A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.

Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
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sábado, 6 de maio de 2017

O caso da bota...

Gente, quanto tempo uma bota (ou seriam botas?) deve durar, hein? De uma marca que se apresenta com qualidade no mercado? Um ano, dois?
Há três anos, comprei um par bem bonito e forrado para o inverno da marca s.Oliver e, assim... eu sou super cuidadosa e, também, tenho outros pares de botas, ou seja, eu vario. Não uso só um par como muitas holandesas fazem: usam aquela bota praquela determinada estação até acabar. 
Digá-se de passagem, outras botas de lojas mais populares que tenho, que paguei bem mais barato, com quase nove anos de uso e que estão também super conservadas.
Eu acho três anos de uso, considerando que não andei todos os dias de todos os invernos com ela, muito pouco tempo para um calçado que deveria ser bom, de qualidade, começar a dar problema. 
Quando fui calçá-la semana passada, notei que desgrudou uma pequena parte do calcanhar com a sola. Ah, gente, fiquei tão arrasada. 
Nem se percebe muito olhando assim, mas já notei que mexeu com a estrutura da bota ao caminhar, ficou totalmente frouxa nos meus pés. Você dá um passo e sente que algo puxa o seu calcanhar, que vai para cima e para baixo. Está causando um certo desconforto.
Pra vocês terem uma ideia, tenho a nota fiscal de compra, que foi na saudosa V&D, e a caixa original, tudo em ordem.
Pensei em levá-la ao sapateiro, que aliás marido achou absurdo. Muitos consertos ficam o preço de um par novo.
Aí tive outra ideia: entrar em contato com a marca, no site deles.
Fiz email, tirei fotos, expliquei a situação e...a resposta foi um balde de água fria.
Ah, mas você depois de três anos usando uma bota, vai reclamar? 
Gente, olha aqui o estado da bota, usei pouco pelo tempo que a tenho.
Se você perceberem, do lado esquerdo está a parte solta, dá para ver um pequeno vão entre a sola e o calcanhar. No outro pé está um pouco mais solto.
Olha que a sola nem aparenta desgaste.

Acima...nem uma mancha, nem um risco, está perfeita, como nova.


E olha o solado com tudo em ordem.
Esperava que a s.Oliver se oferecesse ao menos para pagar o conserto no sapateiro ou, o que é para eles, enviar um par novo?
Eu questiono a garantia do produto, a vida útil já que a marca não é assim tão popular. Tanto que a comprei na promoção. 
A pessoa lá do atendimento ao cliente simplesmente me mandou levar a bota para o sapateiro pois já passou da garantia e me desejou um bom dia!
É assim, uma inflexibilidade!

Hartelijk dank voor uw bericht.
Ik vind het vervelend om te horen dat het product niet aan uw verwachtingen voldoet.
Helaas vallen de laarzen met de aankoop datum van meer dan drie jaar geleden buiten onze garantieregeling.
Wanneer u de laarzen nog wilt blijven gebruiken kan ik u echter aanraden om deze door een schoenmaker na te laten kijken.
Het zou eventueel een eenvoudige reparatie kunnen zijn waarna u nog lang plezier kunt hebben van deze laarzen.
Desondanks wens ik u nog een prettige dag, mevrouw ....
Met vriendelijke groet,
Frank Sterken
Het team van de s.Oliver online shop
Klantenservice

Que decepção s.Oliver!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sucumbindo às lembranças de infância

Ah estava eu bisbilhotando pelas lojas e me deparei com esta garrafinha térmica. 
Não...não resisti e a trouxe para casa, mesmo que eu não vá usá-la por agora e sendo uma cavala véia, bom, quem sabe no futuro, poderá ser muito útil rs
Mas confesso que sucumbi quando vi esta estampa e este cachorrinho que era meu xodó quando criança.
Não é uma graça?

Snoopy- meu xodó

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Acabou mesmo


Semana passada a rede de lojas V&D começou de portas fechadas. Ao que tudo indicava, seria apenas para fazer um inventário aos novos empreendedores e as lojas ficariam fechadas por três dias.
Não abriram mais!
Infelizmente, foi confirmado o encerramento da rede. Não houve entendimento e nenhuma negociação. Cerca de oito mil funcionários foram demitidos. É muita gente!
Sem contar o grande choque pra sociedade holandesa de uma forma geral.


A V&D era uma rede de lojas de departamentos tradicionalissíma: roupas, sapatos, artigos para casa, cama, mesa, banho, papelaria, hobby's, alimentos, jóias e a praça de alimentação. Também fornecia marcas conhecidas.
Era sempre agradável passear numa das lojas ou até mesmo ir somente para um lanche, ou uma refeição na praça de alimentação. Era quase um mini shopping. Com um certo estilo e elegância, as lojas investiram numa repaginada nos últimos anos, para dar um ar mais chique às suas filiais.
Era uma rede acessível, com um certo charme sem ter preços caros...ou seja, todas as classes tinham chance numa V&D.


Sintam o meu saudosismo! 
Muita gente está desolada. Há cidades que perderam o seu atrativo, já que uma V&D costumava ser o coração comercial de uma cidade. Têm muitos prefeitos preocupados.
Felizmente, algumas filiais do La Place foram compradas pela rede Jumbo de supermercados e seguirão funcionando.


Aqui mesmo, a rua está triste. As pessoas nas ruas parecem que ficaram sem teto.
E pra onde vai esta parte da sociedade que consumia na V&D? Ficamos sem ter onde comprar.
Isso também já foi reclamado por muitos nas entrevistas.


Como a Bijenkorf que fechou muitas filiais, mas nem teve tanta comoção, pois a rede já é para os mais afortunados.
E na rabeira da V&D seguem as redes de artigos esportivos Perry Sport e Aktie Sport.
Meeeedoooooo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desconfie!


Ahhh eu estava sonhando com uma cena destas...


Já pensou que delícia....hein?
Cá vou contar para vocês, segue aí!
 
Uma coisa que eu via de muito diferente entre Brasil e Holanda era no quesito brindes no comércio em geral.
Um exemplo, assim banal, no shopping em SP, no dia da mulher eu já ganhei batom da Natura, flor da administração, chocolatinho...isso só passando, sem ter que comprar nada. 
E se voce é o aniversariante do dia, não paga o seu almoço no restaurante.
Tá ainda este glamour todo no Brasil, gente?
No Brasil, as empresas investem ou investiam em festas, em brindes diversos como viagens, mimos, hospedagens em hotéis, shows. Olha, eu desfrutei muito de muitas mordomias, não tenho do que reclamar. Levava minha mãe, amiga, irmão... Jantares, passeios, massagens, tratamento de pele...ohhhh tempos dourados.
E se você entrasse numa rede de lojas comemorando aniversário ou, simplesmente, lançando um novo produto...era certo de ganhar algum agrado.
Aqui na Holanda, nunca vi nada disso! Os cabeças de queijo não querem agradar e nem se preocupam com isso. O lema daqui é bem na máxima do "cliente nunca tem razão". 
Até que, às vezes, já vi algo bem discreto e nem sempre acontece.
Porém, por estes dias, passando por uma loja de lingerie, pijamas, biquinis e afins resolvi comprar um pijama que estava precisando. Por sorte, achei um bem fofo e na promoção.
Fui para o caixa pagar e na minha frente estava uma senhora efetuando um pagamento.
A atendente, discretamente, perguntou se ela tinha interesse em sauna, spa e ela respondeu que sim. Daí ela ganhou uns voucher(s) para um Spa resort.
Pensei cá com meus botões....huuuummmm a compra dela deve ter sido muito boa para a loja dar este brinde a ela. Eu com meu pijaminha de promoção com certeza não irei ganhar nada.
E, para o meu espanto total, aconteceu ao contrário!!!! Quase não acreditei! Meus olhinhos se encheram de luz!
Ganhei quatro voucher(s). Gente...QUATRO! Cada voucher era um "dagentree" grátis, para uma pessoa passar o dia no spa resort, derretendo na sauna e desfrutando do scrub (esfoliante) e ducha ILIMITADO!
Bom, já imaginei aquele dia ou melhor, dois dias dos quais poderiamos usufruir, pois tínhamos QUATRO entradas livres. Tudo bem, pensei até em chamar alguém para ir comigo, mas quem?
Aí que fui pesquisar pois eles possuem vários spas resorts pela Holanda.
Pra começo de conversa, claro que, qualquer coisa extra seria cobrada à parte como os roupões, toalhas, chinelos, refeições e algum tratamento adicional.
Aí la vem marido com a máxima do "oh, não é assim grátis, não!", presta atenção. Ele não se importa se tiver que pagar, mas ele não gosta de ser ludibriado. Ou a coisa é GRÁTIS ou não é!
Até aí, tudo bem...
O meu desencanto começou quando fui buscar pelas localidade e me deparei com os comentários!
Ohhh gente, eu chorava de rir!
As descrições me remeteram, imediatamente, a cenas dignas de um Piscinão de Ramos, com todo o respeito! Ainda existe o piscinão, minha gente?
Pensando bem, no piscinão devia ser mais confortável, pois os ambulantes andam para atender os clientes, dando tudo na mão do freguês.
Um reclamava de filas para tudo, pra comer, pra entrar na sauna, pra pegar toalha, pagar.
O outro reclamava da super lotação na sauna. Pensem na cena...milhares de seres nus no estilo tudo junto e misturado, disputando seu lugar ao sol.
Uma senhora reclamou que na hora de pagar, enfrentou uma fila para sair daquele inferno e que ainda tinham cobrado coisas que ela nem usou.
E os que passaram fome porque a comida do restaurante acabou?
Outros que vieram da Bélgica buscando por sossego, passar um dia lá se lixando e se duchando ilimitado e saíram mais estressados do que entraram.
Então...isso foi o brinde que eu ganhei da loja...GRÁTIS! 
Alguém vai querer?
Quando holandês dizer que é grátis, abra o olho! 


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

E assim começa o ano


Então que uma rede holandesa de lojas de departamentos, V&D, fundada em 1887, está falida.
São muitas filiais pelo país todo, com uma rede de restaurantes chamada La Place.
Ao total são cerca de dez mil e trezentos funcionários à beira do desemprego.
Isso está sendo um choque para a Holanda, uma loja muito tradicional que faz parte da história do país.
Muita gente vai nesta loja como quem vai para um shopping. Nem sempre para comprar. A esfera é bem agradável e as filiais de cidades grandes são uma beleza. Como tem a praça de alimentação, famílias inteiras vão "janar fora" já que a rede de restaurantes oferece, além dos quitutes doces e café, também lanches e refeições quentes diversas. E tudo muito em conta.
Eu acho realmente uma pena se o pior acontecer.
A rede está totalmente endividada e espera por novos investidores que até o momento não se apresentaram.
Claro que o movimento continua assíduo nas lojas, mesmo porque está tudo em liquidação. A certeza é de que as lojas sigam abertas por mais dois meses.
Gente, se fechar a V&D aqui da cidade, o centro vai acabar. Esta loja é que dá vida ao centro. Já temos muitas lojas que fecharam, foram embora da cidade. Há salões e mais salões vazios.
É uma coisa inexplicável.
Além dessa rede, uma outra de calçados chamada Macintosh Retail que detém as lojas Scapino, Dolcis, Invito e Manfield também já declarou falência.
Pois é...ano novo começando falido pra muita gente, infelizmente.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Nem parece que passou só um mês


Andando estes dias pelo centro da cidade, afinal ainda tem o resto das liquidações de inverno, tomei um susto.
Várias lojas sumiram. Fecharam ou se mudaram ou sei lá. Só sei que há vários locais vazios, fechados.
Até a loja de bijouterias fechou. A Bijou Brigitte.
A M&S também fechou. Não está mais lá.
A loja de sapatos, SchoenenReus que já decretou falência, está lá, cheia de placas com liquidação total, queima de estoque. Acho que logo também fecha as portas.
A Wilma's Linnenshop, especializada em roupas de cama e banho também desapareceu do mapa... não deu nem tempo de eu entrar na loja pra conhecer.
A Halfords de artigos de bike, auto, ferramentas, camping, etc etc também já era.
Parece que tantas coisas aconteceram num curto espaço de tempo que tenho a sensação que passamos meses fora da cidade.
Até as agências de empregos fecharam ou foram dividir o espaço com uma outra!
Oh fiquei assustada...daqui a pouco não vai ter nem vitrines mais para olhar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O calor


Devo dizer que não fizemos grandes e inusitados eventos nas nossas férias porque simplesmente o calor "brochou" muito dos nossos planos! hahaha
Mas você sai da Holanda, do frio, vai para o Brasil e diz que o calor atrapalhou planos?!?!
Eu podia inventar, né... mas não é o caso. Talvez eu fale mais do mesmo. Afinal, muita gente foi para o Brasil e, digo uma coisa, no Nordeste estava muuuuuito mais fresco do que no Sudeste.
O calor estava fritando os nossos miolos, arrasando com os nossos corpos. 
Era sair e voltar com a roupa molhada, grudada no corpo. E para dormir, então? Noites em claro, que eu levantava e pensava em colocar o colchão na calçada! E, olha, nem de noite tinha trégua.
As primeiras três semanas de janeiro, tivemos temperaturas em torno dos 35, 36, 37, 38, 39 graus todos os dias, sem trégua, sem chuva e sem vento.
Quando dava uma escurecida e começava um ventinho, a gente ficava feliz, mas chuva que era bom, NADA.
A coisa deu uma melhoradinha lá pro final do mês e tivemos temperaturas abaixo dos 30 graus. Ohhh e foi um alívio.
Aí começou a corrida contra o tempo para sair e fazer o que a gente não teve disposição naqueles dias escaldantes.
A gente ficou na minha cidade, que é apenas a 60km de São Paulo. Nunca fez calor como o deste ano. Todo mundo na rua, reclamando. Se via o povo arrasado pelas ruas. Todo mundo dando um jeitinho de se aliviar, garrafinhas de água, muuuuuito sorvete, se abanando, com guarda chuva, chapéus, bonés rs
Ir para o litoral em plena alta temporada, com tudo lotado, caro e ainda o problema da falta de água - porque se falta água com tudo normal - imagina com o problema aí nas torneiras do povo em dias atuais. Nem pensar em arriscar!
Estado de emergência já foi decretado na cidade. Baldes pra recolher água da chuva, da água que sai da máquina de lavar roupas. Água da pia usada pra lavar copos, frutas e alimentos. Tudo sendo recolhido e armazenado.
Mas, enfim, sobrevivemos... ver o Rei do Gado e Cobras & Lagartos, ajudou a passar o tempo, enquanto a gente esperava o sol baixar hahaha
Minha preocupação mesmo é com os meus pais. Não é nada bom para eles. Ainda mais que a casa para onde eles se mudaram não é muito confortável. Eu briguei, esbravejei e vamos ver se eles procuram algo melhor.
Sabe aquelas casas antigas? Portas e janelas que dão na calçada. E pequena. Pra eles dois só, até que está bom mesmo. A localização é ótima, bem no centro da cidade, porém o movimento é intenso durante o dia...meio estressante. Eu não me acostumaria mais.
Teve um dia que foi tanta gente lá em casa, que tivemos que sair pra calçada.hahaha
Foi logo que chegamos. Apareceu meu irmão, cunhada e crianças. Uma amiga com os pais dela. Depois a amiga, vizinha, a tia e o tio, o primo, a mulher e as tias deles. Até o cachorro que passava na calçada entrou.
E quando todo mundo resolveu que era hora de ir embora, pois já anoitecia e o meu irmão foi o último a sair, do outro lado da rua estacionou um outro primo meu. Tudo num dia só.
Aí que eu tomei a grande decisão da minha vida: comprar um ventilador, um aclimatizador, o que fosse.
E quem disse que as lojas tinham algum aparato pra vender?
Avistamos o último ventilador da cidade que refrescava a cara do vendedor na última loja que entramos, na esperança de encontrar algo. Até achei que ele pudesse a se recusar a vender. E, ainda pra ajudar, apareceu uma senhora que também estava interessada mas que desistiu por causa do preço. Eu já imaginava uma queda de braço, perguntas e respostas, um leilão pra quem levaria o último ventilador do deserto. rs

E voltar pra Holanda, sentir o vento frio no rosto, o corpo mais disposto... ohhh foi um alívio! 
Acreditem se quiserem! hahaha

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Moda outono / inverno

Antes que vocês pensem que eu me perdi de vez por aí, calma, estou aqui! rs

Gente, já estamos no meio de novembro! Que loucura, o ano está acabando!

O tempo já deu uma virada mas ainda temos dias de sol intenso. Até que as temperaturas estão bem amenas para esta época do ano, o que eu acho ótimo.
Só não estou gostando dos modelitos outono/inverno deste ano. Cada coisa sem graça, feia! Pro meu gosto, eu pulo.











Tá na moda estes casacos largões que mais parece o penoir da vovó!
Eu já vi uma meninas, moças, senhoras (daquelas que se estão super atualizadas nos modelitos) com estes casacos por aí, oh e não achei nada bonito.

E o que você têm visto de diferente? Ahhh e eu tô achando tudo muito caro, também! rs

Enfim, bom fim de semana, pessoal.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

No meio do caminho tinha um vendedor


Não entendo uma coisa: está cada vez mais complicado achar roupas e sapatos pra marido aqui na Holanda.
Puxa vida... ohhh lasqueira, um país que tem o povo mais alto do mundo, faltam tamanhos grandes!
Até uns anos atrás, era fácil achar nas lojas mais populares coisas com qualidade e com um precinho bom. Até nas liquidações, eu achava muita coisa legal do tamanho do marido.
Tinha até uma marca, numa tal loja, que as calças caíam como uma luva nele. Era eu ir lá, pegar o número dele e pronto.
Mas de uns três anos pra cá, tem ficado cada vez mais difícil. E quando encontramos são peças limitadíssimas e o preço? Lá em cima. Tudo bem, se a gente não tem escolha, a gente paga, mas nem assim.
Só sei que fomos pra Alemanha e lá, sim, fizemos a festa. Sapatos encontramos modelos lindos, baratos e até com descontos, até o número 50! 
Calças lindas! Pra todos os gostos e com os preços bem mais em conta do que aqui na Holanda.
E detalhe, nem comprei nada para mim! 
Desta vez, foi marido que recebeu um banho de loja, bem merecido. E eu, sou do tipo, que adoro escolher as coisas pra ele e junto com ele. Sozinho, ele não vai nem a pau fazer compras. Aliás, ele não está nem aí pra estas coisas de compras. Eu tenho que sempre frisar: é preciso! Ele revira os olhinhos e vai! rs

Mas enfim, eu queria era contar que passeando pelo corredor do shopp's, tinha uma gôndola lá e o rapaz nos chamou. A gente nem ía parar, mas, sabe como é... quando nos demos conta, lá estávamos presos na teia do vendedor.
Depois do peeling do sal retirado lá do Mar Morto nas mãos, daquele cheiro maravilhoso, do vendedor falando de todos os milagres do tal sal, depois passamos a "manteiga" e todos aqueles aromas e depois o tal peeling de gel pro rosto.... ahhh eu já estava no paraíso... mas... mas...
Fiquei firme!
Quando ele esgostou cada proposta e eu bati o martelo dizendo que eu não tinha intenção nenhuma de comprar produtos de beleza, o rapaz da Rômenia, fechou a cara, literalmente. Naquele momento eu acho que ele desejou nos mandar para o mar morto! hahaha
Seguimos o nosso caminho, com as mãos bem macias e perfumadas.
E é incrível, né? A gente ainda sai como se estivesse devendo algo pra pessoa! Que horror! rs
Mas marido ficou muito orgulhoso de mim! rs 
E, vamos combinar, daqui a pouco tudo lá no Mar Morto vai naufragar, né? Tão tirando o sal de lá! hahahah

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A diferença entre "bloemkool" e "courgette"

Pois é... eu acho que a caixa do supermercado tem que ser treinada de novo.
Porque ela não sabe o que é uma "bloemkool"


E o que é uma "courgette"



Lá fui eu pro supermercado - já tinha visto as ofertas, lóóóóóógico. 
Até tinha 5 euros em dinheiro vivo na carteira - porque aqui usamos muito o cartão de débito pra tudo - e eu, normalmente, não tenho dinheiro mesmo comigo. Quase nunca saco dinheiro.
Mas enfim, peguei o que tinha que pegar entre as ofertas que eu já tinha selecionado. Aliás, fui mais por causa de um pão caseiro/artesanal integral já que era produto novo na loja.
Peguei lá mais umas miúdezas e, voile, fui para o caixa, certa de que a compra não ficaria acima dos 5 euros.
Advinha se não tive que passar o cartão?!?!? 
O total da compra deu mais do que os meus cálculos mentais! Estranhei e paguei com o cartão do banco. Será que tô tão ruim assim de matemática?
Ela me enrolou pra me dar a notinha da compra. 
Normalmente, todos os caixas sempre perguntam se você vai querer a notinha. Às vezes, eu digo que não preciso e já saio andando. Porém, desta vez, fiz questão de pegar... e o que achei estranho é que ela já começou a passar a compra da pessoa seguinte. Numa dessas a pessoa nem liga, sai imediatamente. Mas eu, não.
Peguei a nota e vi! Claro, ela cobrou pela "courgette" o preço de uma "bloemkool". Na hora reclamei. Ela pediu desculpas e disse que eu precisa ir no balcão de atendimento ao cliente para eles corrigirem. Era uma diferença de 1,10 euro, cara! rs
Recebi de volta os meus trocos.
Mesmo assim, a conta ainda não batia!
Olhei de novo e, bingo! Outro item cobrado sem desconto que era justamente o tal pão especial que eu queria tanto experimentar.
Voltei de novo e mostrei pra mulher!!!! Mais 40 centavos de volta.
Ela me pediu mil desculpas pelo inconveniente!
Eu fiquei muito danada da vida! Caramba, e se eu não olho?!?! Parece pouco, mas 1,50 é, por exemplo, um pacote inteirinho de pão que dura dias!
E desaforo, né, os produtos todos em oferta e eles te cobrarem os preços "normais".
Não, não e não...reclamei mesmo!!!
Fiquei pensando depois em quantas pessoas que não conferem as suas compras!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Me diga onde compras e eu te direi quem és

Aqui a gente recebe, semanalmente, os panfletos com as ofertas da semana, novos produtos nos supermercados. Eu sempre olho e, não tenho vergonha alguma de admitir, eu busco sim as ofertas e saio, muitas vezes, garimpando as coisas em diversos supermercados.
Claro, que eu já quebrei a cara, claro!
Já comprei algo, barato e a qualidade era uma porcaria e me vem aquela do "barato sair caro". Também não volto mais lá ou não compro mais aquele produto naquele lugar. Pago mais caro em outro lugar mas sabendo que terá mais qualidade. Ou, muitas vezes, pela comodidade também, resolvo comprar algo no supermercado no meio do caminho, por exemplo. Porque eu não vou atravessar a cidade num dia de frio e chuva só pra pegar a oferta da banana por causa de uns centavos. Calma, lá! rs
Agora, eu não me importo nem um pouco com o nome do supermercado, se é X, Y ou Z. Pra mim, tanto faz. Eu me importo é com o meu bolso! E não quero nem saber se quem tá no supermercado tá bem vestido ou mal arrumado. Porque afinal, tem muita gente que só aparenta! rs
No entanto, fico boba quando fulano enche a boca pra dizer que só compra num tal supermercado! Parece que dá o maior status! 
Ai, gente... quanta bobeira. Eu nem falo no dinheiro a mais que a pessoa está desperdiçando - problema dela - mas a pessoa acredita mesmo que, comprando naquele supermercado estrela, ela faz parte da "nata da elite da sociedade carioca"! - fala de personagem de novela, tá gente! rs
E pior, acredita mesmo que a qualidade é muito superior à qualidade de outros supermercados mais em conta.
Sério, abra a sua mente e experimente mudar. Vai fazer bem para o seu bolso e não vai te diminuir como pessoa. Pode ter certeza! 
Às vezes, a qualidade do mais barato é até superior a do "supermercado estrela".
Cada coisa que a gente vê, que é de lascar, viu!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Histórias de supermercado



Lá fui eu para o supermercado.
Entrei, fui passando pelos corredores e, de repente, dei de cara com estas gôndolas de demonstração de produto. Nela, uma senhora muito simpática - holandesa - me convidou a provar um pratinho de massa. Era um novo produto e a marca tinha também o molho.
Puxei conversa perguntando como ela o tinha preparado. Se tinha colocado o queijo parmesão em pedacinhos ou era ralado mesmo. Ela foi dizendo e me dando idéias de como prepará-lo com outros ingredientes.
Aí eu me empolguei, né. A pessoa lá tão atenciosa comigo - tolinha, é, eu sei. Ela me disse que o produto estava em promoção de lançamento. A caixa de macarrão de 500 gramas e o vidro de molho grande, ambos, pela bagatela de 4 euros.
Coloquei os produtos na minha cesta, mesmo eu sabendo que aqui em casa eu tenho dois pacotes fechados de pasta e molhos. Mas, bom, desta vez era uma massa diferente.
Acontece que, conforme fui indo procurar outras coisas que precisava, me dei conta que o preço estava exobirtante! rs Com o mesmo valor eu compro o dobro disso de outras marcas.
Desculpa ae, people, mas olhei, vi a mulher na gondôla bem longe de mim, atendendo outra pessoa e oh, mais que depressa coloquei os produtos na sua devida aréa de massas do supermercado e me piquei, direto para o caixa. rs
Balanço final: e senhora ficou feliz porque eu peguei os produtos. Eu fiquei mais feliz porque os devolvi. rs

Outro dia, fui encontrar uma amiga e nosso ponto de encontro combinado era em frente do supermercado. E ela saiu do supermercado com um bolo pra gente tomar café aqui em casa. Como eu também precisava comprar algo, ela entrou de volta comigo no supermercado.
Porém, na hora de passar no caixa, ela lá com o bolo na mão que ela já tinha pago, óbviamente, e não tinha pego a notinha.
A gente lá dando risada, falando em português entre a gente e pensando em como tentar resolver aquela situação para ela não ter que pagar pelo bolo novamente. Chegando no caixa, falando em holandês, claro...a moça abre um sorrisinho e diz em português:
_  E vocês querem que eu acredite nesta história? 
Aí começamos a rir porque ela já tinha escutado a gente falando do tal bolo.
A moça era uma angolana e foi super simpática e não cobrou pelo bolo. Mas frisou que se a gente tivesse passado por outro caixa, iria ter que pagar de novo! hahaha
Foi por pouco!
Pois é, há emoções e desafios na vida doméstica! rs

domingo, 6 de abril de 2014

O "entregador" nosso de cada dia

Bom, acho que no mundo inteiro, hoje em dia, dependemos dos entregadores domiciliares.
Uns chegam com hora marcada, vem retirar o pacote na sua casa na hora agendada... mil e umas facilidades. Uma beleza! Quase.
Há os entregadores que acham que você é que tem que ir até eles!
Um dia (tinha que ser uma entregadora, rs) ela queria que eu descesse para ir pegar o pacote. Subiu toda nervosinha a escada. Eu disse que não podia descer, peguei o pacote. Ela virou as costas e foi embora bufando.
Tem os entregadores que acham que podem saber da sua vida. Sim!
Um dia eu não estava em casa e o vizinho de porta recebeu a encomenda.
No dia seguinte, o mesmo entregador veio trazendo outra encomenda. Assim que abro a porta, ele para no fim da escada, faz uma cara de curioso e vai dizendo:
"_ Ohhhh, ontem eu trouxe um pacote e ninguém estava em casa! Onde que você estava, hein?!?!" E detalhe para o dedo indicador, me reprovando por eu ter saído, como se estivesse falando com uma criança.
Até aí, claro, percebi que era uma brincadeira - coisa difícil entre o povo por aqui - e comecei a rir!
Pois é, "entregador confiado" a gente vê por aqui.
Ahhh e tem o entregador que você espera, espera e ele vem bem na hora que você dá aquela saidinha rapidinha. Porque você pensa que ele tem horário de almoço e não vai fazer a entrega naquele momento. Você sai e ele chega! Sorte que o vizinho estava em casa e recebeu.
Ahhhh e tem o entregador que fala com você como vendedor, fala tudo no plural como se tivesse uma equipe enorme, porém, no fundo, ele é tudo uma pessoa só: o vendedor, o motorista e o entregador.
Tem o entregador esquecido, atrapalhado!
Esta aconteceu com cunhado.
Chegaram na casa dele e, quando foram abrir o caminhão para descarregar a mercadoria, se deram conta que tinham pego o caminhão errado! hahahah
Agendaram para o dia seguinte, entre 9 e 11 da manhã e era um sábado.
Cunhado no maior sono, quando se dá conta que estão quase colocando a porta da casa dele abaixo. 
Ele levanta todo assustado, abre as cortinas do quarto e vê o caminhão, às sete e meia da manhã, na porta da casa dele. Veste as roupas correndo, quase rola escada abaixo mas, felizmente, desta vez o entregador chegou com o caminhão certo! hahaha
E alguém, aí? Tem alguma para contar "de entregador"? rs

sexta-feira, 7 de março de 2014

Código de barra, pra quê?



Às vezes, o supermercado recebe umas coisas bem legais de utensílios variados, móveis, roupas e sapatos. 
Normalmente quando vejo que o artigo é bom, se estou precisando e o preço tá convidativo, eu compro alguma coisa. Trago para casa, experimento e se não serve acabo indo devolver no mesmo dia.
Hoje foi assim. Achei um par de tênis super fofinho, encontrei meu número, passei pelo caixa, paguei e, aqui em casa, experimentei. Bom, não era exatamente o que eu esperava e, então, resolvi devolver.
Pensei em devolver primeiro o par de tênis, mas ía atrapalhar o rapaz que passava as compras de uma outra pessoa - e sempre tem cliente que acha que você tá furando fila e te olha torto - e como eu tinha coisas para comprar, faria tudo de uma só vez depois.
Fui para dentro do supermercado, peguei o que precisava e me dirigi direto ao caixa. 
Paguei pela minha compra e avisei o rapaz de que tinha uma devolução a fazer. Aliás, o par de tênis estava na esteira do caixa com a respectiva nota fiscal. Aí ele chamou lá um tipo de supervisor para dar baixa e autorizar a operação de devolução.
Ok, até aí, tudo bem. Só que o supervisor, um rapaz bem gentil, disse que, numa próxima vez, se eu tiver algo para devolver que eu vá primeiro ao caixa, fazer a devolução e só depois, se for o caso, entrar para o supermercado. 
Eu disse que como eu tinha que fazer compras também, fui direto para o supermercado para passar uma única vez no caixa.
Ele agradeceu e falou que tudo bem.
Daí eu saí do supermercado e fiquei pensando que diferença fazia em devolver antes ou depois.
Bom, como eu não sou uma meliante, me custou a cair a ficha. Claro, óbvio...eu poderia ter entrado, ter pego outro par de tênis e fazer a devolução como se fosse aquele que eu tivera comprado - e o meu tênis já em casa, seria grátis. Ohhh hein, people, não façam isso em casa, é feio!
Mas daí eu pensei, né, de novo que não pode ser assim tão fácil.
Me caiu a ficha de novo...e pensei na p*rr@ do código de barra, para que serve então?
E se eu, ao contrário de devolver, quisesse comprar o mesmo par de tênis? Tá, eu sei, ninguém faz isso, mas supondo, o produto seria cobrado de novo e o sistema não reconheceria que aquele código de barras já tinha sido lido?
Eu hein... que controvérsia! Fala sério!
Código de barra serve pra quê então, people?


PS: Marido acabou de explicar - com aquela cara do você não fez o que eu estou pensando que você fez - que serve apenas para determinar um produto e seu preço na hora de passar no caixa e nada mais.Ou seja, todos os pares de tênis do supermercado têm o mesmo código de barra, indepentende da cor, do número e modelo.
O sistema bem que poderia ser mais inteligente, né não?


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Não me ligue


Aqui na Holanda também existe um marketing f*d@o em vendas pelo telefone.
E para quem não quer ouvir aquela ladainha toda do vendedor, existe um site para cadastrar seu número para que as empresas NÃO te liguem.
Há em torno de 17 milhões de habitantes na Holanda e cerca de 8 milhões de números de telefones estão cadastrados neste site.
Mas enfim, de uns tempos para cá recomeçaram a campanha e, várias vezes, o telefone tem tocado, sem nenhum número de identificação, lógico!
Outro dia era gente querendo vender lingerie. Oi? Pelo telefone? Se até na loja, vendo a peça, segurando com as mãos, experimentando eu tenho problemas com tamanho, modelos, tecido e cores e, muitas vezes, não compro porque não me agradou, quem dirá comprar uma peça de uso íntimo pelo telefone? Nunquinha.
Depois ligaram, outro dia, para me venderem uma loteria. 
Eu nunca entendi muito bem como funciona aqui este tipo de coisa, nunca me interessei. Porém, parece que todo mês eles descontam um "valor simbólico"da sua conta no banco e, automaticamente, você está apostando. Parece que os sorteios funcionam de acordo com o seu código postal. Sei lá. Daí você pode até participar de programas de TV que dão prêmios em dinheiro e tals. 
A investida também acontece pelo correio. A gente sempre recebe cartinha, panfletinho dizendo que o prêmio já é seu se você registrar o código - em teoria já premiado com algum valor, só que não, claro - que recebeu no site, dar lá o número da sua conta corrente e, por umas vezes, você "joga grátis"e depois eles começam a debitar o "valor mensal".
Tudo bem, se você não quer saber de nada disso e despreza a sorte que bateu na sua porta, a cartinha você joga no lixo do papel que vai para a reciclagem e pronto, finito!
Agora, e no telefone?
Travá-se uma batalha psicológica e um simples "não estou interessado" pode ir muito além da imaginação. rs
O vendedor dando-se por vencido, diz que você pode ficar na linha para cadastrar seu número e não ser mais incomodado.
Aí você respira aliviado e, quando acha que vai resolver de vez tudo, você escuta: tu tu tu...
Isso mesmo, a ligação caiu! rs
E, no outro dia, tudo pode começar de novo...oh que legal!