A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Coronavírus


Pois é, um assunto que não sai da pauta dos jornais é o coronavírus.
Chegou na Itália e de lá está se alastrando para outros lugares. Já há registros de mortos.
Estamos numa época aqui de férias escolares. A semana passada e esta. Muita gente viajou. E creio que não tardará para aparecer os primeiro infectados na Holanda.
E tem muita gente nem aí. Seguindo com a sua vidinha como se nada estivesse acontecendo.
Turistas holandeses, apesar de não estarem infectados, estão "presos" num hotel em Tenerife porque lá foram diagnosticadas pessoas com o vírus.
Num vilarejo na Alemana, a cerca de 20 km da fronteira com a Holanda, um casal foi diagnosticado. O marido está infectado e internado em quarentena. E eles estiveram de visita no sul da Holanda. Pessoas que estiveram com este casal já estão sendo rastreadas.
Vamos ver o que vai virar. Já estamos até pensando em fazer compras de items de primeira necessidade a mais no supermercado, por precaução.
Vamos aguardar.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O primeiro post de 2020

Pois é, já estamos na metade do mês de janeiro do ano de 2020.
Olha, se tem uma coisa que eu acho muito chata é gente chegar já perguntando onde serão as férias, se já reservamos, se eu vou para o Brasil e quando, quais os meus planos para o novo ano.
Minha cunhada já reservou as férias de verão. Sim, os holandeses começam o ano reservando as férias. Fico pensando...e se der algum xabú? E se você decidir mudar o destino?
Ai, gente, acho tão estressante planejar, planejar e planejar... rs
Imagina que fomos visitar meu sogro. Ele avisou de que poderíamos ficar apenas uma hora ou uma hora e meia com ele..olha tantos anos aqui e eu ainda não me acostumo com estas coisas, tudo ali na agenda.
Enfim...
Aqui temos nada programado. Dizem que quem não se programa acaba fazendo nada...depende né do que é nada pra um e nada para outro. Tudo é relativo. Concordo que para cada ocasião se faz uma necessidade de se organizar ou não com antecedência.
Sempre me lembro de uma viagem, agendada, programada devidamente com antecedência e, no dia do embarque, o vulcão entrou em erupção e fechou todo o espaço aéreo europeu. O plano B, pensado no minuto seguinte: enfiar tudo no carro e cair na estrada.
Mais importante do que se organizar, muitas vezes, é estar preparado para improvisar. Ser capaz de pensar rápido, agir, seguir e ficar feliz!
Imagina que minha vizinha que retornou das férias do Natal me perguntou se vou passar o Natal no Brasil. Sabe quando você nem tem resposta porque simplesmente nem pensou nisso???
Fala-se tanto da tal ansiedade e as pessoas nem se dão conta de como estão pilhadas, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo...
Vamos começar o ano mais leve e relax...faz bem pra mente e o corpo agradece.
Mais calma para 2020, por favor!

domingo, 29 de abril de 2018

Eis me aqui

Oh eu aqui...de volta para o meu blog! Não é falta de vontade de escrever. Ao contrário, vontade eu tenho, porém sentar aqui requer tempo e concentração, mesmo que seja um post curtinho.
O tempo não anda grandes coisas. Tivemos dias quentes, assim, de repente. Eu já fiquei mole. A gente sai do casacão pesado de inverno direto para as roupas de verão. Ah isso pra mim é muito extremo. Não tenho tempo de me aclimatizar. As roupas de meia estação estão, praticamente, esquecidas no armário.
Nem acredito que estamos com os pés no mês de maio. O tempo passa e a gente mal vê.
Por aqui, semana de férias...ou duas semanas de férias...nunca sei. Uma que são férias escolares e algumas escolas dão de uma a duas semanas de férias. Como aqui ninguém está na escola, passa batido pra gente. Fico sabendo que é epoca de férias porque o povo começa a falar e a perguntar. Tenho amigos com filhos em idade escolar, vizinhos, sobrinhos.
Os "pobres mortais" se programam, obrigatóriamente, para viajar, fazer algo inusitado. Porque né, hoje em dia, tem que se fazer alguma coisa, ficar em casa é pecado mortal. O que a criancinha vai contar na escola para os coleguinhas? Ai, quanto estresse!
E o que eu acho estranho é gente que não precisa sair de férias, sair! Alguns vizinhos sumiram. Eu acho que é só para tumultuar! Aqui evitamos programar passeios ou viagens pois sabemos que tudo estará cheio, lotado, custando mais caro...se não precisamos, não fazemos. Simples assim!
E para vocês terem uma pequena ideia da falta de glamour que é sair de férias rs olha o aeroporto de Schiphol hoje de manhã. Houve um problema técnico, voos super lotados, sistemas fora do ar e muita gente ficando pra trás.
Chegou num ponto de fecharem o acesso ao aeroporto já na estrada! Uma loucura de carros, tudo congestionado. Pessoas desesperadas, abandonando seus carros, pegando suas malas e saindo a pé pelos canteiros e acostamento da estrada.
E, detalhe, já é a segunda vez este ano e num período igual de férias escolares. Em fevereiro também aconteceu o mesmo.
Tô começando a achar que ficar em casa é garantia de glamour nas férias... parece até a rodoviária do Tietê em SP em véspera de feriado prolongado!
E os meus vizinhos...com duas crianças pequenas...pela segunda vez no meio desta "folia"...ohhh férias de sonhos!
Eu passo! Boa viagem!
 




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Aberta a temporada de caças os turistas"


Pois é, há um tempo atrás estivemos passeando por Amsterdam e eu contei de como foi insano andar por lá.
Há tempos que os moradores de Amsterdam estão se movendo, pois eles perderam a cidade para os turistas.
Gente, eu fiquei boba desta última vez. Quem viu as reportagens e imagens sobre a Cracolândia em São Paulo? Olha...eu comparei com Amsterdam. Não aos drogados, lógicamente, mas pela massa de gente indo e vindo de todos os cantos e que, simplesmente, sentavam-se onde tinha espaço. Pessoas deitadas no meio a rua, sentadas no chão, em frente de portas e soleiras, comendo, bebendo e, pasme, até dormindo, tomando banho em fontes... rodas de uma pá de gente, tudo junto e misturado.
O que acontece é que muita gente está alugando suas casas para turistas. Casas inteiras foram transformadas em "pequenos hotéis". Tem aquele site famoso de aluguéis de imóveis para este fim turístico. Eu, sinceramente, não vejo lá tantas vantagens, mas aí vai do gosto de cada um.
Pois bem...a Prefeitura já está agindo e já tem uma equipe de agentes nas ruas para "estourar estas bocas de turistas" rs
Ontem mesmo, mostrou no jornal eles retirando os turistas destas casas que eles classificaram como "hotéis ilegais". Cuidado onde se hospedar, você poderá ser despejado!
E estão também planejando implementar uma lei para frear que pessoas aluguem as suas casas para turistas. Agora até onde vai isso...só o tempo dirá.
Outro caso muito caótico é na Espanha, em Mallorca. A coisa lá é muito pior. Uma cidade também na Croácia...ficou insuportável para os moradores com a invasão dos turistas.
É, pensando bem...eu acho que não deve ser muito legal, não...eu quando vejo a fila dando voltas na porta da sorveteria, desisto na hora. 😆

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Passando para dar notícias

Het Scheepvaartmuseum - Amsterdam
Que loucura, o tempo voa a olhos vistos e parece que não damos conta dos afazeres mais básicos.
Estou aqui, mas pensando nas coisas a fazer...parece que tem sempre alguma coisa esperando para ser executada. Uma gaveta cheia de documentos para serem arquivados, o armário para ser revisado e limpo...sim, um monte de coisas devem acontecer nesta época do ano, onde você está mais animado, disposto, mas falta tempo, porque, claro, tem que se aproveitar a vida lá fora, ao sol.
O calor não está grande coisa, mas passou dos 20 graus já está ótimo. Assim a casa não fica tão quente. Tem chovido também e há dias que parecem dias de outono. Outros de sol e estes são os mais agradáveis, sem vento, óbviamente.
Não sei se suportaria estar no sul da Europa, com 40 graus dentro de casa...Imagina que a onda de calor, que se instalou para lá, recebeu o nome de Lúcifer! Sugestivo, não? 😧
Tivemos obras em casa. Ainda não acabou... afinal o rapaz também é filho de Deus e saiu em férias. Tudo será retomado posteriormente, lá para o meio de setembro. Falando assim, até parece que está longe.
Foi uma semana que fiz café três vezes ao dia...bules e bules... holandês bebe café feito água. Cansei!
Não recusaram as fatias generosas de empadão de frango e da torta de atum! Porque holandês costuma olhar torto para o que não conhece e não querem nem provar. Mas os rapazes jogam no time do marido e disseram que nunca comeram algo tão bom!
Aproveitamos e fomos bater perna em Amsterdam...que loucura...andar pelas ruas é uma aventura. 
A cidade LOTADA. Gruda na bolsa, segura na mão de Deus e vai! Acho um porre um e outro te esbarrando, trombando com você e você querendo acelerar o passo mas sendo obrigado a andar a passos de tartaruga.
Fomos turistar no museu marítimo, é muita coisa para ver, é muita história, uma parte toda lúdica para crianças e adultos. Amei e vale muito a pena: Het Scheepvaartmuseum.
Também recebemos a nossa agenda para ficar com a minha sogra. Mas isso é capítulo à parte que conto outra hora.
E a saga do passaporte no Brasil? Era pros meus pais estarem aqui, mas a PF suspendeu a emissão de passaportes. Minha mãe esperou quase dois meses para receber o dela. Nestas, não pude comprar as passagens deles. E agora, as passagens estão pela hora da morte. No frio não querem vir e dou razão a eles! Ai que frustração. Veremos.
E todo mundo querendo saber por que Neymar saiu do Barcelona e foi para o time francês. Ohhh, tem mesmo que explicar, gente?
Aliás, se eu tivesse um salário de Neymar, não estaria pesquisando preços de passagens...seria fácil fácil fazer um bate e volta no jatinho da família! 😜
E a vida continua... bom verão!🌞

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Coisas de família holandesa

Minha cunhada mais nova disse que quer marcar uma conversa de família. 
Ela está muito preocupada com os pais, meus sogros. Ainda mais por conta da minha sogra.
Sabe, tem uma coisa que é difícil, achar que as pessoas vão mudar, ainda mais numa certa altura da vida: os costumes, o jeito de viver. Eles pensam: se já cheguei até aqui deste jeito e deu tudo certo até agora, fica assim mesmo, ainda mais agora, que falta pouco.
É o que sinto no meu sogro. Ele tenta mostrar que tudo está bem, do jeito que dá pra levar, tentando fazer tudo do jeito como sempre foi.
Eu, na minha mais singela opinião, penso que não podemos interferir muito. Podemos ir até um certo ponto, mas mais do que isso é complicado. Tirar a autonomia deles, não seria bom.
Eu acho que cada filho acaba tendo um tipo de relação com os pais. Fato. 
As minhas cunhadas têm muito mais liberdade com a mãe do que os filhos homens. É assim. É um espaço que eu nunca vou ter, por mais legal que seja a minha relação com a minha sogra.
Minha cunhada acha que a gente tem que fazer as mesmas coisas que ela faz com a mãe. Não dá. A relação que o meu marido tem com os pais é mais formal. E, naturalmente, eu, estrangeira, fiquei sim pra escanteio. Se isso foi de propósito, não sei. Não julgo. É um fato.
Vejam bem...minhas cunhadas se revezam levando a mãe pra casa delas, um dia na semana. Uma semana na casa de uma e uma semana na casa de outra. 
E o que ela faz lá? Ajuda as filhas...passa roupas e ajuda a cozinhar.

Quando eles estão aqui em casa, ela é visita. Eu não tenho coragem de aproveitar dela aqui em casa.
Já o chamamos, várias vezes, para virem fazer as refeições aqui.
No aniversário do meu sogro, ele não quis fazer nada. Liguei e falei para virem pra cá. Fiz um jantar especial para ele.
Agora quando chega fim de semana, feriado, férias...é cada um com sua familinha, viajando e curtindo. Ou seja, minhas cunhadas vão cuidar da vida delas..."a obrigação"do dia da semana foi cumprida.
Enfim, para mostrar que estamos diponíveis, não ignorando toda a situação problemática da família no momento, nós decidimos chamar os meus sogros pra viajar com a gente.
Fomos aqui do lado mesmo: Alemanha. Caso acontecesse alguma coisa, meu sogro poderia facilmente voltar pra casa com a minha sogra.
Ele não tem viajado mais com ela como antes mas, conosco, ele topou.
Foi legal, muito gostoso mesmo. Porém voltamos muito mais cansados do que fomos. Minha sogra, assim no dia a dia, está bem, mas a gente tem que ficar ligada nela.
Ela ficou surpresa ao nos encontrar no hotel quando chegou. Eu disse que a gente tinha ido fazer uma surpresa pra ela.
Cada manhã era um novo encontro. Ela ficava surpresa ao nos ver chegando para o café da manhã.
No fim da tarde, ao nos reencontrarmos para o jantar, mesmo depois dela ter passado o dia todinho com a gente, de novo, era um primeiro encontro.
Por acaso, havia um casal no hotel, vizinhos de rua deles. 
Gente, minha sogra ficava injuriada com a mulher, que era muito simpática. Minha sogra não se conformava que a mulher vinha toda cheia de intimidade conversar com a gente. Claro, ela não sabia mais quem eles eram.
Nunca falávamos do dia anterior. Meu sogro, às vezes, mencionava algo e ela olhava e questionava. Ele explicava e ela se calava.
Em alguns momentos, ela falava coisas que a gente sabia que não tinham acontecido.
Estávamos numa cidade e ela disse que, no dia anterior, andou por lá e encontrou uma conhecida. Totalmente absurdo.
E todas as vezes que chegávamos no hotel, ela perguntava o porquê de estarmos lá.
Algumas situações ela revelava a sua teimosia. 
Nos restaurantes, ela queria empilhar os copos e pratos na mesa. Quando eu disse que a funcionária do local arrumaria tudo, ela disse convicta de que ela também trabalhava lá e por isso estava fazendo o trabalho dela.
Meu sogro leva tudo do jeito que dá pra levar ou faz mesmo vistas grossas.
Ela se queixou muito de dor nas costas, depois dos nossos passeios. Falei para o meu sogro que eram as botinhas de salto dela. Era melhor comprar sapatos mais confortáveis. 
O que ele faz? Vai falar com ela e ela disse que estava tudo bem, que ela podia muito bem andar de saltos! Ele faz assim, espera pela decisão dela quando ela nem mais assimila nada. Difícil.
Enfim, a conversa em família ainda não aconteceu. 
Meu marido falou com o meu sogro a respeito e ele disse que a gente não tem com o que se preocupar. As coisas são como elas são. 
Lógico, ele tenta, ao máximo, levar tudo da forma mais normal possível, afinal ela é a mulher dele e ele quer preservar a vida deles, como um casal. No entanto, ele ainda deixa ela decidir as coisas e isso, em alguns pontos, não é mais possível.
Agora eles têm uma faxineira, escondido da minha sogra. Na cabeça dela, ela faz tudinho em casa.
Estou tentando convencê-lo a contratar um serviço de entregas de refeições...porque chegou num ponto que ela nem se lembra de que precisa comer. Meu sogro tem cozinhado...mas sabe Deus o que andam comendo.
As minhas cunhadas não realizaram que têm coisas muito mais importantes e práticas a serem colocadas em ação do que simplesmente levar a mãe ficar com elas um dia na semana, para o meu sogro ter um tempo só para ele. 
Enfim...veremos se esta conversa vai acontecer mesmo e quando.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quando chegamos em Faro


No dia que viajamos para Portugal, bem na estação de trem, aquela ansiedade de entrar no trem para irmos pro aeroporto, tudo ali com os minutos contados, damos de cara com uma conhecida.
Normalmente eu nunca encontro alguém assim...mas nestas horas "impróprias", sempre aparece um.
Claro que não era o momento pra parar e querer bater papo, mas a pessoa ficou ali, querendo saber.
A pessoa não te telefona, não vem te fazer uma visita, mas nestas horas quer saber.
 Enquanto comprávamos os bilhetes, ela, ali, parada, toda curiosa.
_ Vão para o Brasil?
Respondi que não, de que estávamos indo para Portugal.
Ela me olhou e disse que na semana anterior tinha ido para a Itália.
Legal para ela, mas eu não perguntei nada e ela continuou a falar ...
_ Ah mas em Portugal está chovendo horrores, você não está sabendo?
Tem gente que gosta, né? Simplesmente respondi que já sabia sim da chuva e tratamos logo de nos despedir e seguimos adiante.
Detalhe, ela nem sabia para onde estávamos indo em Portugal e lá não estava chovendo, só se formou um furacão! hahaha
Saímos da Holanda com um tempo bem fechado, frio.
Quando nos aproximávamos do aeroporto de Faro, o piloto nos comunicou da temperatura local, do horário e de que estava chovendo muito.
O que eu não sabia era de que toda a manobra para o pouso se passa em cima do mar. Se tem toda a vista da praia. Aliás, uma vista linda, mesmo com a chuva caindo e o tempo fechado.
Eu olhava e pensava que se o avião caísse ali, daria para nadar até a praia! Nãooooo, reparem o meu pensamento.
O avião parecia que planava enquanto descia. Parecia que o avião não queria descer.
Pousamos com uma sensação de uma força estranha empurrando o avião.
Quando descemos, foi no meio da pista.
O vento era tão forte que parecia que ía me dobrar no meio. Desci as escadas com medo de sair voando. Nunca vi nada igual. E a chuva caía torrencialmente.
Na ala de desembarque, até goteiras. Me lembrava mais uma rodoviária. Até o banheiro tinha "aquele cheiro".
Pegamos a nossa bagagem e fomos procurar o nosso transfer para o hotel.
Pela primeira vez, viajamos com pacote, via uma agência.
Aliás, a agência avisava que levaria uma hora e quinze minutos o trajeto entre aeroporto e hotel. Tapeação é a palavra. Levamos um pouco mais de que três horas, sem água, sem banheiro, sem comida. Tudo porque fomos entregando outras pessoas em seus hotéis. Detalhe: o nosso hotel era o último. Achei muita sacanagem da agência. 
Conversando com outro casal holandês, que também foi para o mesmo hotel que nós, a mocinha achou normal e ainda emendou que o tempo estava feio mesmo, de que adiantaria chegar logo no hotel?
Holandês tem cada raciocínio. Chegar logo para descansar, aproveitar o hotel, fazer um lanche.
Quando entramos no ônibus, a chuva já estava parando e durante a viagem o tempo abriu, saiu sol e esquentou. Porém quando chegamos no hotel já estava noite e escuro.
Eu tinha o estômago colado nas costas. Por sorte a recepcionista já nos encaminhou para o restaurante e pudemos jantar antes mesmo de fazer o check in.
À noite, no bungalô, na casinha, na oca... vendo o jornal da noite, soubemos de que a tempestade que caiu no Algarve, acabou sendo classificada como um furacão! hahaha
Estava explicado aquela ventania toda na hora da nossa chegada, do nosso pouso.
Sabe, tudo me lembrou o Brasil.
O cheiro, a saída de Faro, as estradas, a paisagem. O jeito como se faz a cama, o clima...e poder conversar com todo mundo a minha volta...que claro, não era holandês, nem alemão, nem francês, nem inglês... porque este povo não interage...
Me aguarde! rs

sábado, 5 de novembro de 2016

Já é novembro!!!!

Vista da Ponta da Piedade-Lagos
Puxa vida! Fiquei o mês de outubro sem escrever! Ohhhh céus!
Eu acho que eu tenho um monte de coisas pra contar...não são assim grandes novidades, mas até que eu tenho.
Por falar em outubro. É o mês do nosso aniversário de casamento, perto do fim do mês. Como completamos cinco anos de casados, oficialmente, eu pedi para o marido pra gente fazer algo mais especial. Uma viagem.
Fomos para Portugal, no Algarve, meio que por acaso. Sim, por acaso, porque o que eu tinha em mente era Barcelona. Porém, parece que o mundo todo queria ir para Barcelona... dias à procura de algum hotel, voo e nada aparecia. Claro, apareciam preços exorbitantes, hotéis de luxo, datas que não batiam com o período que desejávamos. Voos com horários malucos, saindo de aeroportos distantes. Maior frustração. As férias chegando e nada. Já até tinha jogado a toalha e me contentado em ficar em casa, sair por aqui por perto mesmo e pronto.
Ah, detalhe: quando eu encontrava algo, deixava para decidir depois e quando voltava para comprar as tais opções já não eram mais válidas!
Porém marido é daqueles que concorda com a frase: happy wife, happy life!
Ele mesmo resolveu procurar, meteu as caras na internet enquanto eu preparava o almoço do primeiro dia de férias dele!
Claro, primeiro ele veio me convencer de que eu teria que ser flexível com o destino. Tudo bem, concordei, mas ainda sim queria que fosse para a Espanha.
E eis que ele surge com duas opções, uma para a Espanha e a outra para Portugal.
Acabei eu mesma decidindo por Portugal. Lá estaria uns graus mais quentes!
E num sábado resolvemos tudo e na terça feira seguinte, embarcamos.
Na hora de arrumar a mala, um certo drama. Nunca tinha ido para Portugal e por mais que eu soubesse que estaria calor, fiquei com medo de ser pegadinha do site, e me deu um certo nó cabeça ao pegar as roupas de verão, biquini, sunga, protetor solar, chapéu, boné, chinelos! Enquanto eu olhava para a janela, via tudo cinza e vestia roupas de inverno.
Até a chegada em Portugal eu estava, assim, normal.
Saímos num voo super bom de Amsterdam... Acreditem ou não, estamos lá na área de embarque quando um senhor se senta bem na minha frente. Eu olho pra ele e ele olha pra mim! Nos reconhecemos, no mesmo click, mas nem eu e nem ele sabíamos de onde! Foi uma comédia porque a holandesada em volta, aquela da terceira idade que adora uma piada, começou a se meter.  Uau...se conhecem e nem sabem mais de onde! Ohhh
Até que, finalmente, lembrei dele! O pintor do prédio! Ele inclusive esteve no nosso apartamento para pintar os batentes da janela da cozinha uns anos atrás.
A esposa dele logo apareceu e deu tanta risada. Fomos todos no mesmo voo mas eles seguiram a viagem para a Espanha.
Fomos para Lagos e de lá fizemos outros passeios.
Minha alergia respiratória sumiu, não dei um espirro.
Comi sardinha na brasa! Pastel de nata, mamão, bacalhau, coxinha e risolis...pão de malte, feijoada portuguesa,  feijão....
Mas depois eu conto mais! Prometo!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Verão


Tivemos dias quentíssimos por aqui na semana passada. Passou dos 35 graus fácil, fácil.
E é um dilema: a gente reclama do frio e a gente reclama do calor.
Fato é que o extremo nunca é bom. Não dá pra ficar na rua, passear com um calor escaldante.
O mais curioso é escutar do povo que eu sou acostumada!
Não, não sou. Calor assim é na praia, com brisa, lá no Nordeste!
Tanto que não estou acostumada que nas nossas férias no Brasil, em SP, no começo deste ano a coisa foi feia e fiquei super indisposta por lá.
A técnica aqui é deixar a casa fechada de dia, abrir durante a noite e fechar de novo logo pela manhã. Assim evitá-se que o ar quente da rua entre, esquentando ainda mais dentro de casa.

Enfim, mas a onda de calor já passou e as temperaturas baixaram para níveis suportáveis.

O legal é ver o povo vestido na rua. Olha, sem querer botar reparo proposital, mas quando passam na nossa frente, não tem como não ver... 
As meninas abusam dos shortinhos e quando digo shortinhos, são curtinhos mesmo. É até esquisito porque ficam aquelas pernas longas e a cintura do short's quase até o pescoço hahaha
Mas enquanto uns desfrutam de um visual mais leve, outros ainda insistem nas botas e jaquetas. Sim...é uma coisa desesperadora de se ver. Não sei como suportam.

A sorveteria na cidade é que está faturando horrores, porque vive lotada. Tão lotada que eu desisti de comprar um sorvete outro dia.

Bom mesmo é ficar em lugares abertos, á beira de um lago ou rio, cheio de árvores. Fazer um picnic mesmo, pois espaços é que não faltam por aqui ao ar livre.
Eles desaconselham a entrar em rios grande e fundos, mesmo que estes ofereçam uma prainha. A temperatura da água pode baixar muito, causar caimbras e levar ao afogamento. Ou a correnteza mesmo, aumentar de repente, formar redemoinhos e arrastar a pessoa. E pensar que eu achava o máximo ver as pessoas nestas praias na beira do rio...não tinha ideia do perigo e, penso, que muitos não têm mesmo noção do risco que correm. Foi numa revista de informações da cidade que eles alertaram e também nos jornais locais distribuídos nas casas. Claro que há lugares para se nadar e estes também são indicados se forem seguros.

Os sobrinhos receberam do titio de presente o vírus da catapora! A tal gordelroos que marido teve, mesmo já fora do tal período de contaminação, pegou a criançada, os mais novos: 3,2,1 anos.
O nosso sobrinho de 2 anos era o verdadeiro garoto catapora. Ele estava até charmoso, de tão pintado de ficou, coitadinho.  
A minha cunhada disse que teve também a tal da gordelroos.

O pessoal saindo de férias. São férias escolares também.
Amigas russa e tailandesa já chegaram nos seus países.
Sogros também seguiram em férias...porém minha sogra não anda bem, mas qualquer hora falo sobre isso.
Nós aqui seguiremos com a programação normal...nada planejado, mas qualquer coisa a gente cai na estrada se aparecer a oportunidade!

E estamos em julho, segundo semestre do ano de 2015!
O tempo voa e boas férias pra quem já estiver nelas!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O calor


Devo dizer que não fizemos grandes e inusitados eventos nas nossas férias porque simplesmente o calor "brochou" muito dos nossos planos! hahaha
Mas você sai da Holanda, do frio, vai para o Brasil e diz que o calor atrapalhou planos?!?!
Eu podia inventar, né... mas não é o caso. Talvez eu fale mais do mesmo. Afinal, muita gente foi para o Brasil e, digo uma coisa, no Nordeste estava muuuuuito mais fresco do que no Sudeste.
O calor estava fritando os nossos miolos, arrasando com os nossos corpos. 
Era sair e voltar com a roupa molhada, grudada no corpo. E para dormir, então? Noites em claro, que eu levantava e pensava em colocar o colchão na calçada! E, olha, nem de noite tinha trégua.
As primeiras três semanas de janeiro, tivemos temperaturas em torno dos 35, 36, 37, 38, 39 graus todos os dias, sem trégua, sem chuva e sem vento.
Quando dava uma escurecida e começava um ventinho, a gente ficava feliz, mas chuva que era bom, NADA.
A coisa deu uma melhoradinha lá pro final do mês e tivemos temperaturas abaixo dos 30 graus. Ohhh e foi um alívio.
Aí começou a corrida contra o tempo para sair e fazer o que a gente não teve disposição naqueles dias escaldantes.
A gente ficou na minha cidade, que é apenas a 60km de São Paulo. Nunca fez calor como o deste ano. Todo mundo na rua, reclamando. Se via o povo arrasado pelas ruas. Todo mundo dando um jeitinho de se aliviar, garrafinhas de água, muuuuuito sorvete, se abanando, com guarda chuva, chapéus, bonés rs
Ir para o litoral em plena alta temporada, com tudo lotado, caro e ainda o problema da falta de água - porque se falta água com tudo normal - imagina com o problema aí nas torneiras do povo em dias atuais. Nem pensar em arriscar!
Estado de emergência já foi decretado na cidade. Baldes pra recolher água da chuva, da água que sai da máquina de lavar roupas. Água da pia usada pra lavar copos, frutas e alimentos. Tudo sendo recolhido e armazenado.
Mas, enfim, sobrevivemos... ver o Rei do Gado e Cobras & Lagartos, ajudou a passar o tempo, enquanto a gente esperava o sol baixar hahaha
Minha preocupação mesmo é com os meus pais. Não é nada bom para eles. Ainda mais que a casa para onde eles se mudaram não é muito confortável. Eu briguei, esbravejei e vamos ver se eles procuram algo melhor.
Sabe aquelas casas antigas? Portas e janelas que dão na calçada. E pequena. Pra eles dois só, até que está bom mesmo. A localização é ótima, bem no centro da cidade, porém o movimento é intenso durante o dia...meio estressante. Eu não me acostumaria mais.
Teve um dia que foi tanta gente lá em casa, que tivemos que sair pra calçada.hahaha
Foi logo que chegamos. Apareceu meu irmão, cunhada e crianças. Uma amiga com os pais dela. Depois a amiga, vizinha, a tia e o tio, o primo, a mulher e as tias deles. Até o cachorro que passava na calçada entrou.
E quando todo mundo resolveu que era hora de ir embora, pois já anoitecia e o meu irmão foi o último a sair, do outro lado da rua estacionou um outro primo meu. Tudo num dia só.
Aí que eu tomei a grande decisão da minha vida: comprar um ventilador, um aclimatizador, o que fosse.
E quem disse que as lojas tinham algum aparato pra vender?
Avistamos o último ventilador da cidade que refrescava a cara do vendedor na última loja que entramos, na esperança de encontrar algo. Até achei que ele pudesse a se recusar a vender. E, ainda pra ajudar, apareceu uma senhora que também estava interessada mas que desistiu por causa do preço. Eu já imaginava uma queda de braço, perguntas e respostas, um leilão pra quem levaria o último ventilador do deserto. rs

E voltar pra Holanda, sentir o vento frio no rosto, o corpo mais disposto... ohhh foi um alívio! 
Acreditem se quiserem! hahaha

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Chegando no Brasil

Ficamos dois anos sem ir ao Brasil.
Já estava me dando um certo comichão, saudades da minha mãe e um certo "saco cheio"mesmo da Holanda.
Meu aniversário próximo, que foi em janeiro, e férias de marido vencidas e acumuladas. Decidimos no início mesmo de dezembro do ano passado que o final de ano seria "em casa". Lá saí eu em busca de passagens pela internet e torcendo pros planos de última hora darem certo.
Tivemos sorte de achar os vôos com valores pagáveis para a época do ano. Voamos pela primeira vez com a Swiss air e foi tudo bem.
Saímos bem no finalzinho de dezembro e chegamos no Brasil a tempo de pegar a singela queima de fogos da cidade onde nasci.
Bom, eu viajei doente. Uma sinusite daquelas me pegou. Não consegui, como queria, levar tudo o que eu tinha planejado. Mal tive forças pra fazer as malas. Nem a geladeira esvaziei. Deixei tudo meio bagunçado e agora estou me dando conta do que tenho a fazer...rs mas, claro, as coisas podem esperar. O que não pode esperar são os meus post's mentais que pipocam pela minha mente. hahaha
A santa assistente do outro huisarts (médico), porque o meu médico tinha a semana de folga entre o Natal e o Ano Novo, me liberou um antibiótico, porém não forte o suficiente para me livrar de todo o incoveniente. Porém, lá no Brasil, através da minha super "netwerk" hahahah consegui o outro antibiótico (então receitado pela assistente do meu médico via telefone quando ligamos do Brasil) sem receita mesmo. Santa mulher do primo, farmacêutica, que tinha o remédio em casa!
Quando chegamos no Brasil, lá pelas oito horas da manhã, em Cumbica, no novíssimo terminal 3, o termômetro já marcava 27 graus.Ohhh felicidade... era só a gente tirando casacos, cachecol, enfiando luvas nos bolsos... porém, people, isso foi só o começo...
Só para deixar registrado: nenhum telefone público funcionava no saguão do aeroporto. 
A saída, depois que se pega as malas, desemboca dentro da loja do Duty free... achei um horror. Porque o povo vai se aglomerando, se acumulando e aquilo vira uma tormenta. E eu sou daquelas que não vê a hora de sair de lá de dentro, nem quero olhar nada, comprar nada.
O que me salvou foi ir ao balcão de informações e a recepcionista realizar a ligação do telefone dela. Detalhe: ela só podia ligar se fosse à cobrar. 
Ainda bem que papai atendeu a chamada a cobrar!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tô quase chegando

Oi people,

Estou quase voltando. Apenas mais alguns dias e a vida voltará ao normal.
Queríamos tanto fugir do frio que viemos para o calor extremo.
Ainda temos uns dias de férias pela frente, mas tenham paciência - a minha já está acabando rs - mas logo estarei de volta e, aí, ninguém me segura, ainda mais com a minha super conexão de internet da minha casa, porque a do Brasil....socorro!
Obrigada pelos comentários!
Até mais!!!