Felizmente hoje está chovendo!
Um domingo chuvoso e até um friozinho. Estava muito seco. Um poeirão e tudo piora quando tem vento. Ainda bem que chove. Pra limpar o ar, pra baixar o pó, pra refrescar e pra trazer aquela sensação de descanso.
Mas estava aqui fazendo um balanço destes meses de isolamento.
Os sobrinhos fizeram aniversário. A sobrinha mais nova, agora em maio, completou seis anos! Lógico que eu ia mandar um cartão com algum presentinho. Fiz isso com os outros mais velhos.
Esta nossa sobrinha é a filha daquela minha cunhada folgada, cara de pau, espaçosa. Imagina que, uns dias antes, enviou email "sugerindo"que tínhamos que mandar um cartão para a filha dela, pobrezinha, que iria ficar sem festinha.
Para cobrar as coisas, pedir favores, falar mentiras, esta minha cunhada é ótima...lembra até do meu endereço de email. Só por causa disso, deu uma vontade enorme de sacanear e não mandar nada. Naturalmente que eu não ia jogar tão baixo. A menina não tem culpa da mãe que tem.
Meus outros cunhados não fizeram isso. E tão logo os nossos sobrinhos receberam os nossos cartões, nos telefonaram para agradecer. E eu nem esperava isso deles.
Fiz o que me cabia. Entrei no site de cartões, montei, escrevi, enderecei, escolhi o presentinho, paguei e enviei.
Missão cumprida.
E daí? Você escutou algum agradecimento?
Meu marido ainda escreveu de volta para a irmã. Não telefonou por ela nunca atende quando telefonamos. No email ele a parabenizou pelo aniversário da filha e perguntou se a menina tinha gostado do cartão e tals.
Alguém aí recebeu resposta????
Estamos esperando até hoje...
Para contar as novidades, fatos, impressões e tudo o que eu ainda vejo de novo!
A "Mudança para a Holanda" já aconteceu há alguns anos.
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Hoje já tenho uma certa rotina mas, ainda, com algumas coisas novas... assim é a vida.
Muitas coisas aconteceram... nascimentos, amizades novas e fortes, outras frágeis e desfeitas.
E vai-se vivendo e aprendendo, ou não...afinal quem é perfeito? Eu tento...
E a vida ainda segue, meus caros, no "Vivendo aqui na Holanda"...
Seja bem vindo(a)!
Mostrando postagens com marcador Família holandesa. Mostrar todas as postagens
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domingo, 24 de maio de 2020
domingo, 10 de maio de 2020
Boletim corona vírus 4
https://www.rijksoverheid.nl/actueel/nieuws/2020/05/06/vermijd-drukte-houd-15-meter-afstand
Amanhã as crianças voltarão para as escolas.
As escolas de ensino básico. Voltarão num processo gradual. Nem todas as crianças terão aulas todos os dias. Soube de uma conhecida que as crianças dela irão apenas dois dias na semana.
Salões de cabeleleiros, barbeiros, manicure, pedicure, fisioterapeutas podem voltar a funcionar mediante a várias observações como agendamento e muita higiene.
Porém tem muita gente achando que é sinal verde. Que tudo está voltando ao normal. Não, não é. A vida precisa ser retomada, mas não igual, como era antes. E as pessoas ainda não se deram conta.
Houve muita gente que resolveu ir às compras no fim de semana por causa da data de hoje: dia das mães. Lotaram as ruas das lojas.
Tivemos dias quentes e o povo se achou no direito de ir de trem para as praias. Ninguém de máscara e trens lotados.
Há quase uma certeza de que os restaurantes, bares, museus, cinemas reabrirão em junho. Também não está nada confirmado. Tudo vai depender desta experiência de volta às aulas. Se a coisa desandar, nada voltará a funcionar.
Devem "normalizar" o transporte público a partir de junho. O uso de máscara será obrigatório. No entanto, entende-se que o uso do transporte público só deve acontecer se necessário e não a passeio.
O lema de ficar em casa e trabalhar de casa segue. Mas pelo que vejo, no geral, as pessoas não estão muito cientes disso.
A Holanda não teve um colapso, mas ainda tem gente sendo contaminada, muita gente nos hospitais e gente morrendo.
Vamos ver como será o andar da carruagem depois destes dias e da volta às aulas.
Falando da família por aqui. Foi aniversário do meu sogro. Ele achou que iriamos visitá-lo. Coitado.
Muito menos, podemos visitar minha sogra. Não tivemos boas notícias dela. Está piorando, dormindo muito e esquecendo cada vez mais sobre tudo.
E os meus pais...ahhh os meus pais... mas deles eu falo no próximo post.
E não sem esquecer...Feliz dia das Mães!
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
O meu aniversário já foi e...
O meu sogro,
Eu não comemorei. A minha vizinha apareceu aqui com a sogra dela. Por sorte, eu tinha UMA tortinha de maçã do supermercado, que partilhei no meio para as duas acompanharem o chá. Sempre tem o pessoal que telefona e eu queria mais era passar o meu tempo batendo papo. Pra não passar em branco, bati um bolo e mandei umas fatias lá pra vizinha depois.
Já comemorei outroras. Imagina que fazia festa para a família e para um pessoal que eu achava que era amigo, em separado. Quanta loucura. Ainda bem que caí na real. "Amigos" sumiram e a família... nem é a minha de verdade. E depois do que meu sogro mencionou, agora que eu fico é na minha mesmo. Eu perguntava de alguns familiares em conversa com meu sogro outro dia e ele disse que não tinha muito interesse nas histórias de família da minha sogra. Interessa a ele a família dele, do lado dele. Pensei comigo: eu que não sou nem da família da minha sogra e nem da família dele, estou é lascada mesmo!
A minha cunhada, a mais nova e folgada ainda propôs comemorarmos juntas, pois ela faz aniversário no mesmo dia que eu. A ideia era sair para jogar boliche e depois jantar em algum restaurante.
Caí fora!
Primeiro: ela não queria comemorar comigo. Ela queria era patrocinador para pagar metade de todos os gastos. As pessoas iriam mais pelo fato de ser aniversário dela do que o meu. Fato. Ela é filha e irmã e tia. Eu, agregada.
Ah mas você está muito radical!!!
Já fizemos isso uma vez. Foi divertido, foi legal, mas foi. Passou.
Pensei nos meus sogros. Eles não teriam condições de participar.
Pensei naquela criançada sem fim...
E pensei na conta alta, porque sim, com o número de pessoas, não ia sair nada barato. E aquelas pessoas todas nem são da minha convivência. Vou comemorar meu aniversário com gente que mal vejo? Decididamente, não!
Meu marido entendeu o mesmo que eu e me apoiou. E, como venho narrando aqui há vários posts...a birra com a minha cunhada mais nova só aumenta. Olha...Jesuis me segura!
Antes eu fazia festa em casa. Inclusive para comemorar junto com a minha cunhada. Todo mundo vinha...era até bonito. Porém, eu ficava só na cozinha e eles rindo e comemorando o aniversário dela na sala. Pensei: por que estou fazendo isso mesmo se eu mesmo não me divirto? Fim!
Engraçado que meu sogro veio com uma conversa de que se esqueceu do meu aniversário porque eu não fiz festa.
Desde quando agora a pessoa é obrigada a fazer festa para ser cumprimentada pelo seu aniversário???? Quis sair pela tangente, isso sim.
Mas eu não ligo, não...vai se levando. Só não faço mais o que os outros acham que eu tenho que fazer.
Isso é uma coisa boa da maturidade...a gente pondera mais e pesa na balança o que realmente vale a pena fazer!
Boa semana.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
O Natal de 2019
Eu vou contar como foi o Natal...
Foi na casa da minha cunhada (de sempre).
Deveria ser, pelo nosso acordo fictício, na casa da minha cunhada mais nova e folgada. Mas ela sempre dá um jeito de se safar.
Voltei a fazer as sobremesas e levei um prato salgado.
Este ano não tínhamos mais o egípcio...e sim o outro novo namorado (que é metade marroquino), com seus dois filhos. A menina de sete anos e o menino de três anos.
Quando eu me refiro às nacionalidades deles é simplesmente pelo fato nominativo. Porque querendo ou não, isso influencia na ceia familiar. Pode beber, pode comer, pode perguntar tal coisa sem ofender? Pode falar palavrão? Pode perguntar a idade?
E era a primeira ceia do novo namorado com a gente...
Correu tudo bem. Correu. Porque não foi na minha casa! hahaha
Chegamos e o rapaz estava esparramado no sofá, doente, horrorosamente gripado!
Não, não dá. Não pode! Mas a casa não era minha, o sofá não era meu.
A criançada alvoroçada. A filha dele...tá aí...eu não gostei muito do jeito dela...me chamou de tia! Todos os brinquedos interessantes que ela achava, queria para ela. Nosso sobrinho estava visivelmente irritado com ela que a toda hora pedia para ter tal brinquedo pra ela levar para casa. A pidonha!
Minha sogra, coitadinha, me perguntava onde estava, porquê aquela criançada gritava tanto e o que ela estava fazendo lá. Respondi várias vezes...
_Sogra, é Natal. Estamos aqui na casa da sua filha X para o nosso jantar em família.
E ela sossegava até que voltava a se inquietar e a me perguntar de novo.
E num dado momento, a nossa sobrinha mais velha apareceu, desesperada na sala, chamando pela mãe.
_Corre, mãe! Vem ver... acho que dá para limpar!!!
O menininho, filho do namorado novo, rabiscou toda a parede do quarto do nosso sobrinho (que é papel de parede) e mais as paredes do corredor dos quartos.
E o pai? No sofá, com a cara no celular.
Problema??? Nenhum. A casa não era minha, o quarto não era meu...nem subi olhar para não passar nervoso.
Depois o menininho achou um tubo de cola, felizmente destas dissolviveis com água, e espalhou pelo chão da sala de brinquedos.
E na hora da sobremesa...o rapaz avançou no meu pudim e ainda disse que nunca na vida tinha comido algo tão bom.
Minha cunhada comeu o resto do pavê na tigela mesmo...
Eu fazia o mantra...
Huuuummmm, não é a sua casa, não são as suas paredes, não é o seu chão grudento de cola...huuuuummm abstrai, é Natal e eles amaram as sobremesas que não te pertencem mais porque você fez para a festa...abstrai...huuuuummmmm
E assim tivemos um belo Natal em família!
Foi na casa da minha cunhada (de sempre).
Deveria ser, pelo nosso acordo fictício, na casa da minha cunhada mais nova e folgada. Mas ela sempre dá um jeito de se safar.
Voltei a fazer as sobremesas e levei um prato salgado.
Este ano não tínhamos mais o egípcio...e sim o outro novo namorado (que é metade marroquino), com seus dois filhos. A menina de sete anos e o menino de três anos.
Quando eu me refiro às nacionalidades deles é simplesmente pelo fato nominativo. Porque querendo ou não, isso influencia na ceia familiar. Pode beber, pode comer, pode perguntar tal coisa sem ofender? Pode falar palavrão? Pode perguntar a idade?
E era a primeira ceia do novo namorado com a gente...
Correu tudo bem. Correu. Porque não foi na minha casa! hahaha
Chegamos e o rapaz estava esparramado no sofá, doente, horrorosamente gripado!
Não, não dá. Não pode! Mas a casa não era minha, o sofá não era meu.
A criançada alvoroçada. A filha dele...tá aí...eu não gostei muito do jeito dela...me chamou de tia! Todos os brinquedos interessantes que ela achava, queria para ela. Nosso sobrinho estava visivelmente irritado com ela que a toda hora pedia para ter tal brinquedo pra ela levar para casa. A pidonha!
Minha sogra, coitadinha, me perguntava onde estava, porquê aquela criançada gritava tanto e o que ela estava fazendo lá. Respondi várias vezes...
_Sogra, é Natal. Estamos aqui na casa da sua filha X para o nosso jantar em família.
E ela sossegava até que voltava a se inquietar e a me perguntar de novo.
E num dado momento, a nossa sobrinha mais velha apareceu, desesperada na sala, chamando pela mãe.
_Corre, mãe! Vem ver... acho que dá para limpar!!!
O menininho, filho do namorado novo, rabiscou toda a parede do quarto do nosso sobrinho (que é papel de parede) e mais as paredes do corredor dos quartos.
E o pai? No sofá, com a cara no celular.
Problema??? Nenhum. A casa não era minha, o quarto não era meu...nem subi olhar para não passar nervoso.
Depois o menininho achou um tubo de cola, felizmente destas dissolviveis com água, e espalhou pelo chão da sala de brinquedos.
E na hora da sobremesa...o rapaz avançou no meu pudim e ainda disse que nunca na vida tinha comido algo tão bom.
Minha cunhada comeu o resto do pavê na tigela mesmo...
Eu fazia o mantra...
Huuuummmm, não é a sua casa, não são as suas paredes, não é o seu chão grudento de cola...huuuuummm abstrai, é Natal e eles amaram as sobremesas que não te pertencem mais porque você fez para a festa...abstrai...huuuuummmmm
E assim tivemos um belo Natal em família!
domingo, 3 de novembro de 2019
Um ano
No fim de setembro completou um ano de internação da minha sogra.
Quem mais teve que se adaptar a tudo isso foi, com certeza, o meu sogro.
Acredito que as filhas também. Minha sogra era muito presente na vida diária delas, cuidando dos netos e cuidando até das casas delas.
Minha sogra era pau pra toda obra. Realmente uma pessoa chave que adorava organisar festas, sempre animada, de bem com a vida e que fazia tudo em casa.
A internação dela foi uma bomba, meio inesperada. Sabíamos que um dia aconteceria, mas todo mundo queria prorrogar ao máximo. Porém não era mais possível tê-la em casa. Era até perigoso.
A intenção era que ela ficasse apenas uns dias, porém, diante do estado dela e seguida de uma avaliação médica, a internação definitiva foi indicada.
E a demência veio com tudo. Há um ano ela está lá na clínica. Ela está bem, mas perdemos muito da sua personalidade.
Já deixou de fazer atividades porque a cabeça não ajuda mais.
Continua alegre, gosta de cantar e conversar. Porém não é nem a sombra da mulher que era antes. Não tem mais ideia de tempo, de que ano estamos, se tem netos, os filhos ainda são crianças...muitas lembranças se foram, infelizmente.
Porém, nos consola saber que ela está num lugar super bem estruturado.
É como um condomínio de apartamentos. Existem espaços diversos de convivência, restaurante, jardins internos e externos.
Ela já está num departamento restrito. Temos um código para ativar o elevador e abrir as portas. Tudo é muito amplo e confortável. O quarto dela foi cuidadosamente decorado para que ela se sentisse em casa...mas com o tempo, ela não reconhece mais os objetos tão estimados, não se reconhece nas fotos...tudo perdeu o significado.
Os funcionários são bem atenciosos. Há toda uma rotina e ela está bem adaptada lá.
Minha sogra é a mais amorosa. Chama todo mundo de "lieve schaat" e beija e abraça todo mundo.
Existem outros internos, um senhor italiano, que penso nem ter 70 anos, que está se esquecendo do holandês...uma outra senhora de 98 anos! Minha sogra é a mais jovem com 73 anos.
Praticamente toda a internação dela é pelo convênio médico. Meu sogro paga apenas despesas extras como a lavagem de roupas e algumas atividades extras.
Ah, sim, sempre que possível ela está presente nas nossas festinhas de família. Meu sogro também costuma sair com ela e visitar amigos. A clínica não tem rigidez quanto a isso...de ir buscar, de levar, até mesmo se passar uns dias fora.
E assim, seguimos todos, conformados e procurando tê-la por perto sempre que possível, mesmo ela já meio ausente.
Meu sogro já tem a rotina dele, está bem mais leve e tranquilo. Redecorou a casa de acordo com o gosto dele...No entanto é triste chegar lá e não ter mais a minha sogra.
Tentamos não mais pensar pelo lado triste...nos adaptamos e, como sempre falo, felizmente temos acesso a uma assistência que torna tudo menos sofrido.
No mais, é tentar fazer o melhor que podemos.
Quem mais teve que se adaptar a tudo isso foi, com certeza, o meu sogro.
Acredito que as filhas também. Minha sogra era muito presente na vida diária delas, cuidando dos netos e cuidando até das casas delas.
Minha sogra era pau pra toda obra. Realmente uma pessoa chave que adorava organisar festas, sempre animada, de bem com a vida e que fazia tudo em casa.
A internação dela foi uma bomba, meio inesperada. Sabíamos que um dia aconteceria, mas todo mundo queria prorrogar ao máximo. Porém não era mais possível tê-la em casa. Era até perigoso.
A intenção era que ela ficasse apenas uns dias, porém, diante do estado dela e seguida de uma avaliação médica, a internação definitiva foi indicada.
E a demência veio com tudo. Há um ano ela está lá na clínica. Ela está bem, mas perdemos muito da sua personalidade.
Já deixou de fazer atividades porque a cabeça não ajuda mais.
Continua alegre, gosta de cantar e conversar. Porém não é nem a sombra da mulher que era antes. Não tem mais ideia de tempo, de que ano estamos, se tem netos, os filhos ainda são crianças...muitas lembranças se foram, infelizmente.
Porém, nos consola saber que ela está num lugar super bem estruturado.
É como um condomínio de apartamentos. Existem espaços diversos de convivência, restaurante, jardins internos e externos.
Ela já está num departamento restrito. Temos um código para ativar o elevador e abrir as portas. Tudo é muito amplo e confortável. O quarto dela foi cuidadosamente decorado para que ela se sentisse em casa...mas com o tempo, ela não reconhece mais os objetos tão estimados, não se reconhece nas fotos...tudo perdeu o significado.
Os funcionários são bem atenciosos. Há toda uma rotina e ela está bem adaptada lá.
Minha sogra é a mais amorosa. Chama todo mundo de "lieve schaat" e beija e abraça todo mundo.
Existem outros internos, um senhor italiano, que penso nem ter 70 anos, que está se esquecendo do holandês...uma outra senhora de 98 anos! Minha sogra é a mais jovem com 73 anos.
Praticamente toda a internação dela é pelo convênio médico. Meu sogro paga apenas despesas extras como a lavagem de roupas e algumas atividades extras.
Ah, sim, sempre que possível ela está presente nas nossas festinhas de família. Meu sogro também costuma sair com ela e visitar amigos. A clínica não tem rigidez quanto a isso...de ir buscar, de levar, até mesmo se passar uns dias fora.
E assim, seguimos todos, conformados e procurando tê-la por perto sempre que possível, mesmo ela já meio ausente.
Meu sogro já tem a rotina dele, está bem mais leve e tranquilo. Redecorou a casa de acordo com o gosto dele...No entanto é triste chegar lá e não ter mais a minha sogra.
Tentamos não mais pensar pelo lado triste...nos adaptamos e, como sempre falo, felizmente temos acesso a uma assistência que torna tudo menos sofrido.
No mais, é tentar fazer o melhor que podemos.
terça-feira, 16 de julho de 2019
O Natal
![]() |
| O sonho de uma mesa assim no Natal |
No entanto eu vou falar é do Natal do ano passado mesmo, do qual eu não me esqueci.
E senta que lá vem história!
Quando tivemos o Sinterklaas em família no começo de dezembro, que vem acontecendo, talvez, pela terceira ou quarta vez na casa da minha cunhada mais velha, desde que o estado da minha sogra se agravou e ela ficou incapacitada de organizar os eventos familiares. Minha cunhada, que tem três filhos e uma casa grande e confortável para receber todo mundo, oficializou o Sinterklaas na casa dela. E, no embalo, o Natal também vinha acontecendo por lá. Com o detalhe de que todo o resto da família mora na mesma cidade.
Eu levava as sobremesas. Sobremesas feitas por mim, com todo capricho.
No Natal de 2017, elas sugeriram fazer uma troca. Eu deveria levar algo para a ceia. A cunhada mais nova levaria a sobremesa e a dona da casa faria a ceia das crianças.
A tonta aqui - que leva a sério reuniões especiais - preparou uma ceia daquelas...arroz de Natal, com tudo que se possa ter direito, pernil, saladas variadas. Olha, poderia organizar um serviço de buffet...e levei tudo para a casa da minha cunhada.
A cunhada responsável pelas sobremesas...ahhh quanta praticidade...comprou sorvete do supermercado. As crianças não gostaram muito, não. Acharam que eu tinha levado também a sobremesa.
Porém, ano passado, minha cunhada veio falar comigo. Sugeriu que o Natal fosse na nossa casa, para dividirmos os eventos.
Bom, fui pega de surpresa. Meu marido ainda perguntou se seria prático para todo mundo, já que teriam que pegar estrada e sabe como é em época de inverno...pode nevar, ter tempestades e atrapalhar tudo.
Eu concordei meio assim...pensei na falta de espaço para todos, fiquei pensando em como arrumar a mesa, em quantos lugares...
Disse que elas lá deveriam ver quem ficaria responsável pela sobremesa, pelo menu dos filhos delas e por algo a mais para a ceia, para termos uma variedade na ceia dos adultos.
Uma semana antes eu já tinha o menu definido, fui às compras, me organizei e dois dias antes me enfurnei na cozinha.
Uma coisa eu não deixei de fazer. De ir ao concerto de Natal, na noite do dia 24. Eu acho muito especial e lindo. Mesmo toda ocupada na cozinha, me arrumei e fui.
A ceia aqui em casa foi no dia 26, no segundo dia de Natal.
Meu sogro mesmo não veio, como eu imaginava. Ele não gosta de pegar estrada de noite, principalmente no inverno, que escurece muito mais cedo. Pelo menos, trouxeram a minha sogra.
E esta turma chegou, entrou e se instalou.
Minha cunhada trouxe legumes crus - que aqui eles chamam de rauwkost salade - e fez uma salada para as crianças e o extra dela para a ceia foi uma "rollade", que é uma carne prensada enrolada, sem gosto de nada do supermercado.
A minha cunhada mais nova trouxe sobremesa do supermercado: Profiteroles congelado.
Ou seja, nada de especial. Esforço zero.
Fiquei pensando no meu trabalho, na minha dedicação e da falta de empolgação das minhas cunhadas e não fazer algo de especial para o Natal.
Eles, claro, amaram. Comeram tudo o que puderam e só sabiam dizer que estava tudo uma delícia.
E quando foi a hora do café, depois da comilança, o namorado egípcio da minha cunhada (que agora é ex, ela terminou com ele no começo deste ano e já engatou com um marroquino) respira aliviado e diz:
_Nossa, como é estressante esta época né, com todas estas obrigações! Ainda bem que acabou esta história de Natal!!!!
Nossa, choquei... o cara veio aqui, comeu feito um camelo recém chegado do deserto, não fez nada e ainda se sentiu aliviado que tudo acabou. Que cara de pau!
Olha esta foi boa!
E todos se foram...e eu fiquei com a minha pia abarrotada de louças e uma casa para limpar. Sim, porque a criançada anda por tudo.
Fiquei com um sentimento de frustração.
Não sei o que será este ano... sei que tem tempo ainda...porém não quero mais.
Meu marido me disse que o meu erro é pensar no que eu fiz e no que os outros não fizeram. Até concordo com ele. Eu tenho que fazer de bom grado e pronto! Só que você vê o seu esforço porque é uma data especial e as outras trazendo uma "rollade" e uma sobremesa de supermercado????
Parece deboche, isso sim.
Eu levo muito em consideração a relação interpessoal: zero. Só nos vemos em festinhas de aniversário de sobrinhos, quando, como tios, temos que comparecer. Raramente nos visitamos ou combinamos algo para fazer em comum. Vez ou outra as crianças vêm para ficar com a gente.
Aí parece aquela obrigação de ter que reunir porque se lembram que é família. Passou o ano todinho e ninguém nem aí. E quando é obrigação, pra mim, é coisa chaaaaata. Por isso o meu desânimo...esta que é a verdade.
Só sei que este ano...sei não...estou pensando seriamente em dar um perdido nesta holandesada ou juntar-se a eles na maneira de fazer a ceia...potinhos com tudo pronto do supermercado. Fácil, fácil...
domingo, 31 de março de 2019
Devagar e sempre
Gente, respondi à alguns comentários nos comentários!
O blog está devagar quase parando, eu sei, mas tá indo, viu!
Eu sempre penso em várias coisas para escrever, seriam vários textos...mas parece que o tempo escorre entre os dedos.
Estamos sempre às voltas com a família holandesa aqui...e a boa notícia é que meu sogro não tem mais vestígio de células cancerígenas na bexiga. Vai seguir com umas sessões extras do tratamento e, depois, com os controles médicos normais.
Porém, nem assim ele parece estar feliz!
Ele, nos últimos anos, tem escapado da terra dos pés juntos com maestria. Dois enfartos, um aneurisma e o câncer na bexiga. Era para estar mais positivo. Bom, temos que considerar que a internação da minha sogra, para ele, foi um grande baque da vida. Perder a companheira de quase 50 anos de vida em comum... Porém, por outro lado, ele se preocupava muito se ele morresse e o que seria da esposa? Mas ele não morreu, está vivo e saudável fazendo tudo o que ele pode fazer... minha sogra até que está bem pois ela anda, fala, conversa e é sempre amorosa, agradável companhia. Eu já falei para ele que o fato dela estar numa clínica é apenas para ser cuidada e não tirada de circulação do convívio dele e do resto da família. Contudo, ele sempre faz as coisas ficarem mais difíceis do que elas já são. Ele vai visitar a minha sogra todas as manhãs e fica com ela cerca de uma hora, contados no relógio. Fica dentro do quarto, que não tem nem uma TV. Olha que tortura. Ele pode sair com ela, levá-la até para a casa, passar o dia fora com ela, visitar amigos. Ele não faz porque acha que a esposa tem que se acostumar na clínica e que se for para a casa, não vai mais querer voltar. Minha sogra não reconhece mais a própria casa, onde viveu uma vida inteira. Não tem diferença a clínica e dizer que é um hotel onde ela está de férias, quando ela pergunta onde está. Uma das filhas já falou para ela uma vez que lá era a casa dela, agora. Ela não esboçou nehuma reação ou questionou algo. O que ocorre muito é de ela pedir muito para ir ver os pais dela, que já são falecidos há décadas.
Eu sei, não é fácil, porém tem gente que gosta de ser o fator complicador de uma situação que não tem o que mudar. Meu sogro é este fator.
Este ano ele faz 75 anos. Uma idade aqui super comemorada. Já disse que não quer fazer nada. Acho uma pena. Tem tantos amigos e familiares. Seria uma bela festa e minha sogra não deixaria passar em branco, com certeza.
No fim do ano, comemoram 50 anos de casados. Aí sim ele falou que gostaria de fazer algo...mas muito íntimo. Bom, até o fim do ano...temo pelo estado da minha sogra. Eu sou da opinião que, em relação a ela, temos que aproveitar o momento presente, sem grandes planos para o futuro.
Enfim...veremos.
O blog está devagar quase parando, eu sei, mas tá indo, viu!
Eu sempre penso em várias coisas para escrever, seriam vários textos...mas parece que o tempo escorre entre os dedos.
Estamos sempre às voltas com a família holandesa aqui...e a boa notícia é que meu sogro não tem mais vestígio de células cancerígenas na bexiga. Vai seguir com umas sessões extras do tratamento e, depois, com os controles médicos normais.
Porém, nem assim ele parece estar feliz!
Ele, nos últimos anos, tem escapado da terra dos pés juntos com maestria. Dois enfartos, um aneurisma e o câncer na bexiga. Era para estar mais positivo. Bom, temos que considerar que a internação da minha sogra, para ele, foi um grande baque da vida. Perder a companheira de quase 50 anos de vida em comum... Porém, por outro lado, ele se preocupava muito se ele morresse e o que seria da esposa? Mas ele não morreu, está vivo e saudável fazendo tudo o que ele pode fazer... minha sogra até que está bem pois ela anda, fala, conversa e é sempre amorosa, agradável companhia. Eu já falei para ele que o fato dela estar numa clínica é apenas para ser cuidada e não tirada de circulação do convívio dele e do resto da família. Contudo, ele sempre faz as coisas ficarem mais difíceis do que elas já são. Ele vai visitar a minha sogra todas as manhãs e fica com ela cerca de uma hora, contados no relógio. Fica dentro do quarto, que não tem nem uma TV. Olha que tortura. Ele pode sair com ela, levá-la até para a casa, passar o dia fora com ela, visitar amigos. Ele não faz porque acha que a esposa tem que se acostumar na clínica e que se for para a casa, não vai mais querer voltar. Minha sogra não reconhece mais a própria casa, onde viveu uma vida inteira. Não tem diferença a clínica e dizer que é um hotel onde ela está de férias, quando ela pergunta onde está. Uma das filhas já falou para ela uma vez que lá era a casa dela, agora. Ela não esboçou nehuma reação ou questionou algo. O que ocorre muito é de ela pedir muito para ir ver os pais dela, que já são falecidos há décadas.
Eu sei, não é fácil, porém tem gente que gosta de ser o fator complicador de uma situação que não tem o que mudar. Meu sogro é este fator.
Este ano ele faz 75 anos. Uma idade aqui super comemorada. Já disse que não quer fazer nada. Acho uma pena. Tem tantos amigos e familiares. Seria uma bela festa e minha sogra não deixaria passar em branco, com certeza.
No fim do ano, comemoram 50 anos de casados. Aí sim ele falou que gostaria de fazer algo...mas muito íntimo. Bom, até o fim do ano...temo pelo estado da minha sogra. Eu sou da opinião que, em relação a ela, temos que aproveitar o momento presente, sem grandes planos para o futuro.
Enfim...veremos.
domingo, 3 de março de 2019
As prioridades para as pessoas
E a cirurgia do meu sogro, para a retirada do aneurisma, foi marcada.
Ele seria operado numa sexta feira e teria mais dois dias de internação. Saíria na segunda feira no início da tarde.
As férias escolares estavam quase no fim, todos os filhos de volta na cidade.
Outro detalhe: nesta semana de cirurgia dele, todos ainda estavam de férias do trabalho. Aliás, a minha cunhada mais nova, teria mais uma semana ainda livre. Meu marido sem férias, com todos os compromissos de trabalho e em outra cidade (sempre bom lembrar destes detalhes).
Também gostaria de acrescentar que os filhos do meu cunhado já são quase adultos. Têm a outra família, da mãe. Os filhos da minha cunhada são menores mas também têm os outros avós que já tomam conta deles. Outras tias e primos mais velhos. As meninas da minha cunhada mais novafolgada são menores, mas a mãe sempre se gaba de ter uma grande amiga que se oferece para ficar com as meninas. E aqui holandês faz o que bem entende, na hora que quer. Filho não impede esta gente de nada!
E eu pensei que eu seria a última pessoa que eles acionariam de novo, neste caso da cirurgia do meu sogro. O outro filho acompanharia meu sogro no hospital e que as duas filhas se revesariam em ficar com a mãe, pelo menos durante aquela semana pós cirúrgica.
Meu sogro não precisaria ficar acamado. Poderia fazer as coisas dele. Só não poderia dirigir ou fazer esforço físico. Eles poderiam ter providenciado uma entrega de refeições prontas na casa e os filhos se revesariam durante uma semaninha para fazer companhia para o pai e para a mãe. Encaminhar a minha sogra "na van" de manhã cedo para as atividades lúdicas e terapêuticas dela diárias.
Nossa, na minha cabeça, tudo era muito simples. Se eu segurei o tranco sozinha, durante cinco dias...uma semana, com três filhos por perto, seria moleza, não é?
Mas e daí? Quem realmente está disposto? E vos respondo: NINGUÉM!
Numa noite, tocou o telefone - já mencionei né que estamos pensando, seriamente, em dar fim em telefones e campainha? - era uma das minhas cunhadas para confirmar se eu iria para lá ficar com a mãe dela. Meu marido, coitado, ficou entre a cruz e a caldeirinha. Ele já sabia da minha resolução. Com três filhos lá, a minha presença não era necessária. E ele falou que eu não iria.
Detalhe, nesta conversa, minha cunhada conta que irá também "aparecer por lá" para me ajudar, que eu não ficaria sozinha. Sei bem o tipo de ajuda: a boca para comer. E que ela tem os filhos - que golpe baixo, usar esta desculpa - e que a irmã mais nova ainda tinha que ir acampar com as filhas na França!
Alto lá! Você sabe que seu pai vai ser operado, sua mãe completamente incapacitada e você quer seguir com suas férias como se nada estivesse acontecendo? Já tinha viajado para a Grécia com o namorado. Já estava de bom tamanho, não?
E a minha cunhada mais nova também nos telefonou. Porque ela é muito boa em resolver as coisas pro lado dela. CHORANDO. A única solução era internar a mãe deles por uma semana na instituição, já que eu não podia ir para lá.
COMO ASSIM? Por minha causa, então, internariam a mãe? Por minha causa, não. Por causa delas que não queriam ter trabalho. Uma queria sair de férias.
Eu não cedi. Nem com a minha cunhada mais nova jogando tão baixo.
Meu marido apenas silenciava no telefone enquanto ela soluçava.
Ele apenas falou: ela vai, mas se os dias forem divididos por igual entre todos.
Alguém concordou com a minha proposta? NÃO!
E minha sogra foi internada, no fim de agosto e está até hoje na clínica, infelizmente.
Mas esta culpa eu não carrego.
Sinceramente, foi o melhor para ela, principalmente. Lá ela é bem cuidada, está sempre limpinha, perfumada, bem arrumada e bem alimentada.
Sobre o meu sogro, uma filha - já mencionei que todas as minhas cunhadas são enfermeiras? - foi dormir com ele, na casa. A outra viajou, acampar com a filhas.
A filha dormiu apenas três noites com o pai e depois mandou um email reclamando e que meu marido devia ir passar o fim de semana com o pai. Ele, claro, foi.
O outro filho, que mora na mesma rua, apenas umas casas distante da casa do pai, apenas o levou no dia da cirurgia para o hospital. Se ofereceu para dormir com o pai? Ou ficar com ele no fim de semana? Não.
Ah e os filhos todos têm dias livres na semana. Ninguém trabalha uma semana toda. E numa situação destas, era necessário abraçar a causa...pensar na prioridade dos pais...mas que nada.
Depois disso, eu observei muitas coisas e abri meus olhos.
Não banco mais a super mulher maravilha. Porque no fim, principalmente as minhas cunhadas, se aproveitam da minha boa vontade para elas seguirem com a vida delas como se nada estivesse acontecendo.
Naturalmente, nas reuniões de família do fim de ano, não recebi os tapinhas nas costas..."goed gedaan, jij ben zo lief!". Certas coisas não fazem falta e vivo muito bem sem falsos elogios.
No mais, resolveu-se o problema do aneurisma.
Felizmente, tudo correu bem...no entanto, de volta ao urologista, meu sogro foi diagnosticado com câncer na bexiga, uns dias depois do Natal.
Ele seria operado numa sexta feira e teria mais dois dias de internação. Saíria na segunda feira no início da tarde.
As férias escolares estavam quase no fim, todos os filhos de volta na cidade.
Outro detalhe: nesta semana de cirurgia dele, todos ainda estavam de férias do trabalho. Aliás, a minha cunhada mais nova, teria mais uma semana ainda livre. Meu marido sem férias, com todos os compromissos de trabalho e em outra cidade (sempre bom lembrar destes detalhes).
Também gostaria de acrescentar que os filhos do meu cunhado já são quase adultos. Têm a outra família, da mãe. Os filhos da minha cunhada são menores mas também têm os outros avós que já tomam conta deles. Outras tias e primos mais velhos. As meninas da minha cunhada mais nova
E eu pensei que eu seria a última pessoa que eles acionariam de novo, neste caso da cirurgia do meu sogro. O outro filho acompanharia meu sogro no hospital e que as duas filhas se revesariam em ficar com a mãe, pelo menos durante aquela semana pós cirúrgica.
Meu sogro não precisaria ficar acamado. Poderia fazer as coisas dele. Só não poderia dirigir ou fazer esforço físico. Eles poderiam ter providenciado uma entrega de refeições prontas na casa e os filhos se revesariam durante uma semaninha para fazer companhia para o pai e para a mãe. Encaminhar a minha sogra "na van" de manhã cedo para as atividades lúdicas e terapêuticas dela diárias.
Nossa, na minha cabeça, tudo era muito simples. Se eu segurei o tranco sozinha, durante cinco dias...uma semana, com três filhos por perto, seria moleza, não é?
Mas e daí? Quem realmente está disposto? E vos respondo: NINGUÉM!
Numa noite, tocou o telefone - já mencionei né que estamos pensando, seriamente, em dar fim em telefones e campainha? - era uma das minhas cunhadas para confirmar se eu iria para lá ficar com a mãe dela. Meu marido, coitado, ficou entre a cruz e a caldeirinha. Ele já sabia da minha resolução. Com três filhos lá, a minha presença não era necessária. E ele falou que eu não iria.
Detalhe, nesta conversa, minha cunhada conta que irá também "aparecer por lá" para me ajudar, que eu não ficaria sozinha. Sei bem o tipo de ajuda: a boca para comer. E que ela tem os filhos - que golpe baixo, usar esta desculpa - e que a irmã mais nova ainda tinha que ir acampar com as filhas na França!
Alto lá! Você sabe que seu pai vai ser operado, sua mãe completamente incapacitada e você quer seguir com suas férias como se nada estivesse acontecendo? Já tinha viajado para a Grécia com o namorado. Já estava de bom tamanho, não?
E a minha cunhada mais nova também nos telefonou. Porque ela é muito boa em resolver as coisas pro lado dela. CHORANDO. A única solução era internar a mãe deles por uma semana na instituição, já que eu não podia ir para lá.
COMO ASSIM? Por minha causa, então, internariam a mãe? Por minha causa, não. Por causa delas que não queriam ter trabalho. Uma queria sair de férias.
Eu não cedi. Nem com a minha cunhada mais nova jogando tão baixo.
Meu marido apenas silenciava no telefone enquanto ela soluçava.
Ele apenas falou: ela vai, mas se os dias forem divididos por igual entre todos.
Alguém concordou com a minha proposta? NÃO!
E minha sogra foi internada, no fim de agosto e está até hoje na clínica, infelizmente.
Mas esta culpa eu não carrego.
Sinceramente, foi o melhor para ela, principalmente. Lá ela é bem cuidada, está sempre limpinha, perfumada, bem arrumada e bem alimentada.
Sobre o meu sogro, uma filha - já mencionei que todas as minhas cunhadas são enfermeiras? - foi dormir com ele, na casa. A outra viajou, acampar com a filhas.
A filha dormiu apenas três noites com o pai e depois mandou um email reclamando e que meu marido devia ir passar o fim de semana com o pai. Ele, claro, foi.
O outro filho, que mora na mesma rua, apenas umas casas distante da casa do pai, apenas o levou no dia da cirurgia para o hospital. Se ofereceu para dormir com o pai? Ou ficar com ele no fim de semana? Não.
Ah e os filhos todos têm dias livres na semana. Ninguém trabalha uma semana toda. E numa situação destas, era necessário abraçar a causa...pensar na prioridade dos pais...mas que nada.
Depois disso, eu observei muitas coisas e abri meus olhos.
Não banco mais a super mulher maravilha. Porque no fim, principalmente as minhas cunhadas, se aproveitam da minha boa vontade para elas seguirem com a vida delas como se nada estivesse acontecendo.
Naturalmente, nas reuniões de família do fim de ano, não recebi os tapinhas nas costas..."goed gedaan, jij ben zo lief!". Certas coisas não fazem falta e vivo muito bem sem falsos elogios.
No mais, resolveu-se o problema do aneurisma.
Felizmente, tudo correu bem...no entanto, de volta ao urologista, meu sogro foi diagnosticado com câncer na bexiga, uns dias depois do Natal.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Teria sido mais honesto
Então você acha que a sua cunhada deveria perder a viagem para ficar com os pais?
Não, não deveria. Mesmo porque eu tinha a disponiblidade para fazer isso como o fiz. Fui lá e fiquei com meus sogros até termos o parecer médico definitivo sobre o aneurisma do meu sogro.
O problema foi toda a encenação dela. A manipulação. E aí, gente, você junta lé com cré e se lembra de várias outras situações onde ela SEMPRE consegue o que quer. Boa gestora. Tira o dela da reta para colocar o dos outros.
Eu tenho uma má impressão de holandeses em geral. Apesar que, hoje em dia, a empatia está em falta no geral. Se a pessoa tem algo para fazer, seja lá o que for, ela faz e pronto e não está nem aí para a necessidade do outro. Primeiro ela, depois o outro. Mesmo que a necessidade do outro tenha cunho prioritário.
Poxa, primeiramente, ela é uma enfermeira. Era o pai dela. Se algo passasse com ele, qual seria a pessoa ideal a estar com ele? Ela ou eu?
Ela poderia ter nos telefonado, óbvio que sim. Afinal era uma situação grave. Eu gostaria que ela tivesse sido honesta, como todo holandês se orgulha de ser. Olha, a situação é esta. Eu vou passar esta noite com meus pais. Estou sozinha em casa e a pintura do quarto fica para depois das férias. Vocês não precisam sair correndo a esta hora e pegar estrada. Vocês podem vir amanhã de noite, com calma e ficam no fim de semana. Sábado eu viajo, já está tudo agendado.
Mas claro, uma pessoa como ela, manipuladora, não pede...ela induz você a se oferecer mediante ao choro, desespero e deixa você tomar a decisão e tirar dela toda a responsabilidade de suas ações.
A operação do meu sogro para a retirada do aneurisma aconteceu no fim de agosto...
Quando eu arrumei as minhas coisas para voltar pra casa, meu sogro me chamou e disse que a minha cunhada - a outra filha dele mais velha que estava de férias - iria definir as coisas e que eu, provavelmente, teria que ir ficar lá de novo. Simplesmente respondi que era uma coisa a ser combinada já que todos os filhos estariam de volta das férias. Seria mais tranquilo. No entanto, era assim que eu pensava. Minhas cunhadas tinham outros planos em mente.
Já adianto...nada aconteceu como elas esperavam...
Não, não deveria. Mesmo porque eu tinha a disponiblidade para fazer isso como o fiz. Fui lá e fiquei com meus sogros até termos o parecer médico definitivo sobre o aneurisma do meu sogro.
O problema foi toda a encenação dela. A manipulação. E aí, gente, você junta lé com cré e se lembra de várias outras situações onde ela SEMPRE consegue o que quer. Boa gestora. Tira o dela da reta para colocar o dos outros.
Eu tenho uma má impressão de holandeses em geral. Apesar que, hoje em dia, a empatia está em falta no geral. Se a pessoa tem algo para fazer, seja lá o que for, ela faz e pronto e não está nem aí para a necessidade do outro. Primeiro ela, depois o outro. Mesmo que a necessidade do outro tenha cunho prioritário.
Poxa, primeiramente, ela é uma enfermeira. Era o pai dela. Se algo passasse com ele, qual seria a pessoa ideal a estar com ele? Ela ou eu?
Ela poderia ter nos telefonado, óbvio que sim. Afinal era uma situação grave. Eu gostaria que ela tivesse sido honesta, como todo holandês se orgulha de ser. Olha, a situação é esta. Eu vou passar esta noite com meus pais. Estou sozinha em casa e a pintura do quarto fica para depois das férias. Vocês não precisam sair correndo a esta hora e pegar estrada. Vocês podem vir amanhã de noite, com calma e ficam no fim de semana. Sábado eu viajo, já está tudo agendado.
Mas claro, uma pessoa como ela, manipuladora, não pede...ela induz você a se oferecer mediante ao choro, desespero e deixa você tomar a decisão e tirar dela toda a responsabilidade de suas ações.
A operação do meu sogro para a retirada do aneurisma aconteceu no fim de agosto...
Quando eu arrumei as minhas coisas para voltar pra casa, meu sogro me chamou e disse que a minha cunhada - a outra filha dele mais velha que estava de férias - iria definir as coisas e que eu, provavelmente, teria que ir ficar lá de novo. Simplesmente respondi que era uma coisa a ser combinada já que todos os filhos estariam de volta das férias. Seria mais tranquilo. No entanto, era assim que eu pensava. Minhas cunhadas tinham outros planos em mente.
Já adianto...nada aconteceu como elas esperavam...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
E assim começo o primeiro post do ano
E o ano novo começou...
Dá vontade de dizer que o ano, realmente, começou tudo novo mas não é bem assim que a banda toca.
Vou dizer que este fim de ano foi um pouco diferente. O Natal comemorado aqui em casa, em família. Mas sinceramente, caí numa armadilha. rs
Nosso segundo semestre de 2018 foi bem complicado. Aliás, bem tumultuado. E tem gente que acha que eu não tenho o que fazer e nem com o que me preocupar...
Uma bela noite de agosto, perto das 22h, minha cunhada mais nova que NUNCA telefona, telefonou.
Ela estava aos prantos no telefone. Meu sogro tinha descoberto, numa consulta com o urologista para o diagnóstico de um exame, um aneurisma abdominal.
Meu marido é o único filho que mora em outra cidade. Ele tem mais três irmãos que moram na mesma cidade dos pais. Um irmão que mora na mesma rua dos meus sogros.
Era época de férias... dois filhos, uma no Sri Lanka e o outro em algum lugar no sul da França, nada podiam fazer.
Ela, a filha mais nova, enfermeira, era a única que estava na cidade. Como ela tem duas meninas pequenas, sozinha, tarde da noite e no outro dia teria que ir trabalhar, eu resolvi que eu iria para meus sogros. Pensei que seria complicado para a minha cunhada ir ficar com os pais. A preocupação era que se alguma coisa acontecesse com meu sogro na madrugada, a minha sogra, com demência, seria incapaz de chamar a ambulância ou qualquer ajuda.
Arrumei as minhas coisas e caímos na estrada. Detalhe, meu marido voltou para casa na mesma noite pois tinha que trabalhar no dia seguinte.
Eu, sinceramente, não achei a situação assim tão perigosa para o meu sogro. O médico não teria sido tão imprudente de mandá-lo para casa em caso de risco de morte. No entanto, como a minha cunhadinha chorou e fez o maior drama...lá fui eu.
No dia seguinte, eu comecei uma arrumação...lavei, passei, fui ao supermercado e descobri coisas na casa que a gente nunca há de imaginar, nesta vida, do que uma pessoa com demência é capaz de fazer. Fiquei passada! Horrorizada! Triste! Indignada!
Constatei que os filhos dos meus sogros são visitas na casa dos pais...só fazem figuração. E isso me deixou mesmo muito irada.
E a minha cunhada apareceu, linda e loira, perfumada, de banho tomado, no final da tarde, bem na hora da janta aliás...e foi para filar a bóia! Eu mal tinha penteado o meu cabelo.
Chegou sem as filhas. Achei estranho.
Perguntei das meninas. Ela ficou sem graça. As meninas de férias com o pai, em algum lugar na Espanha.
E perguntei do trabalho dela, se ela tinha férias agendadas. E aí, meus caros, eu descobri que eu tenho uma cunhada safada e manipuladora...
Estava sem as filhas em casa. Podia ter ido passar a noite na casa dos pais.
E já estava de férias e o "trabalho" que ela tinha era uma pintura no quarto que ela PRECISAVA terminar antes de ir viajar com o namorado para a Grécia no dia seguinte!
Ou seja...nós aqui não precisávamos ter ido para a casa dos meus sogros. Eu fui porque pensei que ela estava com as filhas, tarde da noite e que, no dia seguinte, ela tinha que trabalhar. Meu marido saiu de casa, pegou estrada sozinho na volta, já de madrugada....enquanto ela poderia sim ter ido passar a noite com os pais. Ainda mais como enfermeira.
Ela...ao contrário...tratou de arrumar uma pessoa para ficar na casa dos pais dela, eu, para ela poder terminar as coisas dela e sair sossegada de férias mesmo com o pai à beira da morte. Aquele chororô todo no telefone era pensando no risco de perder a viagem para a Grécia, isso sim!
Quando a minha ficha caiu...fiquei muito chateada. Estava sendo usada.
Fiquei cinco dias na casa dos meus sogros, até ele ter a consulta médica dele. Meu marido acompanhou o pai mas teve que pedir um dia livre no trabalho. Felizmente, o médico descartou qualquer risco e que estava tudo bem.
Peguei as minhas coisas e voltei no mesmo dia para a minha casa. Até então, todos os outros filhos ainda estavam de férias.
Eu fiquei exausta. Minha sogra não deu trégua, mesmo ela passando algumas horas num centro de atividades diariamente, eu me ocupava com as coisas da casa. E quando ela chegava, ela não dava sossego. De noite, eu não dormia em paz. Ela entrava no meu quarto de madrugada, procurando pelos filhos. Eu ficava bem quietinha. No dia seguinte, ela sempre nervosa pela manhã. Dizia que as roupas do armário não eram dela e que não podia usar aquelas roupas feias...
Voltei para a minha casa, acabada!
Mas...era só o começo.
Dá vontade de dizer que o ano, realmente, começou tudo novo mas não é bem assim que a banda toca.
Vou dizer que este fim de ano foi um pouco diferente. O Natal comemorado aqui em casa, em família. Mas sinceramente, caí numa armadilha. rs
Nosso segundo semestre de 2018 foi bem complicado. Aliás, bem tumultuado. E tem gente que acha que eu não tenho o que fazer e nem com o que me preocupar...
Uma bela noite de agosto, perto das 22h, minha cunhada mais nova que NUNCA telefona, telefonou.
Ela estava aos prantos no telefone. Meu sogro tinha descoberto, numa consulta com o urologista para o diagnóstico de um exame, um aneurisma abdominal.
Meu marido é o único filho que mora em outra cidade. Ele tem mais três irmãos que moram na mesma cidade dos pais. Um irmão que mora na mesma rua dos meus sogros.
Era época de férias... dois filhos, uma no Sri Lanka e o outro em algum lugar no sul da França, nada podiam fazer.
Ela, a filha mais nova, enfermeira, era a única que estava na cidade. Como ela tem duas meninas pequenas, sozinha, tarde da noite e no outro dia teria que ir trabalhar, eu resolvi que eu iria para meus sogros. Pensei que seria complicado para a minha cunhada ir ficar com os pais. A preocupação era que se alguma coisa acontecesse com meu sogro na madrugada, a minha sogra, com demência, seria incapaz de chamar a ambulância ou qualquer ajuda.
Arrumei as minhas coisas e caímos na estrada. Detalhe, meu marido voltou para casa na mesma noite pois tinha que trabalhar no dia seguinte.
Eu, sinceramente, não achei a situação assim tão perigosa para o meu sogro. O médico não teria sido tão imprudente de mandá-lo para casa em caso de risco de morte. No entanto, como a minha cunhadinha chorou e fez o maior drama...lá fui eu.
No dia seguinte, eu comecei uma arrumação...lavei, passei, fui ao supermercado e descobri coisas na casa que a gente nunca há de imaginar, nesta vida, do que uma pessoa com demência é capaz de fazer. Fiquei passada! Horrorizada! Triste! Indignada!
Constatei que os filhos dos meus sogros são visitas na casa dos pais...só fazem figuração. E isso me deixou mesmo muito irada.
E a minha cunhada apareceu, linda e loira, perfumada, de banho tomado, no final da tarde, bem na hora da janta aliás...e foi para filar a bóia! Eu mal tinha penteado o meu cabelo.
Chegou sem as filhas. Achei estranho.
Perguntei das meninas. Ela ficou sem graça. As meninas de férias com o pai, em algum lugar na Espanha.
E perguntei do trabalho dela, se ela tinha férias agendadas. E aí, meus caros, eu descobri que eu tenho uma cunhada safada e manipuladora...
Estava sem as filhas em casa. Podia ter ido passar a noite na casa dos pais.
E já estava de férias e o "trabalho" que ela tinha era uma pintura no quarto que ela PRECISAVA terminar antes de ir viajar com o namorado para a Grécia no dia seguinte!
Ou seja...nós aqui não precisávamos ter ido para a casa dos meus sogros. Eu fui porque pensei que ela estava com as filhas, tarde da noite e que, no dia seguinte, ela tinha que trabalhar. Meu marido saiu de casa, pegou estrada sozinho na volta, já de madrugada....enquanto ela poderia sim ter ido passar a noite com os pais. Ainda mais como enfermeira.
Ela...ao contrário...tratou de arrumar uma pessoa para ficar na casa dos pais dela, eu, para ela poder terminar as coisas dela e sair sossegada de férias mesmo com o pai à beira da morte. Aquele chororô todo no telefone era pensando no risco de perder a viagem para a Grécia, isso sim!
Quando a minha ficha caiu...fiquei muito chateada. Estava sendo usada.
Fiquei cinco dias na casa dos meus sogros, até ele ter a consulta médica dele. Meu marido acompanhou o pai mas teve que pedir um dia livre no trabalho. Felizmente, o médico descartou qualquer risco e que estava tudo bem.
Peguei as minhas coisas e voltei no mesmo dia para a minha casa. Até então, todos os outros filhos ainda estavam de férias.
Eu fiquei exausta. Minha sogra não deu trégua, mesmo ela passando algumas horas num centro de atividades diariamente, eu me ocupava com as coisas da casa. E quando ela chegava, ela não dava sossego. De noite, eu não dormia em paz. Ela entrava no meu quarto de madrugada, procurando pelos filhos. Eu ficava bem quietinha. No dia seguinte, ela sempre nervosa pela manhã. Dizia que as roupas do armário não eram dela e que não podia usar aquelas roupas feias...
Voltei para a minha casa, acabada!
Mas...era só o começo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
E já é dezembro, Sinterklaas, quase Natal!
Nem dá para acreditar que fiquei, pela primeira vez na vida desde que comecei meu blog, tantos meses sem escrever. Até me assustei de vir aqui e ver que o último post foi em junho. Nossa, incrível tanto tempo assim escorrer por entre os dedos e nem nos darmos conta.
Confesso que, por várias vezes, tentei vir aqui escrever. Agora que estou com os dedos no teclado, sinto um leve prazer em dedilhar este pequeno texto.
Não vai dar para contar TUDO o que aconteceu, assim, neste post, de uma só vez. Farei um flash back.
Tivemos um verão tenebroso rs com pouca chuva...aproveitamos bem.
O outono está sendo muito ameno...e, praticamente, com o inverno bem debaixo do nariz, a temperatura está bem agradável. As jaquetas pesadas de inverno ainda estão no armário.
E, claro, estou eu cá a fazer os pacotes de presentes para o Sinterklaas amanhã. É sempre um momento divertido com a família holandesa. Abolimos valores e presentes obrigatórios para os adultos, mas como resistir a tantas coisinhas e badulaques nas lojas? Não dá...a gente olha e pensa em alguém.
Também abolimos as poesias, mas eu continuo a fazer pequenos bilhetinhos com recadinhos do Sinterklaas e Zwarte Piet pro pessoal. Estou a cada ano mais afiada nos recadinhos 😉
E, por enquanto é isso...vejo vocês em breve!
Confesso que, por várias vezes, tentei vir aqui escrever. Agora que estou com os dedos no teclado, sinto um leve prazer em dedilhar este pequeno texto.
Não vai dar para contar TUDO o que aconteceu, assim, neste post, de uma só vez. Farei um flash back.
Tivemos um verão tenebroso rs com pouca chuva...aproveitamos bem.
O outono está sendo muito ameno...e, praticamente, com o inverno bem debaixo do nariz, a temperatura está bem agradável. As jaquetas pesadas de inverno ainda estão no armário.
E, claro, estou eu cá a fazer os pacotes de presentes para o Sinterklaas amanhã. É sempre um momento divertido com a família holandesa. Abolimos valores e presentes obrigatórios para os adultos, mas como resistir a tantas coisinhas e badulaques nas lojas? Não dá...a gente olha e pensa em alguém.
Também abolimos as poesias, mas eu continuo a fazer pequenos bilhetinhos com recadinhos do Sinterklaas e Zwarte Piet pro pessoal. Estou a cada ano mais afiada nos recadinhos 😉
E, por enquanto é isso...vejo vocês em breve!

domingo, 3 de junho de 2018
Casados!
A minha cunhada mais nova tem um namorado egipcio que já vive, talvez, há uns 20 anos por aqui. Não sei se todos estes anos só na Holanda...mas enfim...entre idas e vindas, acho que este é o terceiro ano deles juntos.
O rapaz é boa gente, mas, pouco sabemos dele. Está sozinho, sem família aqui. Nem a profissão dele a gente sabe direito. Só sei que fuma feito uma chaminé ambulante. Aliás, o que a gente fica sabendo dele é através do meu sogro, que ouve da minha cunhada.
Um dia desses, numa reunião em família, eu perguntei o verdadeiro nome dele. Ele usa um outro nome para ser "aceito mais fácil" aqui, meio americanizado! Como ele é de origem muçulmana, claro que o nome dele segue a linha dos nomes lá deles.
Ele fala que não é praticante da religião deles, porém, em algumas situações o vi mencionando sobre "nossos costumes" com os "costumes dele". Que isso e aquilo não pode na religião deles. E isso eu acho chato. Se você não segue mais, por que ficar confrontando as coisas na frente das pessoas com costumes diferentes? Se você já está inserido na atual cultura, por que ficar comparando?
Eu já reparei que a minha outra cunhada e o marido não dão muita pelota pra ele. Não é a questão de ignorar ou esnobar a pessoa. Eles só não querem saber de nada que eles não querem saber, entendem?
E o mais bizarro de tudo isso foi o meu sogro contando de um lance muito curioso. Eles estão CASADOS!
Como assim, casados? Perguntamos. O casamento vai acontecer ainda, quando? Vai ser onde? Aqui na Holanda ou no Egito?
Meu sogro explicou, desacreditado, que o rapaz primeiro pediu a mão da minha cunhada pra ele. Ok, meu sogro concordou. Nisso, o Ramsés lá pega o celular, abre lá um texto lá todo em árabe que lê em voz alta. Faz minha cunhada responder qualquer coisa lá e pronto: CASADOS!
Bom, nem sei se é pra levar a sério. A minha cunhada nem comunicou o enlace.
Bom, que sejam felizes para sempre. Talvez o fato de nem morarem juntos já facilite rs
Não...é cada uma.... 👰💗😕
O rapaz é boa gente, mas, pouco sabemos dele. Está sozinho, sem família aqui. Nem a profissão dele a gente sabe direito. Só sei que fuma feito uma chaminé ambulante. Aliás, o que a gente fica sabendo dele é através do meu sogro, que ouve da minha cunhada.
Um dia desses, numa reunião em família, eu perguntei o verdadeiro nome dele. Ele usa um outro nome para ser "aceito mais fácil" aqui, meio americanizado! Como ele é de origem muçulmana, claro que o nome dele segue a linha dos nomes lá deles.
Ele fala que não é praticante da religião deles, porém, em algumas situações o vi mencionando sobre "nossos costumes" com os "costumes dele". Que isso e aquilo não pode na religião deles. E isso eu acho chato. Se você não segue mais, por que ficar confrontando as coisas na frente das pessoas com costumes diferentes? Se você já está inserido na atual cultura, por que ficar comparando?
Eu já reparei que a minha outra cunhada e o marido não dão muita pelota pra ele. Não é a questão de ignorar ou esnobar a pessoa. Eles só não querem saber de nada que eles não querem saber, entendem?
E o mais bizarro de tudo isso foi o meu sogro contando de um lance muito curioso. Eles estão CASADOS!
Como assim, casados? Perguntamos. O casamento vai acontecer ainda, quando? Vai ser onde? Aqui na Holanda ou no Egito?
Meu sogro explicou, desacreditado, que o rapaz primeiro pediu a mão da minha cunhada pra ele. Ok, meu sogro concordou. Nisso, o Ramsés lá pega o celular, abre lá um texto lá todo em árabe que lê em voz alta. Faz minha cunhada responder qualquer coisa lá e pronto: CASADOS!
Bom, nem sei se é pra levar a sério. A minha cunhada nem comunicou o enlace.
Bom, que sejam felizes para sempre. Talvez o fato de nem morarem juntos já facilite rs
Não...é cada uma.... 👰💗😕
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
A sogra
Numa das vezes em que estivemos com a minha sogra, meu sogro me deu uma missão: comprar uma calça nova para a minha sogra, para o inverno.
Eu não sei que padrão ela adotou, mas ela usa as mesmas roupas todos os dias, as de verão. Não adianta confronta-la, ela não aceita. Meu sogro coloca estas roupas para lavar durante a noite, enquanto ela dorme.
Minha sogra não é uma pessoa difícil. Ao contrário, está sempre disposta a sair, a fazer um passeio. Foi fácil dizer que eu queria ir ver as lojas. Ela topou na hora. O problema seria faze-la provar a calça.
Fui pensando no caminho os argumentos que eu deveria usar. Ela não quer comprar nada para ela. Diz que não precisa de nada, que já tem tudo.
Na primeira tentativa, eu disse que o meu sogro queria que ela comprasse uma calça nova. Ela ficou brava. Aquilo não era da conta dele. Quem decide o que ela tinha que vestir, era ela e não ele. Ainda tentei usar o argumento de que ela tinha emagrecido. Em vão.
(In) Felizmente ela se esquece rápido das coisas, mudei de assunto. Saímos de uma loja e caminhamos pela rua central.
No caminho, ela me perguntou o que eu queria comprar. Eu respondi que queria comprar uma calça. Entramos numa outra loja. Começamos a olhar e ela mesmo foi dizendo o que achava bonito. Sugeri que ela experimentasse as que ela tinha gostado. Ela me olhou desconfiada. Eu disse que tinha sido aniversário dela - e tinha sido mesmo - e que a gente (o filho dela) não tinha dado presente. A calça seria o nosso presente para ela. Pronto, outra tentativa frustrada. Ela disse que a gente não tinha que gastar o nosso dinheiro com ela.
Saímos da loja e ela se distraiu com o movimento da rua e outras vitrines. Dei um tempo.
Na rua um senhor, alemão, se aproximou de nós. Ele estava com a esposa. Uma senhora de olhar perdido. Ele se aproximou falando em alemão. Aliás, quando estou lá na cidade dos meus sogros, nas lojas, o povo se dirige a mim falando em alemão. E isso acontece quase sempre que ando por lá, pelo comércio.
Minha sogra, toda atenciosa, parou e começou a falar com este senhor, em alemão misturado com o holandês.
Ele queria saber onde era uma padaria/doceria muito tradicional da cidade. Enquanto minha sogra tentava se lembrar pra poder ajudá-lo, a mulher dele saiu andando, como se estivesse em estado de hipnose. Naquele instante, ele disse que precisava ir atrás dela, pois ela tinha Alzheimer. Vejam bem a situação!
Minha sogra ficou chocada em saber, lamentou, se solidarizou e disse a ele que talvez fosse bom achar outra mulher. E a mulher do senhor sumindo entre a multidão lá na rua e eles não paravam de falar. Neste momento, eu pensei no que eu deveria fazer, porque a situação era cômica para não dizer trágica. O que era aquilo? E agora? E se o senhor perdesse a mulher dele? E se a minha sogra cismasse de ir atrás da mulher também? Foram minutos de tensão para mim, claro. Puxei a minha sogra pelo braço e disse que a gente tinha que ir. O senhor se despediu e saiu correndo atrás da mulher dele.
Novamente minha sogra me perguntou para onde estávamos indo. Pensei rápido e disse que precisava comprar um presente para uma amiga que fazia aniversário. E disse que iria comprar uma calça.
Ela achou meio estranho. Como eu saberia o tamanho certo da pessoa? Foi aí que eu disse que a minha amiga tinha o mesmo tamanho dela e que se ela provasse a calça, se ficasse bom para ela, ficaria perfeito para a minha amiga.
E foi assim, gente, que eu consegui comprar uma calça nova para a minha sogra.
Se ela tem usado? Não. Apenas usou uma vez quando veio aqui em casa. Eu disse ao meu sogro para dizer a ela que era presente nosso e que ela deveria usar quando viesse aqui. Foi o que ele fez e ela assim concordou porque saberia que ia nos agradar.
Mas tem mais história para vir por aí.
Eu não sei que padrão ela adotou, mas ela usa as mesmas roupas todos os dias, as de verão. Não adianta confronta-la, ela não aceita. Meu sogro coloca estas roupas para lavar durante a noite, enquanto ela dorme.
Minha sogra não é uma pessoa difícil. Ao contrário, está sempre disposta a sair, a fazer um passeio. Foi fácil dizer que eu queria ir ver as lojas. Ela topou na hora. O problema seria faze-la provar a calça.
Fui pensando no caminho os argumentos que eu deveria usar. Ela não quer comprar nada para ela. Diz que não precisa de nada, que já tem tudo.
Na primeira tentativa, eu disse que o meu sogro queria que ela comprasse uma calça nova. Ela ficou brava. Aquilo não era da conta dele. Quem decide o que ela tinha que vestir, era ela e não ele. Ainda tentei usar o argumento de que ela tinha emagrecido. Em vão.
(In) Felizmente ela se esquece rápido das coisas, mudei de assunto. Saímos de uma loja e caminhamos pela rua central.
No caminho, ela me perguntou o que eu queria comprar. Eu respondi que queria comprar uma calça. Entramos numa outra loja. Começamos a olhar e ela mesmo foi dizendo o que achava bonito. Sugeri que ela experimentasse as que ela tinha gostado. Ela me olhou desconfiada. Eu disse que tinha sido aniversário dela - e tinha sido mesmo - e que a gente (o filho dela) não tinha dado presente. A calça seria o nosso presente para ela. Pronto, outra tentativa frustrada. Ela disse que a gente não tinha que gastar o nosso dinheiro com ela.
Saímos da loja e ela se distraiu com o movimento da rua e outras vitrines. Dei um tempo.
Na rua um senhor, alemão, se aproximou de nós. Ele estava com a esposa. Uma senhora de olhar perdido. Ele se aproximou falando em alemão. Aliás, quando estou lá na cidade dos meus sogros, nas lojas, o povo se dirige a mim falando em alemão. E isso acontece quase sempre que ando por lá, pelo comércio.
Minha sogra, toda atenciosa, parou e começou a falar com este senhor, em alemão misturado com o holandês.
Ele queria saber onde era uma padaria/doceria muito tradicional da cidade. Enquanto minha sogra tentava se lembrar pra poder ajudá-lo, a mulher dele saiu andando, como se estivesse em estado de hipnose. Naquele instante, ele disse que precisava ir atrás dela, pois ela tinha Alzheimer. Vejam bem a situação!
Minha sogra ficou chocada em saber, lamentou, se solidarizou e disse a ele que talvez fosse bom achar outra mulher. E a mulher do senhor sumindo entre a multidão lá na rua e eles não paravam de falar. Neste momento, eu pensei no que eu deveria fazer, porque a situação era cômica para não dizer trágica. O que era aquilo? E agora? E se o senhor perdesse a mulher dele? E se a minha sogra cismasse de ir atrás da mulher também? Foram minutos de tensão para mim, claro. Puxei a minha sogra pelo braço e disse que a gente tinha que ir. O senhor se despediu e saiu correndo atrás da mulher dele.
Novamente minha sogra me perguntou para onde estávamos indo. Pensei rápido e disse que precisava comprar um presente para uma amiga que fazia aniversário. E disse que iria comprar uma calça.
Ela achou meio estranho. Como eu saberia o tamanho certo da pessoa? Foi aí que eu disse que a minha amiga tinha o mesmo tamanho dela e que se ela provasse a calça, se ficasse bom para ela, ficaria perfeito para a minha amiga.
E foi assim, gente, que eu consegui comprar uma calça nova para a minha sogra.
Se ela tem usado? Não. Apenas usou uma vez quando veio aqui em casa. Eu disse ao meu sogro para dizer a ela que era presente nosso e que ela deveria usar quando viesse aqui. Foi o que ele fez e ela assim concordou porque saberia que ia nos agradar.
Mas tem mais história para vir por aí.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Chove lá fora
E a vida segue, dentro de casa.
O rio no centro da cidade é atração garantida. Todo mundo querendo ver pois está às margens da avenida e da calçada, ou seja, próximo dos carros e mais ainda dos pedestres. É uma paisagem bonita.
O aniversário foi tranquilo. Pensei duas vezes este ano antes de comemorar com a família.
Aniversário que cai bem no meio da semana. Pra mim, comemorar um fim de semana antes é muito cedo, no fim de semana depois, é muito tarde! hahaha
Meus sogros vieram no dia, meu marido pegou a tarde livre e almoçamos todos juntos em casa mesmo. Almoço, aliás, super simples: sopa de tomate!
Me animei e, para não passar em branco, fiz uma torta de limão. Receita da mãe da minha amiga que parece mágica! Juntou, lacrou e a torta ficou perfeita.
Rolou jantar fora, vai, num restaurante que há anos passamos na porta e nunca entramos. E quase que não rola, pois começou a chover bem na hora de sair. A gente fez um esforço pra deixar o sofá pra trás. Vamos pedir pizza? Não...Fim de carreira, né, pedir pizza! rs Desconfio que estamos ficando preguiçosos! rs
Aliado a isso, a minha cunhada também faz aniversário, no mesmo dia que eu!
Ela comemorou na sexta, antes. Uma amiga que mora com ela, vez ou outra - sim, cada vez que termina com um namorado - e não falo de adolescentes, falo de mulheres com os dois pés na casa dos 40 anos - organizou a festinha. Pediu para a mãe fazer tudo! Assim é fácil, né, gente?
E juntou a meia dúzia de amigas holandesas sem namorados que seguem a moda infanto juvenil, a mãe da amiga que fez os pestiscos, o namorado egípcio e demais familiares.
O duro foi entrar na casa. Quando abrimos a porta do hall da casa, nos deparamos com uma nuvem de fumaça. Parecia aqueles cabarés de filme!
Não, a casa não estava pegando fogo. Era o povo fumando mesmo, com tudo fechado. Olha, minha vontade foi de voltar para trás. Eu só não me arrependi de uma coisa: de não ter tomado banho e nem ter lavado o cabelo! Mas as minhas roupas eram limpas. Ficaram empesteadas e, a uma hora da manhã, eu terminava meu banho e secava meu cabelo com o secador. Duro mesmo era o odor do cigarro no nariz.
E o pior de tudo da festa da minha cunhada! NÃO TEVE BOLO.
Quem organiza uma festa de aniversário SEM BOLO?
E o que a minha cunhada ganhou de presente dasmigas? Uma furadeira! Sim, mulher holandesa, né, gente! hahaha
Tomara que ela não ponha as paredes abaixo fazendo tantos buracos.
Mas você tá aí, criticando a festa da sua cunhada e você mesmo nem fez nada?
Pois é...não.O que de certa forma foi bom, pois agora será um aniversário atrás do outro, principalmente na família. E temos os compromissos com a minha sogra.
De qualquer forma, fazer aniversário é bom. Tirando o lado de ficar mais velha, receber atenção das pessoas queridas é bom.
Mais um ano...vamos em frente!
O rio no centro da cidade é atração garantida. Todo mundo querendo ver pois está às margens da avenida e da calçada, ou seja, próximo dos carros e mais ainda dos pedestres. É uma paisagem bonita.
O aniversário foi tranquilo. Pensei duas vezes este ano antes de comemorar com a família.
Aniversário que cai bem no meio da semana. Pra mim, comemorar um fim de semana antes é muito cedo, no fim de semana depois, é muito tarde! hahaha
Meus sogros vieram no dia, meu marido pegou a tarde livre e almoçamos todos juntos em casa mesmo. Almoço, aliás, super simples: sopa de tomate!
Me animei e, para não passar em branco, fiz uma torta de limão. Receita da mãe da minha amiga que parece mágica! Juntou, lacrou e a torta ficou perfeita.
Rolou jantar fora, vai, num restaurante que há anos passamos na porta e nunca entramos. E quase que não rola, pois começou a chover bem na hora de sair. A gente fez um esforço pra deixar o sofá pra trás. Vamos pedir pizza? Não...Fim de carreira, né, pedir pizza! rs Desconfio que estamos ficando preguiçosos! rs
Aliado a isso, a minha cunhada também faz aniversário, no mesmo dia que eu!
Ela comemorou na sexta, antes. Uma amiga que mora com ela, vez ou outra - sim, cada vez que termina com um namorado - e não falo de adolescentes, falo de mulheres com os dois pés na casa dos 40 anos - organizou a festinha. Pediu para a mãe fazer tudo! Assim é fácil, né, gente?
E juntou a meia dúzia de amigas holandesas sem namorados que seguem a moda infanto juvenil, a mãe da amiga que fez os pestiscos, o namorado egípcio e demais familiares.
O duro foi entrar na casa. Quando abrimos a porta do hall da casa, nos deparamos com uma nuvem de fumaça. Parecia aqueles cabarés de filme!
Não, a casa não estava pegando fogo. Era o povo fumando mesmo, com tudo fechado. Olha, minha vontade foi de voltar para trás. Eu só não me arrependi de uma coisa: de não ter tomado banho e nem ter lavado o cabelo! Mas as minhas roupas eram limpas. Ficaram empesteadas e, a uma hora da manhã, eu terminava meu banho e secava meu cabelo com o secador. Duro mesmo era o odor do cigarro no nariz.
E o pior de tudo da festa da minha cunhada! NÃO TEVE BOLO.
Quem organiza uma festa de aniversário SEM BOLO?
E o que a minha cunhada ganhou de presente dasmigas? Uma furadeira! Sim, mulher holandesa, né, gente! hahaha
Tomara que ela não ponha as paredes abaixo fazendo tantos buracos.
Mas você tá aí, criticando a festa da sua cunhada e você mesmo nem fez nada?
Pois é...não.O que de certa forma foi bom, pois agora será um aniversário atrás do outro, principalmente na família. E temos os compromissos com a minha sogra.
De qualquer forma, fazer aniversário é bom. Tirando o lado de ficar mais velha, receber atenção das pessoas queridas é bom.
Mais um ano...vamos em frente!
sábado, 23 de dezembro de 2017
Feliz Natal!
A gente percebe algo no ar quando vê o movimento no supermercado. É quase Natal.
O povo se aglomera nas filas do supermercado como se não houvesse amanhã. Uma loucura.
O assortimento é grande. Muitas coisas prontas e gostosas. Muitas novidades culinárias que é só colocar no forno. E os doces e sobremesas? Ohhh delícia. Só não vai fazer nada mesmo quem não quiser.
Na semana passada, dois dos nossos sobrinhos vieram passar o fim de semana conosco.
Foi a primeira vez do pequeno de 4 anos que chegou super empolgado com o pai no sábado à tarde. Mostrou a mochila com o pijama e os brinquedos escolhidos para a aventura. A irmã de 7 anos também veio.
Fomos ao evento no centro da cidade, mas eles são pequenos ainda para o tipo de festa. Só fomos mesmo porque a fila era pequena e a sobrinha estava muito curiosa. Logo pediram para voltar para casa. Achamos de bom senso saírmos com eles do meio do povo. Passamos no supermercado pois o combinado para o jantar era cachorro quente! Que para eles é apenas a salsicha no pão e mais nada! Fácil fazer janta para esta criançada.
Vimos desenhos no aconchego do sofá e logo os levei para cama. Dormiram como anjos!
No dia seguinte, para a nossa alegria, despertaram, pontualmente, às seis da manhã. Como conseguem acordar no meio a escuridão???? O tio levantou na frente para entrete-los e logo eu coloquei a mesa para o café com eles.
Não quiseram sair de casa no domingo. Ficamos de boa, só de pijama e vendo TV.
No meio da tarde a cunhada apareceu para buscá-los, mas ninguém queria voltar. A sobrinha só concordou porque caso ficasse morando aqui, teria que mudar de escola. hahaha Ela realmente ama a escola mais do que a gente! rs
E...em ritmo de Natal já vou logo começar o que prometi para a nossa ceia em família...e assim devem estar quase todos...com o pé na cozinha rs
E ficam aqui os meus votos de Feliz Natal para todo mundo que passa por aqui!
Luz, amor, paz e a fé de que caminhamos sempre para que o bem prevaleça entre nós.
O povo se aglomera nas filas do supermercado como se não houvesse amanhã. Uma loucura.
O assortimento é grande. Muitas coisas prontas e gostosas. Muitas novidades culinárias que é só colocar no forno. E os doces e sobremesas? Ohhh delícia. Só não vai fazer nada mesmo quem não quiser.
Na semana passada, dois dos nossos sobrinhos vieram passar o fim de semana conosco.
Foi a primeira vez do pequeno de 4 anos que chegou super empolgado com o pai no sábado à tarde. Mostrou a mochila com o pijama e os brinquedos escolhidos para a aventura. A irmã de 7 anos também veio.
Fomos ao evento no centro da cidade, mas eles são pequenos ainda para o tipo de festa. Só fomos mesmo porque a fila era pequena e a sobrinha estava muito curiosa. Logo pediram para voltar para casa. Achamos de bom senso saírmos com eles do meio do povo. Passamos no supermercado pois o combinado para o jantar era cachorro quente! Que para eles é apenas a salsicha no pão e mais nada! Fácil fazer janta para esta criançada.
Vimos desenhos no aconchego do sofá e logo os levei para cama. Dormiram como anjos!
No dia seguinte, para a nossa alegria, despertaram, pontualmente, às seis da manhã. Como conseguem acordar no meio a escuridão???? O tio levantou na frente para entrete-los e logo eu coloquei a mesa para o café com eles.
Não quiseram sair de casa no domingo. Ficamos de boa, só de pijama e vendo TV.
No meio da tarde a cunhada apareceu para buscá-los, mas ninguém queria voltar. A sobrinha só concordou porque caso ficasse morando aqui, teria que mudar de escola. hahaha Ela realmente ama a escola mais do que a gente! rs
E...em ritmo de Natal já vou logo começar o que prometi para a nossa ceia em família...e assim devem estar quase todos...com o pé na cozinha rs
E ficam aqui os meus votos de Feliz Natal para todo mundo que passa por aqui!
Luz, amor, paz e a fé de que caminhamos sempre para que o bem prevaleça entre nós.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Sinterklaas
O esquema é mais ou menos assim...
As crianças fazem desenhos e decoram a casa para dar boas vindas ao Sint.
É providenciado um saco de estopa com a estampa do Sint ou mais deles, onde ficam os presentes.
Afinal, cada detalhe é importante. Se é para fazer, tem que ser bem feito! rs
Estes sacos ficam escondidos das crianças até o grande momento: a chegada de Sinterklaas.
Afinal, cada detalhe é importante. Se é para fazer, tem que ser bem feito! rs
Estes sacos ficam escondidos das crianças até o grande momento: a chegada de Sinterklaas.
Quando chegamos, eu entro na frente e marido se esquiva para a garagem para deixar os nossos pacotes. Depois ele aparece.
Jantamos...desta vez tivemos no cardápio pratos típicos holandeses: stamppot e boerenkool.
E, à mesa, o assunto é como as crianças se saíram e se foram boazinhas e se terão presentes. No livro do Sinterklaas está tudo registrado.
Nos reunimos na sala para o café.
E, à mesa, o assunto é como as crianças se saíram e se foram boazinhas e se terão presentes. No livro do Sinterklaas está tudo registrado.
Nos reunimos na sala para o café.
Na casa dos meus sogros, meu sogro sentava-se ao piano e entoava as canções para o Sinterklaas e Zwarte Piet. Agora na minha cunhada, o cunhado montou uma discoteca, com iluminação e tudo!
As canções são mais novas, outros hits dançantes porém mantemos as antigas no repertório. Dançamos e cantamos várias músicas...bom, eu só sei uma inteira...o resto, eu dublo hahaha
As canções são mais novas, outros hits dançantes porém mantemos as antigas no repertório. Dançamos e cantamos várias músicas...bom, eu só sei uma inteira...o resto, eu dublo hahaha
E depois é chegada a hora mais importante...a chegada do Sinterklaas.
Houve uma época que vinha a caravana completa. Era uma loucura...porém, agora com a modernidade da tecnologia, um pequeno filme personalizado para a família é projetado na parede ou na tv mesmo. Sint passou a mandar email e mensagens pelo smartphone hahaha e nos avisa de que todos os presentes estão na garagem. E a correria é certa.
Cada criança pode escolher um pacote e entregar para o endereçado. Cada pacote tem um nome, um bilhetinho, uma poesia.
E nos divertimos vendo o que cada pacote traz.
Depois de tudo aberto, comemos a sobremesa e mais uma rodada de café. As crianças, a esta altura, estão entretidas com seus presentes e nós, adultos, podemos bater papo.
Ao fim, a canção de despedida e estamos todos felizes.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
E até o ano que vem!
dáág, dáág, dáág, dáág Zwarte Piet.
Dag Sinterklaasje,
dáág, dáág, luister naar ons afscheidslied.
E até o ano que vem!
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
O Sinterklaas, neve, oliebollen...coisas do inverno...
Ah o Sinterklaas...como sempre, divertido. É um momento muito família.
As crianças junto, fazendo as gracinhas e birras, nos enchendo de perguntas e contando as aventuras compativeis à idade.
Os nossos sobrinhos estão crescendo. Ainda há os pequenos, de 5, 4 e 3 e este trio é do barulho. As mais velhas de 10 e 7 estão assim mais adultas e transitam bem entre os adultos e os pequenos. Como sempre, dois deles não participam, proibidos pela mãe. Estes têm 12 e 9 anos. É uma pena.
Como eu disse, levei presentes para todos, e os recadinhos de Sinterklaas foram sucesso. Era engraçado ver as crianças pegando o pacote de presente e checando, primeiro, para ver se tinha algum bilhetinho.
Agora saia justa foi o recadinho de Sint para o namorado egípcio da minha cunhada - eles, no meio do ano terminaram mas, logo depois, reataram, porém nada oficializado - que dizia que era bom tê-lo de novo na festinha e que esperava que ele participasse novamente do próximo ano. E, oh, não fui eu quem escreveu! Juro!
E olhem o que eu ganhei: um estojo com produtos da Rituals que eu gosto muito e a tradicional letra de chocolate!
Marido ganhou um livro muito interessante que ele está apreciando.
E, não teve neve para a nossa noite de Sinterklaas, maaaassss ela deu as caras neste fim de semana.
Hoje estamos com código vermelho para o país todo.
Neve é sinônimo de beleza mas também de transtornos gerais para todos. A nuvem amarela é a neve.
Aeroporto com muitos vôos cancelados, bem como trens. Estradas fechadas e acidentes por causa do asfalto congelado e liso.
Aqui a gente, digo nós, respeita os avisos de alerta. Tem muita gente que não está nem aí.Tínhamos que ter ido para os meus sogros, mas por motivo de força maior, desistimos.
O jeito foi ficar em casa, só nas guloseimas. Muitos oliebollen...

...e clássicos na TV como The Snowman, que eu acho lindo cada vez que vejo.
E isso tá aqui tá praticamente uma Sibéria
As crianças junto, fazendo as gracinhas e birras, nos enchendo de perguntas e contando as aventuras compativeis à idade.
Os nossos sobrinhos estão crescendo. Ainda há os pequenos, de 5, 4 e 3 e este trio é do barulho. As mais velhas de 10 e 7 estão assim mais adultas e transitam bem entre os adultos e os pequenos. Como sempre, dois deles não participam, proibidos pela mãe. Estes têm 12 e 9 anos. É uma pena.
Como eu disse, levei presentes para todos, e os recadinhos de Sinterklaas foram sucesso. Era engraçado ver as crianças pegando o pacote de presente e checando, primeiro, para ver se tinha algum bilhetinho.
Agora saia justa foi o recadinho de Sint para o namorado egípcio da minha cunhada - eles, no meio do ano terminaram mas, logo depois, reataram, porém nada oficializado - que dizia que era bom tê-lo de novo na festinha e que esperava que ele participasse novamente do próximo ano. E, oh, não fui eu quem escreveu! Juro!
E olhem o que eu ganhei: um estojo com produtos da Rituals que eu gosto muito e a tradicional letra de chocolate!
Marido ganhou um livro muito interessante que ele está apreciando.
E, não teve neve para a nossa noite de Sinterklaas, maaaassss ela deu as caras neste fim de semana.
Hoje estamos com código vermelho para o país todo.
Neve é sinônimo de beleza mas também de transtornos gerais para todos. A nuvem amarela é a neve.
Aeroporto com muitos vôos cancelados, bem como trens. Estradas fechadas e acidentes por causa do asfalto congelado e liso.
Aqui a gente, digo nós, respeita os avisos de alerta. Tem muita gente que não está nem aí.Tínhamos que ter ido para os meus sogros, mas por motivo de força maior, desistimos.
O jeito foi ficar em casa, só nas guloseimas. Muitos oliebollen...

...e clássicos na TV como The Snowman, que eu acho lindo cada vez que vejo.
E isso tá aqui tá praticamente uma Sibéria
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