! Não teve um dia bom de calor. Acho que este ano até que foi melhorzinho.
Toda a festa aconteceu na cidade de Groningen, norte da Holanda.
A cidade se preparou para receber a família real e seus parentes de primeiro grau.
Atividades, apresentações e manisfestações, afinal a região de Groningen sofre com terremotos devido a extração de gás do solo, deixando o subterrâneo instável e causando tremores de terra e danificando prédios e casas. E isso vem se arrastando há tempos...
As fotos abaixo são do site Het Koninklijk Huis.







As meninas são as princesas, filhas do casal real. A mais velha, Amália, 14 anos, a do meio, Alexia de 12 anos e a mais nova, Ariane de 11 anos.
As fotos abaixo, são as oficiais da família e feitas em março deste ano.

Foto no estilo "As panteras"... como pode o cabelo voar num salão fechado?

Ariane, Alexia - a mais bonita - e Amália - todas de olhos castanhos

O rei Willem-Alexander e a rainha Máxima - que é argentina
Vale lembrar que o país inteiro comemora o Dia do Rei  mas é na cidade de Amsterdam que se dá a grande comemoração do país, mesmo a família real estando em outra cidade.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Chove lá fora

E a vida segue, dentro de casa.
O rio no centro da cidade é atração garantida. Todo mundo querendo ver pois está às margens da avenida e da calçada, ou seja, próximo dos carros e mais ainda dos pedestres. É uma paisagem bonita.
O aniversário foi tranquilo. Pensei duas vezes este ano antes de comemorar com a família. 
Aniversário que cai bem no meio da semana. Pra mim, comemorar um fim de semana antes é muito cedo, no fim de semana depois, é muito tarde! hahaha
Meus sogros vieram no dia, meu marido pegou a tarde livre e almoçamos todos juntos em casa mesmo. Almoço, aliás, super simples: sopa de tomate!
Me animei e, para não passar em branco, fiz uma torta de limão. Receita da mãe da minha amiga que parece mágica! Juntou, lacrou e a torta ficou perfeita.
Rolou jantar fora, vai, num restaurante que há anos passamos na porta e nunca entramos. E quase que não rola, pois começou a chover bem na hora de sair. A gente fez um esforço pra deixar o sofá pra trás. Vamos pedir pizza? Não...Fim de carreira, né, pedir pizza! rs Desconfio que estamos ficando preguiçosos! rs
Aliado a isso, a minha cunhada também faz aniversário, no mesmo dia que eu!
Ela comemorou na sexta, antes. Uma amiga que mora com ela, vez ou outra - sim, cada vez que termina com um namorado - e não falo de adolescentes, falo de mulheres com os dois pés na casa dos 40 anos - organizou a festinha. Pediu para a mãe fazer tudo! Assim é fácil, né, gente?
E juntou a meia dúzia de amigas holandesas sem namorados que seguem a moda infanto juvenil, a mãe da amiga que fez os pestiscos, o namorado egípcio e demais familiares.
O duro foi entrar na casa. Quando abrimos a porta do hall da casa, nos deparamos com uma nuvem de fumaça. Parecia aqueles cabarés de filme! 
Não, a casa não estava pegando fogo. Era o povo fumando mesmo, com tudo fechado. Olha, minha vontade foi de voltar para trás. Eu só não me arrependi de uma coisa: de não ter tomado banho e nem ter lavado o cabelo! Mas as minhas roupas eram limpas. Ficaram empesteadas e, a uma hora da manhã, eu terminava meu banho e secava meu cabelo com o secador. Duro mesmo era o odor do cigarro no nariz. 
E o pior de tudo da festa da minha cunhada! NÃO TEVE BOLO.
Quem organiza uma festa de aniversário SEM BOLO?
E o que a minha cunhada ganhou de presente dasmigas? Uma furadeira! Sim, mulher holandesa, né, gente! hahaha
Tomara que ela não ponha as paredes abaixo fazendo tantos buracos.
Mas você tá aí, criticando a festa da sua cunhada e você mesmo nem fez nada?
Pois é...não.O que de certa forma foi bom, pois agora será um aniversário atrás do outro, principalmente na família. E temos os compromissos com a minha sogra. 
De qualquer forma, fazer aniversário é bom. Tirando o lado de ficar mais velha, receber atenção das pessoas queridas é bom.
Mais um ano...vamos em frente!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Arroz de festa

Pois é...tem este termo para definir aquela pessoa festeira, que está em todas.
Bom, eu acho que já fui arroz de festa mas mudei...ainda mais depois da mudança de país.
Quando a gente chega, a gente quer participar de tudo que é encontro, evento, festa...afinal queremos criar novos círculos de contatos e amizades. Aliás, círculos estes que foram minguando aos poucos e se acabando mesmo.
Porém, aqueles amigos de sempre, sempre ficam...haja o que houver e alguns novos também reconhecem que por estarmos "longe de casa" temos que nos esmerar e procurar estabelecer novas e boas relações.
Agora, certos eventos, eu fui mesmo deixando de ir. Pelo motivo de ver que faltava um pouco de qualidade naquela relação pré estabelecida, afinal, a gente sabe, tudo é uma questão de reciprocidade e afinidade. Simples assim. 
Eu não tenho problema em "ser contato" de alguém desde que este contato não venha exigir de mim uma relação de amizade, quando eu não tenho a amizade dela. 
Eu acho que as pessoas perderam um pouco a noção. Existem sim: contatos, conhecidos, vizinhos, colegas, amigos e familiares. Claro que as pessoas podem mudar de núcleos, tudo depende das oportunidades, convivência...mas sem neuras, por favor. Eu tinha amigos, conhecidos que viraram "desaparecidos".😂 É a vida...fazer o quê?
Um pequeno exemplo: uma colega de trabalho pode comentar dos preparativos para o casamento dela, mas ela não tem a obrigação de te convidar.
Enfim...hoje a gente pensa duas vezes...e meu marido é muito mais caseiro do que eu.
No final do mês passado, aconteceu uma festa de família. Decidimos por não ir. O motivo: gente que a gente nunca vê. Primos que não se visitam...tio e tias que nunca encontramos...A gente não tem mais paciência para todo o gasto de energia que é colocado em encontrar as pessoas, procurar criar aquele vínculo, perguntar, responder, ser simpático e depois..."até nunca mais".
A tia do meu marido, que se mudou no início do ano, decidiu reunir a família pra mostrar a casa nova. O tal do "housewarming". Ela mandou o convite no início de julho para a reunião no fim de agosto. Ou seja, tão cedo para todo mundo poder ir.
Titia pediu confirmação mas não nos manifestamos. Se fosse a MINHA TIA...eu teria era participado no dia da mudança até... mas também não me preocupei e tampouco meu marido, pois era um convite e não uma ameaça. A resposta seria para caso fôssemos.
Aí, senta que lá vem história...
Muitos dos primos que confirmaram, na hora H deram uma desculpa e não apareceram. Isso eu achei horrível.
Meu sogro reclamou porque a titia reclamou com ele. Não tinha escutado nada de nós.
Meu marido escreveu a ela explicando o nosso comportamento "associal" e disse que gostaria de visitá-la numa outra oportunidade.
Ela respondeu, amavelmente, que somos bem vindos porém, agora em setembro, a agenda está insanamente lotada de festas. Depois, em outubro, devem começar alguns pequenos reparos na casa e quem sabe lá em novembro...
É...titia é a maior "arroz de festa"...e cá pra nós...esta visita vai rolar é nunca...E pra ajudar ninguém mora perto...a família toda espalhada. E esta formalidade toda...AGENDA...já nos dá arrepios. Mas claro, evoluímos, somos todos muito ocupados...precisamos ter tudo ali planejado, esquematizado, analisado...ai ai ai
E pensar que no meu tempo, com minha tia...era ir na padaria, comprar as coisas pro lanche, chegar, sentar à mesa da cozinha...logo o café passado, fresquinho...ela abrindo a geladeira e tirando tudo de lá de dentro...e se a gente levantesse pra ir embora, ela falava que era pra ficar pro jantar! rs
Tias na Holanda e tias no Brasil, nem tá mais assim tão distante não rs...foram-se os tempos dourados...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Da série: vou viver uma vida e não vou ver tudo...

Sabe, eu venho contar aqui e a maioria dos eventos são aqueles que me assombram.
A gente cresce com uma certa educação, ao decorrer da vida adquirimos aqueles códigos sociais de boas maneiras, seja no trabalho com os colegas e superiores, com amigos, família e por aí afora. Claro que cada um de nós temos o nosso jeito de ser, que é o que nos diferencia dos outros, afinal temos emoções, sentimentos, características! Uns mais introvertidos, outros mais abertos e receptivos. Outros mais atirados e comunicativos, outros mais solitários.
E tem coisas acontecendo aqui ao meu redor que vai totalmente contra a tudo que já vi nesta vida!
O conceito de amizade será que mudou? Depois dizem que nós, brasileiros, é que temos a mania de achar que todo mundo é amigo.
Continuando sobre a festa surpresa da vizinha.🎂
O vizinho pediu para fazer o favor de receber o presente dela. Claro, tem que ser surpresa. Até aí, ok. Me avisou o horário e recebi o presente na minha casa.
E qual não foi a minha surpresa quando ele passou um e-mail para todos os envolvidos dizendo que ele tinha comprado o tal presente e que ele esperava que as pessoas colaborassem.😲
Gente, primeiro ele convidou todo mundo e disse que ninguém deveria se preocupar, o importante seria a presença. E depois que as pessoas, mesmo no meio de seus compromissos da semana, se prontificaram a participar, ele vem com este papo?
Eu acho isso manipulador, deselegante, cara de pau mesmo!
Não vejo nada demais numa festa surpresa desde que as pessoas sejam amigas de verdade, pessoas íntimas do aniversariante e que um presente comum seja acordado entre todos, previamente. Eu já participei de coisas assim antes! A tal famosa vaquinha, ainda mais para os colegas de trabalho com que a gente estava todos os dias. A gente combinava antes com os demais, o presente, o valor.
Isso não é a primeira vez que acontece. De uma outra festa nós não participamos. Foi mais ou menos na mesma linha.
Acho de muita cara de pau fazer uma festa no sentido realmente de angariar fundos para o presente que ele determinou que queria dar. Claro que é tudo muito sutil. Sempre está lá que você pode participar com qualquer valor e se quiser, que a sua presença é o que importa e blablabla Se é o que realmente importa porque se presta a este papel?
Há escolha afinal?  É tão sutil que você se sente colocado contra a parede e para não ficar chato acaba fazendo o jogo da pessoa.
Meu pai diz que isso é "fazer bonito com o chapéu dos outros". 😜
Só dá vontade de ficar bem longe desta gente!
Mas...Olha, isso virou moda agora, é?😕

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O bebê, a vizinha e uma alemã


O que tudo isso tem a ver? 
Vou juntar tudo num mesmo post para economizar palavras...e poupa-los dos detalhes sórdidos!
Aqui na Holanda se faz todo um rebuliço quando nasce uma criança. Enfeita-se a casa, envia-se cartões. Os pais podem até ser daqueles que não olham na cara de ninguém na rua. Falar um "hallo" então...é como pedir dinheiro emprestado.
E nasceu uma menininha aqui. Nunca tivemos contato com o casal. Nem de "hallo". Pra ir mais além, não vi nem a moça grávida! Seria ela a Nazaré?  - ela vai voltar!!!! 
E para a nossa surpresa total, recebemos um cartão do aviso do nascimento da garotinha, com o número do telefone deles.
Pânico! E agora? O que gente faz? Os pais estão tão tristes que não têm visitas para receber e querem o apoio moral dos vizinhos? Querem conhecer melhor os seus vizinhos? Querem colecionar cartões de cumprimentos para mostrar à filha quando ela estiver grandinha?
Apesar de ter o marido holandês, ele nestas horas não é de grande ajuda. Ele também acha o povo tão esquisito que disse que não entendia era mais nada.
Sério, gente: entrei até na internet para saber como são as regras de fato. Encontrei de um tudo. É até questão de prova do curso de integração.
A maioria das respostas era: envie apenas um cartão de cumprimentos.
Outros mais sociáveis diziam...compra qualquer coisinha e aparece lá para cumprimentar pessoalmente, é legal.
Deixei o meu lado brasileiro falar mais alto. Ahhh, pare de tanta frescura, vá lá e pronto!
Telefonei antes, claro. O rapaz ficou meio perdido - imagina, parecia que tinha esquecido que deixou cartões na rua toda! Foi simpático e marcou a visita. 
Levei um presentinho e fui recebida cordialmente. Vi a pequena nova moradora da rua!
Sentamos à mesa, serviram café e os famosos "biscuit met muisjes" cor de rosa, lógico!
Ele começou a olhar no relógio. Achei estranho.
Meia hora depois, exatos trinta minutos, sou convidada a me retirar. Eles tinham hora no pediatra.
Doeu no fundo do meu coração.
Lição aprendida: faça a sua parte, mas não espere que eles queiram algo a mais. Já te deram meia hora da agenda deles e tchau! 
E, claro, meu sogro ficou muito orgulhoso de mim! Disse que o que fiz foi muito assertivo. rs
Próximo assunto...


Aniversário da vizinha. Será festa surpresa. Advinha...quase a rua toda convidada!
É normal isso? Fala sério...eu não entendo mais nada. Será que não dá pra ser só a família e algumas amigas dela mais próximas? Será que é tão pouca gente assim?
Eu tenho contato com ela...ela é legal, é. Estrangeira como eu e se mete mais com os outros...talvez por ela ter chegado há menos tempo, ainda tem esperança de criar laços com este povo aqui. 
Eu, sinceramente, fico com aquela impressão do "vocês têm que me engolir".
Lembro até hoje de uma ex amiga que se mudou e, por passagem de seu aniversário, convidou os vizinhos próximos para se conhecerem. Estava todo mundo lá, comendo bolo, bebendo, chá, café...rindo...rindo! Alguém a convidou de volta pra alguma coisa? Nunca!
Veremos o que vai ser esta festa surpresa!


E a alemã, foi uma senhora que conheci encontrei por acaso em Portugal.
Estava eu no telefone falando com a minha mãe na recepção do hotel. Quando terminei esta senhora alemã se aproximou, com um sorriso imenso no rosto...
_Ahhh você é brasileira? Eu escutei você falando ao telefone e identifiquei o seu sotaque e vi que é brasileira! 
Eu confirmei, claro, e ela continuou...
_Nossa, como vocês brasileiros são maravilhosos! Fiquei três meses lá no Brasil, passeando sozinha e como fui cuidada, bem recebida. As pessoas se importam com a gente...nunca vi nada igual. Tenho pena de vocês aqui na Europa...nós não somos tão amáveis como vocês. Deve ser muito difícil toda esta frieza das pessoas daqui.
A mulher só faltou me pedir desculpas! hahah
E ela ainda completou...eu só vim falar com você porque vi que é brasileira...se fosse uma outra alemã, não ousaria! Nós não somos abertos.
Esta senhora só faltou me abraçar e me beijar como se eu fosse artista de tv! hahaha
E aquela era a última noite dela no hotel. Nunca mais a vi.
Lição aprendida: ser gentil, ter um sorriso gratuito no rosto, se importar com o próximo ainda vale a pena!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O lugar é de quem chega primeiro

Então, vou começar o post avisando que o holandês, que levou o chapéu lá no aeroporto e que teve que ser até hospitalizado lá na China, não é o nosso amigo holandês de quem eu sempre falo aqui! Este é outro doido, sem noção que também acreditou no amor virtual. Assustador porque está cheio de gente caindo nestes golpes por aqui.

Mudando de assunto...

Quando começa a primavera e em seguida o verão, a cidade aqui tem uma programação de eventos culturais e até gastronômicos bem interessantes. Tá certo que alguns dos programas foram prejudicados pelo tempo que não colaborou este ano. Aliás, o balanço geral dos meteorologistas sobre o verão deste ano não foi nada animador. E olha que esta semana temos uma onda de calor pela frente. 

E o lado bom é que a Holanda fica vazia... a holandesada some para outros cantos da Europa e do mundo. Porém sempre ficam alguns e estes alguns...

Holandês é um bicho curioso...ainda não sei bem precisar a espécie que ainda me surpreende em tudo.

Um dos eventos que tivemos é um tipo de teatro em movimento a céu aberto. Muitos espetáculos legais, outros nem tanto, que acontecem pelo centro da cidade. E nestas vem gente de todos os cantos e países pra cá. Porém tem os holandeses também! rs
E é assim, lugar marcado não tem, o povo vai chegando e se juntando. Cada um que trate de procurar o seu lugar entre uma cabeça e outra para conseguir ver. Eu já fiquei atrás de muita gente, bem maior do que eu. Já consegui lugar pra sentar, já fiquei em pé, já fiquei frustrada e já tive sorte de ver tudo absolutamente bem. 
Num dos espetáculos haviam cadeiras para sentar, porém insuficientes. Tivemos que ficar em pé, numa fileira atrás de todo o público sentado. Nem achei tão ruim. Estávamos dentro de uma igreja e ficar em pé nos dava até uma visão privilegiada para ver a performance.
E a gente lá esperando a peça começar quando sinto alguém fincando o dedo bem no meio das minhas costas!
Eu odeio que façam isso comigo...odeio. Me sobe uma irritação instantânea do nada. Alguém me tocar, pelas costas, sem eu esperar. E não era só um toque. Foi um cutucão dolorido.
Olho para trás num repente. Era uma senhora holandesa e seu marido velho careca.
Ela me diz:
_ Hei...olha eu estou bem atrás de você e você está atrapalhando a minha visão. Não vê que sou mais baixa? Deixa eu ficar na sua frente.
Olha que criatura simpática.
Olhei para meu marido do meu lado, que olhou para baixo enquanto o velhinho o tocava no braço e dizia:
_ Hei, você é muito grande! Deste jeito não vemos nada.
Percebi a irritação imediata do meu marido. Ele simplesmente ignorou o velho. Eu fiz o mesmo.
Gente...eles poderiam ter buscado outro lugar. Viram que éramos altos. Por que ficaram atrás de nós???? Por quê? Com todo o resto da igreja ainda vago para quem quisesse buscar uma outra posição.
E o que os fez pensar que eles tinham direito ao nosso lugar????? Nós chegamos primeiro.
E do meu lado, uma senhora mais baixa. Ou seja, a tal senhora que estava atrás de mim, poderia muito bem ficar atrás desta outra senhora mais baixa. 
Eu fiquei me imaginando indo cutucar as costas de alguém já sentado e dizendo:
_ Saia daí que eu quero sentar! Me dê o seu lugar!
Logo em seguida, uma moça, do outro lado do meu marido. Simplesmente o empurrou pois queria fazer uma foto. Ela olhou pra ele:
_ Ai, você é muito grande! 
Por que não pediu licença? 
Parecia que o meu marido era o único holandês alto da Holanda!
Aliás é uma coisa ridícula...todo mundo filmando, fotografando exageradamente ao invés de prestar atenção na apresentação. Um horror!
É nestas horas que holandês para mim é muito arrogante e sem noção. Quando lhes interessam algo, eles não estão nem aí para ter o que querem.
E é por isso que eu não tenho mais dó de holandês que cai em golpe...porque eles ainda se acham os espertalhões.
Depois do ocorrido e eu ainda irritada com aquela abordagem, pensamos se deveríamos ter cedido os nossos lugares. Porém, até que ponto nós teríamos que nos prejudicar? Também não achei justo.
Enfim...tem holandês que não se enxerga.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Como se tornar a(o) tia/tio preferida(o)


Aniversários! Diversos!
Tivemos no domingo dois, só da sobrinhada.
Eu não costumo perguntar o que a criança quer de presente, mesmo porque aqui eles têm de tudo. O presente é mesmo para satisfazer aquela ilusão de criança. Sabe aquele clímax do abrir de um pacote? Pois então.
Porém, como foi o aniversário do nosso sobrinho mais velho - ele fez onze anos! - e como "não conhecemos o menino", resolvi pedir uma sugestão pro pai. Foi fácil! Dinheiro. O nosso rapazinho já quer comprar as próprias roupas.

Pra nossa primeira sobrinha mais velha, que fez nove anos, eu sempre levo roupas. E ela adora. E se acho mais alguns badulaques que é do gosto da mocinha, como livrinhos, coisinhas de menina, incluo no pacote também.

Porém, no aniversário da nossa geniazinha, que fez 6 anos, cunhada sugeriu comprarmos um Lego. Ela já tinha sondado a menina. Aí concordamos. Eu estava com pouco tempo naquela semana e minha cunhada se prontificou a comprar e nós só daríamos o dinheiro da nossa parte depois.
Quando chegamos na festa, claro que não tínhamos nada conosco. Achei que entregaríamos o presente junto com a minha cunhada.
Que nada...ela chegou antes e entregou o presente sozinha. Nem nos esperou!
Quando chegamos, a menina ficou nos olhando e eu disse que o tal Lego era nosso presente também. Ela não gostou muito, não. Afinal quanto mais pacotes, melhor!
Não gostei da atitude da minha cunhada. Achei meio oportunista, sabe?

Abre parenteses...escuto um papo de que cunhada era a "tia preferida" da menina!
Hummmm lógico, tia preferida...dá presente "caro", financiado por outros tios - nós - que não aparecem! Aliás, aparecem como se não tivessem levado nada.
Fiquei esperta, sabe! 

E desta vez, mais um aniversário e lá veio ela com a mesma proposta indecente de comprarmos o presente juntos.
A minha resposta foi um NÃO. Aliás, até já tinha comprado o presente da menina.
Fala sério...a criança vai receber menos pacotes. Vai se ligar pra valor? Claro que não!
A menina queria um relógio aí famoso entre as crianças da idade dela...que na verdade eu achei que era presente pros pais darem...não os tios. Nem eu tenho um relógio com tal preço hahaha
E, claro...ela mais uma vez ía bancar o título de "tia preferida". Comprar o relógio às nossas custas, entregar à menina como se fosse presente só dela. 
Depois da festa de abrir o pacote e quando chegássemos ela diria que também era presente nosso. Não vou cair no mesmo conto duas vezes.
Resolvi sabotar o plano e eu me tornar a tia preferida!
Levei QUATRO pacotes de presentes! Gente, juro, eram só pacotes, porque não deu nem dez euros de presente! Claro, tudo coisinhas de menina que eu sei que ela gosta.
A mãe veio me contar que a "tia preferida" disse à sobrinha que teve que comprar outra coisa porque nós já tinhamos comprado o presente dela. A reação da menina foi inesperada...ela ficou feliz, dizendo que sempre recebe de nós roupas bonitas!
Detalhe...a camiseta que levei para ela vai combinar com a pulseira do relógio que ela vai ganhar dos pais! Me contou o pai feliz com a coincidência!
Agora o posto de tia preferida será meu, forever! hahahaha

Claro que eu não disputo nada, nem tia direta destas crianças eu sou... mas sabe quando fica um pulguinha atrás da orelha? 
Sambei na cara do sociedade holandesa com gosto!
E a "tia preferida"ainda foi perguntar à menina o que tínhamos levado pra ela.
Eu estava do lado e quase soltei um: tomou? Pena que ela não entende português.
Não sou cruel tá? Só de vez em quando!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carnaval na Holanda

Olha, eu não vi muita coisa sobre o Carnaval daqui.
Primeiro porque o tempo não ajudou em nada.
De domingo para segunda-feira o aviso de tempestade de vento, chuva...o fim do mundo!
Choveu e muito. Ventou e muito.
Aqui não é feriado, todo mundo trabalha normal...
Uma amiga me enviou uma mensagem perguntando se viajaríamos no Carnaval. Eu ri! Heeeelloooo isso aqui não é Brasil! rs
Se comemora principalmente no sul da Holanda.
Sei de desfiles que acontecem em alguma cidades e tem até carros alegóricos.
Aqui mesmo na minha cidade, no meu primeiro carnaval rolou desfile. Depois disso também nunca vi mais nada, ou porque estava frio mesmo ou porque não estávamos aqui na Holanda.
No jornal de terça-feira de Carnaval mostraram algumas imagens, mas muitos eventos tinham sido cancelados por causa do tempo ruim.

Achei um site falando sobre o assunto que diz:

"Carnaval na Holanda

O Carnaval holandês conhecido como um festival é principalmente comemorado no sul do país. Limburg e Noord-Brabant são as províncias de maioria católica, onde a maioria das pessoas celebram o Carnaval. Enquanto algumas pessoas levam a tradição muito a sério, a maioria das pessoas o mantém simples: roupas usuais, bebem, cantam e dançam."



Agora quem quiser ter uma ideia, dá para acessar este site aqui Max- Carnaval 2016 e ver uma cobertura de vários desfiles na terça-feira de Carnaval em diversas cidades na Holanda, não só no Sul. Aí vocês podem ver a produção do Carnaval holandês! 
Não tem bateria, não tem rainha de bateria e nem samba enredo mas tem um povo animado, preparado para curtir mesmo com o frio!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

É muita inspiração!

Sabe, eu acho que o espírito natalino está passando longe de mim este ano! rs
Eu acho que estou sem Jesus no coração. 
Talvez este não seja aquele post inspiradooooorrrr de Natal.
Dezembro começou com as devidas comemorações: aniversário da sogra, que fez setenta anos, e a reunião em família para o Sinterklaas. 
As crianças é que fazem a festa. É uma farra. 
Apesar deste ano não termos tido o Sinterklaas e nem os Zwarte Piet presentes na festa. Ahhh gente, confesso...fiquei decepcionada. hahaha
No Brasil, aniversário do meu pai. E meu irmão e nem os netos ligaram...olha que gente atenciosa! Mas deixemos pra lá a família brasileira por agora. Isso merece um post só! rs
E aí é aquela correria. Porque marido entra num ritmo de trabalho alucinante e eu tenho que rebolar para encaixar tudo, cronometrado.
As lojas cheias. Muita gente comprando tudo o que vê pela frente e eu me pergunto o que irão fazer com toda aquela quinquilharia...as criancinhas pedindo tudo, óbvio.
Encontrei a amiga russa, ou melhor, conhecida - em 2016 ela será rebaixada. Sabe gente...eu ajudo sempre que me solicitam e ela e me solicitou descaradamente este ano. Aí eu dou a ideia de um café, sair né, pra bater um papo. Pego aquele panfleto com descontos num lugar mais bacaninha. Passando em frente do supermercado, ela disse que precisava pegar algo. Tudo bem. Daí tem o café lá, grátis - que eu não gosto. Acreditem se quiser, o café foi lá, no meio do supermercado! Saiu do supermercado e me deu tchau e como quem diz: olha, já dei um pouco do meu tempo a você.
Imaginem a minha cara de tacho.



Bom, tudo na vida é prioridade. O café comigo talvez seja jogar dinheiro fora e perda de tempo.
E daí eu dou todo o apoio moral praquele amigo depressivo, desempregado, sozinho. Chega nesta época, é pior ainda e a pessoa além de depressiva é egoísta porque nem dá as caras. 
E a coisa no Brasil tá feia. A empresa onde trabalhei demitiu quase quinhentos funcionários! Climão.
E o Natal? Como é que fica?
Convidei o amigo holandês pra vir aqui, almoçar. Estes dias fiz um prato que rendeu horrores e, como é Natal e porque a situação dele não anda boa...mesmo ele tirando da mochila o seu Iphone 6 tinindo de novo. A pessoa traz um cartão de Natal? Não.
Sabe...o que eu vejo é todo mundo querendo tudo pra si! 
Não quero ser bajulada, mas um pouco de simpatia, de atenção, uma conversa sem grandes pretensões....
E assim, gente, eu vou ficando calejada. 
Mas como tudo na vida tem dois lados, também não posso reclamar, porque eu reconheço que tem gente legal que me dá atenção.
Estes dias mesmo, uma antiga amiga me chamou e batemos o maior papo. Fiquei feliz da vida!
Uma amiga que liga pra contar uma novidade. Como fico contente!!!!
E eu quero sabedoria para não ser injusta, indiferente com gente legal.

E gente, a festa é dentro de nós, com os que nos cercam. Não importa se a festa será grande, farta, pequena, discreta.
Eu gostei do que a Carol falou: "A gente dá o que tem. Eu vou dar o meu melhor!"

E porque é Natal... renascimento e fé em tempos melhores! 

E, claro, que preciso agradecer vocês que passam aqui, porque com certeza é uma atenção dispensada a minha pessoa, as minhas ideias. Uma palavra, uma frase, uma ideia, um toque, uma crítica deixada por aqui, sempre será de grande valia.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Aniversários


Eu me considero uma pessoal sociável. Até penso que já fui bem mais arroz de festa do que nos dias atuais. Também penso que tinha muito a ver com a minha vida no Brasil, onde os contatos são mais rápidos e qualquer coisa era motivo para juntar uma galera e sair para se divertir.
Daí que ter galera pra sair, já não se tem. Ir com aquela amiga pra passar uma tarde no shop's também não tem, sair para encontrar a galera numa pizzaria também não se tem, enfim...
Aqui as coisas mudaram e mudaram muito. Chego a ficar na dúvida até em como agir em determinadas situações e hoje estou mais contida. Não me transformei numa antisocial, mas penso duas vezes antes de qualquer esforço para uma nova empreitada.
Eu até que organizava encontros aqui em casa, pra reunir o pessoal, mas sacumé, nem todo mundo ficou pra amigo, outro não ia com a cara do outro convidado. Então para evitar a fadiga, também parei com isso! rs 
Aqui a vida se resume a certos eventos: aniversários! Na sua maioria, comemorados na casa do aniversariante, e digamos, num ambiente restrito.
Aí que eu enjoei, gente! Enjoei deste círculo fechado que eu só encontro nestas ocasiões. As pessoas que não são minhas amigas, nem se tornaram e nem se tornarão.
No aniversário do sobrinho, semana passada, eu pulei! Marido foi sozinho. É muito chato.
Certos aniversários ainda têm umas pessoas atenciosas, daí que até se torna agradável. O papo flui, mas é só ali, naquele momento e até o próximo aniversário, entendeu?
Agora se você não tem contato, nada em comum com as pessoas da festa, só com o aniversariante...sério, não precisa me convidar. Prefiro que esta pessoa, amiga minha, venha na minha casa, que façamos alguma coisas juntos, tomar um café e pronto, pra mim, tá ótimo.
Primeiro, que certas pessoas são já conhecidas, vizinhas, colegas de academia ou sei lá mais o quê e quando a gente chega, me sinto uma intrusa e a conversa sempre começa do zero! Porque até com a amiga, eu percebo que a relação esfriou. E no final, em festa, nunca dá pra conversar porque, claro, a atenção tem que ser compartilhada, servir os convidados e toda uma dinâmica.
Claro que tem aniversários que eu gosto de ir, mas o meu contato com estas pessoas é mais frequente, mesmo que eu não tenha um contato muito próximo com o restante dos convidados, mas sempre tem alguma coisa em comum. Daí é diferente, tenho uma sensação legal de estar mesmo entre velhos amigos.
Agora fazer de aniversário o compromisso obrigatório porque é só lá que você vai encontrar aquelas pessoas, não, não dá.
Ahhhh e como aqui é muito comum dar dinheiro de presente, teve gente que viu aí a grande oportunidade de negócio. Começou a organizar festa só para faturar uns extras.
Eram aquelas festas lotadas de não ter lugar nem para sentar, de ficarmos em pé no hall de entrada!
Destas festas, eu também caí fora! A gente não era convidado pela amizade, mas pelo fato de colaborar no faturamento.
E, falando em vida social, tem alguma experiência para compartilhar? Conta aí, vai!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ainda sobre o carnaval


Eu sei, o carnaval deste ano já passou e faz tempo e com certeza já deve estar tudo ou quase tudo pronto para o carnaval do ano que vem.
Festa tradicional brasileira, conhecida no mundo todo, a gente sabe disso também.
Porém, todavia hoje eu parei para pensar nesta festa mundana, profana depois que meu sogro me mandou um email.
Bom, o email tinha um anexo nomeado "São Paulo Carnaval 2015".
Só "mulé pelada", ou quase! hahaha
Sabe, a fotos parecem que foram tiradas com "segundas intenções". Olha só o que o carnaval do Brasil tem!!!! E uma coleção de fotos de mulheres seminuas, uma atrás da outra, sem mostrar um carro alegórico, um bloco integrante, a bateria, nada mais.
E eram umas fotos assim desnecessárias, das mulheres se arrumando, colocando aquelas peças minúsculas da fantasia, tapa sexo. Pra quê registrar estes momentos se o carnaval não é isso.
Acho que só entende o carnaval brasileiro quem é brasileiro. Um estrangeiro não tem esta capacidade, esta empatia para saber que o carnaval é muito mais. Retrata a história, costume de um povo. A música, o samba enredo, a bateria, os demais integrantes que desfilam e representam personagens e que compõem, junto com estas mulheres maravilhosas, uma festa linda e cheia de glamour. A nudez é despercebida e se torna natural dentro daquele cenário exuberante. A sensualidade, a naturalidade passam longe da vulgaridade e da promiscuidade.
Ok, depende dos olhos de quem vê...é verdade. Afinal, coitados de alguns estrangeiros que nunca viram mulheres tão lindas e maravilhosas como aquelas do carnaval. Realmente, há de se compreender que muitos perdem o fôlego e ficam totalmente perturbados, pensando só naquilo.
Somos sim o povo mais sensual do planeta!
Claro que eu não levei a mal o email do meu sogro, mas era como se ele me questionasse algo. Eu respondi de volta, com bom humor. 
Muitas daquelas mulheres que ele tinha visto são mulheres bem sucedidas, atrizes, apresentadoras de TV e que emprestam seu corpo a um personagem que compõe uma história que será contada com música, com outros integrantes, como homens, idosos, crianças que se transforma numa festa linda e cheia de glamour. Que elas não estão simplesmente nuas ou seminuas por puro desejo, pra se oferecer.
Que graça teria a festa com todos cobertos da cabeça aos pés? O carnaval é uma festa sensual, oras bolas!
Ahhh mas você é ingênua, rola muita coisa por detrás das plumas e paitês. Sim, rola muita coisa, mas ali, na avenida, na hora de um desfile, só dá pra ver beleza e emoção.
Pra mim, o carnaval no Brasil está em outro patamar...é algo artístico, cultural e histórico que só entende quem tem samba no pé. 
Um estrangeiro pode achar bonito, lindo, divertido, muito louco! Porém, sentir como um brasileiro que tem ou teve a oportunidade de ver o recuo de uma bateria, a paradinha e aquela multidão cantando o samba enredo, esta emoção ele não é capaz de ter, de entender e muito menos de sentir, infelizmente!